Coq au vin, queijos e vinhos franceses, chartreuse e degustações de pinot noir

“Ao contrário dos relacionamentos pessoais e profissionais, no vinho a infidelidade é essencial” (João Filipe Clemente)

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Introdução

Olá amigos, hoje o nosso post será um tanto especial pois será um evento francês com uma receita de um coq au vin e degustações múltiplas de grandes Pinot Noir e outros vinhos. Esse é o quinto encontro da Confraria Távola Di Amici (amigos e familiares) e ele ocorrerá na minha casa. Caso alguém queira conferir o quarto encontro, basta clicar aqui.

Receita do Coq au Vin

Amigos, essa é uma receita que demora algumas horas para ficar pronta, logo recomendo começar a prepara-la cedo. Já tivemos aqui no blog um post sobre o coq au vin contando sua história, caso queira conferi-lo basta clicar aqui.

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Tomemos então cerca de 25 mini cebolas, descascamo-las e reservamos:

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Picamos também cerca de duas mini cebolas e reservamo-las:

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Cortamos em rodelas duas cenouras:

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Numa panela grande de ferro colocamos azeite e manteiga para dourarmos as cebolas:

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Depois de douradas, retiramo-las do fogo e reservamo-las:

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Usando o mesmo azeite e manteiga usados para dourar as cebolas, douramos cerca de 750g de bacon:

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Assim que o bacon estiver dourado, acrescentaremos cerca de 2,5kg de frango caipira. A receita original previa um galo mas, devido à dificuldade de acha-lo, iremos utilizar frango caipira comum. Também se usa o galo todo na receita original, mas aqui iremos usar apenas sobrecoxas.

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Vamos dourar o frango junto com o bacon:

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Assim que o frango estiver dourado iremos acrescentar a cebola picada e a cenoura para dourarem juntos:

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Depois de cozê-los juntos, o próximo passo é acrescentar cerca de duas colheres de sopa de farinha de trigo e cozê-la junto com os outros ingredientes:

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Depois de cozidos iremos acrescentar alho, sal, pimenta e algumas folhas de louro:

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Depois vamos cobrir todos os ingredientes com duas garrafas de vinho tinto:

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E agora se inicia um longo cozimento. Baixe o fogo e deixe o galo cozinhar por cerca de 2 horas sempre mexendo para não grudar no fundo da panela.

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Enquanto isso iremos preparar os champignons:

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Aproximadamente 600g e partimos todos em 4 pedaços:

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Vamos agora coloca-los na frigideira com manteiga:

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Vamos agora usar o suco de 1 limão, sal e pimenta do reino:

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Depois de fritos, apenas reservamo-los junto com os outros ingredientes. Após aproximadamente 2 horas o frango já vai ter adquirido uma consistência bonita:

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É a hora de unirmos as cebolas, o champignon e checar o sal e a pimenta:

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Depois disso o coq au vin deve ainda ser cozinhado por cerca de 30-40 minutos. Enquanto isso prepararemos umas entradas para o início do evento: queijos franceses e batatas gratinadas com queijo gorgonzola feitos pela minha esposa Aline.

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Para fazer as batatas basta primeiro cozê-las na água:

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Fazer orifícios e colocar o molho feito com queijo gorgonzola e creme de leite antes de gratiná-las no forno:

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Com essas entradas temos algumas cervejas artesanais:

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Witbier brasileira muito bem feita, vale a pena conferir.

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Uma weizen alemã:

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Outra witbier artesanal muito bem feita:

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Harmonização e características da pinot noir

Conforme falamos no post anterior, o coq au vin combina perfeitamente com vinhos da Borgonha, principalmente os feitos com a uva pinot noir. Essa que é considerada uma das uvas mais difíceis de serem cultivadas por exigir terroirs muito específicos. É dela que se obtém vinhos lendários como o romanée-conti que são vendidos no Brasil com valores absurdos de até R$40 mil reais:

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A pinot noir é talvez a uva mais adorada pelos grandes apreciadores de vinhos. É dito que, através dela produz-se vinhos muito delicados e saborosos. Ficou muito famosa no mundo e, principalmente nos EUA, depois do filme Sideways.

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São vinhos que possuem baixo nível de taninos, uma acidez moderada e aromas muito frutados de cereja, amora, framboesa, especiarias, ervas e flores. Com a idade ressalta toques animais, couro e cogumelos secos. Mas é difícil definir um gosto típico de Pinot Noir, justamente por depender muito do terroir do qual foi extraída, e do seu processo de vinificação.

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Fonte: https://www.winefolly.com

Por esses motivos, houve uma decisão de harmonizar nosso coq au vin com diversos tipos de pinot noir. O primeiro e o segundo da lista foram degustados num evento anterior com o mesmo prato. Segue-se um pinot noir maravilhoso chileno da bodega ventisquero já citada algumas vezes no blog:

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E um pinot noir argentino maravilhoso: Partidge Reserva Pinot Noir 2013

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Degustados lado a lado todos os dois harmonizaram com o prato porém pode-se perceber a diferença de um pro outro: o chileno bastante aromático e com presença de madeira, porém com uma acidez um pouco acima da média. Já o argentino bem mais redondo e equilibrado em nada se destacando (chileno da esquerda e argentino da direita).

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Vinhos de escolha

O desafio era degustar vários tipos de pinot noir e dizer qual país produz o melhor deles. Para esse desafio tivemos alguns vinhos de peso. O primeiro deles foi um chileno ganhador de vários prêmios, detentor de 91 pontos pelo Wine Spectator (James Suckling): Arboleda Pinot Noir 2014.

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O segundo é um clássico da Califórnia cujo nome dispensa comentários: Robert Mondavi Private Selection Pinot Noir 2014. Caso alguém não tenha visto o post sobre os vinhos californianos pode clicar aqui.

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E temos também dois representantes clássicos da região lendária da Borgonha (o berço da Pinot Noir e dita pelos especialistas possuir os melhores vinhos). Masson Dubois Bougorne 2011 e Louis Latour 2013.

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Início das degustações

Após o tempo previsto o coq au vin ficou pronto:

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Como acompanhamento fica perfeito uma baguete de parmesão.

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Quando colocamos os três um do lado do outro fica fácil ver algumas características: o chileno é o mais aromático porém o mais ácido de todos. O americano é o mais redondo e agradável com um retrogosto agradável e macio enquanto que o francês é um bom vinho mas sem personalidade e com retrogosto seco e levemente desagradável. Nada se destaca nele, mas de acordo com os presentes foi o que melhor harmonizou com o prato. Nesse duelo não houve vencedores pois todos eram muito bons.

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Além desses pinot noir tivemos alguns outros muito bons:

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Esse é um Francês feito com um assemblage de uvas:

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Um primitivo italiano que foi uma das estrelas da festa: La Marchesana Primitivo di Puglia 2015.

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Mais uma vez um vinho da bodega ventisquero: Carmenère 2015

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E um vinho português do Douro que impressionou por sua qualidade por ser um vinho de R$30 reais. Ele é um dos exemplos de que um vinho não precisa ser caro para ser bom!

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Dessert

Como sempre na confraria sempre temos uma surpresa que nos aguarda e hoje foi a vez da maravilhosa torta mais do que genuinamente francesa feita pela minha tia Sônia: Tarte Tatin.

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Essa torta é muito conhecida na França e tem uma história bem legal. Reza a lenda que a Tarte Tatin teria nascido de um erro culinário, ocasionado por um momento de desatenção da cozinheira. Quando Jean Tatin faleceu no final do século XIX, suas filhas Stéphanie e Caroline herdaram o hotel e restaurante Tatin, situado na pacata cidade de Lamotte-Beuvron, no Loir-et-Cher (centro da França). Caroline era conhecida por ser uma excelente administradora. Já Stéphanie, era uma cozinheira muito talentosa. As duas formavam uma ótima equipe e, mesmo após o falecimento do pai, elas continuaram gerindo com brio o estabelecimento familiar. Uma das especialidades de Stéphanie era a torta de maçãs, que ela servia morna, caramelizada e bem macia. Os clientes vinham de longe para apreciar a famosa iguaria. No entanto, Stéphanie também era conhecida pelo seu jeito meio distraído e tagarela. Assim, num dia de muito movimento, ela ficou conversando demais com os clientes até que se deu conta de que a sobremesa não estava pronta. Então, ela correu para preparar a famosa torta, pôs ela no forno e só depois é que reparou que tinha esquecido de colocar a massa no fundo da forma. Vendo que as maçãs estavam caramelizadas, ela teve a idéia de pôr a massa por cima e de virar a torta quando ela saísse do forno. Quanto aos clientes, eles simplesmente adoraram a nova receita!

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Como acompanhamento para essa receita temos dois licores genuinamente franceses e difíceis de encontrar fora da França. O primeiro deles é o Chartreuse, um licor de pêra:

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O segundo é o liqueur de génépi de savoie feito com uma florzinha que cresce nos alpes franceses:

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Conclusão

Foi um prazer muito grande receber todos na minha humilde residência e partilhar de momentos tão indeléveis! Recomendo cada um dos vinhos desse post. Grande abraço a todos e fiquem com Deus.

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Vinhos do Líbano, Comida árabe e o pinotage da África do Sul

“A melhor maneira de introduzir amigos ao mundo do vinho é abrir garrafas melhores do que eles estão acostumados, mas só falar de suas virtudes caso lhe seja perguntado.” (Jancis Robinson)

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Introdução

Olá amigos, hoje o nosso post nos remeterá ao início da cultura vinícola do mundo: o Líbano. Teremos alguns vinhos de diferentes regiões do mundo também como a África do Sul, a Itália, a Argentina, etc. Este é o terceiro encontro da Confraria Távola Di Amici (amigos e familiares), caso alguém queira conferir o segundo encontro, basta clicar aqui.

Cervejas

Como é de costume no nosso blog, antes de falarmos sobre o evento e os vinhos do post, faremos um breve review de algumas excelentes cervejas. A primeira delas é uma excelente cerveja de trigo russa: a Baltika número 8. Ela é produzida na cidade histórica de São Petersburgo.

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Apresenta espuma densa e generosa, suave aroma frutado com toques picantes e suave adocicado.

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Essa segunda eu me arrisco a dizer que é a cerveja mais icônica do mundo, pois foi a receita que originou todas as outras cervejas do tipo Pilsen do mundo. Para quem gosta de cerveja, o conhecimento desta é obrigatório. Possui um amargor bem característico e lembra de longe a cerveja Heineken.

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Embora já tenha comentado sobre a weihenstephaner num post anterior e sobre a sua importância por ser a cervejaria mais antiga do mundo ainda em atividade, hoje eu trago a cerveja que recebe mais títulos no mundo como a melhor em seu estilo weizenbock: a Vitus. Vale a pena conferir.

Início do evento

Amigos, hoje estamos na casa do Daniel e da Cláudia, a qual, por ser descendente de Libaneses fez um banquete árabe maravilhoso:

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Kibe com coalhada, homus, etc.

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A Cláudia também possui um blog muito legal chamado moda no trabalho. Vou deixar o link para ele aqui:

http://modanotrabalho.com.br/

Para acompanhar essas delícias temos uma seleção de peso de vinhos:

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Como o evento é temático, trouxemos alguns vinhos do Líbano. Apesar de serem pouco conhecidos mundialmente, eles possuem grande qualidade e seguem a linha francesa desde que algumas das vinícolas famosas foram plantadas por monges franceses. O Líbano possui três grandes casas produtoras de vinho: o Chateau Musar, o Chateau Ksara e o Chateau Kefraya.

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Além dos vinhos do Líbano temos alguns bons exemplos como um bom Pinotage da África do Sul. Quem nunca tomou um vinho dessa uva com certeza vai perceber a diferença deles para os outros na primeira degustação. A variedade Pinotage foi criada em 1925, por Abraham Izak Perold (1880 – 1941), sul-africano descente de franceses, PhD em química, e fluente em 8 idiomas. O nome deriva da uva Pinot Noir mais a uva Cinsault (que quando chegou a África do Sul recebeu o nome de Hermitage). É uma uva singular porque combina com quase tudo, vale a pena experimentar.

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https://capreo.com
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https://winefolly.com

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Um dos amigos escolheu um vinho rosé francês do mediterrâneo 100% grenache:

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E um Rosé Italiano do tipo Pinot Grigio:

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E finalmente tivemos também um dos Malbec mais conhecidos no mundo: o Norton.

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Para começar nossa degustação iniciaremos com um grande clássico do mundo dos vinhos como já falei anteriormente que essa é minha uva branca favorita: Pinot Grigio.

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Um detalhe para a toalha da mesa que também possui origem libanesa:

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Comecemos então com esse Francês bem fresco e levemente adocicado.

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Mas nem se comparou com esse tinto do Líbano: um espetáculo de vinho. A sensação que eu tive era que eu estava tomando um Grand Vin de Bordeaux. Se me colocassem uma venda nos olhos com certeza diria que era um legítimo Bordeaux. Nota 10.

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Depois seguimos também com o outro tinto do Líbano. Também é um grande vinho porém com uma qualidade um pouco menor do que o anterior!

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Provamos o Norton também:

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Já o Pinotage também ganhou posição de destaque nessa festa, um grande vinho!!!

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Mais uma vez o Líbano ganhou meu respeito como produtor de vinhos. Tomar vinhos de lá é como tomar vinhos franceses!!

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E por último temos o italiano rosé muito suave e agradável:

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Provamos também uma vodca polonesa maravilhosa que o Daniel trouxe da sua última viagem à Polônia:

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Dessert

Após os pratos maravilhosos temos ainda doces genuinamente árabes:

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Conclusão

Daniel, Cláudia, familiares e amigos da Confraria, foi um prazer muito grande esses momentos com vocês! E para nossos queridos leitores recomendo com empenho os vinhos do Líbano e o Pinotage da África do Sul, sem esquecer dos outros vinhos mostrados no post. Grande abraço a todos e fiquem com Deus.

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Lagosta, Caviar e Churrasco com Pinot Grigio e Marquês de Casa Concha

“A cerveja é obra do homem; o vinho, de Deus.”  Martinho Lutero

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Introdução

Amigos, hoje o post será um pouco diferente, pois irei dar um exemplo de como escolher um bom vinho e levar para um restaurante do seu gosto pessoal. Estamos em Recife e preciso deixar aqui minha sugestão sobre a melhor churrascaria e, com certeza, um dos melhores restaurantes da cidade: Spettus Boa Viagem. A grande vantagem dele é, não apenas a alta qualidade das carnes de uma churrascaria nobre (como a Vento Haragano em São Paulo), mas também a grande variedade de frutos do mar: Polvo, Caviar, Lagosta, Camarão, etc.

Vinhos de escolha: Pinot Grigio Sachetto e Marquês de Casa Concha Cabernet Sauvignon

Já falei no post da Zinfandel que meu vinho tinto preferido é a uva italiana Primitivo e, no caso dos vinhos brancos, a uva que mais me apetece é a Pinot Grigio (Pinot Gris na França). Ela recebe esse nome devido à sua característica acinzentada.

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Fonte: http://www.wine.net/

A escolha dessa uva dar-se-á pela excelente combinação com a Lagosta, o caviar e os camarões devido à sua característica de possuir alta acidez, ser um vinho “crocante” (crispy) e seco. Os vinhos dessa casta são altamente cítricos com toques de avelãs e mel. Delícia de bouquet.

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Fonte: https://faberpartner.de/
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Fonte: http://www.cheatsheet.com/

E a escolha do vinho será baseada na alta fidelidade em qualidade da bodega italiana sachetto.

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E para a harmonização com as carnes escolheremos um verdadeiro clássico o qual considero o melhor custo benefício dos vinhos da atualidade: a linha Marquês de Casa Concha Cabernet-Sauvignon. Já falamos nos três primeiros posts sobre a qualidade e a lenda da Bodega Concha y Toro com a sua linha Casillero del Diablo que é estupenda. Porém a linha Marquês de Casa Concha é bem superior e com uma diferença de preço relativamente pequena. Com R$125 compra-se um vinho que compete de igual para igual com os vinhos Franceses ou Italianos de R$300. Esse é realmente imperdível!

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Após a escolha dos vinhos, mostrarei como levá-los a um restaurante desse porte ou à casa de um amigo: usando uma bolsa de couro. O transporte também pode ser feito através de bolsas de neoprene mais baratas, mas uma maneira bem mais elegante é essa:

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Chegada ao restaurante e harmonizações

O spettus boa viagem fica localizado numa área muito nobre de Recife: a praia de Boa Viagem ( a Ipanema Recifense). Mais especificamente na Avenida Domingos Ferreira. O seu proprietário é Julião Konrad, um gaúcho que, certa vez ao passar por Recife, a adorou muito e decidiu abrir um negócio na cidade.

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Abaixo podemos ter uma visão da adega e do buffet da casa:

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No momento em que chegamos à casa fomos muito bem recepcionados pelo sommelier: Gérson. Grande detentor de conhecimento enófilo. De pronto ele elogiou muito minhas escolhas de vinho e me passou muitas dicas. Para a primeira harmonização temos um prato com lagostas, caviar de salmão, caviar de esturjão, polvo e camarão.

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Algo importante a frisar aqui é que se deve sempre beber água entre as degustações de forma a hidratar o estômago e obter o máximo de sabor.

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Uma segunda harmonização que combinou bastante com o pinot grigio foi um prato com queijo do reino, queijo parmesão, aspargos, champignon, milho, caviar de esturjão e lagosta ao molho de coco.

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Findo o primeiro vinho, prosseguimos com a segunda harmonização com o estupendo Marquês de Casa Concha:

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Combinou muito bem com o filet mignon, cupim, bife de ancho, paleta de cordeiro, a costela premium, etc.

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Paralelamente a esses fatos, conversei bastante com o Gérson e ele me deu muitas dicas de vinhos inclusive me mostrando um dos meus sonhos de consumo: o Don Melchor.

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Esse vinho na internet custa cerca de R$600, mas estava sendo vendido na casa por R$800. Futuramente farei um post especial sobre ele. Interpelei o Gérson sobre se esse vinho saía muito no estabelecimento. Ele me respondeu que sim e, inclusive na semana passada, o time do palmeiras tinha ido almoçar lá e tinha requerido 10 garrafas dele. Ele também me deu uma dica de um vinho chileno para comprar de olhos fechados: Montes Alpha Cabernet Sauvignon.

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Digestif

Após pensar que estava no céu e que nada podia melhorar, o maître da casa Thiago me deu uma sugestão que parecia inimaginável de sabor: um Baileys Irish Cream Frappe. O gosto do leite condensado não me permitiu tomar um só, tive de repetir a dose.

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Conclusão

O exemplo desse post mostra que não é possível ir à Recife sem aproveitar as maravilhas gastronômicas que a cidade oferece. E, dentro desse contexto, a churrascaria Spettus oferece um ápice de sabor e conhecimento para todos que passam por lá. Vimos também que é possível levar os próprios vinhos de sua escolha para um restaurante e combiná-los com as mais específicas delícias.

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