Vinhos de Israel, culinária francesa e receita de steak tartare

 “Tenhamos vinho e mulheres, alegria e riso, sermões e água mineralizada no dia seguinte.” Lord Byron

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Introdução

Olá amigos, hoje o nosso post será a continuação da culinária francesa já abordada num post anterior. Falaremos um pouco mais sobre comidas tipicamente francesas e, ao fim do nosso post, teremos a receita de como fazer um steak tartare. Também será alvo de nossa análise os vinhos produzidos em Israel, em específico os da Galiléia, terra em que nasceu Jesus.

Cervejas

A primeira cerveja de hoje é mais uma produzida pela Wäls, também conhecida como a melhor cervejaria do Brasil conforme já comentamos algumas vezes aqui no blog. Essa é uma witbier diferente pois é produzida com pimenta da Jamaica e laranja da terra. Wäls Belgian Witte.

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Sente-se bastante o sabor característico da pimenta da Jamaica. É uma wit bem diferente para paladares não tão clássicos, mas é uma grande cerveja como diria o baixinho da kaiser!

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A segunda já é uma witbier belga padrão, sem muita alteração ao padrão ortodoxo da receita: Dortmund Schloss witbier.

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Já a última cerveja de hoje é uma repetição, pois já comentamos sobre ela de forma breve no blog (link): Schornstein witbier. Campeã de vários prêmios, dentre eles o de medalha de ouro internacional na competição copa cervezas de américa GCA 2016.

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Como já falei algumas vezes no blog, eu sou um grande fã dessa cervejaria e acredito que os produtores dessa cerveja trazem sempre muito orgulho para o Brasil, porém ela ainda não está no nível das cervejas top como St. Bernardus por exemplo (link). Mas talvez com um pouco mais de esforço possa se chegar lá.

Vinhos de Israel

Quando nos vêm à cabeça a história do Cristianismo/Judaísmo, logo nos lembramos da importância do vinho para a cultura Israelense. O próprio Jesus Cristo celebrou a Santa Ceia firmando um novo pacto com essa bebida que representaria o seu sangue que viria a ser derramado para a salvação de muitos. Foi ele mesmo quem disse que todos os seus seguidores deveriam repetir esse evento como lembrança dele.

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O fato é que o vinho hoje é conhecido no mundo por causa da herança judaica cristã. A bíblia fala que foi Noé o primeiro a fazer o vinho logo após o dilúvio. O primeiro porre com essa bebida de toda a história é reputado a ele.

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Desde então Israel sempre se destacou no cultivo dessa bebida que foi apreciada no mundo então conhecido pelos romanos e gregos, que foi quem ajudaram a disseminar essa bebida. O fato é que Israel sempre teve um terroir mediterrâneo perfeito para o cultivo dessa bebida. Mas apenas após o fim da dominação muçulmana é que houve um renascimento moderno da viticultura israelense. A história da chamada moderna vinicultura de Israel começou em 1882, com a fundação da vinícola Carmel na cidade de Zichron Ya’akov, ao sul de Haifa, pelo Barão Edmond de Rothschild, proprietário da Chateau Lafite, em Bordeaux (França). Desde então Israel tem produzido vinhos no padrão Francês que têm ganho competições mundiais.

Escolha do vinho

A escolha será baseada tanto pela questão de qualidade quanto pela questão histórica e simbólica. Além de ser uma das melhores vinícolas do país, a Golan Heights produz vinhos na Galiléia, que é a terra onde Jesus nasceu!!

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O vinho de escolha será um do estilo Bordeaux, feito com uvas características da região francesa como a cabernet-sauvignon, a merlot, cabernet-franc, malbec e petit-verdot. Mount Hermon Red Wine 2015.

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Esse é um vinho que nos remete à França e seus Bordeaux de qualidade. Presença forte de frutas negras e vermelhas como a cereja e a ameixa e especiarias como cravo e pimenta. Assim como os vinhos dessa região, é bem estruturado e complexo apesar de ser um vinho relativamente jovem.

Restaurante de escolha

Como o vinho possui “alma” francesa iremos harmonizá-lo com tal culinária também. Esse será um post de continuação dessa culinária tão egrégia por assim dizer já que tivemos anteriormente um post sobre ela no restaurante la casserole. Hoje a escolha será por um dos bistrots mais famosos de São Paulo: o Ici Bistrô, um lugar fantástico comandado pelo famosíssimo chef Benny Novak.

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Um lugar fantástico com excelente atendimento!

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Entrée

Pedimos dois pratos característicos franceses: o escalope de Foie Gras e o Steak Tartare que é uma das especialidades do Chef.

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No post do La Casserole falamos da forma mais comum de servir o Foie Gras (em terrines) e hoje falaremos da segunda forma mais famosa: em escalopes sauté (pedaços dele assados na frigideira). Simplesmente Bárbaro! Sua gordura harmonizou bem com o vinho apesar de que sabemos que a harmonização perfeita seria com o Sauternes.

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Adorei também o steak tartare com uma carne muito bem temperada e servida com fritas bem crocantes. Recomendo! (No fim do post teremos a receita de como preparar esse prato). Esse é um prato que já contamos sua história no blog e que pode ser considerado um pouco repulsivo para o paladar brasileiro por ser uma carne crua picada na faca e temperada, mas acredito que todos devem deixar o preconceito de lado e provar essa delícia.

Plat Principal

A prata da casa estava reservada para esse momento. Dois pratos mais franceses imperdíveis: Magret de Canard e o Cassoulet.

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O magret de canard é o peito de pato selado na frigideira. Na boca lembra bastante o sabor de uma picanha na brasa, mas o do Ici estava divino! Poucas foram as vezes na minha vida que comi algo tão gostoso. Ele foi servido com molho à base de Foie Gras e um purê de batatas com manteiga trufada!

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O segundo prato foi outro clássico francês: o cassoulet. Em suma o cassoulet é uma feijoada com feijão branco confitado na gordura de pato. Embora as receitas divirjam um pouco, de um modo geral ele é feito com coxa de pato (confit de canard), costela de porco desfiada e linguiça calabresa.

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A história desse prato é muito bacana. Há uma lenda que tem certa comprovação técnica desde o século XVI, que diz que durante a chamada guerra dos cem anos (1337 – 1453), entre França e Inglaterra, durante um cerco feito pelos ingleses, na cidade de Castelnaudary (Região do Languedoc, sudoeste da França, cidade esta que estava assolada pela fome devido à guerra, as “mamas” locais, prepararam, um tal cozido que levava carnes de porco, linguiças, bacon, ervas e feijão, que tinha o preparo em cozimento muito lento em uma caçarola de barro chamada Cassoulet, que desde então deu nome ao prato.

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Após a substanciosa refeição, os Franceses bem nutridos, venceram a batalha e expulsaram os Ingleses da região. Na minha humilde opinião esse prato é gostoso porém o seu sabor é mais simples quando comparado com o magret de canard que ofuscou a beleza desse prato!

Dessert

Entre as sobremesas tivemos mais dois clássicos franceses: a tarte de mille-feuilles e o crème-brûlée.

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Torta Opera

Essa daqui é para agradar os fãs do masterchef. Quem acompanhou a primeira temporada do profissionais com certeza vai se lembrar da lendária prova de eliminação em que os competidores tiveram de fazer uma torta dessas em duas horas e meia.

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Para quem não lembra do episódio eu vou colocar o link do youtube abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=gQnx8HLGfTw&t=1497s

Pois bem, essa é um clássico da pâtisserie francesa e, infelizmente, não tinha no Ici bistrô. Mas fomos na Dama Confeitaria e pudemos conferir essa maravilha. Harmonizou muito bem com um vinho do porto. Vinho Ceremony Tawny Porto.

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Receita de Steak Tartare

Bem, conforme o prometido, ao fim desse post ensinaremos uma receita simples e fácil de um clássico francês famoso em qualquer bistrô da França. Basicamente o steak tartare é uma carne crua magra (normalmente de filet mignon ou alcatra) picada em cubos minúsculos e temperada. Comecemos com duas gemas de ovos caipira:

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Depois vamos temperar com pimenta do reino e sal:

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Molho inglês:

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Molho de pimenta:

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Uma colher de sopa de mostarda:

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Uma colher de ketchup:

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Misturar e bater tudo com azeite no fouet acrescentando aos poucos e batendo de forma a transformar o molho quase que numa maionese.

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Agora vamos pegar uma cebola pequena e vamos picá-la bastante.

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Vamos também picar bastante com uma faca afiada as alcaparras

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Vamos também picar uma ciboulete ou uma cebolinha bem picadinha:

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Vamos pegar agora cerca de 300g de carne (alcatra ou filet mignon) e vamos picá-la até ficar quase granulada:

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Agora vamos misturar bem a carne com o molho que fizemos:

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E vamos usar uma forminha já untada com azeite para empratar e servir com batatas fritas como acompanhamento:

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Como acompanhamento para essa comida cai muito bem um pinot noir. Escolhi um com excelente custo benefício que já foi citado várias vezes aqui no blog: Ventisquero Pinot Noir Reserva 2015.

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Conclusão

É realmente uma pena que a culinária francesa seja tão cara aqui no Brasil, mas recomendo experimentar pelo menos uma vez na vida a título de conhecimento. Acredito que vale cada centavo.

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Harmonizando vinhos com feijoada

 “Diz-se «in vino veritas», mas diz-se também que a verdade está no fundo de um poço; logo é um poço cheio de vinho.” Raymond-Claude-Ferdinand Aron

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Introdução

Olá amigos, hoje o nosso post será um pouco diferente porque mostraremos uma harmonização com vinhos pouco comum. Quando pensamos em gastronomia brasileira, o exemplo máximo que nos vem à cabeça é a feijoada com a caipirinha, mas hoje mostraremos que é possível sim degustá-la com uma boa taça de vinho. Também foi um momento maravilhoso por ter sido o aniversário do meu tio Francisco.

Cervejas

Apesar de gostar de quase todos os tipos de cerveja, para mim nenhum estilo me apraz mais do que o estilo weizen (trigo) alemão e hoje quero deixar um dos exemplos mais icônicos do tipo: Franziskaner weissbier.

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Essa é uma cerveja bávara de excelente qualidade que apresenta bem as qualidades desse estilo: presença forte do cravo e da banana com boa turbidez e bastante encorpada. É muito semelhante à Erdinger e/ou à Paulaner, fazendo com que mesmo os bons conhecedores de cervejas se enrolem diante de um teste cego.

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Essa segunda é produzida por uma cervejaria artesanal brasileira jovem porém bastante premiada: a Schornstein. É uma cerveja bem feita que apresenta bom corpo e estrutura de uma Weiss. Na minha opinião só pecou um pouco no amargor. Achei-a com um amargor um pouco acima do agradável para esse estilo, mas achei que valeu a pena experimentá-la. Recomendo!

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Acredito que se o critério de escolha de alguém por uma cerveja seja a embalagem, certamente a Faxe dinamarquesa será uma excelente opção. Sua emblemática lata de 1 litro com a foto de um viking realmente cativa a atenção de um bom apreciador! Achei gostosa essa Wit porém percebi um certo desequilíbrio entre a quantidade de semente de coentro e a casca de laranja. O coentro está bem presente, mas não consegui identificar muito bem a laranja!

Início do evento

A palavra harmonização tem origem no vernáculo italiano Abbinamento, que significa andar lado a lado, casar, formar par, combinar. Dentro desse contexto, duas possibilidades vêm à tona: similaridade ou contraste. E é desse ponto comum que descobriremos qual a melhor harmonização para a feijoada. Podemos tentar usar um vinho mais tânico como o malbec ou o merlot ou também podemos harmonizá-lo com um bom espumante por contraste.

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Para o teste com espumantes temos dois tipos diferentes: um excelente nacional da Salton feito com as uvas Prosecco e um francês rosé Brut.

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É incrível como eles combinaram com a comida! Nunca pensei que fosse boa essa combinação, mas acho que o contraste da acidez com a gordura do prato de alguma forma paradoxal se combinaram entre si. Sobre o espumante Salton eu acredito que ele dispensa comentários pois acredito ser um excelente custo-benefício. Alguns estudiosos consideram o prosecco nacional até mesmo melhor que o italiano. Mas meu favorito do dia foi esse Francês rosé Charles de Fère cuvée Jean Louis. Apesar de não ter sido feito no terroir de champagne, consegue-se perceber algumas características francesas como a presença de aromas de castanhas e avelãs, ainda que sutis.

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Parabéns mais uma vez à minha tia Sônia pela comida maravilhosa. A feijoada estava perfeita! Mas a festa ainda estava praticamente começando porque os três vinhos que foram abertos depois da feijoada foram simplesmente motivo de cair o queixo de emoção.

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O primeiro foi o Escalera 2009, ganhador da medalha de ouro no Annual Wines of Chile Awards 2014 e marcou ainda 92 pontos no La CAV 2014, duas premiações chilenas de grande importância. Esse é um vinho que simboliza toda a potencialidade do Chile diante de países consagrados como a França. Tenho certeza que bate vinhos de milhares de reais num teste cego. É sensacional!!

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Como já falei no post anterior, esse segundo é o melhor vinho tinto que eu já tomei em toda minha vida: Primitivo di Manduria Luccarelli. O que eu degustei no post anterior foi da safra de 2011, e esse é ainda melhor pois foi da safra de 2008. Um vinho agradável do começo ao fim. Mesmo para pessoas que não possuem um olfato tão treinado, consegue-se perceber uma complexidade aromática muito grande nele. Aromas de chocolate, café e frutas negras e vermelhas são embaladas por um equilíbrio fantástico de taninos, acidez, álcool e muita fruta. Mais uma vez ressalto que esse é o melhor vinho tinto que eu já tive a oportunidade de degustar em toda minha vida.

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E esse último é uma compensação dos posts anteriores pois ainda não tinha falado de um bom vinho do Dão. Vamos relembrar o mapa de Portugal:

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O Dão é uma região em que a inovação convive lado a lado com a tradição. É um dos melhores terroirs do país, local de origem da celebrada uva Touriga Nacional. A região produz alguns ótimos vinhos tintos, de enorme estrutura, grande concentração de fruta e elegância. Casa de Cello Quinta da Vegia 2010 é um vinho muito consagrado que recebe 90 pontos pela classificação de Robert Parker. Aqui a estrela é a Touriga Nacional, com aromas florais e frutados.

Conclusão

Parabéns mais uma vez Francisco, sua festa foi por demais egrégia. Foi muito bacana perceber que há também uma alternativa para a feijoada a despeito da famosa caipirinha. Combinar espumante com feijoada provou ser uma excelente combinação!

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Primitivo di Manduria, o melhor vinho do mundo e um delicioso polpettone com mix de cervejas

 “O vinho é o amigo do moderado e o inimigo do beberrão.” Avicena

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Introdução

Amigos, a frase que eu mais repito aqui no blog é que o melhor vinho do mundo é aquele que você gosta, e hoje vamos falar do meu tinto preferido: Primitivo di Manduria. Vamos conferir também o melhor polpettone de São Paulo: Jardim de Napoli. Caso você deseje visualizar qual a uva branca que eu mais gosto basta clicar aqui.

Cervejas

Amigos, vou comentar um pouco sobre provavelmente a melhor cerveja de trigo que eu já tomei: Domina Weiss!

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Essa cerveja é produzida pela Cervejaria Nacional que fica próxima ao metrô Faria Lima. Infelizmente ela está um tempo sem ser comercializada em outros lugares, então para poder conferir essa maravilha é necessário comparecer ao lugar. Mas vale cada centavo conhecer essa brasserie pois essa é uma cerveja bem aromática em que se sente claramente os aromas do cravo e da canela e a sua cor turva identifica um corpo e estrutura bem acima da média. Possui excelente drinkability com concentração alcoólica um pouco elevada. Simplesmente perfeita!!

 

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Harmonizou muito bem com os hamburguinhos da casa

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A próxima cerveja é uma raridade japonesa. Embora eu reconheça que há poucas cervejas japonesas de destaque como a Sapporo (link), essa vale a pena conhecer por ser uma cerveja feita em Okinawa.  Apesar de não ser puro malte ela agradou meu paladar e harmonizou muito bem com comida japonesa. Cerveja Orion.

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O lugar em que eu apreciei essa raridade é simplesmente uma das melhores casas de Lámen de São Paulo localizada no bairro da liberdade (Lámen Kazu).

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Guioza

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E finalmente o perfeito shoyu Rámen

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Uva Primitivo

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Fonte: http://www.winefolly.com

Amigos, eu já comentei sobre essa uva anteriormente no post da zinfandel, porque na verdade esse é o nome que ela recebe nos Estados Unidos, mas estudos comprovaram que elas são a mesma uva. Mas o ponto que mais me chama a atenção nessa uva em relação às outras uvas tintas é o seu perfeito equilíbrio. Nada se destaca nessa uva, tudo é perfeito. Nos vinhos da Cabernet temos o forte tanino, nos vinhos feitos com a Pinot Noir temos a acidez um pouco mais presente, mas aqui tudo está na medida certa. Os vinhos dessa uva também são tão perfeitos que apresentam um leve dulçor no seu retrogosto sem deixar o vinho enjoativo. Vale a pena conferir.

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Apesar de sabermos que é na Toscana em que se encontram os vinhos premiados da Itália (a exemplo dos 5 Bs), a uva primitivo é plantada no salto da bota (a região de puglia). Mas é na cidade e arredores de Manduria em que essa uva encontra sua expressão máxima.

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A denominação de origem controlada Primitivo di Manduria é feito com as uvas primitivo plantadas na cidade e arredores de Manduria e alguns levam um pequeno percentual de Negroamaro em sua composição. São vinhos bem estruturados e de grande potencial de guarda (as garrafas são bem mais grossas do que o comum dos vinhos e bem escuras). Todos os vinhos são excelentes, porém minha bodega preferida é a Lucarelli. E é aqui que começa nossa história de hoje. Lucarelli Primitivo di Manduria 2011.

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Essa é uma garrafa que eu estava guardando a um bom tempo porque infelizmente é um vinho bem caro (por volta de R$ 260), mas hoje foi o dia de provarmos essa barbaridade! (Peço perdão pelo rótulo descascando).

Restaurante de escolha: Jardim de Napoli

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Amigos, esse vinho é o mais perfeito para acompanhar pratos feitos com filet mignon, logo precisamos de um lugar à altura para acompanhá-lo. Sabemos que São Paulo é referência em cantinas italianas no mundo assim como tivemos no post anterior, mas ninguém faz um polpettone melhor que o Jardim de Napoli.

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Um ponto negativo assim como vi também no Famiglia Mancini é o fato das taças serem de vidro e não de cristal. Isso é muito ruim tendo em vista a alta qualidade do lugar e do atendimento!

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Vinho estupendo com notas que remetem a chocolate, uvas negras e café

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É um clima muito agradável e você realmente se sente na Itália por ver tantos italianos falando na sua língua natal!

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Como acompanhamento para o Polpettone alla Parmigiana nós escolhemos o mais pedido da casa: Linguine ala Crema com Funghi Freschi.

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Nunca na minha vida comi uma massa fresca mais gostosa do que essa, estava realmente divina e harmonizou perfeitamente com esse vinho maravilhoso!

Vinho brasileiro simples com bom custo benefício

Amigos, sempre que puder tentarei dar algumas sugestões no blog de vinhos brasileiros baratos e com bom custo benefício. E o de hoje vai ser com a minha uva branca preferida: a Riesling. Preciso deixar bem claro que ele quase em nada lembra os bons Rieslings da Alsácia ou da Alemanha, sendo considerado um vinho bem “aguado e sem personalidade” em relação a eles, porém é uma excelente opção para uma pessoa que deseje tomar um vinho no valor de R$ 20. Uma meia garrafa é possível de obter por até menos de R$ 10. Almadén Riesling 2017.

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Se você for degustar esse vinho com os “óculos corretos”, ou seja, sabendo que ele é um brasileiro de R$ 20 e for com essa expectativa você irá se surpreender com a qualidade dele.

Conclusão

Adorei esse post porque fiz questão de frisar que existem bons vinhos em toda faixa de preço. Aqui no nosso blog falaremos de vinhos de R$10, R$100, R$ 1000 e porque não R$10000? Mas o importante é estarmos abertos para o fato de que no mundo dos vinhos, preço é algo subjetivo!

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Segundo B da Itália, Prosecco, Barolo, Bordeaux, Icewine e Evento Italiano

“Toma conselhos com o vinho, mas toma decisões com a água.” Benjamin Franklin

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Introdução

Amigos, hoje o post será a continuação da série em que falamos sobre os 5 Bs da Itália. Nesse segundo episódio falaremos sobre o Barolo, um nome muito famoso no mundo dos vinhos tanto por sua alta qualidade quanto por seu elevado preço. Esse evento também é o sétimo encontro da Confraria Távola Di Amici (amigos e familiares), caso alguém queira conferir o sexto encontro, basta clicar aqui. Também falaremos rapidamente sobre um evento em que recebemos os amigos Rafael e Eloísa em nossa residência e compartilhamos um bom Coq au Vin e excelentes vinhos.

Primeiro encontro

Amigos, quem quiser saber como fazer a receita já temos um post no blog. Basta clicar aqui. Mas começaremos falando sobre o maravilhoso Prosecco que o Rafael trouxe de sua última viagem à Itália:

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Bottega Valdobbiadene Prosecco Superiore D.O.C.G.

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Já temos um post no nosso blog em que falamos sobre o processo de fabricação de um champagne e sobre as diferenças de nomenclatura que inclui o Prosecco (clique aqui no link). Mas de uma maneira geral, o Prosecco é o champagne da Itália assim como a cava é o champagne da Espanha (veja o post sobre ela aqui). De forma a receber a denominação Prosecco, o espumante precisa ser feito na Itália e somente com as uvas Prosecco. No paladar e no nariz eu diria que o Prosecco é um meio termo entre o champagne e a cava, pois ele apresenta aromas mais frutados do que o champagne mas menos do que a cava ao mesmo tempo em que ele é mais ácido do que a Cava e um pouco menos do que o Champagne.

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Para acompanhar esse prato, as visitas trouxeram um excelente Pinot Noir do Chile e da mesma bodega lendária a qual me referi no post anterior (link). Essa é a que produz vinhos em solos vulcânicos o que acarreta em aromas e num sabor único. A fim de comprovarmos a diferença real entre o que significa um vinho muito tânico com outro de pouquíssima tanicidade eu resolvi abrir um Barolo.

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Enquanto o Volcanes Reserva Pinot Noir apresenta uma acidez mais acentuada e bom drinkability, o Barolo Tenimenti Ca’Bianca 2012 é bem mais encorpado e com uma sensação de adstringência acima do normal. Ambos apresentam aromas fortes de frutas negras. Mais abaixo falarei um pouco mais sobre esse vinho mitológico.

Confraria Távola Di Amici

Amigos, estamos hoje na casa dos queridos Nelson e Ana num evento de altíssima qualidade sobre a comida e cultura Italianas. E para começar falando sobre o evento nada melhor do que começar pelo Barolo. Beni di Batasiolo Barolo 2013.

Barolo

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Ele vai receber no nosso blog o título de segundo B da Itália apenas por uma questão cronológica já que na realidade esse foi o primeiro B da Itália. É importante lembrar que o nome da uva que produz esse colosso não é Barolo, mas sim Nebbiolo.

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A Nebbiolo é uma uva que produz grandes e importantes vinhos, com estrutura e qualidade, muitos taninos e feitos para guarda. É uma uva de difícil cultivo e que só rende bons frutos na região piemontesa. Essa cepa exige muita atenção e cuidados e, por dar origem a vinhos fortes, tânicos e concentrados, precisa ser domada tanto nos barris de envelhecimento quanto já na garrafa por anos, se não por décadas. Ela é uma uva que perde apenas para a Tannat (link) no quesito de tanicidade.

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O Barolo é famoso principalmente porque ele foi o marco na história dos vinhos da Itália. Até antes do século XIX a Itália não produzia nada de qualidade. Acredita-se que a primeira a perceber que os vinhos locais precisavam mudar foi a última marquesa de Barolo, Juliette Colbert di Maulévrier, ou Giulia Falletti di Barolo. Filha de aristocratas franceses da época da Revolução, ela se casou com o marquês Carlo Tancredi Falletti di Barolo no início do século XIX. Ela desenvolveu grande interesse pela filantropia, mas também por agricultura e contratou um enólogo francês, Louis Oudart, para ajudar os viticultores locais a melhorarem suas técnicas. Antes, o Barolo era doce – como boa parte dos vinhos célebres da época –, então ele transformou-o em uma bebida seca, no estilo de Bordeaux. E foi esse novo vinho que passou a ser servido nas mesas dos nobres e ganhou a reputação de “rei dos vinhos”.

Antepasto

Como entrada tivemos dois molhos deliciosos: a sardela e a alichella.

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De antepasto tivemos Melone com proscuito:

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Foram embaladas com um vinho simples mas excelente para a abertura de uma grande refeição:

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Primo Piatto

A Ana como verdadeira chef italiana fez dois pratos maravilhosos com massa fresca: O Spaghetti col sugo e a Lasagna al prosciutto e Formaggio col sugo rose.

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Para acompanhar esses pratos tivemos uma seleção de dar inveja a qualquer evento enogastronômico. Comecemos provando o spaghetti com o Barolo:

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Como o evento possui a temática italiana eu decidi utilizar o vinho mais italiano possível: o chianti. Esse que está para a Itália assim como a cerveja Brahma ou a Skol estão para o Brasil. Um vinho muito bom e barato feito com a rainha das uvas italianas: a Sangiovese.

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Bindi Sergardi Al Canapo 2014 Chianti

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Tivemos também um outro Sangiovese maravilhoso: Cancelli Coltibuono 2015

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Tivemos também um vinho espanhol de dar inveja feito com as uvas tempranillo  e Graciano: Beronia Rioja 2009 Gran Reserva.

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Um dos confrades trouxe um Merlot de sua última viagem à Paris:

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Que harmonizou muito bem com a lasagna:

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Antes do Secondo Piatto provamos também um vinho branco siciliano feito com uma uva pouco comum: Catarrato. Vinho Benedè Catarrato 2016.

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Tivemos também um vinho do Alentejo e um Italiano da uva Nero d’Ávola: Courela Alentejo 2014 e Baglio di Luna 2014 Nero D’ávola.

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Secondo Piatto

Com certeza essa foi uma das massas mais gostosas que eu já comi na vida. Meus parabéns Ana! Mas o evento ainda não tinha chegado nem na metade ainda. Como Secondo Piatto tivemos uma Saltimbocca ala romana com o Contorno de Cicoria Ripassata in padella. Admito que nunca comi uma carne de vitela melhor!! Nota 10. E para acompanhar o segundo prato tivemos mais vinhos espetaculares. O primeiro deles é o feito com a minha uva preferida: primitivo. Em breve no blog teremos um post exclusivo sobre essa uva apesar de já termos falado dela plantada no terroir americano (zinfandel). Lucarelli Primitivo di Puglia.

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Eu levei um vinho feito com a uva negroamaro porque ela também é produzida na região de puglia e é também utilizada na confecção de grandes vinhos como o primitivo di manduria. Ou seja, negroamaro e primitivo são primas do primeiro grau. Notte Rossa Negroamaro 2015.

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Dolci

Não pensem que o evento acabou meus amigos! Ainda temos uma surpresa a ser revelada! A Ana preparou duas sobremesas tipicamente italianas: o tiramissù e o cannoli. E temos uma surpresa no nosso blog: o icewine ou o vinho das uvas congeladas!

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Esse espetáculo de vinho foi um presente da minha tia Sônia que ela trouxe da sua última viagem do Canadá. Originalmente Alemão (o Eiswein), esse vinho foi descoberto por acaso porque um produtor esqueceu de colher as uvas e elas congelaram no inverno. Então ele teve a idéia de espremê-las congeladas obtendo assim apenas a parte doce e licorosa da uva. Nascia assim o Icewine.

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Embora ele possa ser feito com vários tipos de uvas, é a Vidal que mais se destaca na sua produção. A temperatura tem de se manter por 3 dias a, pelo menos, 8 graus negativos. As uvas congeladas são, então, colhidas de madrugada para evitar que derretam e possam ser processadas ainda com gelo. É devido a essas características que o Canadá é quase que exclusivo na produção desse vinho. No Brasil uma garrafa de 200 ml custa aproximadamente R$400.

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Creif Estate Winery 2015 Vidal Icewine

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Mas o evento ainda não acabou por aí! Um dos confrades que mora em Paris trouxe dois Grand Vin de Bordeaux.

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Lussac Saint-Emillion 2014 Grand Vin de Bordeaux

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Nossa, Bordeaux é sempre uma boa pedida!!!

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Château Bellevue Saint-Martin 2014 Grand Vin de Bordeaux Montagne Saint-Émillion

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Conclusão

Peço perdão pelo post tão longo e se eu não fiz um review mais detalhado sobre algum vinho, mas é porque o volume de informações foi muito grande. Parabéns ao Nelson e a Ana por serem pessoas tão maravilhosas e receptivas e pela comida e bebida maravilhosas. Aguardo ansiosamente o próximo encontro da Confraria Távola di Amici!

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Evento de comemoração Le Grand Chef

“Por mais raro que seja, ou mais antigo, só um vinho é deveras excelente… Aquele que tu bebes, calmamente, com teu mais velho e silencioso amigo.” Mário Quintana

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Introdução

Amigos, conforme prometi semana passada, esse será um post especial de comemoração a 1 ano do blog Vinhos e Afins para Leigos. Quero agradecer ao amigo Rafael Campos e a sua esposa Eloísa que nos proporcionaram essa noite tão única. A rede Accor Hotels, especificamente a Cook Lovers Club esteve proporcionando um evento espetacular no estilo masterchef para seus associados. Como meu amigo Rafael Campos me convidou, eu pude participar desse evento maravilhoso!

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http://cookloversleclub.com.br/

Chegada ao evento

Logo na chegada do evento tivemos uma recepção calorosa patrocinada pela rede Accors no Hotel Pullman. Espumante Italiano com vários tipos de amouse bouche. Salmão com geléia de damasco, Ceviche e torradas com queijo brie e geléia.

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Seus aromas de frutas amarelas, como damasco e pêssego, embalam o primeiro gole. Em boca, se mostra cremoso e concentrado, com acidez agradável. Antes de saber que era italiano pensei que fosse brasileiro, pois suas características o fizeram classificar como tal.

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Acompanharam-no muito bem os amouse-bouches e o robalo com sushi de filet mignon!

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Início do evento

Após a recepção por demais calorosa, tivemos início à competição. Esse evento que foi agradável até mesmo para os convidados que ficaram participando do coquetel.

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Enquanto o Raul apresentava o evento e os participantes, descobri que ficaria na equipe amarela:

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E a nossa chef que iria nos apadrinhar seria a Larissa Mazzoli, que apesar de ser bem jovem possui um currículo bem extenso, tendo trabalhado em vários restaurantes de destaque em Dubai. Particularmente não penso que deveríamos ter tido uma ajuda melhor!

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Abaixo segue um artigo com uma breve discussão sobre seu currículo. Vale a pena conferir:

https://www.khaleejtimes.com/shes–got–the-fire

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Equipe mais do que divertida e amigável! Após o sorteio da proteína a ser usada no nosso prato ficamos com o Ojo de Bife (Ribeye). Nossa equipe também foi contemplada com o acompanhamento quiabo. Ou seja, precisávamos fazer um prato principal que envolvesse o quiabo e o Ojo de bife.

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Como é costume em toda prova do tipo masterchef, é necessário fazer compras antes de começarmos a fazer os pratos. Abaixo seguem-se fotos e vídeos do youtube desse momento tão legal:

https://www.youtube.com/watch?v=bCA7IU_S45w&feature=youtu.be

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Após o mercado feito é hora de começar a cozinhar. A chef Larissa Mazzoli nos deu a idéia de fazermos um ribeye com quiabo ao molho de mostarda e como entrada uma salada com maçãs flambadas no vinagre balsâmico.

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https://www.youtube.com/watch?v=SnOjhVRjQsA&feature=youtu.be

Aqui a Larissa dá a dica de como montar o prato principal:

https://www.youtube.com/watch?v=WZoou8ETGVU&feature=youtu.be

Antes de apresentarmos o prato para os jurados tivemos de dar opinião sobre qual será o nome dos pratos. Eu sugeri darmos o nome da entrada de Salade à la pomme:

https://www.youtube.com/watch?v=AFKPSHmujzk&feature=youtu.be

Tivemos de apresentar os pratos para um júri de peso:

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Leonardo Santos (ex-masterchef):

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Natália Clementin (Ex-masterchef):

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Lucas Demetrescu (gerente de Alimentos e Bebidas da Rede Ibis na América Latina):

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Aldo Shiguemi Assada (Eleito sommelier do ano)

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O chef Adriano Cucato:

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E a famosíssima youtuber Camila Masullo Martinhão (dona do canal sal de flor):

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Me pediram para apresentar a entrada do nosso time:

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https://www.youtube.com/watch?v=jjbmQx7r8_s&feature=youtu.be

https://www.youtube.com/watch?v=4c04Yv2jY_o&feature=youtu.be

E o Rodrigo ficou responsável por apresentar o nosso prato principal:

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Jantar

Após o divertidíssimo evento tivemos um jantar maravilhoso com direito inclusive à banda.

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Como vinho tinto tivemos esse malbec maravilhoso: Família Gascón Malbec 2016. Um vinho que apresenta características superiores como aromas bem presentes de frutas e violeta com presença forte de madeira.

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E como vinho branco tivemos minha segunda uva preferida (link): Barone Montalto Pinot Grigio. Ele harmonizou muito bem com a entrada da festa:

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Como prato principal tivemos dois: filet mignon com purê de mandioquinha e salmão com robalo:

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E por fim tivemos uma sobremesa surpreendente: petit gatêau

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Conclusão

Mais uma vez agradeço ao meu amigo Rafael e a todos os que acompanham o blog vinhos e afins para leigos. Esse aniversário de 1 ano é uma data a qual vocês também fazem parte!!!

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Paellas Pepe, Gewürztraminer Alemão, Torrontés Argentino, Cava Espanhola e show de Flamenco

“Cristo não consagrou a água, o leite ou a Coca-Cola: consagrou o pão e vinho como alimento do corpo e do espírito.” Fernando Sabino

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Introdução

Amigos, estamos bem próximo a completarmos 1 ano de blog e o nosso próximo post será um especial de comemoração a essa data, por favor não percam o da semana que vem. Hoje o nosso post será o cumprimento de uma promessa feita a um dos nossos mais fiéis seguidores do blog: o comandante Alexis. A sugestão desse restaurante veio dele e quero registrar aqui que foi um momento extremamente insólito e mágico.

Cerveja Brewdog Punk IPA

Hoje iremos falar sobre uma cerveja que é tida simplesmente como a melhor IPA do mundo: a Punk da Brewdog! Essa que é considerada por mim a cerveja mais paradoxal que eu já tive a oportunidade de degustar. Ao mesmo tempo em que ela é sedosa, equilibrada e macia embalada com aromas deliciosos de maracujá, kiwi, lichia e frutas cítricas ela possui toda a aspereza de uma cerveja IPA. Possui amargor acentuado mas ao mesmo tempo possui excelente drinkability. Dotada de lúpulos frutados e de uma explosão de frutas tropicais, essa cerveja sempre está na lista das cervejas favoritas dos melhores degustadores do mundo. Vale a pena conhecer!

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Com uma história extremamente única, a brewdog foi fundada por dois punks e um cachorro que estavam simplesmente cansados da má qualidade das cervejas vigentes no mercado e decidem criar sua cerveja para consumo próprio. Elogiada por grandes críticos em vários campeonatos (entre eles o Sir Michael Jackson), eles decidem fundar a brewdog em 2007.

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Abaixo eu deixo o link com a entrevista dos fundadores da cervejaria onde contam a trajetória deles e da empresa:

https://www.youtube.com/watch?v=0DzoYMx9tBc

Restaurante de escolha: Paellas Pepe

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Amigos, como todos já sabem, já tivemos aqui no nosso blog um post específico sobre paella e qual vinho ideal para acompanhá-la (link), então o objetivo do post atual será de falar sobre esse restaurante maravilhoso e faremos a experiência de degustar essa comida com três vinhos diferentes do recomendado: a cava (o champagne espanhol), um Gewürztraminer alemão e um torrontés argentino. Falemos então um pouco sobre eles antes de prosseguirmos para o restaurante e a comida em si.

Cava

A Cava é o espumante espanhol que utiliza as uvas Parrelada (acrescenta aromas de marmelo, maçã e cítricos), Xarello (acrescenta acidez) e Macabeo ou Viura (acrescenta aroma floral, de damasco e de bagas) e só pode ter a denominação de Cava se for produzido na Espanha e com estas 3 uvas. Os pincipais e maiores produtores são Codorníu e Freixenet. Em relação ao champagne, ela apresenta um pouco menos de acidez e aromas mais frutados.

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Fonte: http://www.winefolly.com

Gewürztraminer

Amigos, também já tivemos no blog um post sobre culinária alemã em que falamos sobre a uva mais famosa da Alemanha: a Riesling (link). E agora iremos complementá-lo com a segunda uva mais famosa: a Gewürztraminer.

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Essa que é a representação de frutas em pessoa, pois talvez seja o vinho branco mais frutado que existe. Podemos perceber aromas característicos de mel, lichia, laranja, tangerina, goiaba, etc. Possui baixíssimo nível de acidez sendo o oposto da sua prima Riesling.

Torrontés

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No Nariz essa uva apresenta características muito parecidas com a Gewürztraminer pois é bastante frutada. Percebemos aromas de limão, pêssego, pêra, maçã, etc. Mas na boca é bem mais seco que o Gewürztraminer. É uma uva quase que 100% plantada na Argentina.

Chegada ao Restaurante

A entrada é bem simples e não aparenta muito glamour, mas o que nos espera dentro dele é surpreendente:

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A recepção da Chef Pilar e do seu filho Mário Benedetti é bem calorosa. Pessoas altamente simpáticas. O atendimento dos garçons também é maravilhoso e são muito atenciosos. Como a casa trabalha com o sistema de reservas, caso você reserve com boa antecedência você consegue ficar bem próximo ao palco.

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Amigos, vou deixar aqui três links para reportagens feitas sobre o lugar no youtube. Vale a pena conferir:

https://www.youtube.com/watch?v=64iDYvgzwNA

https://www.youtube.com/watch?v=202VJo5BNuQ

Inclusive essa última foi feita pela globo:

https://www.youtube.com/watch?v=BNqXY7GZQgk

É impressionante como o preço do lugar é justo: R$65 por pessoa para comer à vontade, taxa de rolha de R$30 por vinho ou uma deliciosa jarra de sangria por R$35 e o ingresso para o show custa R$16 por pessoa.

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Escolhemos um gewürztraminer alemão da Anselmann Spätlese

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Um torrontés Argentino da Bodega Álamos, que é da Catena Zapata. Como dissemos anteriormente (link). Esse nome dispensa apresentações.

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E no estabelecimento pedimos como entrada essa que é considerada a cava mais famosa do mundo: Freixenet. Ela está para a cava assim como Johnnie Walker está para o uísque e o Möet Chandon está para o champagne.

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Assim que o sino toca, é hora da paella:

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O vinho de cor dourada é o Gewürztraminer enquanto que o mais branco é o Torrontés. Conforme falei desde o começo do post, o ideal para esse prato seria uma uva bem mineral como a Albariño (link), mas escolhemos esses vinhos a título de experiência. O Anselmann não combinou para acompanhar o prato pois esse Gewürztraminer é bastante doce, porém delicioso e ficou perfeito após a refeição acompanhando o show. Já o Torrontés, apesar de apresentar aromas bem doces, na boca é bem mais seco e harmonizou melhor com o prato.

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O horário de abertura da casa é 19:30 e começam a servir a paella por volta das 20:00. Às 22:00 dá-se início ao show previsto para aquele fim de semana. No site do restaurante pode-se ter acesso à agenda de shows:

http://www.paellaspepe.com.br/

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Confesso que não me lembro na minha vida de ter visto um show tão agradável como esse. Fiquei atônito do começo ao fim. Parabéns aos artistas e aos donos desse maravilhoso estabelecimento.

Conclusão

Agradeço mais uma vez ao Comandante Alexis pela excelente dica de restaurante. Quanto aos vinhos, quero recomendar que escolham algum tipo mais mineral (link), mas que não deixem de experimentar essas uvas tão agradáveis. Aguardo a todos no evento especial da semana de vem onde comemoraremos 1 ano de blog!!!

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Primeiro B da Itália e a Mezzaluna à Mama di Lucca

“O vinho lava nossas inquietações, enxuga a alma até o fundo, e, entre outras coisas, garante a cura da tristeza.” Sêneca

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Introdução

Amigos, hoje o post será dedicado ao início de uma série em que falaremos especificamente sobre os vinhos da Itália, o país que produz a maior quantidade de vinhos do mundo. Nesse primeiro episódio falaremos sobre a uva Barbera, conhecida como um dos 5 Bs da Itália (Barolo, Barbaresco, Barbera, Brunello e Bolgheri). “Os Bs da Itália” é como chamados os cinco principais e mais importantes vinhos produzidos no país, todos com nomes que começam com a letra B.

Cervejas

A primeira cerveja que iremos falar hoje é a singular duchesse de bourgogne. E ela é muito especial porque a impressão que temos ao degustá-la é que ela aparenta ser uma mistura entre cerveja e vinho!

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Essa cerveja possui muita história e tradição, sendo produzida desde 1885. O nome dela foi escolhido para homenagear Mary, a Duquesa da Borgonha. Uma mulher que enfrentou a pretensão de Luís XI, rei da França de anexar seu território. Com 20 anos ela herdou o ducado e ficou conhecida por ser uma mulher com temperamento forte e decidido, que fez com que a França reconhecesse o poder que a província de Borgonha tinha. Faleceu com apenas 25 anos em uma queda de cavalo. As cervejas do tipo Flanders Red Ale são geralmente fermentadas por uma levedura que contém microorganismos que trazem um certo azedume e, como ela é envelhecida 18 meses em barris de Carvalho, acaba adquirindo um sabor frutado característico. A Duchesse tem cor castanho escuro com aroma de frutas vermelhas secas, tâmaras ou uvas passas, enquanto que seu aroma remete ao de um bom vinho, com presença de madeira. De todos os tipos de cervejas existentes essa é a que mais se assemelha a um vinho.

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A segunda cerveja também é bastante famosa sendo considerada a cerveja premium de garrafa mais vendida no Reino Unido. Comparada com a anterior é bem menos complexa e menos encorpada. Cerveja bem leve de beber que apresenta aromas de caramelo e malte tostado.

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Pegando o embalo nas cervejas do reino unido temos essa que foi eleita a cerveja que mais cresce em vendas por lá: Wells Bombardier. Uma cerveja que apresenta sabor levemente picante, presença de caramelo e uvas passas.

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A última cerveja da noite é um estilo muito bacana que tive o prazer de conhecer: weizenbier filtrada. É interessante porque como ela fica transparente as pessoas tendem a achar que se trata de uma pilsen, mas o sabor é completamente igual a uma cerveja de trigo tradicional, com um pouco menos de corpo. Paulaner Weiss Kristallklar.

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Uva Barbera

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Fonte:http://www.winefolly.com
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Fonte: http://www.pinterest.com

Junto com a nebbiolo e a sangiovese, a barbera faz parte das três uvas tintas mais importantes da Itália. Essa que produz vinhos muito aromáticos e bem leves e agradáveis na boca. Entre os seus aromas podemos identificar frutas negras como cereja, mirtilo, framboesa e morango e aromas vegetais de ervas. Como passa por carvalho, temos também madeira, chocolate e tabaco. Na boca, os vinhos são encorpados, bom nível de álcool e acidez bem presente. Baixíssimo nível de taninos.

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É na região do Piemonte que essa uva alcança expressão máxima!

Restaurante de escolha: Famiglia Mancini

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A escolha pelo restaurante é devido ao fato de que ele em si é um ponto turístico muito importante de São Paulo. Nos fins de semana (e até mesmo durante a semana), há filas de espera imensas para conseguir uma mesa no salão com fitas e garrafas de chianti penduradas no teto. A decoração foi criada pelo próprio dono, Walter Mancini.

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Fonte: http://www.famigliamancini.com.br

O clima mágico do lugar começa logo na entrada: na Rua Avanhandava. Um dos lugares mais únicos da cidade, pois é magnífico ver as luzes penduradas por toda a extensão da ruazinha estreita. Hoje, quase todos os estabelecimentos dela pertencem à família Mancini.

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Logo na chegada temos como entrada uma cestinha com pães deliciosos:

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O sommelier Valentin é uma pessoa extremamente simpática e conhecedora. Prontamente nos recomendou o vinho Torre Scalza Piemonte Barbera.

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Um vinho extremamente agradável de degustar. Taninos bem suaves com presença forte de frutas, acidez e álcool. Possui coloração rubi bem clara.

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Como prato principal escolhemos a Mezzaluna à Mama di Lucca, que é uma massa recheada com mussarela de búfala, tomate seco, manjericão e molho ao sugo, com manteiga, creme de leite, gorgonzola e filet mignon em tiras. Simplesmente um dos pratos mais saborosos que já comi na vida!

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Conclusão

Dois pontos importantes a falar sobre o restaurante: atendimento e a proibição de levar vinhos próprios. Vi na internet muita gente falando que o atendimento do lugar é ruim. Preciso discordar dessas pessoas porque os garçons são bem atenciosos. A questão é que a casa é sempre muito cheia e eles acabam ficando muito sobrecarregados dando a impressão que não estão dando atenção ao cliente, mas achei o atendimento muito bom. Sobre a proibição de levar vinhos achei isso muito chato e desagradável, pois não consigo entender como um estabelecimento decide proibir o cliente de levar sua bebida. Não vejo problema em cobrar uma taxa de rolha cara, mas acho muito radical a decisão de não dar ao cliente a opção de consumir seu vinho! Tirando esse ponto, quero dizer que o restaurante é perfeito!

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Evento enogastronomico e minicurso de vinhos

“Dai-lhes bons vinhos e eles vos darão boas leis.” Montesquieu

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Introdução

Olá amigos, esse talvez seja o post mais especial que tivemos desde o início do nosso blog. É o aniversário da minha tia Sônia de 50 anos e tive a oportunidade de rever vários familiares meus vindos de Recife e Belo Horizonte. O evento contou com um Sommelier e sua equipe proporcionando um minicurso de vinhos e algumas surpresas. Pela primeira vez no blog teremos também alguns vídeos.

Pré-evento

Na noite anterior tivemos a oportunidade de degustar três bons vinhos. O primeiro deles é um Shiraz australiano: Trentham Estate Shiraz 2015.

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E, conforme já foi apresentado anteriormente no blog (link), a uva Shiraz na Austrália demonstra todo o seu potencial só perdendo para a região do Hermitage na França (link). Um vinho que apresenta aromas muito marcantes de frutas negras e de especiarias. Um ótimo custo benefício no valor de R$70.

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Após o novo mundo volvemos ao velho de maneira muito agradável! Jiménez-Landi Bajondillo D.O.P. Méntrida 2015. Esse corte de Garnacha com Shiraz concede ao vinho uma leveza e alto teor gastronômico. Acompanhou bem um pão caseiro com uma canja de galinha.

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Esse último gerou em mim profundo orgulho e satisfação de poder ver que no Brasil já existe coisa boa sendo feita! Já falei em alguns posts (link) sobre como os vinhos do Brasil estão evoluindo e sendo bem vistos no exterior e esse é mais um exemplo. É necessário deixar bem claro que esse ainda não está no nível de um bom Francês ou Chileno ou Argentino ou Americano como tivemos no post anterior (link), mas certamente ele está no caminho certo! Salton Paradoxo 2015. Um vinho de R$35 brasileiro que ganhou meu respeito por se tornar uma opção de um vinho barato e com um bom grau de qualidade.

Evento enogastronômico

Amigos, quero apresentar aqui o sommelier responsável pelo minicurso que tivemos no dia do evento. Em baixo temos um breve resumo sobre sua carreira:

Cássio Henrique Almeida de Oliveira

1-Trabalhou no Sonda Supermercados por 2 anos como Sommelier e encarregado da adega

2-Sommelier do Grupo Oba por 7 anos (até o momento)

3-Sommelier e coordenador geral das lojas de São Paulo do OBA

4-Colunista da revista Brazil-USA (EUA- Flórida), Revista feita para brasileiros que ali residem sendo 100% do conteúdo português.(https://www.facebook.com/brazilusaorlando/?pnref=lhc)

Formação

Universidade Paulista (Unip)

Bacharelado em Administração de Empresas

ABS- Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo

Sommelier 3 módulos (países, fundamentos do vinho e serviço do vinho)

 

Às vezes as pessoas me perguntam sobre onde comprar bons vinhos com um bom custo benefício e, uma boa resposta para essa pergunta é o Oba supermercados. Então se você já entrou na adega de um Oba a procura de bons vinhos e ficou encantado com a boa seleção que eles possuem, agradeçam ao Cássio pois ele é o responsável pela escolha de todos os rótulos que a rede possui.

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Como introdução à palestra, o Cássio falou um pouco sobre os tipos de taças que utilizamos para vinhos. Em baixo temos o link para o vídeo no youtube (peço perdão pela qualidade artesanal dos vídeos):

https://www.youtube.com/watch?v=VdmKgttjm84

E na mesa de cada um dos convidados podemos ver que foi separado um tipo de taça específico (espumante, branco e tinto) para cada tipo de refeição:

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Apéritif (hors d’oeuvre)

Amigos, conforme é costume em uma refeição mais sofisticada, podemos ter como apéritif alguns Canapés, Amuse Bouche ou Amuse Gueule. Que nada mais são do que entradinhas (hours d’oeuvre) antes mesmo da entrada principal. Eles combinam muito bem com um champagne ou espumante. Esses em específico foram feitos com salada de bacalhau na barquinha.

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O espumante escolhido pelo Cássio é o da Casa Valduga, um excelente custo benefício. Ele é um exemplo de que é possível apreciar um bom espumante sem precisar pagar R$400 numa garrafa de Champagne. Em conversa com alguns amigos franceses, esse é sucesso inclusive na França!

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casa valduga

Tivemos também uma surpresa que o Cássio nos proporcionou: a abertura desse espumante com um sabre. Confira o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=eBrpqy68pSk&t=3s

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Depois disso o Cássio começou falando sobre como degustar um vinho. Confira a parte 1:

https://www.youtube.com/watch?v=29wX3dOAPgI

Parte 2:

https://www.youtube.com/watch?v=u446Pl0q0mU

Nessa terceira parte temos a degustação específica com o Casa Valduga:

https://www.youtube.com/watch?v=ZxaXuqG7Vwg&feature=youtu.be

Parte 4:

https://www.youtube.com/watch?v=pCu9Jk6QD9I&feature=youtu.be

Entrée

Logo após os canapés é a hora de servir a entrada da refeição. Normalmente é aqui que é servido um bom vinho branco e, no caso dessa festa em específico foi servido um top considerado um clássico Argentino: Catena Zapata Chardonnay.

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Já tivemos um post em que falamos sobre a bodega Catena Zapata e a importância que o Nicolás Catena teve para a viticultura argentina (link), mas cabe aqui dizer apenas o seguinte: até a década de 90 a Argentina nem era citada como produtora de vinhos razoáveis, mas depois do trabalho dele, ela começou a produzir vinhos até mesmo melhores do que os Chilenos, Americanos e Europeus. Então o nome Catena carrega um peso por si só. E o mais legal é perceber que não é necessário um vinho custar R$500, 1000 ou 10000 reais para ser considerado maravilhoso. Com R$120 podemos comprar uma maravilha como essa.

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No próximo link o Cássio vai falar sobre esse vinho e bodega maravilhosos:

https://www.youtube.com/watch?v=lw4-tyo9w98&feature=youtu.be

Continuação:

https://www.youtube.com/watch?v=e4zk9Rq-58w&feature=youtu.be

Parte 7:

https://www.youtube.com/watch?v=3AWYvkMlL8U&feature=youtu.be

E para acompanhar essa lenda temos dois pratos fantásticos. O primeiro deles é uma salada de folhas verdes com camarão, acompanhada de molho à base de iogurte, mel e condimentos:

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O segundo prato é uma massa. Farfalle acompanhado de molho com fundo de alcachofra, tomates cereja e outros condimentos:

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E aqui o Cassio responde algumas perguntas sobre o mundo do vinho:

https://www.youtube.com/watch?v=l8k4t09VPAI&feature=youtu.be

Plat Principal

Após a entrada está na hora do melhor da festa: o vinho tinto com o prato principal! Confesso que, poucas vezes na minha vida, tomei um vinho tão gostoso quanto esse: Volcanes Tectonia 2012.

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Um vinho maravilhoso formado com um corte mediterrâneo com as uvas Mourvèdre, Petite Syrah e Grenache. Ao tomá-lo e perceber seus aromas de compota de frutas negras como cassis e cereja, me lembrei do Don Melchor (link). Nesse último vídeo o Cássio fala um pouco sobre esse vinho extremamente elegante e agradável de beber:

https://www.youtube.com/watch?v=nFE6dnKwu3s&feature=youtu.be

E o prato principal escolhido é uma paleta de Vitela com vinho tinto e acompanhamentos:

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Também troquei muitas idéias com outro sommelier do grupo Oba, o Damião. Que também me confessou esse ser um dos melhores vinhos que ele já havia degustado até então.

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Dessert

Como sobremesa, o vinho de escolha novamente foi do Chile: Junta Late Harvest Gran Reserva 2013 feito com a uva Semillon. Detalhe para a taça utilizada: tipo ISO. Ela é a taça padrão de degustação do mundo todo, inclusive para outras bebidas como café, cerveja, etc.

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Para acompanhar esse vinho com aromas de figos, frutas vermelhas e mel temos um cheesecake com calda de frutas vermelhas e um pudim de limão siciliano.

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Início da festa

Após a refeição tivemos ainda um espumante moscatel bem docinho e leve: Nero.

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E um Malbec Francês que foi utilizado inclusive para acompanhar o churrasco do dia seguinte: Domain les Barthes 2015 Malbec.

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É fantástico ver como um vinho produzido com a mesma uva pode ser tão diferente quando plantada em outro terroir. Pretendo fazer um post em breve com a comparação entre um malbec francês e um argentino, mas de antemão quero adiantar que o Francês é um vinho bem mais leve e com taninos muito mais suaves do que o argentino. Lembra de longe um pinot noir.

Contato do Cássio

Pessoal, conforme vocês devem ter visto nos vídeos e nas fotos, trata-se de um excelente profissional que eu o recomendo com empenho. Caso alguém queira contatá-lo para assuntos profissionais ou mesmo para realização de um evento, segue-se o seu número de celular/whatsup: (11) 98744-6518.

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Quero deixar também o contato do Damião: (11) 948984989.

Conclusão

Quero deixar um agradecimento muito grande à minha tia Sônia por ter proporcionado a sua família e amigos uma festa tão agradável como essa. Recomendo cada um dos vinhos citados nesse post. Um grande abraço a todos e fiquem com Deus.

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Tempranillo Espanhol, Malbec Argentino, Churrasco e afins

“Um homem nobre nunca odeia um bom vinho: é um preceito monarcal.” François Rabelais

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Introdução

Olá amigos, assim como tivemos um post anterior no blog que foi um mix de vinhos, cervejas e uísques (link), hoje o nosso post também será um mix de dois encontros que participei mas com ênfase principalmente nos vinhos da espanha e da sua uva mais famosa: tempranilho.

Cervejas

Comecemos falando sobre grandes cervejas como é costume do nosso blog. Inicialmente temos três cervejas polonesas.

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Uma boa cerveja de trigo com leve corpo e levemente aromática.

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Outra cerveja de trigo com menos corpo que a anterior porém com boa formação de espuma e bom drinkability.

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Essa é uma cerveja pilsen sem muitas características próprias. Mas valeu pelo conhecimento!

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Essa é uma weizen alemã muito gostosa. Cerveja artesanal de trigo alemã rica em aromas com leve toque de banana e cravo, notas de baunilha e suave perfil cítrico, que remete a limão. Apresenta cor alaranjada clara, líquido levemente turvo não filtrado, corpo médio e espuma abundante. Uma cerveja de trigo muito saborosa, extremamente refrescante e de sutil amargor, mas que poderia ter um pouco mais de corpo e turbidez.

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Essa witbier foi muito requisitada para o blog e confesso que ela só perde para a St. Bernardus Wit (link). Muito aromática e presença da semente de coentro e da casca de laranja. Também é refermentada na garrafa por várias semanas para arredondar seu sabor. O único ponto negativo foi a acidez um pouco mais forte para o padrão de uma wit.

Primeiro Encontro

O primeiro encontro foi o churrasco de dia das mães em que tivemos alguns vinhos da uva malbec e um grande tempranillo espanhol. Ambos harmonizaram muito bem com uma costelinha de porco, picanha, maminha, queijo coalho e asinha de frango.

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Conforme tenho batido na tecla desde o início do blog, o vinho que mais harmoniza com um bom churrasco é o malbec argentino (link), e esse exemplar é um exemplo de um vinho de ótimo custo benefício. Tinto elegante, apresenta aromas de frutas maduras como cerejas, ameixas e amoras, taninos maduros e final de boca persistente. É produzido em Lunlunta, Luján de Cuyo, região de maior expressão da uva malbec, na Argentina. Seus vinhedos tem mais de 50 anos, proporcionando mais estrutura e sabor.

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Esse é o exemplo do “bom e barato”. Vinho de R$ 30 que agrada muito bem o paladar.

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Esse é um dos grandes exemplos de como a uva malbec na Argentina se destaca. A denominação gran reserva por si já diz tudo (link). Um vinho muito bem feito e com uvas selecionadas por um ótimo preço (R$ 70). Apresenta aromas de framboesa, ameixa e cereja negra, notas de baunilha, café, chocolate e um toque amadeirado. Tinto fresco, com médio corpo e taninos presentes. Elaborado com uvas selecionadas e colhidas à mão, esse Gran Reserva, traz a expressão da uva Malbec cultivada em Agrelo, Luján de Cuyo.

Tempranillo Espanhol

Desde o início do blog temos visto que cada país possui uma ou algumas uvas símbolo que se apresentam como sua assinatura vínica. No Chile temos a Cabernet-Sauvignon (link) e a Carmenère (link). Na Argentina temos a Malbec (link), nos EUA temos a Zinfandel (link) e na Espanha temos a uva tempranillo.

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Fonte: http://www.pinterest.com

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Os vinhos produzidos com essa uva possuem aromas muito frutados de frutas negras como cereja, mirtilo, morango e ameixas. E aromas secundários e terciários de chocolate, tabaco, baunilha, pão, cereais e couro. É com essa uva que se obtém vinhos lendários e extremamente caros como o Vega Sicília já apresentado anteriormente no blog (link).

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E hoje iremos escolher um clássico espanhol: Finca Constancia Parcela 23 Tempranillo 2013, da bodega da família Gonzalez Byass.

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Vinho possuidor de um paladar fresco, com bom corpo, taninos macios e toque de especiarias também possui nuances de frutas. Valeu a aquisição!!

Segundo encontro

Durante uma visita aos amigos Nelson e Ana tivemos a oportunidade de degustar bons uísques com petiscos e, novamente, um bom tempranillo espanhol.

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Chivas é um scotch que dispensa apresentações, e ainda mais um de 18 anos!!

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Whisky Singleton 12 Anos Of Glen Ord, um dos melhores scotch single malt que eu já tive a oportunidade de degustar. Abaixo eu quero deixar um vídeo promocional dele:

https://www.youtube.com/watch?v=QUtuGbY4e5U

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Mais um Bourbon de destaque.

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Mais um tempranillo com bom custo benefício! Mais um com a qualificação “bom e barato”. Vinho espanhol por R$ 35 que vale a pena.

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Esse exemplar do Douro já me foi alvo de muitas perguntas pelos leitores do blog. E eu realmente o recomendo. Talvez seja um dos melhores custo benefício dos chamados vinhos “bons e baratos”. Um grande exemplar para o dia-a-dia, chegando a ser premiado! A safra 2013 recebeu a alta pontuação de 90pts pela conceituada revista Wine Spectator. Isso é muito de se esperar de um vinho de R$ 35.

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Tudo isso harmonizou muito bem com um bom salame espanhol e nuts (pistache, amendoim, amêndoas, etc).

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Tivemos também um maravilhoso pão de azeitonas com um delicioso azeite italiano feito com trufas brancas!

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E um com trufas negras!

Conclusão

Acho que o ponto chave desse post é que o vinho não precisa ser caro para ser bom. Ele também serviu para atender a pedidos sobre vinhos bons e baratos na faixa de R$ 30.

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Teste cego de Bordeaux Chileno Versus Grand Vin de Bordeaux

“Onde o bom vinho falta, encurta o espaço para o amor” (João Alberto Catalão)

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Introdução

Olá amigos, hoje teremos um post bem diferente do que estamos habituados aqui no blog pois ele será o cumprimento de uma promessa feita desde o nosso primeiro post (link). Desde o começo temos falado que vinhos chilenos e argentinos possuem a mesma qualidade que os europeus mas ainda não fizemos nenhuma comprovação prática no blog salvo no último post (link). Hoje iremos comparar na prática um vinho premiado do chile com outro premiado de Bordeaux (região produtora de vinhos mais famosa do mundo).

Teste Cego

Aqui no blog já tivemos a oportunidade de falarmos sobre teste cego inclusive daquele que foi o mais famoso já feito: O Julgamento de Paris de 1976 (link). Nesse ano pela primeira vez vinhos americanos desbancaram vinhos franceses que até então eram cridos serem imbatíveis.

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Julgamento de Paris de 1976

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Recentemente, Eduardo Chadwick decidiu provar que seus vinhos de aproximadamente R$500 eram melhores do que renomados franceses de até mesmo R$17.400 como o Château Lafite-Rothschild 2000 e promoveu vários testes cegos com diversos especialistas.

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E o resultado foi como ele esperava: seus vinhos eram melhores do que os franceses e os italianos. Se alguém quiser saber mais detalhadamente sobre esse evento basta clicar no link abaixo:

http://vinho.ig.com.br/index.php/2013/07/05/chadwick-o-chileno-que-desafia-e-ganha-dos-franceses/

O canal Vox do youtube também fez um vídeo mostrando que é idiotice pensar que um vinho muito caro é necessariamente melhor do que um mais barato. É lógico que um vinho de qualidade não é tão barato, mas é uma ilusão achar que porque ele é muito caro ele é muito melhor. Confiram o link:

https://www.youtube.com/watch?v=mVKuCbjFfIY&feature=share

Vinhos de escolha

Mas para se realizar um teste adequado é necessário comparar semelhantes. Não se compara banana com abacaxi. Devido à diferença de moeda é possível comprar um vinho muito top chileno por cerca de R$100-150, mas um da mesma qualidade europeu (Francês ou Italiano) não sai por menos de R$200. Outro ponto importante é compararmos vinhos de uvas e/ou blends semelhantes. Bordeaux praticamente só produz assemblages (vinhos com mais de uma uva diferentes, normalmente Cabernet-Sauvignon, Merlot e Cabernet-Franc) enquanto que vinhos do Chile e os do Novo Mundo em geral são feitos quase sempre com uma única uva.

Montes Alpha Cabernet-Sauvignon 2011

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Do lado chileno temos uma lenda que é um verdadeiro clássico da América do Sul. O Montes Alpha foi o primeiro grande tinto chileno, inspirado nos melhores vinhos de Bordeaux. Foi eleito o “melhor Bordeaux chileno” pela revista Decanter, e equivale em qualidade a um “cru bourgeois” de preço três ou quatro vezes maior! Concentrado e refinado, com muita estrutura, camadas e mais camadas de fruta madura e um elegante final de boca. Um vinho excelente, de imbatível relação qualidade/preço. Esse foi o vinho recomendado pelo sommelier Gérson num post anterior do Blog (link). Apesar de possuir o nome Cabernet-Sauvignon ele é um blend com outras uvas como a Merlot. Custa em média R$120-150.

Château Villa Bel Air 2010

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Do lado Francês temos outra lenda que é considerado como um dos maiores representantes dos vinhos de Bordeaux. Um vinho realmente apetitoso na opinião de Jancis Robinson e um livro texto da região de Graves nas palavras de Robert Parker, o Château Villa Bel-Air é um Bordeaux cheio de personalidade, combinando as castas Cabernet Sauvignon (40%), Merlot (50%) e Cabernet Franc (10%) de vinhedos plantados nos famosos solos da região, repletos de pedregulhos. Elaborado com maestria pela família Cazes, do famoso Château Lynch Bages, é um grande achado de Bordeaux. Uma garrafa padrão de 750ml dele corresponde a aproximadamente R$230-260. Por sorte consegui comprar uma meia garrafa numa promoção.

O embate

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Durante o teste cego os participantes tiveram opiniões bem semelhantes. Os dois vinhos possuem boa estrutura e apresentam alto grau de qualidade, mas o da esquerda (taça maior e mais alongada) se mostrou bem superior no quesito aromas e retrogosto. Esse é realmente um vinho muito aromático e agradável ao nariz; na boca eles são bem semelhantes mas o retrogosto do da esquerda é também muito superior e agradável. O fim dele é longo, muito persistente e saboroso. Enquanto que o da direita possui um final seco, levemente amargo e desagradável. Devido a essas características, o da esquerda foi escolhido por unanimidade como o melhor vinho. O resultado é o que se segue:

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Ou seja, o Chileno se saiu como vitorioso para minha surpresa, pois eu pensei que o melhor era o Francês!! Isso apenas confirma o que foi dito no post anterior (link): é no Chile que a Cabernet-Sauvignon encontra sua expressão máxima!!

Harmonização

Os vinhos do tipo Bordeaux harmonizam muito bem com um bom pernil de cordeiro (gigot d’agneau) mas, infelizmente dessa vez eu não acertei a mão da receita e prometo que eu refá-la-ei em breve aqui no blog. Por enquanto deixo as fotos da tentativa:

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Conclusão

Conseguimos comprovar o que venho dizendo desde o começo do blog: um vinho não é melhor do que outro necessariamente por ser mais caro ou por ser de um lugar muito consagrado como Bordeaux ou Bourgogne. Mas ao mesmo tempo quero frisar aqui que não é meu objetivo afirmar que os vinhos franceses são inferiores aos chilenos ou a qualquer outro, mas encorajar a todos que provem e aproveitem todos os tipos de vinhos, franceses ou não. Em breve espero estar trazendo mais vinhos franceses aqui no blog. Abraços e fiquem com Deus.

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