Tempranillo Espanhol, Malbec Argentino, Churrasco e afins

“Um homem nobre nunca odeia um bom vinho: é um preceito monarcal.” François Rabelais

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Introdução

Olá amigos, assim como tivemos um post anterior no blog que foi um mix de vinhos, cervejas e uísques (link), hoje o nosso post também será um mix de dois encontros que participei mas com ênfase principalmente nos vinhos da espanha e da sua uva mais famosa: tempranilho.

Cervejas

Comecemos falando sobre grandes cervejas como é costume do nosso blog. Inicialmente temos três cervejas polonesas.

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Uma boa cerveja de trigo com leve corpo e levemente aromática.

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Outra cerveja de trigo com menos corpo que a anterior porém com boa formação de espuma e bom drinkability.

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Essa é uma cerveja pilsen sem muitas características próprias. Mas valeu pelo conhecimento!

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Essa é uma weizen alemã muito gostosa. Cerveja artesanal de trigo alemã rica em aromas com leve toque de banana e cravo, notas de baunilha e suave perfil cítrico, que remete a limão. Apresenta cor alaranjada clara, líquido levemente turvo não filtrado, corpo médio e espuma abundante. Uma cerveja de trigo muito saborosa, extremamente refrescante e de sutil amargor, mas que poderia ter um pouco mais de corpo e turbidez.

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Essa witbier foi muito requisitada para o blog e confesso que ela só perde para a St. Bernardus Wit (link). Muito aromática e presença da semente de coentro e da casca de laranja. Também é refermentada na garrafa por várias semanas para arredondar seu sabor. O único ponto negativo foi a acidez um pouco mais forte para o padrão de uma wit.

Primeiro Encontro

O primeiro encontro foi o churrasco de dia das mães em que tivemos alguns vinhos da uva malbec e um grande tempranillo espanhol. Ambos harmonizaram muito bem com uma costelinha de porco, picanha, maminha, queijo coalho e asinha de frango.

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Conforme tenho batido na tecla desde o início do blog, o vinho que mais harmoniza com um bom churrasco é o malbec argentino (link), e esse exemplar é um exemplo de um vinho de ótimo custo benefício. Tinto elegante, apresenta aromas de frutas maduras como cerejas, ameixas e amoras, taninos maduros e final de boca persistente. É produzido em Lunlunta, Luján de Cuyo, região de maior expressão da uva malbec, na Argentina. Seus vinhedos tem mais de 50 anos, proporcionando mais estrutura e sabor.

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Esse é o exemplo do “bom e barato”. Vinho de R$ 30 que agrada muito bem o paladar.

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Esse é um dos grandes exemplos de como a uva malbec na Argentina se destaca. A denominação gran reserva por si já diz tudo (link). Um vinho muito bem feito e com uvas selecionadas por um ótimo preço (R$ 70). Apresenta aromas de framboesa, ameixa e cereja negra, notas de baunilha, café, chocolate e um toque amadeirado. Tinto fresco, com médio corpo e taninos presentes. Elaborado com uvas selecionadas e colhidas à mão, esse Gran Reserva, traz a expressão da uva Malbec cultivada em Agrelo, Luján de Cuyo.

Tempranillo Espanhol

Desde o início do blog temos visto que cada país possui uma ou algumas uvas símbolo que se apresentam como sua assinatura vínica. No Chile temos a Cabernet-Sauvignon (link) e a Carmenère (link). Na Argentina temos a Malbec (link), nos EUA temos a Zinfandel (link) e na Espanha temos a uva tempranillo.

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Fonte: http://www.pinterest.com

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Os vinhos produzidos com essa uva possuem aromas muito frutados de frutas negras como cereja, mirtilo, morango e ameixas. E aromas secundários e terciários de chocolate, tabaco, baunilha, pão, cereais e couro. É com essa uva que se obtém vinhos lendários e extremamente caros como o Vega Sicília já apresentado anteriormente no blog (link).

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E hoje iremos escolher um clássico espanhol: Finca Constancia Parcela 23 Tempranillo 2013, da bodega da família Gonzalez Byass.

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Vinho possuidor de um paladar fresco, com bom corpo, taninos macios e toque de especiarias também possui nuances de frutas. Valeu a aquisição!!

Segundo encontro

Durante uma visita aos amigos Nelson e Ana tivemos a oportunidade de degustar bons uísques com petiscos e, novamente, um bom tempranillo espanhol.

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Chivas é um scotch que dispensa apresentações, e ainda mais um de 18 anos!!

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Whisky Singleton 12 Anos Of Glen Ord, um dos melhores scotch single malt que eu já tive a oportunidade de degustar. Abaixo eu quero deixar um vídeo promocional dele:

https://www.youtube.com/watch?v=QUtuGbY4e5U

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Mais um Bourbon de destaque.

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Mais um tempranillo com bom custo benefício! Mais um com a qualificação “bom e barato”. Vinho espanhol por R$ 35 que vale a pena.

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Esse exemplar do Douro já me foi alvo de muitas perguntas pelos leitores do blog. E eu realmente o recomendo. Talvez seja um dos melhores custo benefício dos chamados vinhos “bons e baratos”. Um grande exemplar para o dia-a-dia, chegando a ser premiado! A safra 2013 recebeu a alta pontuação de 90pts pela conceituada revista Wine Spectator. Isso é muito de se esperar de um vinho de R$ 35.

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Tudo isso harmonizou muito bem com um bom salame espanhol e nuts (pistache, amendoim, amêndoas, etc).

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Tivemos também um maravilhoso pão de azeitonas com um delicioso azeite italiano feito com trufas brancas!

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E um com trufas negras!

Conclusão

Acho que o ponto chave desse post é que o vinho não precisa ser caro para ser bom. Ele também serviu para atender a pedidos sobre vinhos bons e baratos na faixa de R$ 30.

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Teste cego de Bordeaux Chileno Versus Grand Vin de Bordeaux

“Onde o bom vinho falta, encurta o espaço para o amor” (João Alberto Catalão)

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Introdução

Olá amigos, hoje teremos um post bem diferente do que estamos habituados aqui no blog pois ele será o cumprimento de uma promessa feita desde o nosso primeiro post (link). Desde o começo temos falado que vinhos chilenos e argentinos possuem a mesma qualidade que os europeus mas ainda não fizemos nenhuma comprovação prática no blog salvo no último post (link). Hoje iremos comparar na prática um vinho premiado do chile com outro premiado de Bordeaux (região produtora de vinhos mais famosa do mundo).

Teste Cego

Aqui no blog já tivemos a oportunidade de falarmos sobre teste cego inclusive daquele que foi o mais famoso já feito: O Julgamento de Paris de 1976 (link). Nesse ano pela primeira vez vinhos americanos desbancaram vinhos franceses que até então eram cridos serem imbatíveis.

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Julgamento de Paris de 1976

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Recentemente, Eduardo Chadwick decidiu provar que seus vinhos de aproximadamente R$500 eram melhores do que renomados franceses de até mesmo R$17.400 como o Château Lafite-Rothschild 2000 e promoveu vários testes cegos com diversos especialistas.

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E o resultado foi como ele esperava: seus vinhos eram melhores do que os franceses e os italianos. Se alguém quiser saber mais detalhadamente sobre esse evento basta clicar no link abaixo:

http://vinho.ig.com.br/index.php/2013/07/05/chadwick-o-chileno-que-desafia-e-ganha-dos-franceses/

O canal Vox do youtube também fez um vídeo mostrando que é idiotice pensar que um vinho muito caro é necessariamente melhor do que um mais barato. É lógico que um vinho de qualidade não é tão barato, mas é uma ilusão achar que porque ele é muito caro ele é muito melhor. Confiram o link:

https://www.youtube.com/watch?v=mVKuCbjFfIY&feature=share

Vinhos de escolha

Mas para se realizar um teste adequado é necessário comparar semelhantes. Não se compara banana com abacaxi. Devido à diferença de moeda é possível comprar um vinho muito top chileno por cerca de R$100-150, mas um da mesma qualidade europeu (Francês ou Italiano) não sai por menos de R$200. Outro ponto importante é compararmos vinhos de uvas e/ou blends semelhantes. Bordeaux praticamente só produz assemblages (vinhos com mais de uma uva diferentes, normalmente Cabernet-Sauvignon, Merlot e Cabernet-Franc) enquanto que vinhos do Chile e os do Novo Mundo em geral são feitos quase sempre com uma única uva.

Montes Alpha Cabernet-Sauvignon 2011

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Do lado chileno temos uma lenda que é um verdadeiro clássico da América do Sul. O Montes Alpha foi o primeiro grande tinto chileno, inspirado nos melhores vinhos de Bordeaux. Foi eleito o “melhor Bordeaux chileno” pela revista Decanter, e equivale em qualidade a um “cru bourgeois” de preço três ou quatro vezes maior! Concentrado e refinado, com muita estrutura, camadas e mais camadas de fruta madura e um elegante final de boca. Um vinho excelente, de imbatível relação qualidade/preço. Esse foi o vinho recomendado pelo sommelier Gérson num post anterior do Blog (link). Apesar de possuir o nome Cabernet-Sauvignon ele é um blend com outras uvas como a Merlot. Custa em média R$120-150.

Château Villa Bel Air 2010

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Do lado Francês temos outra lenda que é considerado como um dos maiores representantes dos vinhos de Bordeaux. Um vinho realmente apetitoso na opinião de Jancis Robinson e um livro texto da região de Graves nas palavras de Robert Parker, o Château Villa Bel-Air é um Bordeaux cheio de personalidade, combinando as castas Cabernet Sauvignon (40%), Merlot (50%) e Cabernet Franc (10%) de vinhedos plantados nos famosos solos da região, repletos de pedregulhos. Elaborado com maestria pela família Cazes, do famoso Château Lynch Bages, é um grande achado de Bordeaux. Uma garrafa padrão de 750ml dele corresponde a aproximadamente R$230-260. Por sorte consegui comprar uma meia garrafa numa promoção.

O embate

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Durante o teste cego os participantes tiveram opiniões bem semelhantes. Os dois vinhos possuem boa estrutura e apresentam alto grau de qualidade, mas o da esquerda (taça maior e mais alongada) se mostrou bem superior no quesito aromas e retrogosto. Esse é realmente um vinho muito aromático e agradável ao nariz; na boca eles são bem semelhantes mas o retrogosto do da esquerda é também muito superior e agradável. O fim dele é longo, muito persistente e saboroso. Enquanto que o da direita possui um final seco, levemente amargo e desagradável. Devido a essas características, o da esquerda foi escolhido por unanimidade como o melhor vinho. O resultado é o que se segue:

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Ou seja, o Chileno se saiu como vitorioso para minha surpresa, pois eu pensei que o melhor era o Francês!! Isso apenas confirma o que foi dito no post anterior (link): é no Chile que a Cabernet-Sauvignon encontra sua expressão máxima!!

Harmonização

Os vinhos do tipo Bordeaux harmonizam muito bem com um bom pernil de cordeiro (gigot d’agneau) mas, infelizmente dessa vez eu não acertei a mão da receita e prometo que eu refá-la-ei em breve aqui no blog. Por enquanto deixo as fotos da tentativa:

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Conclusão

Conseguimos comprovar o que venho dizendo desde o começo do blog: um vinho não é melhor do que outro necessariamente por ser mais caro ou por ser de um lugar muito consagrado como Bordeaux ou Bourgogne. Mas ao mesmo tempo quero frisar aqui que não é meu objetivo afirmar que os vinhos franceses são inferiores aos chilenos ou a qualquer outro, mas encorajar a todos que provem e aproveitem todos os tipos de vinhos, franceses ou não. Em breve espero estar trazendo mais vinhos franceses aqui no blog. Abraços e fiquem com Deus.

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Coq au vin, queijos e vinhos franceses, chartreuse e degustações de pinot noir

“Ao contrário dos relacionamentos pessoais e profissionais, no vinho a infidelidade é essencial” (João Filipe Clemente)

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Introdução

Olá amigos, hoje o nosso post será um tanto especial pois será um evento francês com uma receita de um coq au vin e degustações múltiplas de grandes Pinot Noir e outros vinhos. Esse é o quinto encontro da Confraria Távola Di Amici (amigos e familiares) e ele ocorrerá na minha casa. Caso alguém queira conferir o quarto encontro, basta clicar aqui.

Receita do Coq au Vin

Amigos, essa é uma receita que demora algumas horas para ficar pronta, logo recomendo começar a prepara-la cedo. Já tivemos aqui no blog um post sobre o coq au vin contando sua história, caso queira conferi-lo basta clicar aqui.

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Tomemos então cerca de 25 mini cebolas, descascamo-las e reservamos:

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Picamos também cerca de duas mini cebolas e reservamo-las:

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Cortamos em rodelas duas cenouras:

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Numa panela grande de ferro colocamos azeite e manteiga para dourarmos as cebolas:

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Depois de douradas, retiramo-las do fogo e reservamo-las:

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Usando o mesmo azeite e manteiga usados para dourar as cebolas, douramos cerca de 750g de bacon:

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Assim que o bacon estiver dourado, acrescentaremos cerca de 2,5kg de frango caipira. A receita original previa um galo mas, devido à dificuldade de acha-lo, iremos utilizar frango caipira comum. Também se usa o galo todo na receita original, mas aqui iremos usar apenas sobrecoxas.

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Vamos dourar o frango junto com o bacon:

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Assim que o frango estiver dourado iremos acrescentar a cebola picada e a cenoura para dourarem juntos:

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Depois de cozê-los juntos, o próximo passo é acrescentar cerca de duas colheres de sopa de farinha de trigo e cozê-la junto com os outros ingredientes:

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Depois de cozidos iremos acrescentar alho, sal, pimenta e algumas folhas de louro:

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Depois vamos cobrir todos os ingredientes com duas garrafas de vinho tinto:

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E agora se inicia um longo cozimento. Baixe o fogo e deixe o galo cozinhar por cerca de 2 horas sempre mexendo para não grudar no fundo da panela.

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Enquanto isso iremos preparar os champignons:

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Aproximadamente 600g e partimos todos em 4 pedaços:

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Vamos agora coloca-los na frigideira com manteiga:

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Vamos agora usar o suco de 1 limão, sal e pimenta do reino:

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Depois de fritos, apenas reservamo-los junto com os outros ingredientes. Após aproximadamente 2 horas o frango já vai ter adquirido uma consistência bonita:

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É a hora de unirmos as cebolas, o champignon e checar o sal e a pimenta:

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Depois disso o coq au vin deve ainda ser cozinhado por cerca de 30-40 minutos. Enquanto isso prepararemos umas entradas para o início do evento: queijos franceses e batatas gratinadas com queijo gorgonzola feitos pela minha esposa Aline.

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Para fazer as batatas basta primeiro cozê-las na água:

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Fazer orifícios e colocar o molho feito com queijo gorgonzola e creme de leite antes de gratiná-las no forno:

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Com essas entradas temos algumas cervejas artesanais:

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Witbier brasileira muito bem feita, vale a pena conferir.

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Uma weizen alemã:

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Outra witbier artesanal muito bem feita:

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Harmonização e características da pinot noir

Conforme falamos no post anterior, o coq au vin combina perfeitamente com vinhos da Borgonha, principalmente os feitos com a uva pinot noir. Essa que é considerada uma das uvas mais difíceis de serem cultivadas por exigir terroirs muito específicos. É dela que se obtém vinhos lendários como o romanée-conti que são vendidos no Brasil com valores absurdos de até R$40 mil reais:

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A pinot noir é talvez a uva mais adorada pelos grandes apreciadores de vinhos. É dito que, através dela produz-se vinhos muito delicados e saborosos. Ficou muito famosa no mundo e, principalmente nos EUA, depois do filme Sideways.

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São vinhos que possuem baixo nível de taninos, uma acidez moderada e aromas muito frutados de cereja, amora, framboesa, especiarias, ervas e flores. Com a idade ressalta toques animais, couro e cogumelos secos. Mas é difícil definir um gosto típico de Pinot Noir, justamente por depender muito do terroir do qual foi extraída, e do seu processo de vinificação.

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Fonte: https://www.winefolly.com

Por esses motivos, houve uma decisão de harmonizar nosso coq au vin com diversos tipos de pinot noir. O primeiro e o segundo da lista foram degustados num evento anterior com o mesmo prato. Segue-se um pinot noir maravilhoso chileno da bodega ventisquero já citada algumas vezes no blog:

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E um pinot noir argentino maravilhoso: Partidge Reserva Pinot Noir 2013

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Degustados lado a lado todos os dois harmonizaram com o prato porém pode-se perceber a diferença de um pro outro: o chileno bastante aromático e com presença de madeira, porém com uma acidez um pouco acima da média. Já o argentino bem mais redondo e equilibrado em nada se destacando (chileno da esquerda e argentino da direita).

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Vinhos de escolha

O desafio era degustar vários tipos de pinot noir e dizer qual país produz o melhor deles. Para esse desafio tivemos alguns vinhos de peso. O primeiro deles foi um chileno ganhador de vários prêmios, detentor de 91 pontos pelo Wine Spectator (James Suckling): Arboleda Pinot Noir 2014.

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O segundo é um clássico da Califórnia cujo nome dispensa comentários: Robert Mondavi Private Selection Pinot Noir 2014. Caso alguém não tenha visto o post sobre os vinhos californianos pode clicar aqui.

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E temos também dois representantes clássicos da região lendária da Borgonha (o berço da Pinot Noir e dita pelos especialistas possuir os melhores vinhos). Masson Dubois Bougorne 2011 e Louis Latour 2013.

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Início das degustações

Após o tempo previsto o coq au vin ficou pronto:

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Como acompanhamento fica perfeito uma baguete de parmesão.

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Quando colocamos os três um do lado do outro fica fácil ver algumas características: o chileno é o mais aromático porém o mais ácido de todos. O americano é o mais redondo e agradável com um retrogosto agradável e macio enquanto que o francês é um bom vinho mas sem personalidade e com retrogosto seco e levemente desagradável. Nada se destaca nele, mas de acordo com os presentes foi o que melhor harmonizou com o prato. Nesse duelo não houve vencedores pois todos eram muito bons.

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Além desses pinot noir tivemos alguns outros muito bons:

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Esse é um Francês feito com um assemblage de uvas:

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Um primitivo italiano que foi uma das estrelas da festa: La Marchesana Primitivo di Puglia 2015.

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Mais uma vez um vinho da bodega ventisquero: Carmenère 2015

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E um vinho português do Douro que impressionou por sua qualidade por ser um vinho de R$30 reais. Ele é um dos exemplos de que um vinho não precisa ser caro para ser bom!

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Dessert

Como sempre na confraria sempre temos uma surpresa que nos aguarda e hoje foi a vez da maravilhosa torta mais do que genuinamente francesa feita pela minha tia Sônia: Tarte Tatin.

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Essa torta é muito conhecida na França e tem uma história bem legal. Reza a lenda que a Tarte Tatin teria nascido de um erro culinário, ocasionado por um momento de desatenção da cozinheira. Quando Jean Tatin faleceu no final do século XIX, suas filhas Stéphanie e Caroline herdaram o hotel e restaurante Tatin, situado na pacata cidade de Lamotte-Beuvron, no Loir-et-Cher (centro da França). Caroline era conhecida por ser uma excelente administradora. Já Stéphanie, era uma cozinheira muito talentosa. As duas formavam uma ótima equipe e, mesmo após o falecimento do pai, elas continuaram gerindo com brio o estabelecimento familiar. Uma das especialidades de Stéphanie era a torta de maçãs, que ela servia morna, caramelizada e bem macia. Os clientes vinham de longe para apreciar a famosa iguaria. No entanto, Stéphanie também era conhecida pelo seu jeito meio distraído e tagarela. Assim, num dia de muito movimento, ela ficou conversando demais com os clientes até que se deu conta de que a sobremesa não estava pronta. Então, ela correu para preparar a famosa torta, pôs ela no forno e só depois é que reparou que tinha esquecido de colocar a massa no fundo da forma. Vendo que as maçãs estavam caramelizadas, ela teve a idéia de pôr a massa por cima e de virar a torta quando ela saísse do forno. Quanto aos clientes, eles simplesmente adoraram a nova receita!

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Como acompanhamento para essa receita temos dois licores genuinamente franceses e difíceis de encontrar fora da França. O primeiro deles é o Chartreuse, um licor de pêra:

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O segundo é o liqueur de génépi de savoie feito com uma florzinha que cresce nos alpes franceses:

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Conclusão

Foi um prazer muito grande receber todos na minha humilde residência e partilhar de momentos tão indeléveis! Recomendo cada um dos vinhos desse post. Grande abraço a todos e fiquem com Deus.

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Harmonizando frango assado com vinhos brancos e rosés

“Para vinho ter gosto de vinho, deve ser tomado com um amigo” (Provérbio Espanhol)

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Introdução

Olá amigos, hoje o nosso post será um exemplo de como a simplicidade pode ser perfeita para um encontro de amigos. Como um simples frango na brasa pode ser uma comida tão espetacular. Este é o quarto encontro da Confraria Távola Di Amici (amigos e familiares), caso alguém queira conferir o terceiro encontro, basta clicar aqui.

Cervejas

Como é de costume no nosso blog, antes de falarmos sobre o evento e os vinhos do post, faremos um breve review de algumas excelentes cervejas. Hoje falaremos das cervejas produzidas pela Cervejaria Colorado, a qual, na minha opinião, é a melhor cervejaria do Brasil. O que torna elas tão especiais é não apenas o altíssimo nível de qualidade mas também os ingredientes típicos brasileiros usados nas receitas. A primeira delas é uma pilsen bem incomum que recebe mandioca na sua composição: a Cauim.

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Confesso que demorei um bom tempo até me animar a querer degustar essa cerveja por pensar que mandioca nada tinha a ver com a bebida. Mas essa combinação é simplesmente estonteante e produz uma pilsen bem mais encorpada do que as outras comumente conhecidas. O nome Cauim vem do Tupi e se refere a uma antiga bebida fermentada de cereais e mandioca, fabricada pelos índios brasileiros.

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Essa segunda é simplesmente uma das cervejas de trigo mais gostosas que eu já provei na vida (se não foi a melhor). A combinação de maltes de trigo com mel de abelhas dá um toque todo especial a essa cerveja. Já é a segunda vez que falo dela no blog (confira o primeiro review aqui).

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A terceira é uma IPA consagrada no mundo todo e vencedora de diversos prêmios por sua qualidade e inovação por utilizar rapadura na sua confecção. Vale a pena conferir mesmo se você não curte muito o estilo IPA.

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Essa quarta cerveja do estilo porter ganhou o prêmio em 2016 junto com a Wäls Dubbel (review aqui) pois foram eleitas as melhores do mundo pelo World Beer Award, prêmio considerado o Oscar da cerveja.

Início do evento

Amigos, hoje estamos na casa maravilhosa e aconchegante dos amigos Vitor e Marcela e vamos provar um frango assado na brasa que é especialidade dele:

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O segredo é deixar o frango marinando por 4 horas com limão tahiti, limão siciliano, cerveja preta, suco de laranja e whiskey (pode ser Scotch ou Bourbon).

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Enquanto o frango é assado, vamos apreciar uma deliciosa witbier:

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Cerveja muito agradável e fácil de beber! Sente-se o aroma da casca de laranja e da semente de coentro sem destoar dos outros. Cerveja bem equilibrada!

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Essa segunda já foi alvo de review no nosso blog (link).

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Essas cervejas harmonizaram bem com alguns queijos como provolone e emmental e com umas deliciosas bruschettas preparadas pelo Vitor com pão de milho:

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Vinhos de escolha

Normalmente um frango na brasa harmoniza muito bem com um vinho tinto como o pinot noir, mas o desafio lançado foi que a harmonização deveria ser feita exclusivamente com vinhos brancos ou rosés.

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O primeiro vinho é um corte chileno feito majoritariamente com a cepa chardonnay com um pouco de pinot blanc e pinot grigio. A denominação reserva garante a esse vinho um estágio de médio prazo em barricas de carvalho.

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O segundo vinho é simplesmente magnânimo por ser produzido por uma bodega de muito prestígio no Chile e por receber classificação máxima de qualidade. O selo Gran Reserva indica não apenas longo tratamento e envelhecimento em barricas de carvalho mas também utiliza-se uvas de primeira qualidade (caso alguém queira entender mais sobre a diferença entre reservado, reserva e gran reserva clique aqui).

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O terceiro e o quarto são rosés franceses originários da região de Provence. Eles são um assemblage de várias uvas (Cinsault, Grenache, etc).

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E como guarnição temos uma batata recheada com queijos.

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Dessert

Após o frango maravilhoso temos ainda uma sobremesa deslumbrante feita pela Marcela:

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E para harmonizar com ela temos dois vinhos de sobremesa: um argentino e outro da África do Sul.

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Conclusão

Vitor e Marcela, acredito que não foi apenas minha opinião mas de todos os amigos da confraria de que foi o frango assado mais gostoso que já comi na vida. Foi um prazer muito grande esses momentos com vocês! Confesso que fiquei meio incrédulo a princípio sobre se a harmonização daria certo e, mais uma vez, fui surpreendido! Recomendo cada um dos vinhos desse post. Grande abraço a todos e fiquem com Deus.

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Fettuccine verde ao molho pomodoro, frango na cerveja e duelo de shiraz australiano com chileno

 “Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons.” Cícero

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Introdução

Olá amigos, hoje iremos falar sobre como combinar massas com vinhos e faremos um teste cego para decidirmos qual o melhor Shiraz: australiano ou argentino?

Cervejas

Começaremos falando sobre uma cerveja japonesa que tem se popularizado bastante no Brasil: Kirin Ichiban.

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Essa é uma cerveja que pode ser tida como uma boa opção para o público brasileiro em geral por se tratar de uma puro malte de bom custo benefício.A segunda é uma witbier espanhola: Estrella Damm Inedit.

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Essa é uma cerveja artesanal espanhola criada em parceria com o chef Ferran Adrià, do Restaurante El Bulli. Combina maltes de cevada e trigo, lúpulos, coentro, casca de laranja e alcaçuz, e passa por segunda fermentação na garrafa para ganhar complexidade. Frutada e floral no aroma, adocicada no paladar. É cremosa, fresca, frisante e de final agradável. A terceira cerveja é uma Weiss alemã muito conhecida: Erdinger Urweisse.

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Como todos sabem, a Erdinger tradicional é a cerveja de trigo mais consumida do mundo. Já a Urweisse é produzida apenas com o processo de alta fermentação nos tanques (não é refermentada na garrafa), mantendo assim as características típicas de uma cerveja Weiss, com aroma e paladar complexos, rico em notas frutadas.

Características da Shiraz

Amigos, já tivemos aqui no blog um post sobre o vinho que é considerado o melhor Shiraz do mundo: o Crozes-Hermitage (link para o post). E hoje vamos falar sobre o país que produz os segundos melhores Shiraz: a Austrália. Mas quais são as características dessa uva tão famosa?

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Fonte: http:\\www.winefolly.com

A Shiraz é uma das uvas mais antigas usadas para fazer vinho datando dos gregos e romanos. Ela tem origem no vale do Rhone na França e possui aromas deliciosos de amoras, chocolate, pimenta, baunilha, tabaco e cogumelos:

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Fonte: https://br.pinterest.com

Harmonização e Teste Cego

Hoje vamos escolher uma massa para harmonizar com essa uva maravilhosa. O prato de escolha será um fettuccine verde (leva espinafre na massa) ao molho pomodoro e um frango na cerveja.

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Enquanto a comida vai sendo preparado podemos ir saboreando um delicioso pão caseiro com queijos e uma boa cerveja.

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Ou uma caipiroska feita com uma maravilhosa vodka francesa: Cîroc.

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Com a comida pronta podemos começar o embate entre os dois vinhos: Chileno ou Australiano?

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No teste cego realizado entre as 5 pessoas presentes, todas foram unânimes em escolher o Australiano, o qual se mostrou bem superior tanto no bouquet quanto na boca. Testamos também como harmonização um pinot noir californiano (redwood creek) e um cabernet-sauvignon da África do Sul.

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E o pinot noir mais uma vez foi a bola da vez ganhando no quesito harmonização!

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Sobremesa

Para a torta de limão tivemos uma seleção de drinks:

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Licor 43:

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Bellini e Rossini:

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Conclusão

Dessa vez o australiano se sobressaiu ao chileno mas para a harmonização com a comida o pinot noir californiano surgiu incólume!!

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Resumo dos posts divididos por seções

 “Dinheiro não compra felicidade, mas compra vinho, que é quase a mesma coisa!” (Anônimo)

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Introdução

Olá amigos, já tivemos vários posts desde o início do nosso blog e esse post tem o objetivo de ser um resumo sucinto e objetivo de cada um deles de forma que, se você perdeu algum conteúdo e/ou deseja revisitá-lo, ele possa ajudá-lo.

Tópicos para Iniciantes

1- Desbravando o mundo do vinho (link para o post)

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O primeiro post do nosso blog foi uma visão geral sobre o que é o mundo dos vinhos e como um leigo pode começar a desbravar essa aventura. Há dicas de nomenclaturas, taças, adegas, etc. Nesse post temos uma dica de como escolher o primeiro vinho e harmonização.

2- Como degustar um vinho (link para o post)

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O segundo post é sobre como um vinho deve ser degustado e sobre as três fases da degustação: o olhar, o nariz e a boca do vinho.

5- História e tipos de copos ou “taças” de vinho (link para o post)

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O quinto post é um estudo sobre a história das taças de vinho e os tipos de taças específicas para cada tipo de vinho.

10- Como um vinho é feito? (link para o post)

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No décimo post do nosso blog há uma explicação completa sobre como um vinho é feito desde o plantio até a garrafa. Termos como terroir, assemblage, reservado, reserva, gran reserva, etc são explanados nesse post.

Tópicos específicos por país/uvas/harmonizações

Quem acompanha o blog desde o começo sabe que ele está todo escrito na perspectiva país/uvas/harmonizações. Falamos sobre como obter o máximo de cada país usando um vinho como exemplo e um prato para harmonização.

Chile/Cabernet-Sauvignon

3- Degustando uma lenda: Casillero del Diablo (Cabernet Sauvignon) (link para o post)

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Primeira degustação do nosso blog! Escolhemos o vinho Casillero del Diablo Cabernet-Sauvignon como escolha para nossa entrada no mundo dos vinhos. A escolha da harmonização foi com Filet Mignon ao Molho Madeira. No post há um passo a passo completo sobre como uma degustação deve ser feita e a história da lenda do casillero del diabo.

25- Don Melchor, o melhor vinho chileno e a churrascaria Vento Haragano (link para o post)

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Degustação do melhor Cabernet-Sauvignon do Chile e, possivelmente, do mundo: Don Melchor numa churrascaria top de São Paulo: Vento Haragano.

Argentina/Malbec

4- Malbec, Churrasco, Shangri-la e afins (link para o post)

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No nosso quarto post explicamos porque a Malbec da Argentina é a uva mais perfeita para ser usada num churrasco, falamos sobre a história da Malbec e dos vinhos da Argentina e degustamos três vinhos:

1-Ampakama malbec 2015

2-Fuego Negro malbec 2015

3-Nieto Senetiner malbec 2013

13- Hambúrguer Gourmet: harmonização com cervejas e vinhos (link para o post)

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Nesse post mostramos vários exemplos de como combinar o hambúrguer gourmet com cervejas e vinhos específicos e, principalmente, com a uva malbec da Argentina. Há também a história do hambúrguer.

Estados Unidos/Zinfandel/White Zinfandel

6- Zinfandel, Primitivo e Costelinha do Outback (link para o post)

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No sexto post falamos sobre os vinhos dos Estados Unidos e a história da viticultura do país citando nomes como Robert Mondavi e o Julgamento de Paris. Mostramos como preparar uma costelinha do estilo Outback e como harmonizá-la com a uva mais famosa do país: a Zinfandel.

12- White Zinfandel, Vinho Rosé e Salmão ao Molho de Alcaparras (link para o post)

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No décimo segundo post o assunto é o vinho mais consumido dos Estados Unidos: White Zinfandel. Preparamos também uma receita de salmão ao molho de alcaparras como harmonização.

Uruguai/Tannat

7- Tannat, Uruguai e Parrilla (link para o post)

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O sétimo post foi sobre o Uruguai e sobre a produção do melhor tannat do mundo. Degustamos um dos vinhos dessa uva eleito como um dos melhores do mundo: Rio de Los Pájaros Tannat 2013. A harmonização foi com Parrilla.

Chile/Chardonnay

8- Chardonnay, Camarão na Moranga e Cepas brancas (link para o post)

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No oitavo post falamos sobre a uva branca mais famosa do mundo: a Chardonnay. Ensinamos também como fazer uma receita nordestina deliciosa de camarão na moranga.

33- Harmonizando frango assado com vinhos brancos e rosés (link para o post)

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Nesse post mostramos como harmonizar frango na brasa com vinhos brancos ou rosés. Há vinhos do chile (chardonnay), rosés franceses, argentinos, áfrica do sul, etc.

Chile/Carmenère

9- Carmenère, Frango Assado e Estrela Chilena (link para o post)

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O nono post foi sobre a uva que é estrela no Chile: a Carmenère. Ensinamos também como harmonizá-la com um frango de padaria.

Brasil/Bento Gonçalves

11- Merlot, Bento Gonçalves e Pizza Gourmet (link para o post)

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Nosso primeiro post sobre os vinhos brasileiros e nossa excelente merlot. Tivemos uma degustação do famoso Salton Desejo Merlot 2008 junto com uma explicação sobre os vinhos Merlot e ensinamos como fazer uma pizza gourmet.

Champagnes/Espumantes

14- Champagne, Lagostim, Agulhinha Frita com Prosecco e Espumantes Nacionais (link para o post)

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No décimo quarto post falamos tudo sobre champagnes, espumantes, proseccos, etc. Tem história, processo de fabricação e harmonização com cauda de lagostim e filet de agulhinha frita.

17- Peru de Natal, Ceia com Pinot Noir e Espumantes Nacionais (link para o post)

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Nesse post demos exemplos de vários espumantes do nordeste de bom custo benefício para usarmos na nossa ceia natalina. Há também um delicioso Pinot Noir Chileno: Ventisquero.

18- Spritzer, Peru, Pernil e Salmão com Espumantes Nacionais e a lendária cachaça: Anísio Santiago (link para o post)

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Esse post foi sobre como fazer uma ceia natalina ou de réveillon com bons espumantes nacionais da região de Bento Gonçalves como o Salton. Ensinamos também como fazer uma bebida com vinho interessante para o verão: Spritzer. Falamos sobre as Aguardentes vínicas e a lendária cachaça Anísio Santiago.

Itália/Pinot Grigio

15- Lagosta, Caviar e Churrasco com Pinot Grigio e Marquês de Casa Concha (link para o post)

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Esse post foi sobre como ir a um restaurante que serve frutos do mar e churrasco ao mesmo tempo. Harmonizamos lagosta, caviar e outros frutos do mar com um italiano da bodega Sachetto com a uva Pinot Grigio e o churrasco com o maravilhoso chileno Marquês de Casa Concha Cabernet-Sauvignon.

Nova Zelândia/Sauvignon Blanc

16- Ostra Crua, Guaiamum com Polvo e Sinfonia Marítima com Sauvignon-Blanc Neo-Zeolandês (link para o post)

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Nesse post falamos sobre os melhores vinhos produzido com a uva Sauvignon-Blanc do mundo: os da Nova Zelândia. Harmonizamos um produzido por Peter Yealands com uma sinfonia marítima, ostras e guaiamum.

França/Borgonha/Pinot Noir

19- Foie Gras, Escargot, Coq au Vin e Pinot Noir da Borgonha (link para o post)

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Esse foi o primeiro post que começamos a falar sobre os vinhos e culinária da França. Degustamos um bom Pinot Noir da Borgonha com um Foie Gras, Coq au Vin e Escargots.

34- Coq au vin, queijos e vinhos franceses, chartreuse e degustações de pinot noir (link para o post)

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Nesse post temos um passo a passo completo da receita de um coq au vin, harmonização com queijos franceses, degustações múltiplas de Pinot Noir da Argentina, Chile, EUA e Borgonha (França). Temos também licores franceses e a famosa Tarte Tatin com sua história.

Brasil/Vale do São Francisco/Bulgária

20- Vale do São Francisco, Bulgária, Alentejo e o Melhor Uísque do Mundo (link para o post)

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Esse post é uma compilação da degustação de vários vinhos e do melhor uísque do mundo: o Macallan. Há uma breve história sobre vinhos no sertão nordestino e sobre os vinhos da Bulgária.

França/Hermitage/Syraz

21- Boeuf Bourguignon, a melhor cerveja do mundo e a lenda do vinho Hermitage (link para o post)

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No nosso segundo post com o intuito de desbravarmos a França falamos sobre os melhores Syraz do mundo (Crozes-Hermitage), a melhor cerveja do mundo (Westvleteren 12) e ensinamos como fazer um Boeuf-Bourguignon.

Portugal/Douro/Alentejo/Porto

22- Paleta de cordeiro com batatas aos murros, vinhos do douro e pinot noir californiano com queijo Serra da Estrela (link para o post)

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Primeiro post do nosso blog a adentrarmos no mundo Português. Excelentes vinhos do Douro e do Porto. Exemplar máximo de referência para queijos portugueses.

24- Pato alentejano assado com batatas aos murros, arroz de pato e bacalhau à moda nona com vinhos portugueses e a Cannonau di Sardegna (link para o post)

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Segundo post sobre Portugal e seus vinhos. Esse post completa o post 22. Tudo o que você precisa saber sobre Portugal, seus vinhos e sua culinária encontram-se nesses dois posts.

Espanha/Albariño/Vale do São Francisco/Portugal

23- Paella de Frutos do Mar com Albariño, Sauvignon Blanc Gran Reserva, Castello D’Alba Vinhas Velhas e Paralelo 8 (link para o post)

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Post maravilhoso e recheado de degustações lendárias como o Castello D’Alba Vinhas Velhas do Douro e o Paralelo 8 do Vale do São Francisco. Ensinamos também como fazer uma paella de frutos do mar e harmonizá-la com a maravilhosa uva Albariño.

Brasil/Minas Gerais

26- Culinária Mineira com a melhor cachaça do mundo e com uma boa cerveja e vinho mineiros (link para o post)

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Post totalmente dedicado à culinária, vinhos e cervejas de Minas Gerais. Há a degustação da melhor cachaça do mundo (Vale Verde 12 anos) e a visita à melhor cervejaria do Brasil: a Wäls.

Chile/França

27- Coquilles-saint-jacques, estrela francesa e um bom vinho chileno (link para o post)

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Post sobre um ícone da culinária Francesa: o Coquilles-saint-jacques harmonizado com um Chardonnay Chileno.

Líbano/África do Sul/Comida Árabe

28- Vinhos do Líbano, Comida árabe e o pinotage da África do Sul (link para o post)

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Post dedicado inteiramente à culinária árabe com vinhos do Líbano Brancos e Tintos e o famoso Pinotage da África do Sul. Inclui também degustações de vinhos do mediterrâneo e outras bebidas.

Cervejas Champenoises

29- Camarão à Húngara, cerveja Deus e a champenoise brasileira Wäls (link para o post)

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Degustamos a lendária cerveja Deus junto com uma champenoise brasileira: a Wäls. Aprenda também como fazer um Camarão à Húngara.

Alemanha/Alsácia/Riesling

30- Culinária alemã: Eisbein à pururuca com a melhor uva branca do mundo (Riesling da Alsácia) (link para o post)

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Esse post foi sobre a culinária Alemã junto com a uva mais famosa da Alemanha e eleita como a melhor branca do mundo: a Riesling.

Austrália/Chile/Shiraz/EUA/Pinot Noir/África do Sul/Cabernet Sauvignon 

32-Fettuccine verde ao molho pomodoro, frango na cerveja e duelo de shiraz australiano com chileno (link para o post)

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Post sobre o duelo entre um shiraz australiano e um chileno. Características gerais da shiraz, pinot noir americano e um cabernet sauvignon da áfrica do sul.

Chile/ França/Bordeaux

35-Teste cego de Bordeaux Chileno Versus Grand Vin de Bordeaux (link para o post)

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Post sobre o duelo entre um bordeaux chileno e um francês. Características gerais de um teste cego com história e resultado do embate com um Gigot D’agneau.

Espanha/Tempranillo/Argentina/Malbec/Portugal/Douro

36-Tempranillo Espanhol, Malbec Argentino, Churrasco e afins (link para o post)

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Post com ênfase na uva tinta espanhola mais famosa: a tempranillo. Também possui vários assuntos como alguns vinhos malbec da Argentina harmonizando com churrasco, um do douro, alguns uísques e várias opções de vinhos na faixa de R$ 30.

Culinária alemã: Eisbein à pururuca com a melhor uva branca do mundo (Riesling da Alsácia)

 “O bom vinho alegra o coração dos Homens.” (Salmos 104:15)

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Introdução

Olá amigos, hoje iremos adentrar na famosa culinária alemã junto com um vinho da Alsácia. Iremos degustar um prato que é o símbolo da culinária desse país: o Eisbein (Joelho de porco) à pururuca junto com a linguiça (Wurst).

Alsácia: França ou Alemanha?

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É interessante porque embora a Alsácia hoje faça parte da França, ela passou boa parte da história sendo da Alemanha. Ambas brigaram pelo seu domínio várias vezes durante a história e, hoje, os costumes germânicos como cultura e língua ainda permanecem como resquícios. No futuro teremos um vinho exclusivamente feito na Alemanha, mas vejam que não há qualquer perda de generalidade de falarmos sobre vinhos da Alemanha nos referindo à Alsácia (esta que é conhecida por produzir os melhores Rieslings do mundo).

Características da Riesling

Amigos, hoje iremos falar sobre a uva branca mais adorada pelos apreciadores de vinho do mundo: a Riesling. E, conforme faço sempre questão de frisar por aqui, essa definição de melhor do mundo é apenas para fins didáticos e por haver maior concordância entre os críticos.

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Fonte: http://www.wynefolly.com

Essa uva possui aromas deliciosos de frutas cítricas (abacaxi, laranja, limão, pêra, maçã verde, etc) misturado com o aroma de mel de abelhas conforme mostra o infográfico a seguir:

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Fonte: http://www.winefolly.com
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https://br.pinterest.com

Harmonização

Devido à sua acidez e mineralidade embalada com aromas de mel, esse vinho fica perfeito com o ícone da culinária alemã e, consequentemente, alsaciano: o Eisbein.

O Eisbein está para a culinária alemã assim como a feijoada está para a culinária brasileira. Ele é o joelho do porco, podendo ser preparado cozido, frito ou assado, dependendo do prato e servido com chucrute (repolho refogado).

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Escolha do restaurante

O Eisbein feito à pururuca e defumado é um prato muito difícil de ser feito em casa, logo iremos optar por degustá-lo num bom restaurante de São Paulo: o Bar do Alemão.

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E o vinho de escolha será um clássico da Alsácia que pode ser encontrado para a venda no site da Mistral (www.mistral.com.br): P.E. DOPFF & FILS Riesling 2013.

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Enquanto o vinho é posto para chegar na sua temperatura ideal de consumo iremos pedir um carpaccio com uma excelente cerveja de trigo brasileira: Eisenbahn.

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A beleza do vinho é estonteante!

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O eisbein vem bem servido com batatas, linguiça alemã (Wurst), chucrute, purê de ervilhas e uma cebola crocante com molho de gengibre:

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E por fim pedimos como sobremesa o ícone das sobremesas alemães: a Apfelstrudel. Essa torta folhada com lascas de maçã é um verdadeiro delírio!

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Conclusão

Desde o começo do blog eu tenho falado que minha uva branca preferida é a Pinot Grigio, mas hoje eu tive de me render à Riesling. Jamais tomei um vinho branco tão gostoso na minha vida!! E ele harmonizou de forma perfeita com o Eisbein. Quem ainda não experimentou essas delícias não sabe o que está perdendo!!

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Camarão à Húngara, cerveja Deus e a champenoise brasileira Wäls

“Onde o bom vinho falta, encurta o espaço para o amor” (João Alberto Catalão)

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Introdução

Olá amigos, hoje teremos um post que sairá um pouco do modelo ortodoxo já visto desde então. Sabemos que o foco do blog é em vinhos, mas hoje teremos um post levemente diferente: vamos falar sobre cervejas champenoises. Teremos uma exemplar belga produzida em champagne e uma brasileira da cervejaria Wäls. Para acompanhar essas maravilhas vamos fazer uma receita deliciosa: camarão à húngara.

Cervejas

Como é de costume no nosso blog, antes de falarmos sobre o evento e os vinhos do post, faremos um breve review de algumas excelentes cervejas. A primeira delas é eleita a melhor cerveja escura do tipo stout do mundo: a guiness.

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A Guinness Draught é a cerveja stout mais consumida do mundo. É uma cerveja especial de cor negra e uma excepcional espuma densa e cremosa, que persiste durante toda experiência da degustação. Aromas e sabores de café e chocolate amargo bastante presente a tornam uma cerveja irlandesa referência do estilo stout.

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A segunda é uma brasileira muito especial. A cervejaria coruja é um exemplo de qualidade não apenas no Brasil mas no mundo todo. E esse exemplar de trigo é levemente diferente das tradicionais weizen por conter maltes defumados e um leve toque de pimenta do reino. Vale a pena experimentar.

Cervejas champagne

Afinal, é um champagne ou uma cerveja? Garrafa típica de espumante, remuage, segunda fermentação em garrafa, estágio em caves francesas, perlage etc. Assim são as características dessas bebidas. A história das cervejas Champenoise começa com a lendária DeuS, produzida pela cervejaria Bosteels – fundada em 1791, na cidade de Buggenhout, na Bélgica. A DeuS é produzida na Bélgica e depois transferida para a França (Epernay), onde passa pelo processo Champenoise, fazendo uma segunda fermentação na garrafa, passando meses em caves dos melhores espumantes franceses.

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Na mesma linha vêm as cervejas Malheur. A história cervejeira da família Malheur iniciou-se em 1839 e a cervejaria, que também fica em Buggenhout, foi construída em 1997, num prédio do século XVI onde funcionava outra cervejaria.

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As cervejas Malheur são todas Ales (alta fermentação), vivas e refermentadas na garrafa onde os fermentos continuam vivos após o engarrafamento, possibilitando que seus sabores evoluam com o tempo. Além disso, são produzidas utilizando-se flores de lúpulo in natura. Foi o mestre-cervejeiro da Malheur, Luc Verhaeghen, quem desenvolveu em 2001 essa técnica a partir de várias visitas à região de Champagne, onde estudou os métodos de produção e, principalmente, de condicionamento de garrafas lá utilizados. Inicialmente, suas tentativas foram recebidas com ceticismo, mas, depois, receberam uma grande ajuda do Epernay Oenologique Institut, que forneceu o fermento e viabilizou a aquisição dos grandes pallets giratórios que completam trinta e seis movimentos em sete dias. Mas sem sombra de dúvida foi a DeuS quem conseguiu popularizar o estilo no mundo todo inclusive recebendo diversos prêmios:

  • Medalha de prata na World Beer Cup nos Estados Unidos em 2002
  • Prêmio de “Beer of the Year” nos Estados Unidos em 2003 pela Malt Advocate Magazine
  • Prêmio de “Best of New Beer” nos Estados Unidos em 2003 pela Celebrator Magazine
  • Prêmio de “Biere d innovation de l annee “ na França em 2003 pela Bière Magasine
  • Medalha de Prata na Brewing Industry International Awards em Londres em 2004

Essa Belgian Strong Ale passa pelo método champenoise, ganhando uma similaridade com o champagne. A cerveja Deus tem um gosto leve, mas que esconde seu nível elevado de graduação alcoólica: 11,5%. Aroma complexo, com maçã, hortelã, gengibre, malte, lúpulo e cravo-da-índia. Sabor refrescante com final seco e adstringente. E hoje nós estamos tendo a oportunidade de degustá-la aqui no nosso blog graças à minha esposa Aline que me deu uma de presente de aniversário. Infelizmente essa é uma bebida que não é possível tomarmos com frequência devido ao seu alto preço (custa o mesmo que uma garrafa de champagne no Brasil R$250-300).

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Também iremos degustar aqui uma champenoise brasileira que eu pude comprar na minha última viagem à Belo Horizonte quando visitei a melhor cervejaria do país: a Wäls.

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Harmonização

Não podemos degustar bebidas de peso sem um prato à altura, logo nossa escolha será pelo famoso camarão à Húngara. Para começar a fazê-lo, tomemos cerca de 1kg de camarão:

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E vamos temperá-los com o sumo de 2 limões:

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2 colheres de sopa de páprica doce e 1 de páprica picante (cuidado pois ela é muito apimentada)

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Azeite, pimenta do reino branca e sal a gosto:

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Depois deixamos o camarão descansar por cerca de meia hora:

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Enquanto isso vamos cozinhar as batatas. Tomemos 1kg de batata Asterix:

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Vamos descascá-las e cortá-las em rodelas:

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Vamos colocar água e sal em uma panela e aguardar o momento de fervura. Após ele começar a acontecer vamos colocar as batatas e cozê-las de forma que elas apenas fiquem levemente cozidas (10 minutos) para que elas não se desfaçam.

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Depois iremos secá-las e separá-las:

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Passemos então os camarões para a frigideira com manteiga, azeite e alho:

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É interessante não cozinhá-los por muito tempo, a idéia é só selá-los já que depois irão ao forno.

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Depois da selagem, vamos acrescentar cerca de 2 colheres de farinha de trigo:

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Adicionamos 800g de creme de leite:

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Por fim vamos acrescentar o açafrão:

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E as batatas:

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Depois colocaremos numa tigela refratária para levarmos ao forno a 200 graus Celsius:

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Um pouco mais de páprica antes:

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O tempo de cozimento leva cerca de 30 minutos. Enquanto isso faremos o arroz na panela de pressão elétrica:

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Usaremos dois copinhos cheios de arroz:

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Vamos refogar azeite, alho e cebola picada junto com o arroz:

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Após vamos acrescentar cerca de 3 copinhos de água, um sachê de sazon e cozinharemos na pressão por cerca de 12 minutos.

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Logo após a comida estará pronta para a degustação:

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Degustamos também uma cerveja dinamarquesa espetacular: Hertog Jan Tripel. Ela possui uma das garrafas mais bonitas que eu já vi numa cerveja: ela é feita toda de cerâmica.

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Conclusão

A noite foi maravilhosa com uma excelente companhia: Aline. Sobre as cervejas a nota é 10. Sei que é muito caro comprar uma DeuS aqui no Brasil, mas ela é do tipo que necessita ser degustada ao menos uma vez na vida. Obrigado pelo presente de aniversário querida.

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Vinhos do Líbano, Comida árabe e o pinotage da África do Sul

“A melhor maneira de introduzir amigos ao mundo do vinho é abrir garrafas melhores do que eles estão acostumados, mas só falar de suas virtudes caso lhe seja perguntado.” (Jancis Robinson)

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Introdução

Olá amigos, hoje o nosso post nos remeterá ao início da cultura vinícola do mundo: o Líbano. Teremos alguns vinhos de diferentes regiões do mundo também como a África do Sul, a Itália, a Argentina, etc. Este é o terceiro encontro da Confraria Távola Di Amici (amigos e familiares), caso alguém queira conferir o segundo encontro, basta clicar aqui.

Cervejas

Como é de costume no nosso blog, antes de falarmos sobre o evento e os vinhos do post, faremos um breve review de algumas excelentes cervejas. A primeira delas é uma excelente cerveja de trigo russa: a Baltika número 8. Ela é produzida na cidade histórica de São Petersburgo.

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Apresenta espuma densa e generosa, suave aroma frutado com toques picantes e suave adocicado.

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Essa segunda eu me arrisco a dizer que é a cerveja mais icônica do mundo, pois foi a receita que originou todas as outras cervejas do tipo Pilsen do mundo. Para quem gosta de cerveja, o conhecimento desta é obrigatório. Possui um amargor bem característico e lembra de longe a cerveja Heineken.

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Embora já tenha comentado sobre a weihenstephaner num post anterior e sobre a sua importância por ser a cervejaria mais antiga do mundo ainda em atividade, hoje eu trago a cerveja que recebe mais títulos no mundo como a melhor em seu estilo weizenbock: a Vitus. Vale a pena conferir.

Início do evento

Amigos, hoje estamos na casa do Daniel e da Cláudia, a qual, por ser descendente de Libaneses fez um banquete árabe maravilhoso:

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Kibe com coalhada, homus, etc.

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A Cláudia também possui um blog muito legal chamado moda no trabalho. Vou deixar o link para ele aqui:

http://modanotrabalho.com.br/

Para acompanhar essas delícias temos uma seleção de peso de vinhos:

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Como o evento é temático, trouxemos alguns vinhos do Líbano. Apesar de serem pouco conhecidos mundialmente, eles possuem grande qualidade e seguem a linha francesa desde que algumas das vinícolas famosas foram plantadas por monges franceses. O Líbano possui três grandes casas produtoras de vinho: o Chateau Musar, o Chateau Ksara e o Chateau Kefraya.

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Além dos vinhos do Líbano temos alguns bons exemplos como um bom Pinotage da África do Sul. Quem nunca tomou um vinho dessa uva com certeza vai perceber a diferença deles para os outros na primeira degustação. A variedade Pinotage foi criada em 1925, por Abraham Izak Perold (1880 – 1941), sul-africano descente de franceses, PhD em química, e fluente em 8 idiomas. O nome deriva da uva Pinot Noir mais a uva Cinsault (que quando chegou a África do Sul recebeu o nome de Hermitage). É uma uva singular porque combina com quase tudo, vale a pena experimentar.

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https://capreo.com
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https://winefolly.com

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Um dos amigos escolheu um vinho rosé francês do mediterrâneo 100% grenache:

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E um Rosé Italiano do tipo Pinot Grigio:

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E finalmente tivemos também um dos Malbec mais conhecidos no mundo: o Norton.

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Para começar nossa degustação iniciaremos com um grande clássico do mundo dos vinhos como já falei anteriormente que essa é minha uva branca favorita: Pinot Grigio.

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Um detalhe para a toalha da mesa que também possui origem libanesa:

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Comecemos então com esse Francês bem fresco e levemente adocicado.

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Mas nem se comparou com esse tinto do Líbano: um espetáculo de vinho. A sensação que eu tive era que eu estava tomando um Grand Vin de Bordeaux. Se me colocassem uma venda nos olhos com certeza diria que era um legítimo Bordeaux. Nota 10.

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Depois seguimos também com o outro tinto do Líbano. Também é um grande vinho porém com uma qualidade um pouco menor do que o anterior!

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Provamos o Norton também:

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Já o Pinotage também ganhou posição de destaque nessa festa, um grande vinho!!!

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Mais uma vez o Líbano ganhou meu respeito como produtor de vinhos. Tomar vinhos de lá é como tomar vinhos franceses!!

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E por último temos o italiano rosé muito suave e agradável:

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Provamos também uma vodca polonesa maravilhosa que o Daniel trouxe da sua última viagem à Polônia:

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Dessert

Após os pratos maravilhosos temos ainda doces genuinamente árabes:

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Conclusão

Daniel, Cláudia, familiares e amigos da Confraria, foi um prazer muito grande esses momentos com vocês! E para nossos queridos leitores recomendo com empenho os vinhos do Líbano e o Pinotage da África do Sul, sem esquecer dos outros vinhos mostrados no post. Grande abraço a todos e fiquem com Deus.

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Coquilles-saint-jacques, estrela francesa e um bom vinho chileno

“Diz-se «in vino veritas», mas diz-se também que a verdade está no fundo de um poço; logo é um poço cheio de vinho.” Raymond-Claude-Ferdinand Aron

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Introdução

Amigos, hoje o post será breve, pois falaremos rapidamente sobre uma das maiores iguarias francesas e uma das coisas mais gostosas que já comi na vida: o coquilles-saint-jacques.

Cervejas

Antes de falarmos sobre o prato principal, vamos falar sobre algumas excelentes cervejas. A primeira delas é uma witbier muito saborosa: a Hoegaarden.

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A semente de coentro e a casca de laranja encontram-se muito bem harmonizados nessa cerveja, quem não provou vale a pena provar.

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Essa segunda weissbier é bastante famosa por ser produzida pela cervejaria mais antiga do mundo que ainda encontra-se em atividade: a Weihenstephaner. Weihenstephan é uma cervejaria e uma marca de cerveja da região alemã da Baviera. É considerada a cerveja mais antiga do mundo (artesanal ou industrial), sendo vendida desde 1040 e fabricada desde os anos 800.

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Essa terceira é bastante diferente das outras e confesso que não foi muito de meu apreço. Acredito que eles erraram na mão na quantidade de casca de laranja que ela possui. Mas não deixa de ser uma boa cerveja.

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No Brasil esse molusco é muito raro de se encontrar até mesmo em casas mais especializadas. Aqui ele é vendido com o nome de vieira:

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Coquilles Saint Jacques, em peixaria. Foto de David Jones no Flickr

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Ele é um prato famosíssimo na França principalmente no inverno.

Bravo Bistrô

Amigos, quero deixar aqui registrado uma excelente opção de bistrô em São Paulo. Confesso que me surpreendi muito positivamente com o lugar. Bem aconchegante e com excelente atendimento. Fica localizado na Mooca.

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Abaixo segue-se o link para o site deles:

http://bravobistro.com.br/

Como escolha de vinho para acompanhar as vieiras escolheremos um clássico: Brisa Chardonnay Vistamar.

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E para acompanhar uma boa massa de frutos do mar vamos de um rosé italiano bem fresco:

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Para entrada escolhemos umas bruschettas deliciosas:

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E como prato principal escolhi as vieiras:

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Minha esposa escolheu o Tagliatelli ao Frutos do Mar

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Conclusão

Com certeza esse foi um dos pratos mais gostosos que eu já comi na vida. Recomendo com empenho o bistrô!!

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