Coquilles-saint-jacques, estrela francesa e um bom vinho chileno

“Diz-se «in vino veritas», mas diz-se também que a verdade está no fundo de um poço; logo é um poço cheio de vinho.” Raymond-Claude-Ferdinand Aron

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Introdução

Amigos, hoje o post será breve, pois falaremos rapidamente sobre uma das maiores iguarias francesas e uma das coisas mais gostosas que já comi na vida: o coquilles-saint-jacques.

Cervejas

Antes de falarmos sobre o prato principal, vamos falar sobre algumas excelentes cervejas. A primeira delas é uma witbier muito saborosa: a Hoegaarden.

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A semente de coentro e a casca de laranja encontram-se muito bem harmonizados nessa cerveja, quem não provou vale a pena provar.

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Essa segunda weissbier é bastante famosa por ser produzida pela cervejaria mais antiga do mundo que ainda encontra-se em atividade: a Weihenstephaner. Weihenstephan é uma cervejaria e uma marca de cerveja da região alemã da Baviera. É considerada a cerveja mais antiga do mundo (artesanal ou industrial), sendo vendida desde 1040 e fabricada desde os anos 800.

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Essa terceira é bastante diferente das outras e confesso que não foi muito de meu apreço. Acredito que eles erraram na mão na quantidade de casca de laranja que ela possui. Mas não deixa de ser uma boa cerveja.

Coquilles-saint-jacques

No Brasil esse molusco é muito raro de se encontrar até mesmo em casas mais especializadas. Aqui ele é vendido com o nome de vieira:

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Coquilles Saint Jacques, em peixaria. Foto de David Jones no Flickr

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Ele é um prato famosíssimo na França principalmente no inverno.

Bravo Bistrô

Amigos, quero deixar aqui registrado uma excelente opção de bistrô em São Paulo. Confesso que me surpreendi muito positivamente com o lugar. Bem aconchegante e com excelente atendimento. Fica localizado na Mooca.

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Abaixo segue-se o link para o site deles:

http://bravobistro.com.br/

Como escolha de vinho para acompanhar as vieiras escolheremos um clássico: Brisa Chardonnay Vistamar.

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E para acompanhar uma boa massa de frutos do mar vamos de um rosé italiano bem fresco:

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Para entrada escolhemos umas bruschettas deliciosas:

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E como prato principal escolhi as vieiras:

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Minha esposa escolheu o Tagliatelli ao Frutos do Mar

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Conclusão

Com certeza esse foi um dos pratos mais gostosos que eu já comi na vida. Recomendo com empenho o bistrô!!

Don Melchor, o melhor vinho chileno e a churrascaria Vento Haragano

“Nunca fiz amigos bebendo leite, por isso bebo vinho.” Silas Sequetin

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Introdução

Amigos, hoje o post será o cumprimento de uma promessa que eu fiz num post anterior sobre poder degustar o melhor vinho do Chile e, sem perda de generalidade, o melhor Cabernet-Sauvignon do mundo. Já falei várias vezes que essa denominação de o melhor do mundo é relativa mas, em questão de Qualidade, o Don Melchor é praticamente imbatível. Quero agradecer ao meu pai por ter feito a gentileza de ter trazido esse vinho lá da Concha Y Toro para mim e ao meu amigo Rafael Campos por ter trazido de Cuba um presente muito especial para mim: um charuto cubano Cohiba.

Vinhos de escolha: Don Melchor 2013 e Marquês de Casa Concha Cabernet Sauvignon

O Don Melchor é um vinho muito difícil de ser consumido aqui no Brasil devido ao seu alto preço. No post do Spettus Boa Viagem eu falei que, no restaurante, ele estava sendo vendido por R$800. Pela Internet é possível encontrá-lo por cerca de R$600. Já na Concha Y Toro ele custa R$300. Ou seja, se você tiver vontade de degustá-lo, não o compre no Brasil. Meu pai me deu esse presente maravilhoso.

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Abaixo temos uma lista de premiações que ele recebeu:

  • Don Melchor 2008: 94 pontos. Wine Spectator Octubre 2012.
  • Wine Spectator: 94 pontos (2011).
  • Robert Parker 95 pontos (2010).
  • Wine Spectator: 95 pontos (2010)
  • Top 10 vinhos de 2014 = Nono Lugar!
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Fonte:http://www.conchaytoro.com

No aplicativo do vivino ele recebe a oitava colocação como o melhor vinho do mundo. Don Melchor é a expressão máxima da uva Cabernet Sauvignon no Chile! Estamos diante de uma lenda viva. Abaixo eu vou deixar uma entrevista muito bacana no youtube com o enólogo responsável por este vinho tão maravilhoso. Nela pode-se ver a plantação das uvas e o Enrique Tirado explica como é possível termos um vinho dessa qualidade. Vale a pena conferir:

https://www.youtube.com/watch?v=4jqmODTcXks

Para degustarmos um vinho dessa qualidade precisamos também de um lugar à altura: churrascaria Vento Haragano. Eleita como uma das melhores de São Paulo e do Brasil.

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Outro ponto que eu considero o mais importante é saber se realmente há uma diferença concreta e real entre um vinho considerado premium e um top como esse. Por isso vamos comparar o Don Melchor com o vinho o qual eu o considero o melhor custo benefício no Brasil: o Marquês de Casa Concha Cabernet Sauvignon. Já degustamos esse vinho no post da lagosta e caviar.

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Tomemos então nossos vinhos e partamos para o restaurante.

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Chegada ao restaurante e harmonizações

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O Vento Haragano fica localizado na avenida Rebouças. É muito legal ir ao estabelecimento pois o clima é realmente do Rio Grande do Sul: pessoas bonitas e todos os atendentes, garçons, recepcionistas e gerentes vestidos a caráter (com a pilcha gaúcha). Parece que estamos indo para um fandango de alto nível!

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A recepção e o atendimento do restaurante é bem acima da média. Os dois sommeliers da noite Alcyr e Tiago muito profissionais e competentes nos deram muitas dicas de valor que agregou bastante.

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Primeiro o Don Melchor:

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Depois o Marquês de Casa Concha (após tomar água):

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Uma comparação entre os dois juntos: o da direita é o Don Melchor

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A diferença entre eles é clara e perceptível. Não chega a ser um absurdo mas percebe-se realmente a superioridade de um para com o outro. Enquanto no Marquês de Casa Concha há a presença clara de frutas negras e vermelhas como amoras, cerejas e ameixas, no Don Melchor esses aromas se acentuam parecendo uma compota de frutas. É fantástico poder ver essa diferença tão clara. A acidez presente no Marquês de Casa Concha se suaviza no Don Melchor. Ela perde um pouco a “aspereza”. Outro ponto fantástico é que eu pude entender na prática o que significa taninos redondos. No Don Melchor os taninos são muito suaves e o vinho desce como uma pomada (como dizem os portugueses), já no Marquês de Casa Concha percebe-se que eles ainda encontram-se rústicos e eles “agridem” mais a boca. Maravilhosa Experiência.

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Todas as carnes da casa são fantásticas, mas a costela premium é a mais gostosa que eu já comi na vida.

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A fraldinha (vazio) deles também é espetacular:

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A paleta de cordeiro:

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O assado de tira

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A alcatra

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Carré de Cordeiro

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Tambaqui

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Picanha perfeita

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Paralelamente a isso o Alcyr me convidou para conhecer a adega da casa e me mostrou rótulos realmente lendários custando mais de R$15 mil reais (Romanée Conti, Petrus, etc).

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Esse custa mais de R$10 mil:

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Aqui é o lendário Vega Sicília Espanhol, custando pouco mais de R$16 mil

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O lendário Château Mouton-Rothschild custando R$17 mil

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Mas talvez a maior preciosidade da casa seja esse aqui trazido pelo Papa ao Brasil. Um dos vinhos mais raros do mundo.

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Para terminar o jantar vamos repetir a dose do Spettus Boa Viagem: Baileys Frappe

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Charuto Cohiba com Cognac Francês

Amigos, a noite foi maravilhosa, porém ainda não tinha terminado ali. Ao chegar em casa vou experimentar o melhor charuto do mundo que meu amigo Rafael Campos trouxe como um presente de sua última viagem a Cuba. E nada mais perfeito para harmonizar do que um legítimo Cognac francês.

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Conclusão

O Vento Haragano é um excelente restaurante que possui as melhores carnes que eu já comi na vida. O atendimento também é sensacional, recomendo com empenho. Possuo apenas três críticas: o preço é muito acima da média, o buffet não é muito variado e ele não possui carnes nobres como faisão ou avestruz. Tirando esses três pontos o restaurante merece nota 10, vale a pena conhecer. Sobre o vinho Don Melchor foi uma experiência maravilhosa porém não a repetiria pois a diferença entre ele e o Marquês de Casa Concha não chega a ser suficiente para pagar 7 ou 8 vezes mais nele. Recomendo porém tomar uma única vez na vida para conhecer essa lenda.

 

Paella de Frutos do Mar com Albariño, Sauvignon Blanc Gran Reserva, Castello D’Alba Vinhas Velhas e Paralelo 8

“O vinho lava nossas inquietações, enxuga a alma até o fundo, e , entre outras coisas, garante a cura da tristeza.” Sêneca

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Introdução

Olá amigos, hoje é um post especial porque estamos comemorando o aniversário da minha esposa Aline e vamos degustar um dos nossos pratos preferidos: a paella de frutos do mar junto com o vinho de perfeita harmonização (uva Albariño) conforme prometido no post anterior. Também teremos algumas cervejas e vinhos perfeitos. Agradecemos aqui a minha tia Sônia por ter preparado essa receita tão maravilhosa.

Apéritif

Continuando com o costume do nosso blog, começaremos falando sobre 3 cervejas muito gostosas e recomendadas: delirium nocturnum, a paulaner oktoberfest bier e uma das minhas cervejas de trigo preferidas: karavelle.

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Esta excelente Belgian Strong Dark Ale é produzida com 3 tipos de levedura e 5 tipos de malte que fazem com que a Delirium Nocturnum tenha um sabor complexo com notas de frutas passas e chocolate além de um aroma adocicado. De cor escura, triplamente fermentada e bem encorpada, é a companhia ideal para o inverno.

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Esta é a cerveja mais famosa que é consumida durante a Oktoberfest da capital Bávara (Munich), que acontece desde o ano de 1810. De coloração amarelo forte com uma ótima formação de espuma de boa duração. É uma cerveja transparente de brilho intenso. No nariz, os aromas do malte lembram biscoito e cereais matinais, seguido do leve floral do lúpulo. A cerveja possui o dulçor dos maltes ao mesmo tempo que o amargor do lúpulo.

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Essa terceira figura entre as cervejas de trigo mais saborosas na minha opinião. Muito encorpada e gosto extremamente agradável. Cerveja paulista que não deixa a desejar para nenhuma outra europeia. Recomendo com empenho!!

Harmonização com a paella de frutos do mar

A paella é um prato bem típico que surgiu na Espanha, nos séculos XV e XVI, na região de Valência, mais especificamente na região de Albufera, região de grandes arrozais e de grande produção de verduras frescas.

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Originalmente um prato popular, foi criada pelos camponeses que partiam para o campo com a paellera ou paella, arroz, azeite e sal e agregavam ingredientes da caça, legumes da estação e as sobras que possuíam. O tomate só foi acrescentado posteriormente, trazido da América por Cristóvão Colombo, e o frango, que era muito caro para os padrões da época. Com a difusão da paella pela costa, foram acrescentados frutos do mar: choco, camarões, lulas, lagostins, amêijoas (vôngole), mexilhões, e polvo, tornando-o um prato misto (terra e mar). Em suas diferentes variações, encontram-se ainda as “paellas marineras” (peixe e frutos do mar) e a “paella negra”, com tinta de lula. No Brasil, normalmente é feita com frutos do mar.

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Vamos começar a fazer a paella usando um molho específico de peixe que pode ser comprado pronto ou pode ser feito em casa somente com o uso das cabeças do peixe e temperadas com sal, pimenta, etc. O fumê de peixe será usado ao invés da água para cozinhá-la:

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As cabeças e cascas dos camarões serão colocadas ao fogo com azeite tomando cuidado para que o molho não chegue ao fervor. Depois essa marinada pode ser utilizada.

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Aproximadamente 2 cebolas picadas:

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O azeite ideal para usarmos é um que é próprio para cozinhar:

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Continuaremos a refogar a cebola junto agora com dois pimentões: 1 amarelo e 1 vermelho. Sugestão: Caso você não goste muito de comer o pimentão a idéia é cortá-lo em fatias grandes como faremos aqui.

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O arroz a ser utilizado é aquele próprio para risotos:

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Refogamo-lo junto com os pimentões e a cebola:

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Acrescentamos então sal e pimenta do reino branca:

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Depois adicionamos o açafrão:

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Agora vamos adicionar o caldo do peixe e deixá-la cozinhar um pouco:

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Após isso iremos adicionar os frutos do mar que já estavam marinando com limão siciliano, cachaça e azeite: Polvo, Lula, Mexilhão e Camarão.

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Depois de um tempo cozinhando iremos adicionar as vagens de ervilha e o camarão gigante:

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Depois de um tempo cozinhando no fogo a paella estará pronta:

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Conforme falei na apresentação do nosso post, o vinho que serve de forma perfeita para a harmonização com essa paella são os feitos com a casta albariño, que é a uva Alvarinho do post anterior produzida no terroir espanhol. Conforme falamos anteriormente, os vinhos produzidos com essa uva são bem minerais e possuem um nível de acidez acima da média.

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O segundo vinho para a harmonização será um dos tops em qualidade da concha y toro: Sauvignon Blanc Gran Reserva. Esse é um vinho branco porém amadeirado que passa o tempo máximo possível em barricas de carvalho.

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Após a paella teremos uma verdadeira obra prima de Portugal: Castello D’alba Vinhas Velhas. Uma vinha velha pode ter 80 ou 100 anos no Douro e 50 no Alentejo – não há fronteiras temporais rígidas, porém o resultado é uma produção pequena de uvas com concentração, profundidade e equilíbrio. Com uma enologia consciente, os resultados no copo chegam a ser comoventes. Poder degustar um vinho desse porte é um verdadeiro sonho estando no Brasil pois nem pela internet consegui encontrar esse vinho!!

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Esse vinho passa 18 meses em barricas de carvalho francês e o resultado é um vinho altamente frutado com aromas claros de frutas negras e vermelhas.

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O segundo vinho tinto é um verdadeiro orgulho para o Brasil e para o Vale do São Francisco. Já tivemos um post sobre um bom vinho da vinícola Rio Sol aqui no blog onde eu também prometi que ia fazer um review sobre o top deles: o paralelo 8. Esse que foi eleito o terceiro melhor vinho do Brasil.

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Vinho que lembra bem o Alentejo. Para finalizar tivemos também o vinho que já nos foi apresentado no post anterior: o redwood creek pinot noir. Um vinho famosíssimo nos Estados Unidos.

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Conclusão

Acho que o ponto que mais frisamos aqui no blog é o fato da comida ser ligada à bebida e vice e versa. Harmonizar uma boa comida com a bebida correta pode obter prazeres inimagináveis e assim foi com nossa paella. Mais uma vez parabéns minha querida Aline.

Spritzer, Peru, Pernil e Salmão com Espumantes Nacionais e a lendária cachaça: Anísio Santiago

“Amar é como tomar vinho: delicioso, mas em exagero torna-se um veneno que nos mata aos poucos.” Renan Mendonça

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Introdução

Olá amigos, conforme prometi no último post, esse será um post sobre o meu réveillon. Nele darei dicas fantásticas de boas comidas combinadas com espumantes nacionais de altíssima qualidade, bons vinhos, um drink altamente recomendado para o verão, uma boa opção de Brandy português e, para finalizar, teremos a lendária Anísio Santiago.

Apéritif

Começaremos nossa noite com duas cervejas espetaculares: La trappe Golden ale e a Goose Island Ipa.

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Muita gente normalmente não gosta da Ipa devido ao fato dela utilizar muito mais lúpulo na sua receita do que os outros tipos de receita. Mas aprendi com um amigo da marinha que ela é uma cerveja que deve ser utilizada apenas como degustação. Ela deve ser consumida em pequena quantidade e com um doritos de acompanhamento.

Spritzer

Essa bebida é altamente deliciosa e se assemelha à famosa sangria, porém ela é feita com Sprite zero. Na internet existem variações de receitas quanto à porcentagem a ser utilizada de vinho tinto ou branco e o Sprite zero. Sem perda de generalidade iremos utilizar 50% de vinho e 50% de Sprite zero. Iremos utilizar um vinho tinto de boa qualidade porém barato:

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Uma belíssima poncheira:

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E frutas. A receita pode ser feita com as frutas variadas ou até mesmo sem elas.

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Harmonização

Hoje teremos uma mesa muito farta para harmonização: Peru, Pernil, Farofa de bacon, Salmão ao molho de maracujá, salada de kani com manga e molho teriyaki.

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Como acompanhamento, temos vinhos chilenos do tipo Merlot e Carmenère:

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Para acompanhar o peru e o pernil vamos de Carmenère:

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O salmão é um peixe com bom percentual de gordura, logo a compinação com o spritzer fica refrescante e gostosa:

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Abaixo temos exemplos de vários bons espumantes nacionais da região de Bento Gonçalves:

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Digestif

Começaremos 2017 com duas grandes bebidas. A primeira delas é um Brandy Português Espetacular: Aguardente Velha Reserva Carvalho, Ribeiro e Ferreira.

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E a segunda é uma verdadeira lenda Brasileira: a cachaça Anísio Santiago-Havana. Essa é a bebida que imortalizou o Brasil no mundo como sinônimo de boa bebida. Eleita durante vários anos seguidos como a melhor cachaça do mundo, a Anísio Santiago foi declarada como patrimônio cultural imaterial de Salinas por meio de Decreto Municipal número 3728/2006. É dito que grandes líderes do mundo como Fidel Castro possuem garrafas em sua coleção particular. Dizem que a fama dessa bebida deu-se com a lenda que diz que o senhor Anísio pagava seus funcionários com a cachaça e eles a vendiam caro, chegando ao valor de um salário mínimo cada (R$ 450). Mas seus dez anos de envelhecimento no barril de bálsamo também conferem a ela estimado valor. Só quem prova essa lenda é que sabe o que significa beber uma boa cachaça! Versões mais velhas dessa cachaça podem ser encontradas na internet ao preço de R$ 10000.

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Conclusão

Gostaria de deixar registrado aqui um imenso agradecimento à minha família e amigos por terem me proporcionado um réveillon tão maravilhoso. Feliz 2017 e um Ano Novo  com a Graça do nosso bom Deus e com muitas realizações pessoais, espirituais, materiais, etc!!

Peru de Natal, Ceia com Pinot Noir e Espumantes Nacionais

“O bom vinho alegra o coração dos Homens” Sagradas Escrituras

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Introdução

Olá amigos, hoje farei um breve post apenas com dicas sobre espumantes nacionais e um bom vinho relativamente barato para combinar com a ceia de Natal. Em breve farei um post sobre a festa do Réveillon.

Vinho de escolha: Pinot Noir Ventisquero Reserva 2015

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Já falamos aqui no nosso blog sobre a alta qualidade e o bom custo benefício da bodega Chilena Ventisquero. Logo, nossa opção será por ela: aproximadamente R$50.

Harmonização

Hoje teremos 3 pratos para nossa harmonização: Peru, Lombo com farofa de Bacon e molho de laranja e maionese com batata e galinha defumada.

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Para petiscar temos um queijo delicioso muito vendido nessa época natalina no nordeste: Queijo do Reino.

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Abaixo temos exemplos de vários bons espumantes nacionais do vale do São Francisco:

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E para quem gosta de uma versão um pouco mais adocicada temos um do tipo moscatel. Uva que se adaptou perfeitamente no clima semi-árido nordestino.

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Conclusão

A moral da história é que o Brasil possui excelentes opções de espumantes tanto na região de Bento Gonçalves quanto no Vale do São Francisco. Não precisa gastar uma fortuna para aproveitar um bom Natal. Feliz Natal e um Maravilhoso Ano Novo Para todos com a Graça do nosso bom Deus!!

Lagosta, Caviar e Churrasco com Pinot Grigio e Marquês de Casa Concha

“A cerveja é obra do homem; o vinho, de Deus.”  Martinho Lutero

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Introdução

Amigos, hoje o post será um pouco diferente, pois irei dar um exemplo de como escolher um bom vinho e levar para um restaurante do seu gosto pessoal. Estamos em Recife e preciso deixar aqui minha sugestão sobre a melhor churrascaria e, com certeza, um dos melhores restaurantes da cidade: Spettus Boa Viagem. A grande vantagem dele é, não apenas a alta qualidade das carnes de uma churrascaria nobre (como a Vento Haragano em São Paulo), mas também a grande variedade de frutos do mar: Polvo, Caviar, Lagosta, Camarão, etc.

Vinhos de escolha: Pinot Grigio Sachetto e Marquês de Casa Concha Cabernet Sauvignon

Já falei no post da Zinfandel que meu vinho tinto preferido é a uva italiana Primitivo e, no caso dos vinhos brancos, a uva que mais me apetece é a Pinot Grigio (Pinot Gris na França). Ela recebe esse nome devido à sua característica acinzentada.

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Fonte: http://www.wine.net/

A escolha dessa uva dar-se-á pela excelente combinação com a Lagosta, o caviar e os camarões devido à sua característica de possuir alta acidez, ser um vinho “crocante” (crispy) e seco. Os vinhos dessa casta são altamente cítricos com toques de avelãs e mel. Delícia de bouquet.

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Fonte: https://faberpartner.de/
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Fonte: http://www.cheatsheet.com/

E a escolha do vinho será baseada na alta fidelidade em qualidade da bodega italiana sachetto.

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E para a harmonização com as carnes escolheremos um verdadeiro clássico o qual considero o melhor custo benefício dos vinhos da atualidade: a linha Marquês de Casa Concha Cabernet-Sauvignon. Já falamos nos três primeiros posts sobre a qualidade e a lenda da Bodega Concha y Toro com a sua linha Casillero del Diablo que é estupenda. Porém a linha Marquês de Casa Concha é bem superior e com uma diferença de preço relativamente pequena. Com R$125 compra-se um vinho que compete de igual para igual com os vinhos Franceses ou Italianos de R$300. Esse é realmente imperdível!

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Após a escolha dos vinhos, mostrarei como levá-los a um restaurante desse porte ou à casa de um amigo: usando uma bolsa de couro. O transporte também pode ser feito através de bolsas de neoprene mais baratas, mas uma maneira bem mais elegante é essa:

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Chegada ao restaurante e harmonizações

O spettus boa viagem fica localizado numa área muito nobre de Recife: a praia de Boa Viagem ( a Ipanema Recifense). Mais especificamente na Avenida Domingos Ferreira. O seu proprietário é Julião Konrad, um gaúcho que, certa vez ao passar por Recife, a adorou muito e decidiu abrir um negócio na cidade.

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Abaixo podemos ter uma visão da adega e do buffet da casa:

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No momento em que chegamos à casa fomos muito bem recepcionados pelo sommelier: Gérson. Grande detentor de conhecimento enófilo. De pronto ele elogiou muito minhas escolhas de vinho e me passou muitas dicas. Para a primeira harmonização temos um prato com lagostas, caviar de salmão, caviar de esturjão, polvo e camarão.

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Algo importante a frisar aqui é que se deve sempre beber água entre as degustações de forma a hidratar o estômago e obter o máximo de sabor.

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Uma segunda harmonização que combinou bastante com o pinot grigio foi um prato com queijo do reino, queijo parmesão, aspargos, champignon, milho, caviar de esturjão e lagosta ao molho de coco.

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Findo o primeiro vinho, prosseguimos com a segunda harmonização com o estupendo Marquês de Casa Concha:

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Combinou muito bem com o filet mignon, cupim, bife de ancho, paleta de cordeiro, a costela premium, etc.

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Paralelamente a esses fatos, conversei bastante com o Gérson e ele me deu muitas dicas de vinhos inclusive me mostrando um dos meus sonhos de consumo: o Don Melchor.

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Esse vinho na internet custa cerca de R$600, mas estava sendo vendido na casa por R$800. Futuramente farei um post especial sobre ele. Interpelei o Gérson sobre se esse vinho saía muito no estabelecimento. Ele me respondeu que sim e, inclusive na semana passada, o time do palmeiras tinha ido almoçar lá e tinha requerido 10 garrafas dele. Ele também me deu uma dica de um vinho chileno para comprar de olhos fechados: Montes Alpha Cabernet Sauvignon.

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Digestif

Após pensar que estava no céu e que nada podia melhorar, o maître da casa Thiago me deu uma sugestão que parecia inimaginável de sabor: um Baileys Irish Cream Frappe. O gosto do leite condensado não me permitiu tomar um só, tive de repetir a dose.

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Conclusão

O exemplo desse post mostra que não é possível ir à Recife sem aproveitar as maravilhas gastronômicas que a cidade oferece. E, dentro desse contexto, a churrascaria Spettus oferece um ápice de sabor e conhecimento para todos que passam por lá. Vimos também que é possível levar os próprios vinhos de sua escolha para um restaurante e combiná-los com as mais específicas delícias.

 

Carmenère, Frango Assado e Estrela Chilena

“Não fico surpreso que as pessoas não identifiquem estes aromas todos nos vinhos que compram. Eu mesmo não sou capaz de reconhecê-los. Aliás, acho muito aborrecido. Não estou interessado nisso, e sim na personalidade do vinho.” (Aubert de Villaine, proprietário da Domaine de Romaneé-Conti)

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Fonte: http://www.winetypeswiki.com/

Introdução

Voltemos ao Chile meus amigos! O nosso ponto de partida da nossa jornada no mundo da enologia nos apresenta uma uva única em que jamais poderíamos passar incólumes sem o seu conhecimento! E, conforme falei na nossa primeira degustação, a Cabernet-Sauvignon se estabeleceu como a uva que mais se adaptou no país. Porém, da década de 90 para cá, a casta que tem brilhado e se destacado como símbolo chileno é a Carmenère. Uva esta que tem sido adorada por muitas pessoas (inclusive vários amigos próximos) devido à sua unicidade!

História

A história dessa uva pode-se afirmar que é, no mínimo, intrigante. Ela, assim como boa parte das uvas viníferas conhecidas, é originária da França na região do Médoc em Bordeaux. Acredita-se que essa casta é uma das espécies mais velhas do mundo.

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Vimos nos posts passados que, ao fim do século 19, aproximadamente em 1867, uma terrível praga conhecida como Phylloxera foi responsável por dizimar quase todas plantações de uvas da Europa, afetando particularmente as plantações com a uva Carménère, as quais eram bem mais susceptíveis à doença. Acreditava-se que essa espécie tinha sido extinta do mapa há mais de 100 anos até que, em 1994, no Chile, um enólogo francês, chamado Jean-Michel Boursiquot, notou que algumas cepas de Merlot demoravam a maturar. Os resultados de estudos realizados concluíram que se tratava na realidade da antiga variedade de Bordeaux Carménère, cultivada inadvertidamente, misturada com pés de Merlot. Provavelmente, nos primórdios, ela foi levada por engano ao chile mas se adaptou ao clima agradável e aos solos férteis obtendo êxito ao ponto de ser considerada uma das uvas mais importantes do Chile por sua qualidade e sabor excepcional.

Características da Carmenère

A carmenère é uma uva que foge um pouco das características dos vinhos tintos os quais vimos até o presente momento: possui taninos médios a macios e possui aromas vegetais em adição ao de frutas negras e vermelhas. Em alguns vinhos desta casta é possível sentir o aroma característico de pimentão, por exemplo.

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Fonte: http://faberpartner.de
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Fonte:http://fashionismo.com.br/

Harmonização

Conforme mencionamos no post atual, a carmenère é uma uva que produz vinhos com tanicidade média a baixa e, isso significa dizer que, como é um vinho tinto, combina com carnes e, devido à baixa tanicidade, combina especificamente com carnes brancas como o frango. O seu frango de padaria de Domingo ficará muito mais interessante e saboroso quando combinado com vinhos dessa uva.

Apéritìf

Enquanto se espera pela aprazível refeição, você pode apreciar essa que é um dos exemplos de que no Brasil também se produz bebida de qualidade: Colorado Appia. Essa cervejaria paulista (Ribeirão Preto) de 18 anos que conquistou o mercado não apenas gourmet brasileiro como o Internacional, apresenta uma cerveja de trigo única, com o uso de mel em sua fabricação e cujo rótulo e mascote (urso) foi desenvolvido por um dos maiores designers cervejeiros do mundo: Randy Mosher.

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Vinho de escolha: Carmenère Reserva Casillero del Diablo, 2014

Apesar de já termos falado sobre a Concha y Toro aqui no post do Cabernet-Sauvignon, iremos também fazer uso da linha Casillero del Diablo para falarmos sobre a Carmenère devido ao fato de apresentar o melhor custo-benefício de todos. A linha Casillero del Diablo só perde em qualidade para a linha premium Marquês de Casa Concha!!

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Se a vontade do degustador for para harmonizar o vinho com um queijo específico, nada melhor do que um queijo cremoso do tipo brie ou camembert!

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Digestif

Nada melhor para terminar uma refeição do que harmonizá-la com o síbolo americano do bom Bourbon: Jack Daniels Honney. Também feito com mel em sua receita!!!!!!

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Chardonnay, Camarão na Moranga e Cepas brancas

“Sem vinho, sem soldados” / ” Nas vitórias é merecido, nas derrotas é necessário” (sobre o Champagne)- Napoleão Bonaparte

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Fonte: http://www.lodiwine.com/

Introdução

Se o mundo dos vinhos pudesse ser resumido em uma única uva tinta e uma única uva branca, com certeza a escolha para a tinta seria a Cabernet-Sauvignon e a branca seria a Chardonnay. Essa que recebe o epíteto de rainha das uvas brancas! E qual o fator mais importante que torna essa uva tão conhecida e tão famosa? Resposta: Versatilidade. Charles Darwin, no seu dito máximo, afirmou que não é o mais forte quem sobrevive, mas o que se adapta melhor. E assim é com a Chardonnay, presente em praticamente todo o mundo.

História

A origem da Chardonnay é na França e, após recentes estudos de DNA americanos, chegou-se à conclusão de que ela é filha de duas variedades de uvas: a Gouais Blanc e a Pinot Noir. Acredita-se que os romanos trouxeram a Gouais Blanc dos Bálcãs e que a cepa acabou sendo cultivada por camponeses no leste da França a partir do século III. Em estreita proximidade, crescia a Pinot Blanc da aristocracia francesa, fato que proporcionou ampla oportunidade para as uvas se cruzarem. Estudos mostram que essa fusão ocorreu em Mâconnais, na Borgonha, onde uma cidade leva o nome de Chardonnay, por volta do século XIII. Desde então, a Chardonnay passa a se tornar oficialmente uma uva vinífera.

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Gouais Blanc. Fonte: wikipedia
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Pinot Noir. Fonte: http://olivierbourse.com/
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Fonte: http://burgundyandbeyond.com/

Características da Chardonnay

A chardonnay é uma uva que produz vinhos muito frutados e cítricos. Dependendo da região em que ela é plantada ela apresenta aromas bem distintos. Nos países mais quentes ela vai apresentar aromas potentes e oleosos como brioche, manteiga freca, avelã e pão tostado. Já os vinhos produzidos na Borgonha vão apresentar aromas de frutas cítricas e exóticas como abacaxi, pêssego, laranja, pêra, maçã, melão, etc. Caso seja envelhecido num barril de carvalho teremos também os aromas de baunilha e tabaco.

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Fonte: https://br.pinterest.com/
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Fonte:http://purovino.com/

Harmonização

Futuramente teremos no blog um post específico sobre harmonização porém, de forma bem genérica, podemos aplicar a seguinte regra: vinhos tintos combinam com carnes ( brancas e vermelhas dependendo da tanicidade) e vinhos brancos combinam com peixes e frutos do mar. O chardonnay fica perfeito com camarão, logo faremos um prato altamente famoso da culinária nordestina: camarão na moranga.

Primeiro passo: escolha da moranga. É necessário uma moranga de médio para grande para essa receita.

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O segundo passo é abrir um tampão na moranga e raspá-la para retirar todas as sementes:

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Após isso devemos levar a moranga ao micro-ondas na potência máxima por 20 minutos enquanto temperamos 1 kg de camarão sem casca com sal e pimenta do reino.

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Devemos refogá-los separadamente enquanto refogamos na outra panela 1 cebola ralada, 2 a 3 colheres de azeite e alho.

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Após um tempo adicionamos o molho de tomate:

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Após os camarões estarem refogados, os juntamos à panela e deixamos ferver por 5 minutos

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Após isso dissolvemos 2 colheres de farinha de trigo em 100ml de leite e adicionamos à receita

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Rapidinho teremos o ponto desejado

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Desligamos então o fogo e adicionamos 200g de creme de leite com 200g de requeijão e, após termos misturado os dois acrescentamo-los à panela junto com um maço de cheiro verde picado:

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Após isso, forramos a abóbora com requeijão e levamos todo o conteúdo da panela para a moranga:

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Depois levamos ao fogo na temperatura de 220 ᵒC por 15 minutos e depois na temperatura de 280 ᵒC para gratinar por mais 10 minutos. Enquanto isso colocamos os camarões grandes numa panela com água e sal:

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Após um tempo fervendo, eles estão prontos. Basta então tirar a cabeça e as patas para decorarmos a moranga:

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Vinho de escolha: Chardonnay Reserva, Ventisquero 2014

O chile produz vinhos espetaculares com essa uva, também com excelente custo-benefício. E a bodega Ventisquero é um gigante no chile também, logo a escolha será por ele. O valor dele nos supermercados é na faixa de R$ 50 reais. Antes de tomá-lo devemos colocá-lo na temperatura de 9 ᵒC.

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Conclusão

Amigos, realmente estou muito surpreso, pois foi a primeira vez que fiz essa receita e, modéstia a parte, foi uma das coisas mais gostosas que já comi na vida!! A combinação com o vinho ficou perfeita, nota 10!! Recomendo com empenho.

 

Degustando uma lenda: Casillero del Diablo (Cabernet Sauvignon)

“Existem mais de mil anos de história em uma velha garrafa.” ( Paul Claudel)

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Introdução

Tendo dado início aos nossos primeiros passos no mundo do vinho, finalmente chegamos a nossa primeira degustação e, nada melhor do que começá-la de maneira mitológica: degustando uma lenda! A história desse vinho é, talvez, o que o tornou assombrosamente famoso. Tudo começa há aproximadamente 100 anos atrás com Don Melchor de Concha y Toro: um empresário, advogado, político chileno e o Marquês de Casa Concha pela coroa Espanhola.

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Em 1883, ele decidiu se aventurar no ramo dos vinhos plantando vinhas no vale do rio Maipo. De sua viagem à Bordeaux, ele trouxe consigo para o Chile sementes selecionadas e contratou um grande enólogo francês: Monsieur Labouchère. Nascia assim a Concha y Toro. Devido à altíssima qualidade dos vinhos produzidos naquela região, Don Melchor decidiu reservar para si uma pequena parcela dos melhores vinhos produzidos ali: sua adega particular. A fim de evitar os constantes roubos de seu acervo (arquivo, casillero em espanhol) ele espalhou o boato de que naquele lugar habitava o diabo e assim nasce a lenda do Casillero del Diablo.

Sei que já coloquei esse link no primeiro post, mas vale muito a pena quem não viu ainda poder conferir essa história animada num vídeo feito pela concha y toro:

https://www.youtube.com/watch?v=h8XSss1o8x8

Abaixo temos algumas fotos da vinícola Concha y Toro, cortesia do nosso amigo Anderson Lopes:

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Plantação das uvas (cepas)

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Adega onde fica o Casillero del Diablo:

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Há também dezenas de vídeos no youtube falando sobre o casillero del diablo, mas vale deixar aqui o vídeo promocional mais recente do vinho, é sensacional!

https://www.youtube.com/watch?v=RaN-hswZ8gw

Temperatura de serviço

Conforme falei no primeiro post, cada vinho precisa ser degustado na temperatura ideal de forma a liberar o máximo de sabor e aromas. Então, o vinho deve ser mantido todo tempo dentro da adega. Como a adega possui vinhos variados, e normalmente como a maioria dos vinhos são tintos, eu tento manter todos na temperatura média de 16 ᵒC. Para o caso da nossa uva em questão (cabernet-sauvignon), a temperatura ideal de serviço é de 18 ᵒC.

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Esse é, talvez, o maior erro dos degustadores que se comete aqui no Brasil: deixar o vinho depois de aberto na temperatura ambiente. O Brasil é um país quente, então se o vinho passar muito tempo fora da adega ele vai esquentar. Uma solução barata e simples é: apenas no momento de colocar o vinho na taça, deve-se tirá-lo da adega. Depois disso ele deve ser novamente enrolhado e colocado na adega até o próximo momento de tomá-lo. Uma solução mais elegante e um pouco cara é fazer uso de um wine cooler. Eu utilizo um da cuisinart (custa aproximadamente R$600-700 na internet). O bacana dele é porque você consegue setar a temperatura do vinho baseado no seu catálogo de uvas e ele mantém o vinho durante toda a degustação na temperatura ideal para o tipo da uva. É realmente fantástico, recomendo com empenho!!!!

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Abrindo o vinho

Como já falei no segundo post, eu gosto muito de utilizar o abridor elétrico devido à sua praticidade mas, atendendo a pedidos do blog, farei uma demonstração de como abrir uma garrafa com um abridor simples e barato:

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Depois de aberto, a rolha também possui papel de destaque desse ritual admirável. Aprendi com um amigo essa prática de colocar a data de abertura da rolha e armazená-la para o futuro:

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Depois disso a rolha vai para o meu quadro de decoração:

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Taça específica

Semelhantemente, utilizaremos a taça de escolha do primeiro post: Bordeaux Spiegelaus.

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Aerando o vinho

Diz-se que, quando um vinho é engarrafado por um bom tempo, ele encontra-se num estado de dormência. Com seus aromas “dormindo”, ou seja, ainda pouco perceptíveis. Há duas formas de “quebrar” esse estado de dormência: usando um decânter ou um aerador. Gostaria de frisar aqui que esse assunto não é muito simples e requer um post exclusivo. Fá-lo-ei num futuro próximo. De forma simplória vou me resumir a dizer que para esse tipo de vinho jovem cai muito bem o uso de um aerador, pois ele faz com que as moléculas do vinho se misturem com as moléculas do ar, liberando assim os aromas mais rapidamente. No meu caso aconselho fortemente o aerador da vinturi (o qual é encontrado na internet e em lojas grandes num valor de aproximadamente R$150 junto com a torre e R$50 apenas o aerador).

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O olhar do vinho (L’examen visuel)

Como era de se esperar de um cabernet-sauvignon, esse vinho possui uma cor vermelho rubi intenso e lágrimas médias, aparentando leve dulçor.

O nariz do vinho (Le nez du vin)

Algo muito bacana para uma pessoa que está iniciando no mundo dos vinhos e ainda não conhece quais aromas estão presentes num cabernet-sauvignon é procurar informações antes da degustação (internet, livros, etc).

As características dos vinhos da uva cabernet-sauvignon são intensos e ricos em aromas e sabores, como: frutas vermelhas (cereja, amora, morango, framboesa), frutas pretas (ameixa, mirtilo(blueberry), cassis), especiarias (pimentas em pó, cravo) e também marcados por aromas vegetais, de oliva, menta, tabaco, madeira, cedro e anis.

Como maneira de conhecer os aromas, existem maneiras sofisticadas e caras (como o le nez du vin, o qual falarei futuramente) ou mesmo cheirando e conhecendo as frutas. Fiz uma seleção de frutas negras e vermelhas antes da degustação:

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-morango

-mirtilo (blueberry)

-amora negra

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A boca do vinho (L’examen gustatif)

Finalmente na hora de beber o vinho, todas as informações encontradas nos passos anteriores se confirmaram. Deixando o vinho na boca por aproximadamente 10 segundos, ele apresentou adstringência (taninos) fortes porém suavizados pelo barril de carvalho (impressionante porque não amargou na boca como outros cabernets de pior qualidade), leve picância do tipo pimenta do reino e leve dulçor embalado pelos aromas de frutas vermelhas e negras. Excelente vinho!!!

Harmonização

Conforme falei no post anterior, a cepa cabernet-sauvignon é amiga íntima das carnes vermelhas e com temperos picantes, como a pimenta do reino. Então nada melhor para degustar esse assombroso vinho do que com filet-mignon ao molho madeira e fritas.

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Desbravando o mundo do vinho

“Um bom vinho é poesia engarrafada” (Robert Louis Stevenson)

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Quando paramos para pensar na complexidade do mundo do vinho, possivelmente um leigo desejoso por adentrá-lo poderá pensar em desistir. Basta ir a um grande supermercado ou um bom restaurante para perceber centenas de vinhos diferentes: tintos, rosês, brancos, espumantes, chilenos, argentinos, franceses, italianos, garrafas de diversos formatos, centenas de tipos diferentes de uvas, rótulos diversos e preços também múltiplos. O universo é tão amplo que existem dezenas de universidades formando enólogos (palavra formada da junção da palavra grega οἶνος (oinos, “vinho”) com o sufixo -λογία (-logia, “estudo de”)), profissionais com diploma em ensino superior. Nesses cursos é possível aprender sobre uma variada gama de assuntos:

-História do vinho

-Processo de fabricação (plantio, tipos de terroir (solo), temperatura, tipos de barril, amadurecimento, colheita, tipos de rolha, engarrafamento, fermentação, etc)

-Tipos de uvas (ou cepas) e características intrínsecas a cada uma delas

-Como decifrar rótulos

-Como escolher bons vinhos (safras especiais, combinando-o com alimentos e queijos, etc)

-Como comprar (en primeur (no produtor), no comércio, no exterior, etc)

-Como conservar o vinho (tipos e características de adegas, vins de table (vinhos de mesa), vins de garde (vinhos de guarda), etc)

-Como servir o vinho (temperatura de serviço, abertura da garrafa (tipos de saca-rolhas), decantação, tipos de taças, etc)

-Como degustar um vinho (olhar do vinho, o nariz do vinho, a boca do vinho, etc)

-Os grandes vinhedos do mundo e características

E muitos e muitos outros assuntos. Uma vez um francês amigo meu me disse que apenas para conhecer os vinhos franceses seria necessário uma vida inteira (Il faudra toute une vie)!

E como começar?

Diante disso tudo, talvez a pergunta de um milhão de dólares seja exatamente essa: como começo?

Quando estava começando a conhecer sobre vinhos (o que não faz muito tempo), meu tio me disse algo muito pertinente: Pedro Jorge, você vai ser um grande conhecedor de vinhos se você beber muito vinho! Simples assim, comece bebendo vinho. Mas para isso vou exemplificar como começar bebendo um vinho. Há dezenas de acessórios para vinhos (adegas, taças, saca-rolhas, coolers, decanters, aeradores, etc), e eu vou deixar uma dica do mínimo necessário para começar:

-1 adega (cave au vin)

-1 taça

-1 saca-rolhas

-1 vinho

-1 Prato ou queijo específico para o tipo do vinho

Adega

Ter uma adega refrigerada em casa não possui relação apenas com a questão estética do ambiente pois, principalmente se você mora num país quente como o Brasil, você não conseguirá obter o máximo da bebida (sabor e aromas) servindo-o à temperatura ambiente (30°C) ou deixando-o na geladeira antes de serví-lo (médias de 7°C). Um vinho tinto requer em média 16 °C para seu serviço.

Existem adegas climatizadas de R$300 reais e de R$20000 reais, com 8 garrafas ou com 200 garrafas. Eu recomendo para um iniciante a obtenção de uma pequena (8 ou no máximo 12 garrafas). O modelo que eu recomendo é a adega Electrolux para 8 vinhos que pode ser encontrada com um preço médio de R$600.

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Taça

Esse também é outro território profuso mas, de forma genérica, um bom começo é escolher uma taça de cristal, apesar de uma de vidro também servir. Uma taça de vinho pode ser de vidro, cristal de vidro ou cristal. A diferença entre elas é a presença e o teor de chumbo, metal utilizado em sua produção. A de cristal tem até 24% de chumbo, o cristal de vidro vem com cerca de 10% e o vidro não tem. O chumbo dá mais leveza, delicadeza e sonoridade, além de fazer com que a espessura da taça seja mais fina. As taças de cristal também são mais porosas. Esse fator também é positivo, pois, ao girarmos um vinho enquanto o degustamos, forçamos as moléculas contra a parede áspera, quebrando-as e, desse modo, obtendo grande concentração de aromas. Um bom começo pode ser uma taça para vinhos Bordeaux, da marca spiegelau, por exemplo, que custa aproximadamente R$ 45 reais a unidade.

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Saca-rolhas

Um saca rolhas simples vai servir para um primeiro encontro, mas se você tem interesse em comprar um mais bacana, sugiro um elétrico devido à facilidade e praticidade na abertura do seu vinho. Um modelo da Oster por exemplo custa na faixa de R$150 reais.

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Vinho

O componente mais importante da nossa seleção! De forma a não errarmos, começaremos pelo clássico, ortodoxo, tradicional.

1-Uva

A uva de escolha será a cabernet-sauvignon. Conhecida pelo seu epíteto de “a rainha das uvas”, a Cabernet Sauvignon está em toda parte. Uva internacional, corruptora, amada e odiada, tornou-se um padrão mundial presente em praticamente todos os países produtores do planeta: da Inglaterra à Alemanha e Áustria; do Canadá à China e Japão; do Peru e Venezuela ao Zimbábue; do Brasil à Turquia, Marrocos, Grécia, Israel e Líbano; da Moldávia e Hungria à Romênia e Bulgária. Sem falar de França, EUA, Chile, Austrália, Itália, Portugal, Argentina, Espanha, Uruguai, África do Sul, Nova Zelândia.

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A Cabernet Sauvignon é muito famosa simplesmente porque é a principal casta da principal região produtora de vinhos do mundo: Bordeaux. E esses vinhos são os mais imitados em todo o mundo. Além disso, para as pessoas que moram no Brasil, o maior custo benefício de vinhos são os produzidos no chile, país em que a espécie mais bem adaptada e melhor produtora de vinhos é a Cabernet Sauvignon. Até mesmo meus amigos franceses apreciadores de bons vinhos me dizem que os vinhos chilenos e argentinos em nada deixam a desejar em qualidade para os vinhos franceses.

2-Produtor

Também escolheremos a vinícola mais famosa do Chile para começarmos: a Concha y Toro.

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Ela produz vinhos de excelentes qualidades, desde o mais simples como os reservados (aproximadamente R$30):

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Passando pelo estupendo Marquês de Casa Concha (R$115):

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Até ao lendário Don Melchor (R$550)

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Mas sem sombra de dúvidas nossa escolha para primeira degustação será pelo seu vinho mais famoso: Casillero del Diablo.

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Segue-se também o link para o vídeo no youtube produzido pela Concha y Toro contando porque esse vinho tornou-se assombrosamente famoso:

https://www.youtube.com/watch?v=h8XSss1o8x8

Acompanhamento

De uma maneira bem genérica, Cabernet Savignon combina bem com carnes vermelhas e, em específico, carne bovina.

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Outra escolha menos comum pode ser degustar com um bom queijo cheddar.

Sugestões de livros e Documentários

Livros

Grande Larousse do vinho (R$300) , Autor: Olivier Poussier, Editora Lafonte: melhor obra exaustiva já produzida em português sobre vinhos e enologia.

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Documentários no Netflix

SOMM: Dentro da Garrafa. Apesar de não ser um documentário exaustivo sobre vinhos, ele mostra de uma maneira bem abrangente sobre esse mundo com os melhores sommeliers da atualidade.

SOMM. Documentário bem legal sobre a prova mais difícil sobre vinhos do mundo.