Harmonizando frango assado com vinhos brancos e rosés

“Para vinho ter gosto de vinho, deve ser tomado com um amigo” (Provérbio Espanhol)

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Introdução

Olá amigos, hoje o nosso post será um exemplo de como a simplicidade pode ser perfeita para um encontro de amigos. Como um simples frango na brasa pode ser uma comida tão espetacular. Este é o quarto encontro da Confraria Távola Di Amici (amigos e familiares), caso alguém queira conferir o terceiro encontro, basta clicar aqui.

Cervejas

Como é de costume no nosso blog, antes de falarmos sobre o evento e os vinhos do post, faremos um breve review de algumas excelentes cervejas. Hoje falaremos das cervejas produzidas pela Cervejaria Colorado, a qual, na minha opinião, é a melhor cervejaria do Brasil. O que torna elas tão especiais é não apenas o altíssimo nível de qualidade mas também os ingredientes típicos brasileiros usados nas receitas. A primeira delas é uma pilsen bem incomum que recebe mandioca na sua composição: a Cauim.

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Confesso que demorei um bom tempo até me animar a querer degustar essa cerveja por pensar que mandioca nada tinha a ver com a bebida. Mas essa combinação é simplesmente estonteante e produz uma pilsen bem mais encorpada do que as outras comumente conhecidas. O nome Cauim vem do Tupi e se refere a uma antiga bebida fermentada de cereais e mandioca, fabricada pelos índios brasileiros.

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Essa segunda é simplesmente uma das cervejas de trigo mais gostosas que eu já provei na vida (se não foi a melhor). A combinação de maltes de trigo com mel de abelhas dá um toque todo especial a essa cerveja. Já é a segunda vez que falo dela no blog (confira o primeiro review aqui).

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A terceira é uma IPA consagrada no mundo todo e vencedora de diversos prêmios por sua qualidade e inovação por utilizar rapadura na sua confecção. Vale a pena conferir mesmo se você não curte muito o estilo IPA.

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Essa quarta cerveja do estilo porter ganhou o prêmio em 2016 junto com a Wäls Dubbel (review aqui) pois foram eleitas as melhores do mundo pelo World Beer Award, prêmio considerado o Oscar da cerveja.

Início do evento

Amigos, hoje estamos na casa maravilhosa e aconchegante dos amigos Vitor e Marcela e vamos provar um frango assado na brasa que é especialidade dele:

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O segredo é deixar o frango marinando por 4 horas com limão tahiti, limão siciliano, cerveja preta, suco de laranja e whiskey (pode ser Scotch ou Bourbon).

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Enquanto o frango é assado, vamos apreciar uma deliciosa witbier:

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Cerveja muito agradável e fácil de beber! Sente-se o aroma da casca de laranja e da semente de coentro sem destoar dos outros. Cerveja bem equilibrada!

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Essa segunda já foi alvo de review no nosso blog (link).

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Essas cervejas harmonizaram bem com alguns queijos como provolone e emmental e com umas deliciosas bruschettas preparadas pelo Vitor com pão de milho:

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Vinhos de escolha

Normalmente um frango na brasa harmoniza muito bem com um vinho tinto como o pinot noir, mas o desafio lançado foi que a harmonização deveria ser feita exclusivamente com vinhos brancos ou rosés.

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O primeiro vinho é um corte chileno feito majoritariamente com a cepa chardonnay com um pouco de pinot blanc e pinot grigio. A denominação reserva garante a esse vinho um estágio de médio prazo em barricas de carvalho.

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O segundo vinho é simplesmente magnânimo por ser produzido por uma bodega de muito prestígio no Chile e por receber classificação máxima de qualidade. O selo Gran Reserva indica não apenas longo tratamento e envelhecimento em barricas de carvalho mas também utiliza-se uvas de primeira qualidade (caso alguém queira entender mais sobre a diferença entre reservado, reserva e gran reserva clique aqui).

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O terceiro e o quarto são rosés franceses originários da região de Provence. Eles são um assemblage de várias uvas (Cinsault, Grenache, etc).

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E como guarnição temos uma batata recheada com queijos.

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Dessert

Após o frango maravilhoso temos ainda uma sobremesa deslumbrante feita pela Marcela:

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E para harmonizar com ela temos dois vinhos de sobremesa: um argentino e outro da África do Sul.

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Conclusão

Vitor e Marcela, acredito que não foi apenas minha opinião mas de todos os amigos da confraria de que foi o frango assado mais gostoso que já comi na vida. Foi um prazer muito grande esses momentos com vocês! Confesso que fiquei meio incrédulo a princípio sobre se a harmonização daria certo e, mais uma vez, fui surpreendido! Recomendo cada um dos vinhos desse post. Grande abraço a todos e fiquem com Deus.

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Culinária alemã: Eisbein à pururuca com a melhor uva branca do mundo (Riesling da Alsácia)

 “O bom vinho alegra o coração dos Homens.” (Salmos 104:15)

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Introdução

Olá amigos, hoje iremos adentrar na famosa culinária alemã junto com um vinho da Alsácia. Iremos degustar um prato que é o símbolo da culinária desse país: o Eisbein (Joelho de porco) à pururuca junto com a linguiça (Wurst).

Alsácia: França ou Alemanha?

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É interessante porque embora a Alsácia hoje faça parte da França, ela passou boa parte da história sendo da Alemanha. Ambas brigaram pelo seu domínio várias vezes durante a história e, hoje, os costumes germânicos como cultura e língua ainda permanecem como resquícios. No futuro teremos um vinho exclusivamente feito na Alemanha, mas vejam que não há qualquer perda de generalidade de falarmos sobre vinhos da Alemanha nos referindo à Alsácia (esta que é conhecida por produzir os melhores Rieslings do mundo).

Características da Riesling

Amigos, hoje iremos falar sobre a uva branca mais adorada pelos apreciadores de vinho do mundo: a Riesling. E, conforme faço sempre questão de frisar por aqui, essa definição de melhor do mundo é apenas para fins didáticos e por haver maior concordância entre os críticos.

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Fonte: http://www.wynefolly.com

Essa uva possui aromas deliciosos de frutas cítricas (abacaxi, laranja, limão, pêra, maçã verde, etc) misturado com o aroma de mel de abelhas conforme mostra o infográfico a seguir:

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Fonte: http://www.winefolly.com
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https://br.pinterest.com

Harmonização

Devido à sua acidez e mineralidade embalada com aromas de mel, esse vinho fica perfeito com o ícone da culinária alemã e, consequentemente, alsaciano: o Eisbein.

O Eisbein está para a culinária alemã assim como a feijoada está para a culinária brasileira. Ele é o joelho do porco, podendo ser preparado cozido, frito ou assado, dependendo do prato e servido com chucrute (repolho refogado).

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Escolha do restaurante

O Eisbein feito à pururuca e defumado é um prato muito difícil de ser feito em casa, logo iremos optar por degustá-lo num bom restaurante de São Paulo: o Bar do Alemão.

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E o vinho de escolha será um clássico da Alsácia que pode ser encontrado para a venda no site da Mistral (www.mistral.com.br): P.E. DOPFF & FILS Riesling 2013.

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Enquanto o vinho é posto para chegar na sua temperatura ideal de consumo iremos pedir um carpaccio com uma excelente cerveja de trigo brasileira: Eisenbahn.

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A beleza do vinho é estonteante!

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O eisbein vem bem servido com batatas, linguiça alemã (Wurst), chucrute, purê de ervilhas e uma cebola crocante com molho de gengibre:

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E por fim pedimos como sobremesa o ícone das sobremesas alemães: a Apfelstrudel. Essa torta folhada com lascas de maçã é um verdadeiro delírio!

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Conclusão

Desde o começo do blog eu tenho falado que minha uva branca preferida é a Pinot Grigio, mas hoje eu tive de me render à Riesling. Jamais tomei um vinho branco tão gostoso na minha vida!! E ele harmonizou de forma perfeita com o Eisbein. Quem ainda não experimentou essas delícias não sabe o que está perdendo!!

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Camarão à Húngara, cerveja Deus e a champenoise brasileira Wäls

“Onde o bom vinho falta, encurta o espaço para o amor” (João Alberto Catalão)

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Introdução

Olá amigos, hoje teremos um post que sairá um pouco do modelo ortodoxo já visto desde então. Sabemos que o foco do blog é em vinhos, mas hoje teremos um post levemente diferente: vamos falar sobre cervejas champenoises. Teremos uma exemplar belga produzida em champagne e uma brasileira da cervejaria Wäls. Para acompanhar essas maravilhas vamos fazer uma receita deliciosa: camarão à húngara.

Cervejas

Como é de costume no nosso blog, antes de falarmos sobre o evento e os vinhos do post, faremos um breve review de algumas excelentes cervejas. A primeira delas é eleita a melhor cerveja escura do tipo stout do mundo: a guiness.

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A Guinness Draught é a cerveja stout mais consumida do mundo. É uma cerveja especial de cor negra e uma excepcional espuma densa e cremosa, que persiste durante toda experiência da degustação. Aromas e sabores de café e chocolate amargo bastante presente a tornam uma cerveja irlandesa referência do estilo stout.

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A segunda é uma brasileira muito especial. A cervejaria coruja é um exemplo de qualidade não apenas no Brasil mas no mundo todo. E esse exemplar de trigo é levemente diferente das tradicionais weizen por conter maltes defumados e um leve toque de pimenta do reino. Vale a pena experimentar.

Cervejas champagne

Afinal, é um champagne ou uma cerveja? Garrafa típica de espumante, remuage, segunda fermentação em garrafa, estágio em caves francesas, perlage etc. Assim são as características dessas bebidas. A história das cervejas Champenoise começa com a lendária DeuS, produzida pela cervejaria Bosteels – fundada em 1791, na cidade de Buggenhout, na Bélgica. A DeuS é produzida na Bélgica e depois transferida para a França (Epernay), onde passa pelo processo Champenoise, fazendo uma segunda fermentação na garrafa, passando meses em caves dos melhores espumantes franceses.

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Na mesma linha vêm as cervejas Malheur. A história cervejeira da família Malheur iniciou-se em 1839 e a cervejaria, que também fica em Buggenhout, foi construída em 1997, num prédio do século XVI onde funcionava outra cervejaria.

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As cervejas Malheur são todas Ales (alta fermentação), vivas e refermentadas na garrafa onde os fermentos continuam vivos após o engarrafamento, possibilitando que seus sabores evoluam com o tempo. Além disso, são produzidas utilizando-se flores de lúpulo in natura. Foi o mestre-cervejeiro da Malheur, Luc Verhaeghen, quem desenvolveu em 2001 essa técnica a partir de várias visitas à região de Champagne, onde estudou os métodos de produção e, principalmente, de condicionamento de garrafas lá utilizados. Inicialmente, suas tentativas foram recebidas com ceticismo, mas, depois, receberam uma grande ajuda do Epernay Oenologique Institut, que forneceu o fermento e viabilizou a aquisição dos grandes pallets giratórios que completam trinta e seis movimentos em sete dias. Mas sem sombra de dúvida foi a DeuS quem conseguiu popularizar o estilo no mundo todo inclusive recebendo diversos prêmios:

  • Medalha de prata na World Beer Cup nos Estados Unidos em 2002
  • Prêmio de “Beer of the Year” nos Estados Unidos em 2003 pela Malt Advocate Magazine
  • Prêmio de “Best of New Beer” nos Estados Unidos em 2003 pela Celebrator Magazine
  • Prêmio de “Biere d innovation de l annee “ na França em 2003 pela Bière Magasine
  • Medalha de Prata na Brewing Industry International Awards em Londres em 2004

Essa Belgian Strong Ale passa pelo método champenoise, ganhando uma similaridade com o champagne. A cerveja Deus tem um gosto leve, mas que esconde seu nível elevado de graduação alcoólica: 11,5%. Aroma complexo, com maçã, hortelã, gengibre, malte, lúpulo e cravo-da-índia. Sabor refrescante com final seco e adstringente. E hoje nós estamos tendo a oportunidade de degustá-la aqui no nosso blog graças à minha esposa Aline que me deu uma de presente de aniversário. Infelizmente essa é uma bebida que não é possível tomarmos com frequência devido ao seu alto preço (custa o mesmo que uma garrafa de champagne no Brasil R$250-300).

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Também iremos degustar aqui uma champenoise brasileira que eu pude comprar na minha última viagem à Belo Horizonte quando visitei a melhor cervejaria do país: a Wäls.

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Harmonização

Não podemos degustar bebidas de peso sem um prato à altura, logo nossa escolha será pelo famoso camarão à Húngara. Para começar a fazê-lo, tomemos cerca de 1kg de camarão:

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E vamos temperá-los com o sumo de 2 limões:

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2 colheres de sopa de páprica doce e 1 de páprica picante (cuidado pois ela é muito apimentada)

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Azeite, pimenta do reino branca e sal a gosto:

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Depois deixamos o camarão descansar por cerca de meia hora:

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Enquanto isso vamos cozinhar as batatas. Tomemos 1kg de batata Asterix:

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Vamos descascá-las e cortá-las em rodelas:

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Vamos colocar água e sal em uma panela e aguardar o momento de fervura. Após ele começar a acontecer vamos colocar as batatas e cozê-las de forma que elas apenas fiquem levemente cozidas (10 minutos) para que elas não se desfaçam.

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Depois iremos secá-las e separá-las:

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Passemos então os camarões para a frigideira com manteiga, azeite e alho:

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É interessante não cozinhá-los por muito tempo, a idéia é só selá-los já que depois irão ao forno.

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Depois da selagem, vamos acrescentar cerca de 2 colheres de farinha de trigo:

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Adicionamos 800g de creme de leite:

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Por fim vamos acrescentar o açafrão:

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E as batatas:

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Depois colocaremos numa tigela refratária para levarmos ao forno a 200 graus Celsius:

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Um pouco mais de páprica antes:

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O tempo de cozimento leva cerca de 30 minutos. Enquanto isso faremos o arroz na panela de pressão elétrica:

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Usaremos dois copinhos cheios de arroz:

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Vamos refogar azeite, alho e cebola picada junto com o arroz:

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Após vamos acrescentar cerca de 3 copinhos de água, um sachê de sazon e cozinharemos na pressão por cerca de 12 minutos.

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Logo após a comida estará pronta para a degustação:

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Degustamos também uma cerveja dinamarquesa espetacular: Hertog Jan Tripel. Ela possui uma das garrafas mais bonitas que eu já vi numa cerveja: ela é feita toda de cerâmica.

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Conclusão

A noite foi maravilhosa com uma excelente companhia: Aline. Sobre as cervejas a nota é 10. Sei que é muito caro comprar uma DeuS aqui no Brasil, mas ela é do tipo que necessita ser degustada ao menos uma vez na vida. Obrigado pelo presente de aniversário querida.

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Vinhos do Líbano, Comida árabe e o pinotage da África do Sul

“A melhor maneira de introduzir amigos ao mundo do vinho é abrir garrafas melhores do que eles estão acostumados, mas só falar de suas virtudes caso lhe seja perguntado.” (Jancis Robinson)

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Introdução

Olá amigos, hoje o nosso post nos remeterá ao início da cultura vinícola do mundo: o Líbano. Teremos alguns vinhos de diferentes regiões do mundo também como a África do Sul, a Itália, a Argentina, etc. Este é o terceiro encontro da Confraria Távola Di Amici (amigos e familiares), caso alguém queira conferir o segundo encontro, basta clicar aqui.

Cervejas

Como é de costume no nosso blog, antes de falarmos sobre o evento e os vinhos do post, faremos um breve review de algumas excelentes cervejas. A primeira delas é uma excelente cerveja de trigo russa: a Baltika número 8. Ela é produzida na cidade histórica de São Petersburgo.

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Apresenta espuma densa e generosa, suave aroma frutado com toques picantes e suave adocicado.

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Essa segunda eu me arrisco a dizer que é a cerveja mais icônica do mundo, pois foi a receita que originou todas as outras cervejas do tipo Pilsen do mundo. Para quem gosta de cerveja, o conhecimento desta é obrigatório. Possui um amargor bem característico e lembra de longe a cerveja Heineken.

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Embora já tenha comentado sobre a weihenstephaner num post anterior e sobre a sua importância por ser a cervejaria mais antiga do mundo ainda em atividade, hoje eu trago a cerveja que recebe mais títulos no mundo como a melhor em seu estilo weizenbock: a Vitus. Vale a pena conferir.

Início do evento

Amigos, hoje estamos na casa do Daniel e da Cláudia, a qual, por ser descendente de Libaneses fez um banquete árabe maravilhoso:

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Kibe com coalhada, homus, etc.

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A Cláudia também possui um blog muito legal chamado moda no trabalho. Vou deixar o link para ele aqui:

http://modanotrabalho.com.br/

Para acompanhar essas delícias temos uma seleção de peso de vinhos:

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Como o evento é temático, trouxemos alguns vinhos do Líbano. Apesar de serem pouco conhecidos mundialmente, eles possuem grande qualidade e seguem a linha francesa desde que algumas das vinícolas famosas foram plantadas por monges franceses. O Líbano possui três grandes casas produtoras de vinho: o Chateau Musar, o Chateau Ksara e o Chateau Kefraya.

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Além dos vinhos do Líbano temos alguns bons exemplos como um bom Pinotage da África do Sul. Quem nunca tomou um vinho dessa uva com certeza vai perceber a diferença deles para os outros na primeira degustação. A variedade Pinotage foi criada em 1925, por Abraham Izak Perold (1880 – 1941), sul-africano descente de franceses, PhD em química, e fluente em 8 idiomas. O nome deriva da uva Pinot Noir mais a uva Cinsault (que quando chegou a África do Sul recebeu o nome de Hermitage). É uma uva singular porque combina com quase tudo, vale a pena experimentar.

pinotage
https://capreo.com
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Um dos amigos escolheu um vinho rosé francês do mediterrâneo 100% grenache:

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E um Rosé Italiano do tipo Pinot Grigio:

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E finalmente tivemos também um dos Malbec mais conhecidos no mundo: o Norton.

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Para começar nossa degustação iniciaremos com um grande clássico do mundo dos vinhos como já falei anteriormente que essa é minha uva branca favorita: Pinot Grigio.

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Um detalhe para a toalha da mesa que também possui origem libanesa:

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Comecemos então com esse Francês bem fresco e levemente adocicado.

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Mas nem se comparou com esse tinto do Líbano: um espetáculo de vinho. A sensação que eu tive era que eu estava tomando um Grand Vin de Bordeaux. Se me colocassem uma venda nos olhos com certeza diria que era um legítimo Bordeaux. Nota 10.

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Depois seguimos também com o outro tinto do Líbano. Também é um grande vinho porém com uma qualidade um pouco menor do que o anterior!

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Provamos o Norton também:

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Já o Pinotage também ganhou posição de destaque nessa festa, um grande vinho!!!

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Mais uma vez o Líbano ganhou meu respeito como produtor de vinhos. Tomar vinhos de lá é como tomar vinhos franceses!!

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E por último temos o italiano rosé muito suave e agradável:

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Provamos também uma vodca polonesa maravilhosa que o Daniel trouxe da sua última viagem à Polônia:

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Dessert

Após os pratos maravilhosos temos ainda doces genuinamente árabes:

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Conclusão

Daniel, Cláudia, familiares e amigos da Confraria, foi um prazer muito grande esses momentos com vocês! E para nossos queridos leitores recomendo com empenho os vinhos do Líbano e o Pinotage da África do Sul, sem esquecer dos outros vinhos mostrados no post. Grande abraço a todos e fiquem com Deus.

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Foie Gras, Escargot, Coq au Vin e Pinot Noir da Borgonha

“No vinho está a verdade!” Plínio

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Introdução

Olá amigos, depois de viajarmos bastante sobre os vinhos do novo mundo (Uruguai, Chile, Argentina, Estados Unidos, etc), chegou a tão aguardada hora de começarmos a falar sobre os vinhos franceses. Conforme venho falando desde o começo, existe sempre um misticismo que envolve a França no quesito de vinhos. Isso se dá pelo fato que, apesar de existirem bons vinhos produzidos em outros países, em questão de quantidade e variedade nenhum outro país ganha da França. Em específico temos a região de Bordeaux e a Borgonha. E é por essa última que começaremos a falar de tamanha excelência!!

Vinho de escolha: Joseph Drouhin Bourgogne (Pinot Noir)

Conforme falei no meu primeiro post, a grande dificuldade de falar sobre os vinhos europeus é devido à infinidade de variedades e estilos de sabores deles. Então, de forma a sermos canônicos em nossa apresentação dos vinhos da Borgonha, partiremos do clássico, do ortodoxo: uma boa opção deles que irá representá-los todos de maneira genérica. Por isso a escolha pelo Joseph Drouhin.

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Algo que nos ajuda, apesar disso, é a classificação AOC (Appellation D’Origine Contrôllée), que é uma espécie de ISO de altíssima qualidade. Ou seja, até mesmo os vinhos mais vagabundos que possuem essa sigla já podem ser considerados bons vinhos. Logo, tomemos nosso vinho e partamos para o restaurante de escolha: La Casserole.

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A escolha por esse restaurante e Bistrot deu-se por sugestão de um francês amigo meu que me falou que, se eu quisesse comer uma comida com o mesmo padrão de qualidade da França, aquele seria o lugar ideal.

Harmonização

Logo na entrada da casa, fui muito bem recebido pelo proprietário Leo Henry, o qual me deu muitas dicas bacanas e elogiou minha escolha de vinho!

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Foie Gras

Um dos motivos que me levou a procurar o estabelecimento é o fato do Foie Gras ser proibido de vender no Brasil. A autorização é dada apenas para os restaurantes Franceses. Não vou entrar aqui no mérito da maldade que envolve esse tipo de comida, até porque ela é uma iguaria milenar. Mas o Foie Gras é o fígado gordo de ganso. Ele é consumido na maioria das vezes na forma de Terrine (uma espécie de patê). Uma comida por demasiado saborosa!

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Escargot

Para o Escargot eu vou citar uma frase de Alex Atala:

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“Se o caviar é considerado algo chique e o tucupi não o é, isso se dá porque alguém me disse isso. Existe uma interpretação cultural sobre o que são os aromas e sabores!” (Alex Atala)

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Digo isto porque simplesmente não consigo entender porque esse tipo de iguaria é considerado algo chique. Não é que seja uma comida ruim, mas é totalmente desprovida de sabor. É borrachento e sem gosto, mas valeu pelo conhecimento.

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Coq au Vin

E para o prato principal escolheremos esse que é um dos maiores exemplos da gastronomia francesa: o galo ao vinho. Reza a lenda que, durante a batalha de Alesia, Júlio César exigiu a total rendição dos Gauleses.

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Vercingetórix (a quem deu origem ao personagem famoso Asterix), respondeu a essa ordem com uma provocação: enviou um galo aos romanos.

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Júlio César então cozeu o galo no vinho, que representava toda a expressão romana bélica e cultural. E assim nascia o Coq au Vin.

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Digestif

Vamos terminar nossa noite da forma mais Francesa que existe: com Cognac.

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Conclusão

Recomendo o restaurante! Pena que aqui no Brasil é tão complicado comer e beber qualquer coisa da França. Mas tudo com planejamento é importante. O vinho Joseph Drouhin é vendido aqui no Brasil no valor de R$ 300, mas consegui comprá-lo a meia garrafa numa promoção por menos de R$80.  A culinária Francesa também é bem diferente do que estamos acostumados no Brasil, o que faz com que poucos gostem do sabor, mas valeu pelo conhecimento!

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