Espetinho do Tião com vinhos, Languedoc-Roussillon e degustação de cervejas belgas

 “O vinho conforta ao triste, e revive aos velhos, inspira os jovens, permite que o cansado esqueça o seu cansaço.” Lord Byron

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Introdução

Amigos, hoje o post será sobre uma experiência num lugar muito bacana e também será uma dica sobre como harmonizar vinhos com espetinhos. Falaremos sobre o espetinho do Tião e sobre um encontro de degustação de cervejas belgas.

Espetinho do Tião

Um espetinho nada mais é do que um churrasco na brasa, então vale a máxima da harmonização com o Malbec argentino. Mas hoje gostaria de inovar tentando comparar com uma alternativa do velho mundo: Bordeaux. Consultando amigos franceses descobri que na Europa é muito comum essa harmonização então iremos tirar a prova dos nove sobre qual combina mais. Do lado do novo mundo temos um Malbec Argentino Clube des Sommeliers 2016, enquanto que do lado do velho temos o Chatêau Cazat Beauchêne Grand Vin de Bordeaux 2010.

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Enquanto eles chegam à temperatura adequada iremos degustar uma deliciosa cerveja Serra Malte.

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Se você possui alguma dúvida sobre qual cerveja beber em um boteco, ela será sanada agora: Serra Malte é a opção. Cerveja bastante aromática e encorpada com o sabor do malte bem presente. Baixo amargor também.

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Junto com os espetinhos poderemos dar início à degustação.

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Quando postos um ao lado do outro e degustados juntos, percebemos a diferença: o malbec é mais tânico, mais jovem, com taninos um pouco agressivos e acidez acentuada. O Bordeaux é sedoso e mais aromático, taninos mais trabalhados e final agradável. Venceu fácil o Bordeaux.

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Maravilha de lugar e companhia. É de longe o melhor espetinho que já comi! Caso você deseje conferir, ele fica localizado no Bairro do Jaguaré no Butantã.

Languedoc-Roussillon

Amigos, já comentamos várias vezes aqui no blog que a quantidade de vinhos e de regiões produtoras de vinhos na França são praticamente infinitos, porém nos é defeso não citarmos pelo menos as grandes regiões como já o temos feito: Bordeaux, Bourgogne, Champagne, Côte du Rhone, Córsega e, por último, faltou a região do Languedoc-Roussillon.

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Vamos escolher um vinho para representar essa região: Premier Rendez-Vous Pinot Noir 2016.

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Um vinho de bom custo benefício que surpreendeu: é complexo, equilibrado na acidez e no álcool e gostoso de beber (boa drinkability). Recomendo com empenho.

Degustações de cervejas belgas

Antes de iniciarmos a degustação em si farei uma homenagem aos amantes da melhor série não americana de 2018: La casa de papel.

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Como a série é espanhola, podemos ver durante várias cenas um marketing pesado envolvendo a cerveja mais famosa da Espanha: Estrella Galicia.

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É uma cerveja lager puro malte muito bem feita lembrando um pouco a serra malte porém com um sutil toque de amargor no final. Bem equilibrada e com excelente drinkability.

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Amigos, estamos diante de um evento único em que degustaremos fantásticas cervejas belgas dentre elas a considerada a melhor do mundo conforme já falamos no post anterior: Westvleteren 12. E para procedermos com essa degustação de peso teremos uma mesa bastante farta.

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Temos queijos portugueses, franceses e holandeses, salames espanhóis, sardinhas portuguesas e pães alemães.

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Iniciaremos nossa degustação pela mais importante. Caso você tenha um pouco mais de curiosidade de saber porque essa cerveja é considerada a melhor do mundo basta acompanhar o post anterior.

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É uma quadrupel muito complexa que apresenta desde aromas de caramelo a aromas viníferos. Na boca ela é amarga na dose suficiente e levemente adocicada embalada com o sabor de um bom café. Muito difícil de encontrar até mesmo na Bélgica!

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Essa é uma irmã da nossa amada Duchesse de Bourgogne que já degustamos algumas vezes aqui no nosso blog apesar de possuir um processo de fabricação diferente. A Bourgogne Brune é uma cerveja diferenciada, fabricada a partir de uma antiga técnica de fabricação chamada “infusão lambic”. Neste processo, as melhores Lambics são misturadas com cervejas Dark Ale (Brown Ale) e são maturadas por meses em barris de carvalho. O resultado é uma cerveja de coloração marrom escura, espuma abundante e cremosa, bastante leve e agradável. Bourgogne des Flandres.

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Essa daí é conhecida no Brasil como a cerveja do Duende, mas também possui o merecido epíteto de “Scotch das Ardennes”, já que é uma cerveja escura, de corpo pleno e textura complexa, com fortes influências escocesas, utilizando malte de whisky na sua fabricação. Uma cerveja Belgian Strong Dark Ale, cujo frescor e sabor frutado persistem na boca mesmo após segundos de degustação. Mc Chouffe.

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A La Trappe é um clássico no Brasil e já a degustamos algumas vezes no nosso blog a sua versão trippel. Dessa vez iremos degustar a quadrupel. A diferença entre elas não é muito clara pois existem várias teses que indicam a diferença como o dobro da quantidade de malte (dubbel), o triplo (tripel) e o quádruplo (quadrupel). Outra tese vai falar que a diferença é a quantidade de fermentações, mas o fato é que o os monges belgas as classificam pelo teor alcóolico: enkel (básica), dubbel (média), tripel (forte) e quadrupel como extra forte.

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Nossa última cerveja é um clássico e representa muito bem o estilo tripel belga: St. Feuillien. Uma cerveja levemente doce e amarga ao mesmo tempo com aromas de frutas secas e cristalizadas. Deliciosa!

Conclusão

Maravilhosos encontros com sabores, aromas e companhias memoráveis! Caso você queira comer um espetinho da próxima vez e tenha alguma dúvida sobre qual vinho harmonizará mais vá de Bordeaux ou de Malbec.

Conheça todos os posts do blog através desse link

Um comentário sobre “Espetinho do Tião com vinhos, Languedoc-Roussillon e degustação de cervejas belgas

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