Primeiro B da Itália e a Mezzaluna à Mama di Lucca

“O vinho lava nossas inquietações, enxuga a alma até o fundo, e, entre outras coisas, garante a cura da tristeza.” Sêneca

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Introdução

Amigos, hoje o post será dedicado ao início de uma série em que falaremos especificamente sobre os vinhos da Itália, o país que produz a maior quantidade de vinhos do mundo. Nesse primeiro episódio falaremos sobre a uva Barbera, conhecida como um dos 5 Bs da Itália (Barolo, Barbaresco, Barbera, Brunello e Bolgheri). “Os Bs da Itália” é como chamados os cinco principais e mais importantes vinhos produzidos no país, todos com nomes que começam com a letra B.

Cervejas

A primeira cerveja que iremos falar hoje é a singular duchesse de bourgogne. E ela é muito especial porque a impressão que temos ao degustá-la é que ela aparenta ser uma mistura entre cerveja e vinho!

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Essa cerveja possui muita história e tradição, sendo produzida desde 1885. O nome dela foi escolhido para homenagear Mary, a Duquesa da Borgonha. Uma mulher que enfrentou a pretensão de Luís XI, rei da França de anexar seu território. Com 20 anos ela herdou o ducado e ficou conhecida por ser uma mulher com temperamento forte e decidido, que fez com que a França reconhecesse o poder que a província de Borgonha tinha. Faleceu com apenas 25 anos em uma queda de cavalo. As cervejas do tipo Flanders Red Ale são geralmente fermentadas por uma levedura que contém microorganismos que trazem um certo azedume e, como ela é envelhecida 18 meses em barris de Carvalho, acaba adquirindo um sabor frutado característico. A Duchesse tem cor castanho escuro com aroma de frutas vermelhas secas, tâmaras ou uvas passas, enquanto que seu aroma remete ao de um bom vinho, com presença de madeira. De todos os tipos de cervejas existentes essa é a que mais se assemelha a um vinho.

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A segunda cerveja também é bastante famosa sendo considerada a cerveja premium de garrafa mais vendida no Reino Unido. Comparada com a anterior é bem menos complexa e menos encorpada. Cerveja bem leve de beber que apresenta aromas de caramelo e malte tostado.

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Pegando o embalo nas cervejas do reino unido temos essa que foi eleita a cerveja que mais cresce em vendas por lá: Wells Bombardier. Uma cerveja que apresenta sabor levemente picante, presença de caramelo e uvas passas.

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A última cerveja da noite é um estilo muito bacana que tive o prazer de conhecer: weizenbier filtrada. É interessante porque como ela fica transparente as pessoas tendem a achar que se trata de uma pilsen, mas o sabor é completamente igual a uma cerveja de trigo tradicional, com um pouco menos de corpo. Paulaner Weiss Kristallklar.

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Uva Barbera

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Fonte:http://www.winefolly.com
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Fonte: http://www.pinterest.com

Junto com a nebbiolo e a sangiovese, a barbera faz parte das três uvas tintas mais importantes da Itália. Essa que produz vinhos muito aromáticos e bem leves e agradáveis na boca. Entre os seus aromas podemos identificar frutas negras como cereja, mirtilo, framboesa e morango e aromas vegetais de ervas. Como passa por carvalho, temos também madeira, chocolate e tabaco. Na boca, os vinhos são encorpados, bom nível de álcool e acidez bem presente. Baixíssimo nível de taninos.

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É na região do Piemonte que essa uva alcança expressão máxima!

Restaurante de escolha: Famiglia Mancini

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A escolha pelo restaurante é devido ao fato de que ele em si é um ponto turístico muito importante de São Paulo. Nos fins de semana (e até mesmo durante a semana), há filas de espera imensas para conseguir uma mesa no salão com fitas e garrafas de chianti penduradas no teto. A decoração foi criada pelo próprio dono, Walter Mancini.

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Fonte: http://www.famigliamancini.com.br

O clima mágico do lugar começa logo na entrada: na Rua Avanhandava. Um dos lugares mais únicos da cidade, pois é magnífico ver as luzes penduradas por toda a extensão da ruazinha estreita. Hoje, quase todos os estabelecimentos dela pertencem à família Mancini.

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Logo na chegada temos como entrada uma cestinha com pães deliciosos:

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O sommelier Valentin é uma pessoa extremamente simpática e conhecedora. Prontamente nos recomendou o vinho Torre Scalza Piemonte Barbera.

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Um vinho extremamente agradável de degustar. Taninos bem suaves com presença forte de frutas, acidez e álcool. Possui coloração rubi bem clara.

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Como prato principal escolhemos a Mezzaluna à Mama di Lucca, que é uma massa recheada com mussarela de búfala, tomate seco, manjericão e molho ao sugo, com manteiga, creme de leite, gorgonzola e filet mignon em tiras. Simplesmente um dos pratos mais saborosos que já comi na vida!

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Conclusão

Dois pontos importantes a falar sobre o restaurante: atendimento e a proibição de levar vinhos próprios. Vi na internet muita gente falando que o atendimento do lugar é ruim. Preciso discordar dessas pessoas porque os garçons são bem atenciosos. A questão é que a casa é sempre muito cheia e eles acabam ficando muito sobrecarregados dando a impressão que não estão dando atenção ao cliente, mas achei o atendimento muito bom. Sobre a proibição de levar vinhos achei isso muito chato e desagradável, pois não consigo entender como um estabelecimento decide proibir o cliente de levar sua bebida. Não vejo problema em cobrar uma taxa de rolha cara, mas acho muito radical a decisão de não dar ao cliente a opção de consumir seu vinho! Tirando esse ponto, quero dizer que o restaurante é perfeito!

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Culinária alemã: Eisbein à pururuca com a melhor uva branca do mundo (Riesling da Alsácia)

 “O bom vinho alegra o coração dos Homens.” (Salmos 104:15)

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Introdução

Olá amigos, hoje iremos adentrar na famosa culinária alemã junto com um vinho da Alsácia. Iremos degustar um prato que é o símbolo da culinária desse país: o Eisbein (Joelho de porco) à pururuca junto com a linguiça (Wurst).

Alsácia: França ou Alemanha?

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É interessante porque embora a Alsácia hoje faça parte da França, ela passou boa parte da história sendo da Alemanha. Ambas brigaram pelo seu domínio várias vezes durante a história e, hoje, os costumes germânicos como cultura e língua ainda permanecem como resquícios. No futuro teremos um vinho exclusivamente feito na Alemanha, mas vejam que não há qualquer perda de generalidade de falarmos sobre vinhos da Alemanha nos referindo à Alsácia (esta que é conhecida por produzir os melhores Rieslings do mundo).

Características da Riesling

Amigos, hoje iremos falar sobre a uva branca mais adorada pelos apreciadores de vinho do mundo: a Riesling. E, conforme faço sempre questão de frisar por aqui, essa definição de melhor do mundo é apenas para fins didáticos e por haver maior concordância entre os críticos.

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Fonte: http://www.wynefolly.com

Essa uva possui aromas deliciosos de frutas cítricas (abacaxi, laranja, limão, pêra, maçã verde, etc) misturado com o aroma de mel de abelhas conforme mostra o infográfico a seguir:

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Fonte: http://www.winefolly.com
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https://br.pinterest.com

Harmonização

Devido à sua acidez e mineralidade embalada com aromas de mel, esse vinho fica perfeito com o ícone da culinária alemã e, consequentemente, alsaciano: o Eisbein.

O Eisbein está para a culinária alemã assim como a feijoada está para a culinária brasileira. Ele é o joelho do porco, podendo ser preparado cozido, frito ou assado, dependendo do prato e servido com chucrute (repolho refogado).

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Escolha do restaurante

O Eisbein feito à pururuca e defumado é um prato muito difícil de ser feito em casa, logo iremos optar por degustá-lo num bom restaurante de São Paulo: o Bar do Alemão.

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E o vinho de escolha será um clássico da Alsácia que pode ser encontrado para a venda no site da Mistral (www.mistral.com.br): P.E. DOPFF & FILS Riesling 2013.

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Enquanto o vinho é posto para chegar na sua temperatura ideal de consumo iremos pedir um carpaccio com uma excelente cerveja de trigo brasileira: Eisenbahn.

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A beleza do vinho é estonteante!

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O eisbein vem bem servido com batatas, linguiça alemã (Wurst), chucrute, purê de ervilhas e uma cebola crocante com molho de gengibre:

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E por fim pedimos como sobremesa o ícone das sobremesas alemães: a Apfelstrudel. Essa torta folhada com lascas de maçã é um verdadeiro delírio!

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Conclusão

Desde o começo do blog eu tenho falado que minha uva branca preferida é a Pinot Grigio, mas hoje eu tive de me render à Riesling. Jamais tomei um vinho branco tão gostoso na minha vida!! E ele harmonizou de forma perfeita com o Eisbein. Quem ainda não experimentou essas delícias não sabe o que está perdendo!!

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Culinária Mineira com a melhor cachaça do mundo e com uma boa cerveja e vinho mineiros

“Uma taça de vinho vale mais que todas as riquezas da terra.” Gustav Mahler

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Introdução

Amigos, conforme venho falando desde o princípio, o maior orgulho do nosso blog é o fato de falarmos não apenas de regiões famosas como Bordeaux ou o Napa Valley, mas vamos também aos confins da terra (gancho esse que irei usar pois estamos em Belo Horizonte e o aeroporto chama-se confins). Falaremos hoje sobre um dos melhores restaurantes de comida típica mineira e também da nossa visita à melhor cervejaria do Brasil: Wäls. Meu objetivo nesse post é mostrar que Minas Gerais não apenas é conhecida pelo seu belo e simpático povo, mas é uma referência em culinária e bebida.

Cervejaria Wäls

É uma alegria grande poder visitar essa que foi eleita a melhor cervejaria do Brasil e está localizada em BH. Abaixo seguem-se fotos:

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E em baixo a foto das cervejas que iremos degustar:

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A Wäls Dubbel recebeu o prêmio de melhor cerveja do mundo na categoria dubbel:

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A Wäls petroleum é uma receita que a Wäls comprou da cervejaria Dum, tamanha é sua qualidade:

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Mas talvez a mais icônica de todas seja a Alambique County. Cerveja produzida através de uma parceria entre a Cervejaria Wäls e a Goose Island. Black Trippel com Bananas Passas e Castanha de Baru (típica do cerrado Mineiro) e maturada por 5 meses em barris de carvalho que antes foram utilizados para maturar cachaça mineira.

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Restaurante Xapuri

Quem visita BH e não visita o restaurante Xapuri não pode dizer que conheceu a culinária verdadeiramente mineira. O restaurante é um espetáculo e bem típico com a comida feita em forno a lenha. Ele fica localizado numa área nobre da cidade: a Pampulha.

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De entrada pedimos um torresmo com uma excelente cerveja de trigo mineira que eu tive o prazer de conhecer: Backer. Pedimos também uma dose da lendária Vale Verde 12 anos. A única cachaça capaz de derrotar a Anísio Santiago vista no post anterior. Ela sempre permaneceu incólume e intocável até a chegada da Vale Verde 12 anos. Vale a pena conferir!!!

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Como prato principal pedimos uma costelinha de porco com feijão tropeiro e aipim:

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A minha surpresa maior não foi a alta qualidade da comida, mas descobrir que existem vinhos bons feitos em Minas. É lógico que ainda não dá pra comparar ele com um Bordeaux, mas é muito bom. Vale a pena conferir!

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Quero deixar abaixo um link para curiosidades sobre esses vinhos de Minas Gerais com reviews feitos por sommeliers famosos. Vale a pena conhecer:

http://www.otempo.com.br/gastro/as-vinhas-de-minas-em-evolu%C3%A7%C3%A3o-1.925416

Tive a oportunidade de tirar uma foto com a cozinheira e proprietária do estabelecimento:

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Conclusão

Adorei ter conhecido Minas Gerais, sua culinária, costumes, seu povo e, sobretudo, seus vinhos. Adoro saber que posso tomar vinhos do Brasil e saber que eles possuem qualidade e um futuro de muito sucesso.

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Don Melchor, o melhor vinho chileno e a churrascaria Vento Haragano

“Nunca fiz amigos bebendo leite, por isso bebo vinho.” Silas Sequetin

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Introdução

Amigos, hoje o post será o cumprimento de uma promessa que eu fiz num post anterior sobre poder degustar o melhor vinho do Chile e, sem perda de generalidade, o melhor Cabernet-Sauvignon do mundo. Já falei várias vezes que essa denominação de o melhor do mundo é relativa mas, em questão de Qualidade, o Don Melchor é praticamente imbatível. Quero agradecer ao meu pai por ter feito a gentileza de ter trazido esse vinho lá da Concha Y Toro para mim e ao meu amigo Rafael Campos por ter trazido de Cuba um presente muito especial para mim: um charuto cubano Cohiba.

Vinhos de escolha: Don Melchor 2013 e Marquês de Casa Concha Cabernet Sauvignon

O Don Melchor é um vinho muito difícil de ser consumido aqui no Brasil devido ao seu alto preço. No post do Spettus Boa Viagem eu falei que, no restaurante, ele estava sendo vendido por R$800. Pela Internet é possível encontrá-lo por cerca de R$600. Já na Concha Y Toro ele custa R$300. Ou seja, se você tiver vontade de degustá-lo, não o compre no Brasil. Meu pai me deu esse presente maravilhoso.

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Abaixo temos uma lista de premiações que ele recebeu:

  • Don Melchor 2008: 94 pontos. Wine Spectator Octubre 2012.
  • Wine Spectator: 94 pontos (2011).
  • Robert Parker 95 pontos (2010).
  • Wine Spectator: 95 pontos (2010)
  • Top 10 vinhos de 2014 = Nono Lugar!
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Fonte:http://www.conchaytoro.com

No aplicativo do vivino ele recebe a oitava colocação como o melhor vinho do mundo. Don Melchor é a expressão máxima da uva Cabernet Sauvignon no Chile! Estamos diante de uma lenda viva. Abaixo eu vou deixar uma entrevista muito bacana no youtube com o enólogo responsável por este vinho tão maravilhoso. Nela pode-se ver a plantação das uvas e o Enrique Tirado explica como é possível termos um vinho dessa qualidade. Vale a pena conferir:

https://www.youtube.com/watch?v=4jqmODTcXks

Para degustarmos um vinho dessa qualidade precisamos também de um lugar à altura: churrascaria Vento Haragano. Eleita como uma das melhores de São Paulo e do Brasil.

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Outro ponto que eu considero o mais importante é saber se realmente há uma diferença concreta e real entre um vinho considerado premium e um top como esse. Por isso vamos comparar o Don Melchor com o vinho o qual eu o considero o melhor custo benefício no Brasil: o Marquês de Casa Concha Cabernet Sauvignon. Já degustamos esse vinho no post da lagosta e caviar.

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Tomemos então nossos vinhos e partamos para o restaurante.

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Chegada ao restaurante e harmonizações

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O Vento Haragano fica localizado na avenida Rebouças. É muito legal ir ao estabelecimento pois o clima é realmente do Rio Grande do Sul: pessoas bonitas e todos os atendentes, garçons, recepcionistas e gerentes vestidos a caráter (com a pilcha gaúcha). Parece que estamos indo para um fandango de alto nível!

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A recepção e o atendimento do restaurante é bem acima da média. Os dois sommeliers da noite Alcyr e Tiago muito profissionais e competentes nos deram muitas dicas de valor que agregou bastante.

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Primeiro o Don Melchor:

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Depois o Marquês de Casa Concha (após tomar água):

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Uma comparação entre os dois juntos: o da direita é o Don Melchor

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A diferença entre eles é clara e perceptível. Não chega a ser um absurdo mas percebe-se realmente a superioridade de um para com o outro. Enquanto no Marquês de Casa Concha há a presença clara de frutas negras e vermelhas como amoras, cerejas e ameixas, no Don Melchor esses aromas se acentuam parecendo uma compota de frutas. É fantástico poder ver essa diferença tão clara. A acidez presente no Marquês de Casa Concha se suaviza no Don Melchor. Ela perde um pouco a “aspereza”. Outro ponto fantástico é que eu pude entender na prática o que significa taninos redondos. No Don Melchor os taninos são muito suaves e o vinho desce como uma pomada (como dizem os portugueses), já no Marquês de Casa Concha percebe-se que eles ainda encontram-se rústicos e eles “agridem” mais a boca. Maravilhosa Experiência.

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Todas as carnes da casa são fantásticas, mas a costela premium é a mais gostosa que eu já comi na vida.

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A fraldinha (vazio) deles também é espetacular:

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A paleta de cordeiro:

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O assado de tira

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A alcatra

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Carré de Cordeiro

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Tambaqui

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Picanha perfeita

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Paralelamente a isso o Alcyr me convidou para conhecer a adega da casa e me mostrou rótulos realmente lendários custando mais de R$15 mil reais (Romanée Conti, Petrus, etc).

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Esse custa mais de R$10 mil:

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Aqui é o lendário Vega Sicília Espanhol, custando pouco mais de R$16 mil

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O lendário Château Mouton-Rothschild custando R$17 mil

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Mas talvez a maior preciosidade da casa seja esse aqui trazido pelo Papa ao Brasil. Um dos vinhos mais raros do mundo.

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Para terminar o jantar vamos repetir a dose do Spettus Boa Viagem: Baileys Frappe

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Charuto Cohiba com Cognac Francês

Amigos, a noite foi maravilhosa, porém ainda não tinha terminado ali. Ao chegar em casa vou experimentar o melhor charuto do mundo que meu amigo Rafael Campos trouxe como um presente de sua última viagem a Cuba. E nada mais perfeito para harmonizar do que um legítimo Cognac francês.

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Conclusão

O Vento Haragano é um excelente restaurante que possui as melhores carnes que eu já comi na vida. O atendimento também é sensacional, recomendo com empenho. Possuo apenas três críticas: o preço é muito acima da média, o buffet não é muito variado e ele não possui carnes nobres como faisão ou avestruz. Tirando esses três pontos o restaurante merece nota 10, vale a pena conhecer. Sobre o vinho Don Melchor foi uma experiência maravilhosa porém não a repetiria pois a diferença entre ele e o Marquês de Casa Concha não chega a ser suficiente para pagar 7 ou 8 vezes mais nele. Recomendo porém tomar uma única vez na vida para conhecer essa lenda.

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Foie Gras, Escargot, Coq au Vin e Pinot Noir da Borgonha

“No vinho está a verdade!” Plínio

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Introdução

Olá amigos, depois de viajarmos bastante sobre os vinhos do novo mundo (Uruguai, Chile, Argentina, Estados Unidos, etc), chegou a tão aguardada hora de começarmos a falar sobre os vinhos franceses. Conforme venho falando desde o começo, existe sempre um misticismo que envolve a França no quesito de vinhos. Isso se dá pelo fato que, apesar de existirem bons vinhos produzidos em outros países, em questão de quantidade e variedade nenhum outro país ganha da França. Em específico temos a região de Bordeaux e a Borgonha. E é por essa última que começaremos a falar de tamanha excelência!!

Vinho de escolha: Joseph Drouhin Bourgogne (Pinot Noir)

Conforme falei no meu primeiro post, a grande dificuldade de falar sobre os vinhos europeus é devido à infinidade de variedades e estilos de sabores deles. Então, de forma a sermos canônicos em nossa apresentação dos vinhos da Borgonha, partiremos do clássico, do ortodoxo: uma boa opção deles que irá representá-los todos de maneira genérica. Por isso a escolha pelo Joseph Drouhin.

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Algo que nos ajuda, apesar disso, é a classificação AOC (Appellation D’Origine Contrôllée), que é uma espécie de ISO de altíssima qualidade. Ou seja, até mesmo os vinhos mais vagabundos que possuem essa sigla já podem ser considerados bons vinhos. Logo, tomemos nosso vinho e partamos para o restaurante de escolha: La Casserole.

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A escolha por esse restaurante e Bistrot deu-se por sugestão de um francês amigo meu que me falou que, se eu quisesse comer uma comida com o mesmo padrão de qualidade da França, aquele seria o lugar ideal.

Harmonização

Logo na entrada da casa, fui muito bem recebido pelo proprietário Leo Henry, o qual me deu muitas dicas bacanas e elogiou minha escolha de vinho!

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Foie Gras

Um dos motivos que me levou a procurar o estabelecimento é o fato do Foie Gras ser proibido de vender no Brasil. A autorização é dada apenas para os restaurantes Franceses. Não vou entrar aqui no mérito da maldade que envolve esse tipo de comida, até porque ela é uma iguaria milenar. Mas o Foie Gras é o fígado gordo de ganso. Ele é consumido na maioria das vezes na forma de Terrine (uma espécie de patê). Uma comida por demasiado saborosa!

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Escargot

Para o Escargot eu vou citar uma frase de Alex Atala:

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“Se o caviar é considerado algo chique e o tucupi não o é, isso se dá porque alguém me disse isso. Existe uma interpretação cultural sobre o que são os aromas e sabores!” (Alex Atala)

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Digo isto porque simplesmente não consigo entender porque esse tipo de iguaria é considerado algo chique. Não é que seja uma comida ruim, mas é totalmente desprovida de sabor. É borrachento e sem gosto, mas valeu pelo conhecimento.

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Coq au Vin

E para o prato principal escolheremos esse que é um dos maiores exemplos da gastronomia francesa: o galo ao vinho. Reza a lenda que, durante a batalha de Alesia, Júlio César exigiu a total rendição dos Gauleses.

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Vercingetórix (a quem deu origem ao personagem famoso Asterix), respondeu a essa ordem com uma provocação: enviou um galo aos romanos.

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Júlio César então cozeu o galo no vinho, que representava toda a expressão romana bélica e cultural. E assim nascia o Coq au Vin.

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Digestif

Vamos terminar nossa noite da forma mais Francesa que existe: com Cognac.

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Conclusão

Recomendo o restaurante! Pena que aqui no Brasil é tão complicado comer e beber qualquer coisa da França. Mas tudo com planejamento é importante. O vinho Joseph Drouhin é vendido aqui no Brasil no valor de R$ 300, mas consegui comprá-lo a meia garrafa numa promoção por menos de R$80.  A culinária Francesa também é bem diferente do que estamos acostumados no Brasil, o que faz com que poucos gostem do sabor, mas valeu pelo conhecimento!

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Ostra Crua, Guaiamum com Polvo e Sinfonia Marítima com Sauvignon-Blanc Neo-Zeolandês

“Moderadamente bebido, o vinho é medicamento que rejuvenesce os velhos, cura os enfermos e enriquece os pobres.” Platão

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Introdução

Amigos, hoje o post será uma espécie de continuação do anterior. Continuamos em Recife e continuarei dando dicas de um ótimo lugar para conhecer quando estiver na cidade e desejar comer um bom prato de frutos do mar: O Bar e Restaurante Guaiamum Gigante. Falaremos também sobre como combinar pratos desse tipo com vinhos. A escolha da vez será a casta símbolo da Nova Zelândia: a Sauvignon-Blanc.

Sauvignon-Blanc e a Nova Zelândia

Talvez seja estranho a princípio uma pessoa escutar que a Nova Zelândia também é uma referência em vinhos. Mas isso se dá basicamente pela sua relativa juventude na viticultura. Historicamente o cultivo na Nova Zelândia sempre foi marginalizado devido à cultura inglesa da valorização da cerveja e também ela sofreu bastante com a praga que devastou a Europa: a Philoxera. Apenas em 1970 é que se começa a plantar de forma profissional a uva que se tornará a referência não apenas para o país mas para o mundo em se falando de qualidade: a Sauvignon-Blanc. Assim como a Malbec encontrou sua Shangri-la na Argentina, a Sauvignon-Blanc encontrou a sua na Nova-Zelândia.

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Fonte: http://www.winefolly.com/

A Nova-Zelândia hoje é o país em que muitos críticos a consideram como o melhor produtor do mundo de vinhos com a casta Sauvignon-Blanc. Um deles (George M. Taber) chegou a afirmar que tomar pela primeira vez um Sauvignon-Blanc da Nova Zelândia da região de Marlborough  produz a mesma sensação de fazer sexo pela primeira vez.

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A Sauvignon Blanc está para os vinhos brancos da mesma forma que a merlot está para os vinhos tintos, ou seja, é a segunda colocada em importância e ficando atrás apenas da Chardonnay.

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Fonte: http://www.winefolly.com/

São uvas capazes de produzir vinhos frutados (maçã, pêra, groselha, toranja e limão) ao mesmo tempo que detentores de aromas vegetais (grama, camomila, casca de laranja, jasmin, etc).

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Fonte: https://faberpartner.de/

A grande diferença dos vinhos produzidos na Nova Zelândia em relação aos Franceses de Bordeaux é a presença de aromas exóticos e os frutados bem mais intensos.

Vinho de escolha: Peter Yealands Sauvignon Blanc Marlborough 2013

A escolha então dar-se-á pela vinícola de maior destaque da região de Marlborough: Peter Yealands. Ele é o homem responsável pela grande divulgação dos vinhos Neo-Zeolandeses para o mundo. George M. Taber também falou que nenhuma região no mundo pode se equiparar a Marlborough, a qual parece ser o melhor lugar do mundo para o cultivo das uvas Sauvignon Blanc.

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Harmonização

Conforme já falei no começo do post, hoje iremos a um excelente bar de Recife: o Guaiamum Gigante. Tomemos nosso vinho e partamos.

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Enquanto o vinho chega à sua temperatura ideal poderemos tomar uma grande cerveja brasileira do Rio Grande do Sul: a Serra Malte. Ela pode acompanhar um casquinho de caranguejo junto com um caldinho de polvo delicioso.

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Antes do prato principal o vinho harmonizou muito bem com a ostra crua e o guaiamum cevado:

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A sinfonia Marítima é um prato clássico da culinária nordestina em que é uma espécie de mix de todos os frutos do mar: camarão, lagosta, sururu, marisco, carne de caranguejo, peixada, etc. Ficou um espetáculo junto com o vinho. O melhor foi a presença da família!

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Conclusão

Mais uma vez a combinação da gastronomia nordestina brasileira junto com vinhos dos mais diversos lugares do mundo mostrou-se por demasiado aprazível. Maravilha de vinho! Viva a Nova Zelândia.

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Lagosta, Caviar e Churrasco com Pinot Grigio e Marquês de Casa Concha

“A cerveja é obra do homem; o vinho, de Deus.”  Martinho Lutero

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Introdução

Amigos, hoje o post será um pouco diferente, pois irei dar um exemplo de como escolher um bom vinho e levar para um restaurante do seu gosto pessoal. Estamos em Recife e preciso deixar aqui minha sugestão sobre a melhor churrascaria e, com certeza, um dos melhores restaurantes da cidade: Spettus Boa Viagem. A grande vantagem dele é, não apenas a alta qualidade das carnes de uma churrascaria nobre (como a Vento Haragano em São Paulo), mas também a grande variedade de frutos do mar: Polvo, Caviar, Lagosta, Camarão, etc.

Vinhos de escolha: Pinot Grigio Sachetto e Marquês de Casa Concha Cabernet Sauvignon

Já falei no post da Zinfandel que meu vinho tinto preferido é a uva italiana Primitivo e, no caso dos vinhos brancos, a uva que mais me apetece é a Pinot Grigio (Pinot Gris na França). Ela recebe esse nome devido à sua característica acinzentada.

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Fonte: http://www.wine.net/

A escolha dessa uva dar-se-á pela excelente combinação com a Lagosta, o caviar e os camarões devido à sua característica de possuir alta acidez, ser um vinho “crocante” (crispy) e seco. Os vinhos dessa casta são altamente cítricos com toques de avelãs e mel. Delícia de bouquet.

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Fonte: https://faberpartner.de/
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Fonte: http://www.cheatsheet.com/

E a escolha do vinho será baseada na alta fidelidade em qualidade da bodega italiana sachetto.

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E para a harmonização com as carnes escolheremos um verdadeiro clássico o qual considero o melhor custo benefício dos vinhos da atualidade: a linha Marquês de Casa Concha Cabernet-Sauvignon. Já falamos nos três primeiros posts sobre a qualidade e a lenda da Bodega Concha y Toro com a sua linha Casillero del Diablo que é estupenda. Porém a linha Marquês de Casa Concha é bem superior e com uma diferença de preço relativamente pequena. Com R$125 compra-se um vinho que compete de igual para igual com os vinhos Franceses ou Italianos de R$300. Esse é realmente imperdível!

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Após a escolha dos vinhos, mostrarei como levá-los a um restaurante desse porte ou à casa de um amigo: usando uma bolsa de couro. O transporte também pode ser feito através de bolsas de neoprene mais baratas, mas uma maneira bem mais elegante é essa:

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Chegada ao restaurante e harmonizações

O spettus boa viagem fica localizado numa área muito nobre de Recife: a praia de Boa Viagem ( a Ipanema Recifense). Mais especificamente na Avenida Domingos Ferreira. O seu proprietário é Julião Konrad, um gaúcho que, certa vez ao passar por Recife, a adorou muito e decidiu abrir um negócio na cidade.

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Abaixo podemos ter uma visão da adega e do buffet da casa:

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No momento em que chegamos à casa fomos muito bem recepcionados pelo sommelier: Gérson. Grande detentor de conhecimento enófilo. De pronto ele elogiou muito minhas escolhas de vinho e me passou muitas dicas. Para a primeira harmonização temos um prato com lagostas, caviar de salmão, caviar de esturjão, polvo e camarão.

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Algo importante a frisar aqui é que se deve sempre beber água entre as degustações de forma a hidratar o estômago e obter o máximo de sabor.

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Uma segunda harmonização que combinou bastante com o pinot grigio foi um prato com queijo do reino, queijo parmesão, aspargos, champignon, milho, caviar de esturjão e lagosta ao molho de coco.

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Findo o primeiro vinho, prosseguimos com a segunda harmonização com o estupendo Marquês de Casa Concha:

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Combinou muito bem com o filet mignon, cupim, bife de ancho, paleta de cordeiro, a costela premium, etc.

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Paralelamente a esses fatos, conversei bastante com o Gérson e ele me deu muitas dicas de vinhos inclusive me mostrando um dos meus sonhos de consumo: o Don Melchor.

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Esse vinho na internet custa cerca de R$600, mas estava sendo vendido na casa por R$800. Futuramente farei um post especial sobre ele. Interpelei o Gérson sobre se esse vinho saía muito no estabelecimento. Ele me respondeu que sim e, inclusive na semana passada, o time do palmeiras tinha ido almoçar lá e tinha requerido 10 garrafas dele. Ele também me deu uma dica de um vinho chileno para comprar de olhos fechados: Montes Alpha Cabernet Sauvignon.

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Digestif

Após pensar que estava no céu e que nada podia melhorar, o maître da casa Thiago me deu uma sugestão que parecia inimaginável de sabor: um Baileys Irish Cream Frappe. O gosto do leite condensado não me permitiu tomar um só, tive de repetir a dose.

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Conclusão

O exemplo desse post mostra que não é possível ir à Recife sem aproveitar as maravilhas gastronômicas que a cidade oferece. E, dentro desse contexto, a churrascaria Spettus oferece um ápice de sabor e conhecimento para todos que passam por lá. Vimos também que é possível levar os próprios vinhos de sua escolha para um restaurante e combiná-los com as mais específicas delícias.

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