Paella de Frutos do Mar com Albariño, Sauvignon Blanc Gran Reserva, Castello D’Alba Vinhas Velhas e Paralelo 8

“O vinho lava nossas inquietações, enxuga a alma até o fundo, e , entre outras coisas, garante a cura da tristeza.” Sêneca

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Introdução

Olá amigos, hoje é um post especial porque estamos comemorando o aniversário da minha esposa Aline e vamos degustar um dos nossos pratos preferidos: a paella de frutos do mar junto com o vinho de perfeita harmonização (uva Albariño) conforme prometido no post anterior. Também teremos algumas cervejas e vinhos perfeitos. Agradecemos aqui a minha tia Sônia por ter preparado essa receita tão maravilhosa.

Apéritif

Continuando com o costume do nosso blog, começaremos falando sobre 3 cervejas muito gostosas e recomendadas: delirium nocturnum, a paulaner oktoberfest bier e uma das minhas cervejas de trigo preferidas: karavelle.

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Esta excelente Belgian Strong Dark Ale é produzida com 3 tipos de levedura e 5 tipos de malte que fazem com que a Delirium Nocturnum tenha um sabor complexo com notas de frutas passas e chocolate além de um aroma adocicado. De cor escura, triplamente fermentada e bem encorpada, é a companhia ideal para o inverno.

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Esta é a cerveja mais famosa que é consumida durante a Oktoberfest da capital Bávara (Munich), que acontece desde o ano de 1810. De coloração amarelo forte com uma ótima formação de espuma de boa duração. É uma cerveja transparente de brilho intenso. No nariz, os aromas do malte lembram biscoito e cereais matinais, seguido do leve floral do lúpulo. A cerveja possui o dulçor dos maltes ao mesmo tempo que o amargor do lúpulo.

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Essa terceira figura entre as cervejas de trigo mais saborosas na minha opinião. Muito encorpada e gosto extremamente agradável. Cerveja paulista que não deixa a desejar para nenhuma outra europeia. Recomendo com empenho!!

Harmonização com a paella de frutos do mar

A paella é um prato bem típico que surgiu na Espanha, nos séculos XV e XVI, na região de Valência, mais especificamente na região de Albufera, região de grandes arrozais e de grande produção de verduras frescas.

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Originalmente um prato popular, foi criada pelos camponeses que partiam para o campo com a paellera ou paella, arroz, azeite e sal e agregavam ingredientes da caça, legumes da estação e as sobras que possuíam. O tomate só foi acrescentado posteriormente, trazido da América por Cristóvão Colombo, e o frango, que era muito caro para os padrões da época. Com a difusão da paella pela costa, foram acrescentados frutos do mar: choco, camarões, lulas, lagostins, amêijoas (vôngole), mexilhões, e polvo, tornando-o um prato misto (terra e mar). Em suas diferentes variações, encontram-se ainda as “paellas marineras” (peixe e frutos do mar) e a “paella negra”, com tinta de lula. No Brasil, normalmente é feita com frutos do mar.

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Vamos começar a fazer a paella usando um molho específico de peixe que pode ser comprado pronto ou pode ser feito em casa somente com o uso das cabeças do peixe e temperadas com sal, pimenta, etc. O fumê de peixe será usado ao invés da água para cozinhá-la:

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As cabeças e cascas dos camarões serão colocadas ao fogo com azeite tomando cuidado para que o molho não chegue ao fervor. Depois essa marinada pode ser utilizada.

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Aproximadamente 2 cebolas picadas:

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O azeite ideal para usarmos é um que é próprio para cozinhar:

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Continuaremos a refogar a cebola junto agora com dois pimentões: 1 amarelo e 1 vermelho. Sugestão: Caso você não goste muito de comer o pimentão a idéia é cortá-lo em fatias grandes como faremos aqui.

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O arroz a ser utilizado é aquele próprio para risotos:

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Refogamo-lo junto com os pimentões e a cebola:

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Acrescentamos então sal e pimenta do reino branca:

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Depois adicionamos o açafrão:

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Agora vamos adicionar o caldo do peixe e deixá-la cozinhar um pouco:

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Após isso iremos adicionar os frutos do mar que já estavam marinando com limão siciliano, cachaça e azeite: Polvo, Lula, Mexilhão e Camarão.

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Depois de um tempo cozinhando iremos adicionar as vagens de ervilha e o camarão gigante:

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Depois de um tempo cozinhando no fogo a paella estará pronta:

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Conforme falei na apresentação do nosso post, o vinho que serve de forma perfeita para a harmonização com essa paella são os feitos com a casta albariño, que é a uva Alvarinho do post anterior produzida no terroir espanhol. Conforme falamos anteriormente, os vinhos produzidos com essa uva são bem minerais e possuem um nível de acidez acima da média.

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O segundo vinho para a harmonização será um dos tops em qualidade da concha y toro: Sauvignon Blanc Gran Reserva. Esse é um vinho branco porém amadeirado que passa o tempo máximo possível em barricas de carvalho.

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Após a paella teremos uma verdadeira obra prima de Portugal: Castello D’alba Vinhas Velhas. Uma vinha velha pode ter 80 ou 100 anos no Douro e 50 no Alentejo – não há fronteiras temporais rígidas, porém o resultado é uma produção pequena de uvas com concentração, profundidade e equilíbrio. Com uma enologia consciente, os resultados no copo chegam a ser comoventes. Poder degustar um vinho desse porte é um verdadeiro sonho estando no Brasil pois nem pela internet consegui encontrar esse vinho!!

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Esse vinho passa 18 meses em barricas de carvalho francês e o resultado é um vinho altamente frutado com aromas claros de frutas negras e vermelhas.

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O segundo vinho tinto é um verdadeiro orgulho para o Brasil e para o Vale do São Francisco. Já tivemos um post sobre um bom vinho da vinícola Rio Sol aqui no blog onde eu também prometi que ia fazer um review sobre o top deles: o paralelo 8. Esse que foi eleito o terceiro melhor vinho do Brasil.

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Vinho que lembra bem o Alentejo. Para finalizar tivemos também o vinho que já nos foi apresentado no post anterior: o redwood creek pinot noir. Um vinho famosíssimo nos Estados Unidos.

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Conclusão

Acho que o ponto que mais frisamos aqui no blog é o fato da comida ser ligada à bebida e vice e versa. Harmonizar uma boa comida com a bebida correta pode obter prazeres inimagináveis e assim foi com nossa paella. Mais uma vez parabéns minha querida Aline.

Vale do São Francisco, Bulgária, Alentejo e o Melhor Uísque do Mundo

“O vinho tem o poder de encher a alma de toda a verdade, de todo o saber e filosofia.” Bossuet

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Introdução

Olá amigos, acho que a coisa que mais gosto do nosso blog é o fato de não haver preferências ou qualquer tipo de preconceito quanto à origem dos vinhos mostrados aqui no Blog. Falamos desde os vinhos Brasileiros passando pelos americanos e também dos Neozelandeses. Hoje o nosso post será um mix de dois encontros maravilhosos que participei: uma visita que fiz ao meu tio Rômulo em Recife e uma segunda visita a familiares em São Paulo. Na primeira visita tive a oportunidade de degustar esse que é o melhor uísque do mundo: o Macallan junto com um maravilhoso vinho Pernambucano da vinícola Rio Sol. Na segunda visita tivemos queijos e churrasco com vinhos Búlgaros e um Português da região do Alentejo.

Recife

Antes de ir à casa do meu tio, resolvi escolher um vinho de uma vinícola o qual há muito desejava apreciá-la: Rio-Sol. Os vinhos dessa vinícola já se encontram disponíveis em cartas de bons restaurantes como, por exemplo, o La Casserole do post anterior. Como primeira degustação, escolheremos um bom exemplar: Rio Sol Reserva 2014. E muito em breve teremos no nosso blog um post específico sobre o vinho top de linha da Rio Sol: Paralelo 8. Eleito um dos 3 melhores vinhos tintos do Brasil.

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Para mim sempre foi uma incógnita sobre como é possível se produzir bons vinhos num lugar tão quente quanto o sertão Pernambucano. A resposta para essa incógnita está no uso de tecnologia israelense. Através de técnicas de irrigação consegue-se simular um ambiente e temperaturas propícios para o bom desenvolvimento das cepas. A vinícola Rio Sol está localizada no Vale do São Francisco, na cidade de Lagoa Grande, em Pernambuco. Ela produz vinhos e espumantes, cujos rótulos vêm, cada vez mais, conquistando prêmios nacionais e internacionais.

A empresa pertence a Global Wines, com sede na região do Dão, em Portugal, produtora de vinhos reconhecida no mercado mundial pelo dinamismo e inovação, com grande diversidade de rótulos premiados entre os melhores da Europa. O enólogo português João Antônio Santos é um homem muito visionário que, em menos de 10 anos, conseguiu produzir no semi-árido nordestino um vinho de excelente qualidade. Abaixo eu quero deixar um link para um vídeo de uma entrevista com ele. No youtube também é possível encontrar várias delas.

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Link para a entrevista:

https://www.youtube.com/watch?v=_V_gIa9vOic&t=712s

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Esse é um vinho muito bom produzido com o corte de várias uvas: 40% Cabernet Sauvignon / 30% Syrah / 30% Alicante Bouschet. Também muito frutado e aromático. Vale a pena conferir. Como segunda degustação da noite temos um vinho francês Sainte Eugenie (Récolte La Réserva 2015).

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Vinho muito frutado, floral e aromático com presença forte de framboesas.

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Estes vinhos acompanharam muito bem queijos e petiscos como amendoim, azeitona, etc.

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O melhor uísque do mundo

Já tivemos a oportunidade aqui no blog de degustarmos a melhor cachaça do mundo e agora teremos a oportunidade de conhecermos este que é o melhor uísque do mundo: O Macallan. Entendo perfeitamente que esses títulos de melhor do mundo não são unânimes e depende também do gosto individual de cada um, mas no caso da cachaça Anísio Santiago e do Scotch Macallan, a quantidade de autoridades no assunto dando a eles essa devida alcunha é muito grande. A revista Forbes é uma delas que o declarou como tal. Ele recebe o epíteto de o “Rolls-Royce” do Whiskey.

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Para degustarmos essa obra de arte não podemos utilizar qualquer tipo de copo. Ele pede um exclusivo:

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Participou também desse momento singular nosso amigo das crônicas saxônicas de Bernard Cornwell Uhtred Ragnarson:

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Meus sinceros agradecimentos ao meu tio Rômulo por ter me proporcionado uma noite tão agradável não apenas com boas bebidas, mas também com uma excelente conversa!

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São Paulo

Antes da visita aos meus amigos Jéssika e Lucas, gostaria de mostrar uma cerveja fantástica japonesa: a Sapporo. Pra quem é fã de um estilo pilsen com lúpulos suaves, recomendo essa cerveja fortemente. É encorpada e ao mesmo tempo suave de beber! Possui também a lata mais bonita que eu já vi numa cerveja.

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Antes de começar o churrasco, nada como uma boa cerveja pilsen puro malte:

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Assim como o caso da região do Vale do São Francisco, teremos hoje também 2 vinhos búlgaros: Pinot Noir e um corte da bodega Soli. Sei que, quando pensamos em vinho, nunca vem ao pensamento a Bulgária, mas é de se espantar a boa qualidade da bodega.E, assim como o caso da Rio Sol que possui origem portuguesa, a Soli também possui origem européia (italiana). O seu proprietário Edoardo Miroglio viu na região do Vale dos Thraces na Bulgária uma região em potencial e fundou sua vinícola, de 200 hectares, em Elenovo em 2000.

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São vinhos de excelente custo-benefício. Muito frutados e florais.

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O pinot noir combinou muito bem com os queijos Gouda, Emmental e Gorgonzola:

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O estilo Bordeaux (Cabernet-Sauvignon com Cabernet-Franc) combinou muito bem com o churrasco de Picanha, Linguiça toscana e Costela:

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E por fim, temos um português muito saboroso: Farizoa. Esse é um dos exemplos de que, se alguém quiser conhecer um vinho característico da região do Alentejo em Portugal, pode arriscar com esse exemplar sem medo de errar.

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Conclusão

Meus sinceros agradecimentos a todos os meus amigos e familiares que me proporcionaram momentos tão aprazíveis como esse. Cada uma das bebidas e comidas citadas nesse post são altamente recomendáveis.

 

Peru de Natal, Ceia com Pinot Noir e Espumantes Nacionais

“O bom vinho alegra o coração dos Homens” Sagradas Escrituras

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Introdução

Olá amigos, hoje farei um breve post apenas com dicas sobre espumantes nacionais e um bom vinho relativamente barato para combinar com a ceia de Natal. Em breve farei um post sobre a festa do Réveillon.

Vinho de escolha: Pinot Noir Ventisquero Reserva 2015

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Já falamos aqui no nosso blog sobre a alta qualidade e o bom custo benefício da bodega Chilena Ventisquero. Logo, nossa opção será por ela: aproximadamente R$50.

Harmonização

Hoje teremos 3 pratos para nossa harmonização: Peru, Lombo com farofa de Bacon e molho de laranja e maionese com batata e galinha defumada.

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Para petiscar temos um queijo delicioso muito vendido nessa época natalina no nordeste: Queijo do Reino.

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Abaixo temos exemplos de vários bons espumantes nacionais do vale do São Francisco:

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E para quem gosta de uma versão um pouco mais adocicada temos um do tipo moscatel. Uva que se adaptou perfeitamente no clima semi-árido nordestino.

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Conclusão

A moral da história é que o Brasil possui excelentes opções de espumantes tanto na região de Bento Gonçalves quanto no Vale do São Francisco. Não precisa gastar uma fortuna para aproveitar um bom Natal. Feliz Natal e um Maravilhoso Ano Novo Para todos com a Graça do nosso bom Deus!!