Segundo B da Itália, Prosecco, Barolo, Bordeaux, Icewine e Evento Italiano

“Toma conselhos com o vinho, mas toma decisões com a água.” Benjamin Franklin

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Introdução

Amigos, hoje o post será a continuação da série em que falamos sobre os 5 Bs da Itália. Nesse segundo episódio falaremos sobre o Barolo, um nome muito famoso no mundo dos vinhos tanto por sua alta qualidade quanto por seu elevado preço. Esse evento também é o sétimo encontro da Confraria Távola Di Amici (amigos e familiares), caso alguém queira conferir o sexto encontro, basta clicar aqui. Também falaremos rapidamente sobre um evento em que recebemos os amigos Rafael e Eloísa em nossa residência e compartilhamos um bom Coq au Vin e excelentes vinhos.

Primeiro encontro

Amigos, quem quiser saber como fazer a receita já temos um post no blog. Basta clicar aqui. Mas começaremos falando sobre o maravilhoso Prosecco que o Rafael trouxe de sua última viagem à Itália:

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Bottega Valdobbiadene Prosecco Superiore D.O.C.G.

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Já temos um post no nosso blog em que falamos sobre o processo de fabricação de um champagne e sobre as diferenças de nomenclatura que inclui o Prosecco (clique aqui no link). Mas de uma maneira geral, o Prosecco é o champagne da Itália assim como a cava é o champagne da Espanha (veja o post sobre ela aqui). De forma a receber a denominação Prosecco, o espumante precisa ser feito na Itália e somente com as uvas Prosecco. No paladar e no nariz eu diria que o Prosecco é um meio termo entre o champagne e a cava, pois ele apresenta aromas mais frutados do que o champagne mas menos do que a cava ao mesmo tempo em que ele é mais ácido do que a Cava e um pouco menos do que o Champagne.

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Para acompanhar esse prato, as visitas trouxeram um excelente Pinot Noir do Chile e da mesma bodega lendária a qual me referi no post anterior (link). Essa é a que produz vinhos em solos vulcânicos o que acarreta em aromas e num sabor único. A fim de comprovarmos a diferença real entre o que significa um vinho muito tânico com outro de pouquíssima tanicidade eu resolvi abrir um Barolo.

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Enquanto o Volcanes Reserva Pinot Noir apresenta uma acidez mais acentuada e bom drinkability, o Barolo Tenimenti Ca’Bianca 2012 é bem mais encorpado e com uma sensação de adstringência acima do normal. Ambos apresentam aromas fortes de frutas negras. Mais abaixo falarei um pouco mais sobre esse vinho mitológico.

Confraria Távola Di Amici

Amigos, estamos hoje na casa dos queridos Nelson e Ana num evento de altíssima qualidade sobre a comida e cultura Italianas. E para começar falando sobre o evento nada melhor do que começar pelo Barolo. Beni di Batasiolo Barolo 2013.

Barolo

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Ele vai receber no nosso blog o título de segundo B da Itália apenas por uma questão cronológica já que na realidade esse foi o primeiro B da Itália. É importante lembrar que o nome da uva que produz esse colosso não é Barolo, mas sim Nebbiolo.

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A Nebbiolo é uma uva que produz grandes e importantes vinhos, com estrutura e qualidade, muitos taninos e feitos para guarda. É uma uva de difícil cultivo e que só rende bons frutos na região piemontesa. Essa cepa exige muita atenção e cuidados e, por dar origem a vinhos fortes, tânicos e concentrados, precisa ser domada tanto nos barris de envelhecimento quanto já na garrafa por anos, se não por décadas. Ela é uma uva que perde apenas para a Tannat (link) no quesito de tanicidade.

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O Barolo é famoso principalmente porque ele foi o marco na história dos vinhos da Itália. Até antes do século XIX a Itália não produzia nada de qualidade. Acredita-se que a primeira a perceber que os vinhos locais precisavam mudar foi a última marquesa de Barolo, Juliette Colbert di Maulévrier, ou Giulia Falletti di Barolo. Filha de aristocratas franceses da época da Revolução, ela se casou com o marquês Carlo Tancredi Falletti di Barolo no início do século XIX. Ela desenvolveu grande interesse pela filantropia, mas também por agricultura e contratou um enólogo francês, Louis Oudart, para ajudar os viticultores locais a melhorarem suas técnicas. Antes, o Barolo era doce – como boa parte dos vinhos célebres da época –, então ele transformou-o em uma bebida seca, no estilo de Bordeaux. E foi esse novo vinho que passou a ser servido nas mesas dos nobres e ganhou a reputação de “rei dos vinhos”.

Antepasto

Como entrada tivemos dois molhos deliciosos: a sardela e a alichella.

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De antepasto tivemos Melone com proscuito:

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Foram embaladas com um vinho simples mas excelente para a abertura de uma grande refeição:

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Primo Piatto

A Ana como verdadeira chef italiana fez dois pratos maravilhosos com massa fresca: O Spaghetti col sugo e a Lasagna al prosciutto e Formaggio col sugo rose.

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Para acompanhar esses pratos tivemos uma seleção de dar inveja a qualquer evento enogastronômico. Comecemos provando o spaghetti com o Barolo:

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Como o evento possui a temática italiana eu decidi utilizar o vinho mais italiano possível: o chianti. Esse que está para a Itália assim como a cerveja Brahma ou a Skol estão para o Brasil. Um vinho muito bom e barato feito com a rainha das uvas italianas: a Sangiovese.

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Bindi Sergardi Al Canapo 2014 Chianti

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Tivemos também um outro Sangiovese maravilhoso: Cancelli Coltibuono 2015

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Tivemos também um vinho espanhol de dar inveja feito com as uvas tempranillo  e Graciano: Beronia Rioja 2009 Gran Reserva.

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Um dos confrades trouxe um Merlot de sua última viagem à Paris:

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Que harmonizou muito bem com a lasagna:

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Antes do Secondo Piatto provamos também um vinho branco siciliano feito com uma uva pouco comum: Catarrato. Vinho Benedè Catarrato 2016.

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Tivemos também um vinho do Alentejo e um Italiano da uva Nero d’Ávola: Courela Alentejo 2014 e Baglio di Luna 2014 Nero D’ávola.

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Secondo Piatto

Com certeza essa foi uma das massas mais gostosas que eu já comi na vida. Meus parabéns Ana! Mas o evento ainda não tinha chegado nem na metade ainda. Como Secondo Piatto tivemos uma Saltimbocca ala romana com o Contorno de Cicoria Ripassata in padella. Admito que nunca comi uma carne de vitela melhor!! Nota 10. E para acompanhar o segundo prato tivemos mais vinhos espetaculares. O primeiro deles é o feito com a minha uva preferida: primitivo. Em breve no blog teremos um post exclusivo sobre essa uva apesar de já termos falado dela plantada no terroir americano (zinfandel). Lucarelli Primitivo di Puglia.

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Eu levei um vinho feito com a uva negroamaro porque ela também é produzida na região de puglia e é também utilizada na confecção de grandes vinhos como o primitivo di manduria. Ou seja, negroamaro e primitivo são primas do primeiro grau. Notte Rossa Negroamaro 2015.

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Dolci

Não pensem que o evento acabou meus amigos! Ainda temos uma surpresa a ser revelada! A Ana preparou duas sobremesas tipicamente italianas: o tiramissù e o cannoli. E temos uma surpresa no nosso blog: o icewine ou o vinho das uvas congeladas!

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Esse espetáculo de vinho foi um presente da minha tia Sônia que ela trouxe da sua última viagem do Canadá. Originalmente Alemão (o Eiswein), esse vinho foi descoberto por acaso porque um produtor esqueceu de colher as uvas e elas congelaram no inverno. Então ele teve a idéia de espremê-las congeladas obtendo assim apenas a parte doce e licorosa da uva. Nascia assim o Icewine.

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Embora ele possa ser feito com vários tipos de uvas, é a Vidal que mais se destaca na sua produção. A temperatura tem de se manter por 3 dias a, pelo menos, 8 graus negativos. As uvas congeladas são, então, colhidas de madrugada para evitar que derretam e possam ser processadas ainda com gelo. É devido a essas características que o Canadá é quase que exclusivo na produção desse vinho. No Brasil uma garrafa de 200 ml custa aproximadamente R$400.

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Creif Estate Winery 2015 Vidal Icewine

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Mas o evento ainda não acabou por aí! Um dos confrades que mora em Paris trouxe dois Grand Vin de Bordeaux.

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Lussac Saint-Emillion 2014 Grand Vin de Bordeaux

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Nossa, Bordeaux é sempre uma boa pedida!!!

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Château Bellevue Saint-Martin 2014 Grand Vin de Bordeaux Montagne Saint-Émillion

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Conclusão

Peço perdão pelo post tão longo e se eu não fiz um review mais detalhado sobre algum vinho, mas é porque o volume de informações foi muito grande. Parabéns ao Nelson e a Ana por serem pessoas tão maravilhosas e receptivas e pela comida e bebida maravilhosas. Aguardo ansiosamente o próximo encontro da Confraria Távola di Amici!

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Evento de comemoração Le Grand Chef

“Por mais raro que seja, ou mais antigo, só um vinho é deveras excelente… Aquele que tu bebes, calmamente, com teu mais velho e silencioso amigo.” Mário Quintana

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Introdução

Amigos, conforme prometi semana passada, esse será um post especial de comemoração a 1 ano do blog Vinhos e Afins para Leigos. Quero agradecer ao amigo Rafael Campos e a sua esposa Eloísa que nos proporcionaram essa noite tão única. A rede Accor Hotels, especificamente a Cook Lovers Club esteve proporcionando um evento espetacular no estilo masterchef para seus associados. Como meu amigo Rafael Campos me convidou, eu pude participar desse evento maravilhoso!

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http://cookloversleclub.com.br/

Chegada ao evento

Logo na chegada do evento tivemos uma recepção calorosa patrocinada pela rede Accors no Hotel Pullman. Espumante Italiano com vários tipos de amouse bouche. Salmão com geléia de damasco, Ceviche e torradas com queijo brie e geléia.

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Seus aromas de frutas amarelas, como damasco e pêssego, embalam o primeiro gole. Em boca, se mostra cremoso e concentrado, com acidez agradável. Antes de saber que era italiano pensei que fosse brasileiro, pois suas características o fizeram classificar como tal.

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Acompanharam-no muito bem os amouse-bouches e o robalo com sushi de filet mignon!

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Início do evento

Após a recepção por demais calorosa, tivemos início à competição. Esse evento que foi agradável até mesmo para os convidados que ficaram participando do coquetel.

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Enquanto o Raul apresentava o evento e os participantes, descobri que ficaria na equipe amarela:

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E a nossa chef que iria nos apadrinhar seria a Larissa Mazzoli, que apesar de ser bem jovem possui um currículo bem extenso, tendo trabalhado em vários restaurantes de destaque em Dubai. Particularmente não penso que deveríamos ter tido uma ajuda melhor!

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Abaixo segue um artigo com uma breve discussão sobre seu currículo. Vale a pena conferir:

https://www.khaleejtimes.com/shes–got–the-fire

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Equipe mais do que divertida e amigável! Após o sorteio da proteína a ser usada no nosso prato ficamos com o Ojo de Bife (Ribeye). Nossa equipe também foi contemplada com o acompanhamento quiabo. Ou seja, precisávamos fazer um prato principal que envolvesse o quiabo e o Ojo de bife.

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Como é costume em toda prova do tipo masterchef, é necessário fazer compras antes de começarmos a fazer os pratos. Abaixo seguem-se fotos e vídeos do youtube desse momento tão legal:

https://www.youtube.com/watch?v=bCA7IU_S45w&feature=youtu.be

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Após o mercado feito é hora de começar a cozinhar. A chef Larissa Mazzoli nos deu a idéia de fazermos um ribeye com quiabo ao molho de mostarda e como entrada uma salada com maçãs flambadas no vinagre balsâmico.

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https://www.youtube.com/watch?v=SnOjhVRjQsA&feature=youtu.be

Aqui a Larissa dá a dica de como montar o prato principal:

https://www.youtube.com/watch?v=WZoou8ETGVU&feature=youtu.be

Antes de apresentarmos o prato para os jurados tivemos de dar opinião sobre qual será o nome dos pratos. Eu sugeri darmos o nome da entrada de Salade à la pomme:

https://www.youtube.com/watch?v=AFKPSHmujzk&feature=youtu.be

Tivemos de apresentar os pratos para um júri de peso:

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Leonardo Santos (ex-masterchef):

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Natália Clementin (Ex-masterchef):

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Lucas Demetrescu (gerente de Alimentos e Bebidas da Rede Ibis na América Latina):

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Aldo Shiguemi Assada (Eleito sommelier do ano)

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O chef Adriano Cucato:

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E a famosíssima youtuber Camila Masullo Martinhão (dona do canal sal de flor):

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Me pediram para apresentar a entrada do nosso time:

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https://www.youtube.com/watch?v=jjbmQx7r8_s&feature=youtu.be

https://www.youtube.com/watch?v=4c04Yv2jY_o&feature=youtu.be

E o Rodrigo ficou responsável por apresentar o nosso prato principal:

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Jantar

Após o divertidíssimo evento tivemos um jantar maravilhoso com direito inclusive à banda.

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Como vinho tinto tivemos esse malbec maravilhoso: Família Gascón Malbec 2016. Um vinho que apresenta características superiores como aromas bem presentes de frutas e violeta com presença forte de madeira.

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E como vinho branco tivemos minha segunda uva preferida (link): Barone Montalto Pinot Grigio. Ele harmonizou muito bem com a entrada da festa:

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Como prato principal tivemos dois: filet mignon com purê de mandioquinha e salmão com robalo:

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E por fim tivemos uma sobremesa surpreendente: petit gatêau

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Conclusão

Mais uma vez agradeço ao meu amigo Rafael e a todos os que acompanham o blog vinhos e afins para leigos. Esse aniversário de 1 ano é uma data a qual vocês também fazem parte!!!

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Paellas Pepe, Gewürztraminer Alemão, Torrontés Argentino, Cava Espanhola e show de Flamenco

“Cristo não consagrou a água, o leite ou a Coca-Cola: consagrou o pão e vinho como alimento do corpo e do espírito.” Fernando Sabino

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Introdução

Amigos, estamos bem próximo a completarmos 1 ano de blog e o nosso próximo post será um especial de comemoração a essa data, por favor não percam o da semana que vem. Hoje o nosso post será o cumprimento de uma promessa feita a um dos nossos mais fiéis seguidores do blog: o comandante Alexis. A sugestão desse restaurante veio dele e quero registrar aqui que foi um momento extremamente insólito e mágico.

Cerveja Brewdog Punk IPA

Hoje iremos falar sobre uma cerveja que é tida simplesmente como a melhor IPA do mundo: a Punk da Brewdog! Essa que é considerada por mim a cerveja mais paradoxal que eu já tive a oportunidade de degustar. Ao mesmo tempo em que ela é sedosa, equilibrada e macia embalada com aromas deliciosos de maracujá, kiwi, lichia e frutas cítricas ela possui toda a aspereza de uma cerveja IPA. Possui amargor acentuado mas ao mesmo tempo possui excelente drinkability. Dotada de lúpulos frutados e de uma explosão de frutas tropicais, essa cerveja sempre está na lista das cervejas favoritas dos melhores degustadores do mundo. Vale a pena conhecer!

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Com uma história extremamente única, a brewdog foi fundada por dois punks e um cachorro que estavam simplesmente cansados da má qualidade das cervejas vigentes no mercado e decidem criar sua cerveja para consumo próprio. Elogiada por grandes críticos em vários campeonatos (entre eles o Sir Michael Jackson), eles decidem fundar a brewdog em 2007.

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Abaixo eu deixo o link com a entrevista dos fundadores da cervejaria onde contam a trajetória deles e da empresa:

https://www.youtube.com/watch?v=0DzoYMx9tBc

Restaurante de escolha: Paellas Pepe

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Amigos, como todos já sabem, já tivemos aqui no nosso blog um post específico sobre paella e qual vinho ideal para acompanhá-la (link), então o objetivo do post atual será de falar sobre esse restaurante maravilhoso e faremos a experiência de degustar essa comida com três vinhos diferentes do recomendado: a cava (o champagne espanhol), um Gewürztraminer alemão e um torrontés argentino. Falemos então um pouco sobre eles antes de prosseguirmos para o restaurante e a comida em si.

Cava

A Cava é o espumante espanhol que utiliza as uvas Parrelada (acrescenta aromas de marmelo, maçã e cítricos), Xarello (acrescenta acidez) e Macabeo ou Viura (acrescenta aroma floral, de damasco e de bagas) e só pode ter a denominação de Cava se for produzido na Espanha e com estas 3 uvas. Os pincipais e maiores produtores são Codorníu e Freixenet. Em relação ao champagne, ela apresenta um pouco menos de acidez e aromas mais frutados.

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Fonte: http://www.winefolly.com

Gewürztraminer

Amigos, também já tivemos no blog um post sobre culinária alemã em que falamos sobre a uva mais famosa da Alemanha: a Riesling (link). E agora iremos complementá-lo com a segunda uva mais famosa: a Gewürztraminer.

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Essa que é a representação de frutas em pessoa, pois talvez seja o vinho branco mais frutado que existe. Podemos perceber aromas característicos de mel, lichia, laranja, tangerina, goiaba, etc. Possui baixíssimo nível de acidez sendo o oposto da sua prima Riesling.

Torrontés

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No Nariz essa uva apresenta características muito parecidas com a Gewürztraminer pois é bastante frutada. Percebemos aromas de limão, pêssego, pêra, maçã, etc. Mas na boca é bem mais seco que o Gewürztraminer. É uma uva quase que 100% plantada na Argentina.

Chegada ao Restaurante

A entrada é bem simples e não aparenta muito glamour, mas o que nos espera dentro dele é surpreendente:

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A recepção da Chef Pilar e do seu filho Mário Benedetti é bem calorosa. Pessoas altamente simpáticas. O atendimento dos garçons também é maravilhoso e são muito atenciosos. Como a casa trabalha com o sistema de reservas, caso você reserve com boa antecedência você consegue ficar bem próximo ao palco.

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Amigos, vou deixar aqui três links para reportagens feitas sobre o lugar no youtube. Vale a pena conferir:

https://www.youtube.com/watch?v=64iDYvgzwNA

https://www.youtube.com/watch?v=202VJo5BNuQ

Inclusive essa última foi feita pela globo:

https://www.youtube.com/watch?v=BNqXY7GZQgk

É impressionante como o preço do lugar é justo: R$65 por pessoa para comer à vontade, taxa de rolha de R$30 por vinho ou uma deliciosa jarra de sangria por R$35 e o ingresso para o show custa R$16 por pessoa.

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Escolhemos um gewürztraminer alemão da Anselmann Spätlese

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Um torrontés Argentino da Bodega Álamos, que é da Catena Zapata. Como dissemos anteriormente (link). Esse nome dispensa apresentações.

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E no estabelecimento pedimos como entrada essa que é considerada a cava mais famosa do mundo: Freixenet. Ela está para a cava assim como Johnnie Walker está para o uísque e o Möet Chandon está para o champagne.

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Assim que o sino toca, é hora da paella:

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O vinho de cor dourada é o Gewürztraminer enquanto que o mais branco é o Torrontés. Conforme falei desde o começo do post, o ideal para esse prato seria uma uva bem mineral como a Albariño (link), mas escolhemos esses vinhos a título de experiência. O Anselmann não combinou para acompanhar o prato pois esse Gewürztraminer é bastante doce, porém delicioso e ficou perfeito após a refeição acompanhando o show. Já o Torrontés, apesar de apresentar aromas bem doces, na boca é bem mais seco e harmonizou melhor com o prato.

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O horário de abertura da casa é 19:30 e começam a servir a paella por volta das 20:00. Às 22:00 dá-se início ao show previsto para aquele fim de semana. No site do restaurante pode-se ter acesso à agenda de shows:

http://www.paellaspepe.com.br/

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Confesso que não me lembro na minha vida de ter visto um show tão agradável como esse. Fiquei atônito do começo ao fim. Parabéns aos artistas e aos donos desse maravilhoso estabelecimento.

Conclusão

Agradeço mais uma vez ao Comandante Alexis pela excelente dica de restaurante. Quanto aos vinhos, quero recomendar que escolham algum tipo mais mineral (link), mas que não deixem de experimentar essas uvas tão agradáveis. Aguardo a todos no evento especial da semana de vem onde comemoraremos 1 ano de blog!!!

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