Lambrusco, Vinho Grego e Gigot D’Agneau com Batatas Rústicas ao Aiöli

“O vinho conforta ao triste, e revive aos velhos, inspira os jovens, permite que o cansado esqueça o seu cansaço.” Lord Byron

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Introdução

Amigos, hoje teremos um mix de informações sobre o mundo dos vinhos mas a ênfase será no Lambrusco, nos vinhos da Grécia e em 3 receitas para acompanhá-lo. Esse post é o cumprimento de uma promessa feita no post anterior em que eu tentei fazer o gigot d’agneau (pernil de cordeiro) no forno mas não deu certo. Dessa vez ele será feito na churrasqueira!

Lambrusco

Esse vinho italiano é bastante famoso no Brasil e também no mundo devido ao seu bom custo benefício. Uma garrafa dele no mercado sai em média R$30. Mas afinal o que é o Lambrusco?

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Vimos no post sobre champagnes e espumantes que esse tipo de vinho recebe essas borbulhas que chamamos de perlage devido a uma segunda fermentação que ele sofre na garrafa. Já o lambrusco é enquadrado na categoria de frisante, o que indica que ele não sofre duas fermentações, mas apenas uma. O gás carbônico é introduzido artificialmente igual a um refrigerante. Isso torna o lambrusco uma bebida suave e gaseificada que lembra de longe um spritzer que fizemos no post anterior. Hoje vamos degustar um exemplar bem comum no Brasil: Fratelli Cella Lambrusco Dell’Emilia tinto.

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Esse é um vinho muito agradável e bom de iniciar um evento com os amigos. Também é uma opção para os que gostam dos vinhos mais “adocicados” por assim dizer. Mas claramente percebe-se uma qualidade bem inferior em relação aos espumantes “de verdade” por assim dizer.

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Nessa primeira parte do post quero deixar registrado alguns dos vinhos em que tive o prazer de degustar num evento na casa dos queridos Rafael e Eloísa.

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O primeiro vinho a ser servido foi um espumante italiano de bom custo benefício: Piera Martellozzo 075 Carati Millesimato Extra Dry.

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Esse cumpre o que promete: uma entrada simples porém agradável sem muita personalidade. Vale a pena tentar!

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A Carol trouxe uma Cava espetacular para provarmos. Para quem acompanhou o post sobre a Cava sabe que a Freixenet é hoje a marca mais consumida do mundo e a Cordon Negro é uma versão premium da marca. Simplesmente fantástico!

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Amigos, a Eloísa nos preparou um Boeuf Bourguignon maravilhoso, mas quero pedir desculpas aqui a todos e a ela pois não encontrei a foto do prato, mas estava maravilhoso e os convidados trouxeram vinhos para harmonizar com ele. Além da clássica harmonização com Pinot Noir, tivemos algumas variedades de vinhos como dois primitivos: Messapi Primitivo di Puglia 2013 e Notte Rossa Primitivo Puglia 2015.

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Estes são bons vinhos com bom custo benefício sendo o Messapi superior no sabor. Acho que o fato dele ser de uma safra anterior ao do Notte Rossa ajudou no apuro. Achei-o muito mais redondo que o segundo, o qual me pareceu mais “agressivo”, que normalmente indica juventude num vinho.

E para terminarmos a noite tivemos uma das minhas uvas favoritas: Gewürztraminer. Só que dessa vez foi um Italiano a despeito dos clássicos Alsacianos/Alemães. Gewürztraminer Trentino DOC Cavit 2016.

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Esse vinho nos pregou uma peça pois é normal achar que todo Gewürztraminer é doce como o que apresentamos no post anterior. Apesar de ter aromas doces e presentes como a lichia, esse é um vinho seco e encorpado.

Vinhos da Grécia

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Conforme falamos no post sobre os vinhos de Israel, acredita-se que o primeiro vinho foi feito por Noé na região que hoje é a Geórgia/Armênia. Ou seja, ela é quase que reconhecidamente o berço dessa bebida.

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Já os egípcios foram os primeiros a registrar em pinturas e documentos (datados de 1000 a 3000 a.C.) o processo da vinificação e o uso da bebida em celebrações. Os faraós ofereciam vinhos e queimavam vinhedos aos deuses; os sacerdotes usavam-nos em rituais; os nobres, em festas de todos os tipos; as outras classes eram financeiramente impossibilitadas de sua compra. O consumo de vinho aumentou com o passar do tempo e, junto com o azeite de oliva, foi um grande impulso para o comércio egípcio, tanto o interno quanto externo. Os primeiros enólogos foram egípcios.

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A partir de 2500 a.C., os vinhos egípcios foram exportados para a Europa Mediterrânea, África Central e reinos asiáticos. Os responsáveis por essa propagação foram os fenícios, povo oriundo da Ásia Antiga e natos comerciantes marítimos. Em 2 mil a.C., chegaram à Grécia.

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Os gregos foram considerados o divisor de água no mundo dos vinhos. Toda a cultura mundial que deriva dessa bebida nasceu junto com eles. O vinho era tão importante para os gregos que se acreditava que era uma bebida santa e divina (dada aos homens pelo Deus Dionísio).

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Vinho de Escolha

Para representarmos essa cultura tão rica que foi a Grega iremos ao Peloponeso aonde se encontravam Esparta e seus Bravos Guerreiros. No centro da região, encontramos a denominação de vinhos brancos Mantinia e, a noroeste de Corinto, encontra-se a famosa denominação de tintos Nemea (morada do Agiorgitiko), como foi batizada em 1460, homenagem ao antigo nome da região na época, Agios Georgios (São Jorge). Nemea também é a morada do “Leão de Nemeia”, primeiro trabalho de Hércules.

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Cavino Nemea Grande Reserve 2008

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A vinícola Cavino conta com uma tradição de quase 70 anos. No início deste século sua produção voltou-se exclusivamente para vinhos de alta qualidade, trabalho reconhecido em 2009, quando a Wine & Spirits a premiou como a melhor vinícola da Grécia! Este ótimo Grande Reserve, que traz na bagagem premiações como a medalha de ouro no concurso Mundus Vini e 90 pontos pela influente crítica canadense Natalie MacLean, é o exemplar mais emblemático da linha. Com maturação de 24 meses em barricas de carvalho francês e americano e mais 24 meses em caves, entrega aromas de amoras, ameixas, café, frutas secas, xarope, cacau e violetas. Na boca está extremamente equilibrado, com taninos sedosos, boa acidez e uma certa mineralidade, que está em sintonia com notas de cereja madura, baunilha e alcaçuz.

Harmonização

Os vinhos produzidos com essa casta grega são quase que uma mistura de um primitivo italiano (bastante equilíbrio) junto com a potencialidade de um vinho de Bordeaux (taninos potentes e sedosos junto com frutas negras e vermelhas) e, como o cordeiro é referência para os três países (Itália, Grécia e França), a opção será por ele! Além disso já tinha prometido refazer a receita do Gigot D’Agneau no post anterior. A receita será uma adaptação à receita do Chef André Castro D’olivino que se encontra no vídeo do youtube:

https://www.youtube.com/watch?v=-7UZr-wpL_Y

Tomemos então uma bela peça de Pernil de Cordeiro:

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Vamos fazer incisões e colocarmos alho junto com alecrim:

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O Sal de especiarias será feito com Sal, Pimenta, Tomilho, Cominho, Coentro em pó e Canela em pó:

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Agora vamos colocar o pernil numa travessa e espalhar esse sal de especiarias no cordeiro:

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Vamos aguardar cerca de 1 hora para que o tempero “pegue” um pouco. Após isso iremos adicionar 150ml de vinho branco:

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E 300ml de suco de laranja:

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Vamos adicionar alho, alecrim e louro e deixar descansar nessa marinada por no mínimo 4 horas sempre virando a peça de modo que toda a carne fique “encharcada”:

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Antes de colocarmos no fogo vamos relembrar qual foi o erro da última vez que tentamos fazer essa receita no forno: Ficou queimado por fora e cru por dentro. Dessa vez vamos fazer diferente: vamos cozinhar um pouco por dentro e depois tostaremos por fora para criar uma crosta. Tomemos um plástico próprio para churrasco e reguemos um pouco de azeite e sal grosso por toda a peça:

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Levemos ao fogo por aproximadamente 1 hora e meia sempre virando:

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Enquanto isso iremos fazer o acompanhamento para o nosso prato: Batatas Rústicas com Herbs de Provence e Aiöli. Essa receita eu peguei de um dos canais de culinária francesa que mais gosto no youtube, o qual já utilizei algumas receitas aqui no Blog. Esse é o Canal da Uiara Araújo: Le Plat du Jour.

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https://www.youtube.com/watch?v=Fl1y3NELHGA

Primeiro vamos dar uma pré-cozida nas batatas:

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Depois vamos cortá-las no formato de barquinhos e deitá-las na forma:

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Depois vamos colocar sal, pimenta do reino, azeite e as Herbs de Preovence (Manjericão, Alecrim e Tomilho):

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Agora vamos levá-las ao forno enquanto vamos nos ocupar novamente do pernil. Após 1 hora e meia vamos retirar o papel de churrasco e deixá-lo grelhar por mais ou menos hora:

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Enquanto isso, façamos o aiöli:

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Vamos amassar uma batata cozida junto com alho para fazermos uma espécie de purê:

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Após isso iremos adicionar uma colher de mostarda de Dijon, Sal, Pimenta do Reino e uma gema de ovo.

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Após isso vamos bater tudo com um fouet acrescentando azeite aos poucos até dar a consistência de uma maionese:

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Após o tempo de grelha iremos retirar o gigot da churrasqueira e vamos pincelá-lo com um pouco de laranja com mel:

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Vamos voltar por mais alguns minutos ao fogo e depois estará pronto:

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Aparentemente o pernil está queimado mas na verdade ficou no ponto perfeito (crosta por fora e no ponto por dentro):

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Conclusão

Valeu a pena refazer essa receita! Harmonizou perfeitamente com esse vinho inaudito!

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Primitivo di Manduria, o melhor vinho do mundo e um delicioso polpettone com mix de cervejas

 “O vinho é o amigo do moderado e o inimigo do beberrão.” Avicena

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Introdução

Amigos, a frase que eu mais repito aqui no blog é que o melhor vinho do mundo é aquele que você gosta, e hoje vamos falar do meu tinto preferido: Primitivo di Manduria. Vamos conferir também o melhor polpettone de São Paulo: Jardim de Napoli. Caso você deseje visualizar qual a uva branca que eu mais gosto basta clicar aqui.

Cervejas

Amigos, vou comentar um pouco sobre provavelmente a melhor cerveja de trigo que eu já tomei: Domina Weiss!

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Essa cerveja é produzida pela Cervejaria Nacional que fica próxima ao metrô Faria Lima. Infelizmente ela está um tempo sem ser comercializada em outros lugares, então para poder conferir essa maravilha é necessário comparecer ao lugar. Mas vale cada centavo conhecer essa brasserie pois essa é uma cerveja bem aromática em que se sente claramente os aromas do cravo e da canela e a sua cor turva identifica um corpo e estrutura bem acima da média. Possui excelente drinkability com concentração alcoólica um pouco elevada. Simplesmente perfeita!!

 

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Harmonizou muito bem com os hamburguinhos da casa

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A próxima cerveja é uma raridade japonesa. Embora eu reconheça que há poucas cervejas japonesas de destaque como a Sapporo (link), essa vale a pena conhecer por ser uma cerveja feita em Okinawa.  Apesar de não ser puro malte ela agradou meu paladar e harmonizou muito bem com comida japonesa. Cerveja Orion.

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O lugar em que eu apreciei essa raridade é simplesmente uma das melhores casas de Lámen de São Paulo localizada no bairro da liberdade (Lámen Kazu).

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Guioza

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E finalmente o perfeito shoyu Rámen

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Uva Primitivo

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Fonte: http://www.winefolly.com

Amigos, eu já comentei sobre essa uva anteriormente no post da zinfandel, porque na verdade esse é o nome que ela recebe nos Estados Unidos, mas estudos comprovaram que elas são a mesma uva. Mas o ponto que mais me chama a atenção nessa uva em relação às outras uvas tintas é o seu perfeito equilíbrio. Nada se destaca nessa uva, tudo é perfeito. Nos vinhos da Cabernet temos o forte tanino, nos vinhos feitos com a Pinot Noir temos a acidez um pouco mais presente, mas aqui tudo está na medida certa. Os vinhos dessa uva também são tão perfeitos que apresentam um leve dulçor no seu retrogosto sem deixar o vinho enjoativo. Vale a pena conferir.

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Apesar de sabermos que é na Toscana em que se encontram os vinhos premiados da Itália (a exemplo dos 5 Bs), a uva primitivo é plantada no salto da bota (a região de puglia). Mas é na cidade e arredores de Manduria em que essa uva encontra sua expressão máxima.

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A denominação de origem controlada Primitivo di Manduria é feito com as uvas primitivo plantadas na cidade e arredores de Manduria e alguns levam um pequeno percentual de Negroamaro em sua composição. São vinhos bem estruturados e de grande potencial de guarda (as garrafas são bem mais grossas do que o comum dos vinhos e bem escuras). Todos os vinhos são excelentes, porém minha bodega preferida é a Lucarelli. E é aqui que começa nossa história de hoje. Lucarelli Primitivo di Manduria 2011.

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Essa é uma garrafa que eu estava guardando a um bom tempo porque infelizmente é um vinho bem caro (por volta de R$ 260), mas hoje foi o dia de provarmos essa barbaridade! (Peço perdão pelo rótulo descascando).

Restaurante de escolha: Jardim de Napoli

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Amigos, esse vinho é o mais perfeito para acompanhar pratos feitos com filet mignon, logo precisamos de um lugar à altura para acompanhá-lo. Sabemos que São Paulo é referência em cantinas italianas no mundo assim como tivemos no post anterior, mas ninguém faz um polpettone melhor que o Jardim de Napoli.

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Um ponto negativo assim como vi também no Famiglia Mancini é o fato das taças serem de vidro e não de cristal. Isso é muito ruim tendo em vista a alta qualidade do lugar e do atendimento!

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Vinho estupendo com notas que remetem a chocolate, uvas negras e café

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É um clima muito agradável e você realmente se sente na Itália por ver tantos italianos falando na sua língua natal!

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Como acompanhamento para o Polpettone alla Parmigiana nós escolhemos o mais pedido da casa: Linguine ala Crema com Funghi Freschi.

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Nunca na minha vida comi uma massa fresca mais gostosa do que essa, estava realmente divina e harmonizou perfeitamente com esse vinho maravilhoso!

Vinho brasileiro simples com bom custo benefício

Amigos, sempre que puder tentarei dar algumas sugestões no blog de vinhos brasileiros baratos e com bom custo benefício. E o de hoje vai ser com a minha uva branca preferida: a Riesling. Preciso deixar bem claro que ele quase em nada lembra os bons Rieslings da Alsácia ou da Alemanha, sendo considerado um vinho bem “aguado e sem personalidade” em relação a eles, porém é uma excelente opção para uma pessoa que deseje tomar um vinho no valor de R$ 20. Uma meia garrafa é possível de obter por até menos de R$ 10. Almadén Riesling 2017.

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Se você for degustar esse vinho com os “óculos corretos”, ou seja, sabendo que ele é um brasileiro de R$ 20 e for com essa expectativa você irá se surpreender com a qualidade dele.

Conclusão

Adorei esse post porque fiz questão de frisar que existem bons vinhos em toda faixa de preço. Aqui no nosso blog falaremos de vinhos de R$10, R$100, R$ 1000 e porque não R$10000? Mas o importante é estarmos abertos para o fato de que no mundo dos vinhos, preço é algo subjetivo!

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Segundo B da Itália, Prosecco, Barolo, Bordeaux, Icewine e Evento Italiano

“Toma conselhos com o vinho, mas toma decisões com a água.” Benjamin Franklin

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Introdução

Amigos, hoje o post será a continuação da série em que falamos sobre os 5 Bs da Itália. Nesse segundo episódio falaremos sobre o Barolo, um nome muito famoso no mundo dos vinhos tanto por sua alta qualidade quanto por seu elevado preço. Esse evento também é o sétimo encontro da Confraria Távola Di Amici (amigos e familiares), caso alguém queira conferir o sexto encontro, basta clicar aqui. Também falaremos rapidamente sobre um evento em que recebemos os amigos Rafael e Eloísa em nossa residência e compartilhamos um bom Coq au Vin e excelentes vinhos.

Primeiro encontro

Amigos, quem quiser saber como fazer a receita já temos um post no blog. Basta clicar aqui. Mas começaremos falando sobre o maravilhoso Prosecco que o Rafael trouxe de sua última viagem à Itália:

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Bottega Valdobbiadene Prosecco Superiore D.O.C.G.

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Já temos um post no nosso blog em que falamos sobre o processo de fabricação de um champagne e sobre as diferenças de nomenclatura que inclui o Prosecco (clique aqui no link). Mas de uma maneira geral, o Prosecco é o champagne da Itália assim como a cava é o champagne da Espanha (veja o post sobre ela aqui). De forma a receber a denominação Prosecco, o espumante precisa ser feito na Itália e somente com as uvas Prosecco. No paladar e no nariz eu diria que o Prosecco é um meio termo entre o champagne e a cava, pois ele apresenta aromas mais frutados do que o champagne mas menos do que a cava ao mesmo tempo em que ele é mais ácido do que a Cava e um pouco menos do que o Champagne.

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Para acompanhar esse prato, as visitas trouxeram um excelente Pinot Noir do Chile e da mesma bodega lendária a qual me referi no post anterior (link). Essa é a que produz vinhos em solos vulcânicos o que acarreta em aromas e num sabor único. A fim de comprovarmos a diferença real entre o que significa um vinho muito tânico com outro de pouquíssima tanicidade eu resolvi abrir um Barolo.

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Enquanto o Volcanes Reserva Pinot Noir apresenta uma acidez mais acentuada e bom drinkability, o Barolo Tenimenti Ca’Bianca 2012 é bem mais encorpado e com uma sensação de adstringência acima do normal. Ambos apresentam aromas fortes de frutas negras. Mais abaixo falarei um pouco mais sobre esse vinho mitológico.

Confraria Távola Di Amici

Amigos, estamos hoje na casa dos queridos Nelson e Ana num evento de altíssima qualidade sobre a comida e cultura Italianas. E para começar falando sobre o evento nada melhor do que começar pelo Barolo. Beni di Batasiolo Barolo 2013.

Barolo

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Ele vai receber no nosso blog o título de segundo B da Itália apenas por uma questão cronológica já que na realidade esse foi o primeiro B da Itália. É importante lembrar que o nome da uva que produz esse colosso não é Barolo, mas sim Nebbiolo.

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A Nebbiolo é uma uva que produz grandes e importantes vinhos, com estrutura e qualidade, muitos taninos e feitos para guarda. É uma uva de difícil cultivo e que só rende bons frutos na região piemontesa. Essa cepa exige muita atenção e cuidados e, por dar origem a vinhos fortes, tânicos e concentrados, precisa ser domada tanto nos barris de envelhecimento quanto já na garrafa por anos, se não por décadas. Ela é uma uva que perde apenas para a Tannat (link) no quesito de tanicidade.

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O Barolo é famoso principalmente porque ele foi o marco na história dos vinhos da Itália. Até antes do século XIX a Itália não produzia nada de qualidade. Acredita-se que a primeira a perceber que os vinhos locais precisavam mudar foi a última marquesa de Barolo, Juliette Colbert di Maulévrier, ou Giulia Falletti di Barolo. Filha de aristocratas franceses da época da Revolução, ela se casou com o marquês Carlo Tancredi Falletti di Barolo no início do século XIX. Ela desenvolveu grande interesse pela filantropia, mas também por agricultura e contratou um enólogo francês, Louis Oudart, para ajudar os viticultores locais a melhorarem suas técnicas. Antes, o Barolo era doce – como boa parte dos vinhos célebres da época –, então ele transformou-o em uma bebida seca, no estilo de Bordeaux. E foi esse novo vinho que passou a ser servido nas mesas dos nobres e ganhou a reputação de “rei dos vinhos”.

Antepasto

Como entrada tivemos dois molhos deliciosos: a sardela e a alichella.

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De antepasto tivemos Melone com proscuito:

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Foram embaladas com um vinho simples mas excelente para a abertura de uma grande refeição:

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Primo Piatto

A Ana como verdadeira chef italiana fez dois pratos maravilhosos com massa fresca: O Spaghetti col sugo e a Lasagna al prosciutto e Formaggio col sugo rose.

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Para acompanhar esses pratos tivemos uma seleção de dar inveja a qualquer evento enogastronômico. Comecemos provando o spaghetti com o Barolo:

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Como o evento possui a temática italiana eu decidi utilizar o vinho mais italiano possível: o chianti. Esse que está para a Itália assim como a cerveja Brahma ou a Skol estão para o Brasil. Um vinho muito bom e barato feito com a rainha das uvas italianas: a Sangiovese.

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Bindi Sergardi Al Canapo 2014 Chianti

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Tivemos também um outro Sangiovese maravilhoso: Cancelli Coltibuono 2015

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Tivemos também um vinho espanhol de dar inveja feito com as uvas tempranillo  e Graciano: Beronia Rioja 2009 Gran Reserva.

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Um dos confrades trouxe um Merlot de sua última viagem à Paris:

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Que harmonizou muito bem com a lasagna:

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Antes do Secondo Piatto provamos também um vinho branco siciliano feito com uma uva pouco comum: Catarrato. Vinho Benedè Catarrato 2016.

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Tivemos também um vinho do Alentejo e um Italiano da uva Nero d’Ávola: Courela Alentejo 2014 e Baglio di Luna 2014 Nero D’ávola.

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Secondo Piatto

Com certeza essa foi uma das massas mais gostosas que eu já comi na vida. Meus parabéns Ana! Mas o evento ainda não tinha chegado nem na metade ainda. Como Secondo Piatto tivemos uma Saltimbocca ala romana com o Contorno de Cicoria Ripassata in padella. Admito que nunca comi uma carne de vitela melhor!! Nota 10. E para acompanhar o segundo prato tivemos mais vinhos espetaculares. O primeiro deles é o feito com a minha uva preferida: primitivo. Em breve no blog teremos um post exclusivo sobre essa uva apesar de já termos falado dela plantada no terroir americano (zinfandel). Lucarelli Primitivo di Puglia.

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Eu levei um vinho feito com a uva negroamaro porque ela também é produzida na região de puglia e é também utilizada na confecção de grandes vinhos como o primitivo di manduria. Ou seja, negroamaro e primitivo são primas do primeiro grau. Notte Rossa Negroamaro 2015.

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Dolci

Não pensem que o evento acabou meus amigos! Ainda temos uma surpresa a ser revelada! A Ana preparou duas sobremesas tipicamente italianas: o tiramissù e o cannoli. E temos uma surpresa no nosso blog: o icewine ou o vinho das uvas congeladas!

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Esse espetáculo de vinho foi um presente da minha tia Sônia que ela trouxe da sua última viagem do Canadá. Originalmente Alemão (o Eiswein), esse vinho foi descoberto por acaso porque um produtor esqueceu de colher as uvas e elas congelaram no inverno. Então ele teve a idéia de espremê-las congeladas obtendo assim apenas a parte doce e licorosa da uva. Nascia assim o Icewine.

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Embora ele possa ser feito com vários tipos de uvas, é a Vidal que mais se destaca na sua produção. A temperatura tem de se manter por 3 dias a, pelo menos, 8 graus negativos. As uvas congeladas são, então, colhidas de madrugada para evitar que derretam e possam ser processadas ainda com gelo. É devido a essas características que o Canadá é quase que exclusivo na produção desse vinho. No Brasil uma garrafa de 200 ml custa aproximadamente R$400.

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Creif Estate Winery 2015 Vidal Icewine

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Mas o evento ainda não acabou por aí! Um dos confrades que mora em Paris trouxe dois Grand Vin de Bordeaux.

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Lussac Saint-Emillion 2014 Grand Vin de Bordeaux

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Nossa, Bordeaux é sempre uma boa pedida!!!

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Château Bellevue Saint-Martin 2014 Grand Vin de Bordeaux Montagne Saint-Émillion

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Conclusão

Peço perdão pelo post tão longo e se eu não fiz um review mais detalhado sobre algum vinho, mas é porque o volume de informações foi muito grande. Parabéns ao Nelson e a Ana por serem pessoas tão maravilhosas e receptivas e pela comida e bebida maravilhosas. Aguardo ansiosamente o próximo encontro da Confraria Távola di Amici!

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Evento de comemoração Le Grand Chef

“Por mais raro que seja, ou mais antigo, só um vinho é deveras excelente… Aquele que tu bebes, calmamente, com teu mais velho e silencioso amigo.” Mário Quintana

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Introdução

Amigos, conforme prometi semana passada, esse será um post especial de comemoração a 1 ano do blog Vinhos e Afins para Leigos. Quero agradecer ao amigo Rafael Campos e a sua esposa Eloísa que nos proporcionaram essa noite tão única. A rede Accor Hotels, especificamente a Cook Lovers Club esteve proporcionando um evento espetacular no estilo masterchef para seus associados. Como meu amigo Rafael Campos me convidou, eu pude participar desse evento maravilhoso!

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http://cookloversleclub.com.br/

Chegada ao evento

Logo na chegada do evento tivemos uma recepção calorosa patrocinada pela rede Accors no Hotel Pullman. Espumante Italiano com vários tipos de amouse bouche. Salmão com geléia de damasco, Ceviche e torradas com queijo brie e geléia.

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Seus aromas de frutas amarelas, como damasco e pêssego, embalam o primeiro gole. Em boca, se mostra cremoso e concentrado, com acidez agradável. Antes de saber que era italiano pensei que fosse brasileiro, pois suas características o fizeram classificar como tal.

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Acompanharam-no muito bem os amouse-bouches e o robalo com sushi de filet mignon!

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Início do evento

Após a recepção por demais calorosa, tivemos início à competição. Esse evento que foi agradável até mesmo para os convidados que ficaram participando do coquetel.

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Enquanto o Raul apresentava o evento e os participantes, descobri que ficaria na equipe amarela:

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E a nossa chef que iria nos apadrinhar seria a Larissa Mazzoli, que apesar de ser bem jovem possui um currículo bem extenso, tendo trabalhado em vários restaurantes de destaque em Dubai. Particularmente não penso que deveríamos ter tido uma ajuda melhor!

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Abaixo segue um artigo com uma breve discussão sobre seu currículo. Vale a pena conferir:

https://www.khaleejtimes.com/shes–got–the-fire

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Equipe mais do que divertida e amigável! Após o sorteio da proteína a ser usada no nosso prato ficamos com o Ojo de Bife (Ribeye). Nossa equipe também foi contemplada com o acompanhamento quiabo. Ou seja, precisávamos fazer um prato principal que envolvesse o quiabo e o Ojo de bife.

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Como é costume em toda prova do tipo masterchef, é necessário fazer compras antes de começarmos a fazer os pratos. Abaixo seguem-se fotos e vídeos do youtube desse momento tão legal:

https://www.youtube.com/watch?v=bCA7IU_S45w&feature=youtu.be

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Após o mercado feito é hora de começar a cozinhar. A chef Larissa Mazzoli nos deu a idéia de fazermos um ribeye com quiabo ao molho de mostarda e como entrada uma salada com maçãs flambadas no vinagre balsâmico.

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https://www.youtube.com/watch?v=SnOjhVRjQsA&feature=youtu.be

Aqui a Larissa dá a dica de como montar o prato principal:

https://www.youtube.com/watch?v=WZoou8ETGVU&feature=youtu.be

Antes de apresentarmos o prato para os jurados tivemos de dar opinião sobre qual será o nome dos pratos. Eu sugeri darmos o nome da entrada de Salade à la pomme:

https://www.youtube.com/watch?v=AFKPSHmujzk&feature=youtu.be

Tivemos de apresentar os pratos para um júri de peso:

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Leonardo Santos (ex-masterchef):

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Natália Clementin (Ex-masterchef):

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Lucas Demetrescu (gerente de Alimentos e Bebidas da Rede Ibis na América Latina):

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Aldo Shiguemi Assada (Eleito sommelier do ano)

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O chef Adriano Cucato:

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E a famosíssima youtuber Camila Masullo Martinhão (dona do canal sal de flor):

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Me pediram para apresentar a entrada do nosso time:

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https://www.youtube.com/watch?v=jjbmQx7r8_s&feature=youtu.be

https://www.youtube.com/watch?v=4c04Yv2jY_o&feature=youtu.be

E o Rodrigo ficou responsável por apresentar o nosso prato principal:

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Jantar

Após o divertidíssimo evento tivemos um jantar maravilhoso com direito inclusive à banda.

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Como vinho tinto tivemos esse malbec maravilhoso: Família Gascón Malbec 2016. Um vinho que apresenta características superiores como aromas bem presentes de frutas e violeta com presença forte de madeira.

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E como vinho branco tivemos minha segunda uva preferida (link): Barone Montalto Pinot Grigio. Ele harmonizou muito bem com a entrada da festa:

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Como prato principal tivemos dois: filet mignon com purê de mandioquinha e salmão com robalo:

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E por fim tivemos uma sobremesa surpreendente: petit gatêau

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Conclusão

Mais uma vez agradeço ao meu amigo Rafael e a todos os que acompanham o blog vinhos e afins para leigos. Esse aniversário de 1 ano é uma data a qual vocês também fazem parte!!!

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Paellas Pepe, Gewürztraminer Alemão, Torrontés Argentino, Cava Espanhola e show de Flamenco

“Cristo não consagrou a água, o leite ou a Coca-Cola: consagrou o pão e vinho como alimento do corpo e do espírito.” Fernando Sabino

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Introdução

Amigos, estamos bem próximo a completarmos 1 ano de blog e o nosso próximo post será um especial de comemoração a essa data, por favor não percam o da semana que vem. Hoje o nosso post será o cumprimento de uma promessa feita a um dos nossos mais fiéis seguidores do blog: o comandante Alexis. A sugestão desse restaurante veio dele e quero registrar aqui que foi um momento extremamente insólito e mágico.

Cerveja Brewdog Punk IPA

Hoje iremos falar sobre uma cerveja que é tida simplesmente como a melhor IPA do mundo: a Punk da Brewdog! Essa que é considerada por mim a cerveja mais paradoxal que eu já tive a oportunidade de degustar. Ao mesmo tempo em que ela é sedosa, equilibrada e macia embalada com aromas deliciosos de maracujá, kiwi, lichia e frutas cítricas ela possui toda a aspereza de uma cerveja IPA. Possui amargor acentuado mas ao mesmo tempo possui excelente drinkability. Dotada de lúpulos frutados e de uma explosão de frutas tropicais, essa cerveja sempre está na lista das cervejas favoritas dos melhores degustadores do mundo. Vale a pena conhecer!

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Com uma história extremamente única, a brewdog foi fundada por dois punks e um cachorro que estavam simplesmente cansados da má qualidade das cervejas vigentes no mercado e decidem criar sua cerveja para consumo próprio. Elogiada por grandes críticos em vários campeonatos (entre eles o Sir Michael Jackson), eles decidem fundar a brewdog em 2007.

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Abaixo eu deixo o link com a entrevista dos fundadores da cervejaria onde contam a trajetória deles e da empresa:

https://www.youtube.com/watch?v=0DzoYMx9tBc

Restaurante de escolha: Paellas Pepe

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Amigos, como todos já sabem, já tivemos aqui no nosso blog um post específico sobre paella e qual vinho ideal para acompanhá-la (link), então o objetivo do post atual será de falar sobre esse restaurante maravilhoso e faremos a experiência de degustar essa comida com três vinhos diferentes do recomendado: a cava (o champagne espanhol), um Gewürztraminer alemão e um torrontés argentino. Falemos então um pouco sobre eles antes de prosseguirmos para o restaurante e a comida em si.

Cava

A Cava é o espumante espanhol que utiliza as uvas Parrelada (acrescenta aromas de marmelo, maçã e cítricos), Xarello (acrescenta acidez) e Macabeo ou Viura (acrescenta aroma floral, de damasco e de bagas) e só pode ter a denominação de Cava se for produzido na Espanha e com estas 3 uvas. Os pincipais e maiores produtores são Codorníu e Freixenet. Em relação ao champagne, ela apresenta um pouco menos de acidez e aromas mais frutados.

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Fonte: http://www.winefolly.com

Gewürztraminer

Amigos, também já tivemos no blog um post sobre culinária alemã em que falamos sobre a uva mais famosa da Alemanha: a Riesling (link). E agora iremos complementá-lo com a segunda uva mais famosa: a Gewürztraminer.

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Essa que é a representação de frutas em pessoa, pois talvez seja o vinho branco mais frutado que existe. Podemos perceber aromas característicos de mel, lichia, laranja, tangerina, goiaba, etc. Possui baixíssimo nível de acidez sendo o oposto da sua prima Riesling.

Torrontés

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No Nariz essa uva apresenta características muito parecidas com a Gewürztraminer pois é bastante frutada. Percebemos aromas de limão, pêssego, pêra, maçã, etc. Mas na boca é bem mais seco que o Gewürztraminer. É uma uva quase que 100% plantada na Argentina.

Chegada ao Restaurante

A entrada é bem simples e não aparenta muito glamour, mas o que nos espera dentro dele é surpreendente:

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A recepção da Chef Pilar e do seu filho Mário Benedetti é bem calorosa. Pessoas altamente simpáticas. O atendimento dos garçons também é maravilhoso e são muito atenciosos. Como a casa trabalha com o sistema de reservas, caso você reserve com boa antecedência você consegue ficar bem próximo ao palco.

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Amigos, vou deixar aqui três links para reportagens feitas sobre o lugar no youtube. Vale a pena conferir:

https://www.youtube.com/watch?v=64iDYvgzwNA

https://www.youtube.com/watch?v=202VJo5BNuQ

Inclusive essa última foi feita pela globo:

https://www.youtube.com/watch?v=BNqXY7GZQgk

É impressionante como o preço do lugar é justo: R$65 por pessoa para comer à vontade, taxa de rolha de R$30 por vinho ou uma deliciosa jarra de sangria por R$35 e o ingresso para o show custa R$16 por pessoa.

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Escolhemos um gewürztraminer alemão da Anselmann Spätlese

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Um torrontés Argentino da Bodega Álamos, que é da Catena Zapata. Como dissemos anteriormente (link). Esse nome dispensa apresentações.

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E no estabelecimento pedimos como entrada essa que é considerada a cava mais famosa do mundo: Freixenet. Ela está para a cava assim como Johnnie Walker está para o uísque e o Möet Chandon está para o champagne.

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Assim que o sino toca, é hora da paella:

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O vinho de cor dourada é o Gewürztraminer enquanto que o mais branco é o Torrontés. Conforme falei desde o começo do post, o ideal para esse prato seria uma uva bem mineral como a Albariño (link), mas escolhemos esses vinhos a título de experiência. O Anselmann não combinou para acompanhar o prato pois esse Gewürztraminer é bastante doce, porém delicioso e ficou perfeito após a refeição acompanhando o show. Já o Torrontés, apesar de apresentar aromas bem doces, na boca é bem mais seco e harmonizou melhor com o prato.

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O horário de abertura da casa é 19:30 e começam a servir a paella por volta das 20:00. Às 22:00 dá-se início ao show previsto para aquele fim de semana. No site do restaurante pode-se ter acesso à agenda de shows:

http://www.paellaspepe.com.br/

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Confesso que não me lembro na minha vida de ter visto um show tão agradável como esse. Fiquei atônito do começo ao fim. Parabéns aos artistas e aos donos desse maravilhoso estabelecimento.

Conclusão

Agradeço mais uma vez ao Comandante Alexis pela excelente dica de restaurante. Quanto aos vinhos, quero recomendar que escolham algum tipo mais mineral (link), mas que não deixem de experimentar essas uvas tão agradáveis. Aguardo a todos no evento especial da semana de vem onde comemoraremos 1 ano de blog!!!

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Evento enogastronomico e minicurso de vinhos

“Dai-lhes bons vinhos e eles vos darão boas leis.” Montesquieu

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Introdução

Olá amigos, esse talvez seja o post mais especial que tivemos desde o início do nosso blog. É o aniversário da minha tia Sônia de 50 anos e tive a oportunidade de rever vários familiares meus vindos de Recife e Belo Horizonte. O evento contou com um Sommelier e sua equipe proporcionando um minicurso de vinhos e algumas surpresas. Pela primeira vez no blog teremos também alguns vídeos.

Pré-evento

Na noite anterior tivemos a oportunidade de degustar três bons vinhos. O primeiro deles é um Shiraz australiano: Trentham Estate Shiraz 2015.

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E, conforme já foi apresentado anteriormente no blog (link), a uva Shiraz na Austrália demonstra todo o seu potencial só perdendo para a região do Hermitage na França (link). Um vinho que apresenta aromas muito marcantes de frutas negras e de especiarias. Um ótimo custo benefício no valor de R$70.

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Após o novo mundo volvemos ao velho de maneira muito agradável! Jiménez-Landi Bajondillo D.O.P. Méntrida 2015. Esse corte de Garnacha com Shiraz concede ao vinho uma leveza e alto teor gastronômico. Acompanhou bem um pão caseiro com uma canja de galinha.

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Esse último gerou em mim profundo orgulho e satisfação de poder ver que no Brasil já existe coisa boa sendo feita! Já falei em alguns posts (link) sobre como os vinhos do Brasil estão evoluindo e sendo bem vistos no exterior e esse é mais um exemplo. É necessário deixar bem claro que esse ainda não está no nível de um bom Francês ou Chileno ou Argentino ou Americano como tivemos no post anterior (link), mas certamente ele está no caminho certo! Salton Paradoxo 2015. Um vinho de R$35 brasileiro que ganhou meu respeito por se tornar uma opção de um vinho barato e com um bom grau de qualidade.

Evento enogastronômico

Amigos, quero apresentar aqui o sommelier responsável pelo minicurso que tivemos no dia do evento. Em baixo temos um breve resumo sobre sua carreira:

Cássio Henrique Almeida de Oliveira

1-Trabalhou no Sonda Supermercados por 2 anos como Sommelier e encarregado da adega

2-Sommelier do Grupo Oba por 7 anos (até o momento)

3-Sommelier e coordenador geral das lojas de São Paulo do OBA

4-Colunista da revista Brazil-USA (EUA- Flórida), Revista feita para brasileiros que ali residem sendo 100% do conteúdo português.(https://www.facebook.com/brazilusaorlando/?pnref=lhc)

Formação

Universidade Paulista (Unip)

Bacharelado em Administração de Empresas

ABS- Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo

Sommelier 3 módulos (países, fundamentos do vinho e serviço do vinho)

 

Às vezes as pessoas me perguntam sobre onde comprar bons vinhos com um bom custo benefício e, uma boa resposta para essa pergunta é o Oba supermercados. Então se você já entrou na adega de um Oba a procura de bons vinhos e ficou encantado com a boa seleção que eles possuem, agradeçam ao Cássio pois ele é o responsável pela escolha de todos os rótulos que a rede possui.

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Como introdução à palestra, o Cássio falou um pouco sobre os tipos de taças que utilizamos para vinhos. Em baixo temos o link para o vídeo no youtube (peço perdão pela qualidade artesanal dos vídeos):

https://www.youtube.com/watch?v=VdmKgttjm84

E na mesa de cada um dos convidados podemos ver que foi separado um tipo de taça específico (espumante, branco e tinto) para cada tipo de refeição:

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Apéritif (hors d’oeuvre)

Amigos, conforme é costume em uma refeição mais sofisticada, podemos ter como apéritif alguns Canapés, Amuse Bouche ou Amuse Gueule. Que nada mais são do que entradinhas (hours d’oeuvre) antes mesmo da entrada principal. Eles combinam muito bem com um champagne ou espumante. Esses em específico foram feitos com salada de bacalhau na barquinha.

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O espumante escolhido pelo Cássio é o da Casa Valduga, um excelente custo benefício. Ele é um exemplo de que é possível apreciar um bom espumante sem precisar pagar R$400 numa garrafa de Champagne. Em conversa com alguns amigos franceses, esse é sucesso inclusive na França!

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casa valduga

Tivemos também uma surpresa que o Cássio nos proporcionou: a abertura desse espumante com um sabre. Confira o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=eBrpqy68pSk&t=3s

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Depois disso o Cássio começou falando sobre como degustar um vinho. Confira a parte 1:

https://www.youtube.com/watch?v=29wX3dOAPgI

Parte 2:

https://www.youtube.com/watch?v=u446Pl0q0mU

Nessa terceira parte temos a degustação específica com o Casa Valduga:

https://www.youtube.com/watch?v=ZxaXuqG7Vwg&feature=youtu.be

Parte 4:

https://www.youtube.com/watch?v=pCu9Jk6QD9I&feature=youtu.be

Entrée

Logo após os canapés é a hora de servir a entrada da refeição. Normalmente é aqui que é servido um bom vinho branco e, no caso dessa festa em específico foi servido um top considerado um clássico Argentino: Catena Zapata Chardonnay.

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Já tivemos um post em que falamos sobre a bodega Catena Zapata e a importância que o Nicolás Catena teve para a viticultura argentina (link), mas cabe aqui dizer apenas o seguinte: até a década de 90 a Argentina nem era citada como produtora de vinhos razoáveis, mas depois do trabalho dele, ela começou a produzir vinhos até mesmo melhores do que os Chilenos, Americanos e Europeus. Então o nome Catena carrega um peso por si só. E o mais legal é perceber que não é necessário um vinho custar R$500, 1000 ou 10000 reais para ser considerado maravilhoso. Com R$120 podemos comprar uma maravilha como essa.

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No próximo link o Cássio vai falar sobre esse vinho e bodega maravilhosos:

https://www.youtube.com/watch?v=lw4-tyo9w98&feature=youtu.be

Continuação:

https://www.youtube.com/watch?v=e4zk9Rq-58w&feature=youtu.be

Parte 7:

https://www.youtube.com/watch?v=3AWYvkMlL8U&feature=youtu.be

E para acompanhar essa lenda temos dois pratos fantásticos. O primeiro deles é uma salada de folhas verdes com camarão, acompanhada de molho à base de iogurte, mel e condimentos:

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O segundo prato é uma massa. Farfalle acompanhado de molho com fundo de alcachofra, tomates cereja e outros condimentos:

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E aqui o Cassio responde algumas perguntas sobre o mundo do vinho:

https://www.youtube.com/watch?v=l8k4t09VPAI&feature=youtu.be

Plat Principal

Após a entrada está na hora do melhor da festa: o vinho tinto com o prato principal! Confesso que, poucas vezes na minha vida, tomei um vinho tão gostoso quanto esse: Volcanes Tectonia 2012.

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Um vinho maravilhoso formado com um corte mediterrâneo com as uvas Mourvèdre, Petite Syrah e Grenache. Ao tomá-lo e perceber seus aromas de compota de frutas negras como cassis e cereja, me lembrei do Don Melchor (link). Nesse último vídeo o Cássio fala um pouco sobre esse vinho extremamente elegante e agradável de beber:

https://www.youtube.com/watch?v=nFE6dnKwu3s&feature=youtu.be

E o prato principal escolhido é uma paleta de Vitela com vinho tinto e acompanhamentos:

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Também troquei muitas idéias com outro sommelier do grupo Oba, o Damião. Que também me confessou esse ser um dos melhores vinhos que ele já havia degustado até então.

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Dessert

Como sobremesa, o vinho de escolha novamente foi do Chile: Junta Late Harvest Gran Reserva 2013 feito com a uva Semillon. Detalhe para a taça utilizada: tipo ISO. Ela é a taça padrão de degustação do mundo todo, inclusive para outras bebidas como café, cerveja, etc.

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Para acompanhar esse vinho com aromas de figos, frutas vermelhas e mel temos um cheesecake com calda de frutas vermelhas e um pudim de limão siciliano.

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Início da festa

Após a refeição tivemos ainda um espumante moscatel bem docinho e leve: Nero.

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E um Malbec Francês que foi utilizado inclusive para acompanhar o churrasco do dia seguinte: Domain les Barthes 2015 Malbec.

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É fantástico ver como um vinho produzido com a mesma uva pode ser tão diferente quando plantada em outro terroir. Pretendo fazer um post em breve com a comparação entre um malbec francês e um argentino, mas de antemão quero adiantar que o Francês é um vinho bem mais leve e com taninos muito mais suaves do que o argentino. Lembra de longe um pinot noir.

Contato do Cássio

Pessoal, conforme vocês devem ter visto nos vídeos e nas fotos, trata-se de um excelente profissional que eu o recomendo com empenho. Caso alguém queira contatá-lo para assuntos profissionais ou mesmo para realização de um evento, segue-se o seu número de celular/whatsup: (11) 98744-6518.

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Quero deixar também o contato do Damião: (11) 948984989.

Conclusão

Quero deixar um agradecimento muito grande à minha tia Sônia por ter proporcionado a sua família e amigos uma festa tão agradável como essa. Recomendo cada um dos vinhos citados nesse post. Um grande abraço a todos e fiquem com Deus.

Conheça todos os posts do blog através desse link

Harmonizando frango assado com vinhos brancos e rosés

“Para vinho ter gosto de vinho, deve ser tomado com um amigo” (Provérbio Espanhol)

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Introdução

Olá amigos, hoje o nosso post será um exemplo de como a simplicidade pode ser perfeita para um encontro de amigos. Como um simples frango na brasa pode ser uma comida tão espetacular. Este é o quarto encontro da Confraria Távola Di Amici (amigos e familiares), caso alguém queira conferir o terceiro encontro, basta clicar aqui.

Cervejas

Como é de costume no nosso blog, antes de falarmos sobre o evento e os vinhos do post, faremos um breve review de algumas excelentes cervejas. Hoje falaremos das cervejas produzidas pela Cervejaria Colorado, a qual, na minha opinião, é a melhor cervejaria do Brasil. O que torna elas tão especiais é não apenas o altíssimo nível de qualidade mas também os ingredientes típicos brasileiros usados nas receitas. A primeira delas é uma pilsen bem incomum que recebe mandioca na sua composição: a Cauim.

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Confesso que demorei um bom tempo até me animar a querer degustar essa cerveja por pensar que mandioca nada tinha a ver com a bebida. Mas essa combinação é simplesmente estonteante e produz uma pilsen bem mais encorpada do que as outras comumente conhecidas. O nome Cauim vem do Tupi e se refere a uma antiga bebida fermentada de cereais e mandioca, fabricada pelos índios brasileiros.

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Essa segunda é simplesmente uma das cervejas de trigo mais gostosas que eu já provei na vida (se não foi a melhor). A combinação de maltes de trigo com mel de abelhas dá um toque todo especial a essa cerveja. Já é a segunda vez que falo dela no blog (confira o primeiro review aqui).

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A terceira é uma IPA consagrada no mundo todo e vencedora de diversos prêmios por sua qualidade e inovação por utilizar rapadura na sua confecção. Vale a pena conferir mesmo se você não curte muito o estilo IPA.

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Essa quarta cerveja do estilo porter ganhou o prêmio em 2016 junto com a Wäls Dubbel (review aqui) pois foram eleitas as melhores do mundo pelo World Beer Award, prêmio considerado o Oscar da cerveja.

Início do evento

Amigos, hoje estamos na casa maravilhosa e aconchegante dos amigos Vitor e Marcela e vamos provar um frango assado na brasa que é especialidade dele:

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O segredo é deixar o frango marinando por 4 horas com limão tahiti, limão siciliano, cerveja preta, suco de laranja e whiskey (pode ser Scotch ou Bourbon).

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Enquanto o frango é assado, vamos apreciar uma deliciosa witbier:

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Cerveja muito agradável e fácil de beber! Sente-se o aroma da casca de laranja e da semente de coentro sem destoar dos outros. Cerveja bem equilibrada!

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Essa segunda já foi alvo de review no nosso blog (link).

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Essas cervejas harmonizaram bem com alguns queijos como provolone e emmental e com umas deliciosas bruschettas preparadas pelo Vitor com pão de milho:

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Vinhos de escolha

Normalmente um frango na brasa harmoniza muito bem com um vinho tinto como o pinot noir, mas o desafio lançado foi que a harmonização deveria ser feita exclusivamente com vinhos brancos ou rosés.

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O primeiro vinho é um corte chileno feito majoritariamente com a cepa chardonnay com um pouco de pinot blanc e pinot grigio. A denominação reserva garante a esse vinho um estágio de médio prazo em barricas de carvalho.

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O segundo vinho é simplesmente magnânimo por ser produzido por uma bodega de muito prestígio no Chile e por receber classificação máxima de qualidade. O selo Gran Reserva indica não apenas longo tratamento e envelhecimento em barricas de carvalho mas também utiliza-se uvas de primeira qualidade (caso alguém queira entender mais sobre a diferença entre reservado, reserva e gran reserva clique aqui).

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O terceiro e o quarto são rosés franceses originários da região de Provence. Eles são um assemblage de várias uvas (Cinsault, Grenache, etc).

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E como guarnição temos uma batata recheada com queijos.

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Dessert

Após o frango maravilhoso temos ainda uma sobremesa deslumbrante feita pela Marcela:

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E para harmonizar com ela temos dois vinhos de sobremesa: um argentino e outro da África do Sul.

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Conclusão

Vitor e Marcela, acredito que não foi apenas minha opinião mas de todos os amigos da confraria de que foi o frango assado mais gostoso que já comi na vida. Foi um prazer muito grande esses momentos com vocês! Confesso que fiquei meio incrédulo a princípio sobre se a harmonização daria certo e, mais uma vez, fui surpreendido! Recomendo cada um dos vinhos desse post. Grande abraço a todos e fiquem com Deus.

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Culinária alemã: Eisbein à pururuca com a melhor uva branca do mundo (Riesling da Alsácia)

 “O bom vinho alegra o coração dos Homens.” (Salmos 104:15)

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Introdução

Olá amigos, hoje iremos adentrar na famosa culinária alemã junto com um vinho da Alsácia. Iremos degustar um prato que é o símbolo da culinária desse país: o Eisbein (Joelho de porco) à pururuca junto com a linguiça (Wurst).

Alsácia: França ou Alemanha?

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É interessante porque embora a Alsácia hoje faça parte da França, ela passou boa parte da história sendo da Alemanha. Ambas brigaram pelo seu domínio várias vezes durante a história e, hoje, os costumes germânicos como cultura e língua ainda permanecem como resquícios. No futuro teremos um vinho exclusivamente feito na Alemanha, mas vejam que não há qualquer perda de generalidade de falarmos sobre vinhos da Alemanha nos referindo à Alsácia (esta que é conhecida por produzir os melhores Rieslings do mundo).

Características da Riesling

Amigos, hoje iremos falar sobre a uva branca mais adorada pelos apreciadores de vinho do mundo: a Riesling. E, conforme faço sempre questão de frisar por aqui, essa definição de melhor do mundo é apenas para fins didáticos e por haver maior concordância entre os críticos.

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Fonte: http://www.wynefolly.com

Essa uva possui aromas deliciosos de frutas cítricas (abacaxi, laranja, limão, pêra, maçã verde, etc) misturado com o aroma de mel de abelhas conforme mostra o infográfico a seguir:

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Fonte: http://www.winefolly.com
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https://br.pinterest.com

Harmonização

Devido à sua acidez e mineralidade embalada com aromas de mel, esse vinho fica perfeito com o ícone da culinária alemã e, consequentemente, alsaciano: o Eisbein.

O Eisbein está para a culinária alemã assim como a feijoada está para a culinária brasileira. Ele é o joelho do porco, podendo ser preparado cozido, frito ou assado, dependendo do prato e servido com chucrute (repolho refogado).

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Escolha do restaurante

O Eisbein feito à pururuca e defumado é um prato muito difícil de ser feito em casa, logo iremos optar por degustá-lo num bom restaurante de São Paulo: o Bar do Alemão.

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E o vinho de escolha será um clássico da Alsácia que pode ser encontrado para a venda no site da Mistral (www.mistral.com.br): P.E. DOPFF & FILS Riesling 2013.

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Enquanto o vinho é posto para chegar na sua temperatura ideal de consumo iremos pedir um carpaccio com uma excelente cerveja de trigo brasileira: Eisenbahn.

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A beleza do vinho é estonteante!

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O eisbein vem bem servido com batatas, linguiça alemã (Wurst), chucrute, purê de ervilhas e uma cebola crocante com molho de gengibre:

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E por fim pedimos como sobremesa o ícone das sobremesas alemães: a Apfelstrudel. Essa torta folhada com lascas de maçã é um verdadeiro delírio!

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Conclusão

Desde o começo do blog eu tenho falado que minha uva branca preferida é a Pinot Grigio, mas hoje eu tive de me render à Riesling. Jamais tomei um vinho branco tão gostoso na minha vida!! E ele harmonizou de forma perfeita com o Eisbein. Quem ainda não experimentou essas delícias não sabe o que está perdendo!!

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Vinhos do Líbano, Comida árabe e o pinotage da África do Sul

“A melhor maneira de introduzir amigos ao mundo do vinho é abrir garrafas melhores do que eles estão acostumados, mas só falar de suas virtudes caso lhe seja perguntado.” (Jancis Robinson)

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Introdução

Olá amigos, hoje o nosso post nos remeterá ao início da cultura vinícola do mundo: o Líbano. Teremos alguns vinhos de diferentes regiões do mundo também como a África do Sul, a Itália, a Argentina, etc. Este é o terceiro encontro da Confraria Távola Di Amici (amigos e familiares), caso alguém queira conferir o segundo encontro, basta clicar aqui.

Cervejas

Como é de costume no nosso blog, antes de falarmos sobre o evento e os vinhos do post, faremos um breve review de algumas excelentes cervejas. A primeira delas é uma excelente cerveja de trigo russa: a Baltika número 8. Ela é produzida na cidade histórica de São Petersburgo.

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Apresenta espuma densa e generosa, suave aroma frutado com toques picantes e suave adocicado.

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Essa segunda eu me arrisco a dizer que é a cerveja mais icônica do mundo, pois foi a receita que originou todas as outras cervejas do tipo Pilsen do mundo. Para quem gosta de cerveja, o conhecimento desta é obrigatório. Possui um amargor bem característico e lembra de longe a cerveja Heineken.

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Embora já tenha comentado sobre a weihenstephaner num post anterior e sobre a sua importância por ser a cervejaria mais antiga do mundo ainda em atividade, hoje eu trago a cerveja que recebe mais títulos no mundo como a melhor em seu estilo weizenbock: a Vitus. Vale a pena conferir.

Início do evento

Amigos, hoje estamos na casa do Daniel e da Cláudia, a qual, por ser descendente de Libaneses fez um banquete árabe maravilhoso:

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Kibe com coalhada, homus, etc.

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A Cláudia também possui um blog muito legal chamado moda no trabalho. Vou deixar o link para ele aqui:

http://modanotrabalho.com.br/

Para acompanhar essas delícias temos uma seleção de peso de vinhos:

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Como o evento é temático, trouxemos alguns vinhos do Líbano. Apesar de serem pouco conhecidos mundialmente, eles possuem grande qualidade e seguem a linha francesa desde que algumas das vinícolas famosas foram plantadas por monges franceses. O Líbano possui três grandes casas produtoras de vinho: o Chateau Musar, o Chateau Ksara e o Chateau Kefraya.

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Além dos vinhos do Líbano temos alguns bons exemplos como um bom Pinotage da África do Sul. Quem nunca tomou um vinho dessa uva com certeza vai perceber a diferença deles para os outros na primeira degustação. A variedade Pinotage foi criada em 1925, por Abraham Izak Perold (1880 – 1941), sul-africano descente de franceses, PhD em química, e fluente em 8 idiomas. O nome deriva da uva Pinot Noir mais a uva Cinsault (que quando chegou a África do Sul recebeu o nome de Hermitage). É uma uva singular porque combina com quase tudo, vale a pena experimentar.

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https://capreo.com
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https://winefolly.com

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Um dos amigos escolheu um vinho rosé francês do mediterrâneo 100% grenache:

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E um Rosé Italiano do tipo Pinot Grigio:

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E finalmente tivemos também um dos Malbec mais conhecidos no mundo: o Norton.

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Para começar nossa degustação iniciaremos com um grande clássico do mundo dos vinhos como já falei anteriormente que essa é minha uva branca favorita: Pinot Grigio.

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Um detalhe para a toalha da mesa que também possui origem libanesa:

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Comecemos então com esse Francês bem fresco e levemente adocicado.

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Mas nem se comparou com esse tinto do Líbano: um espetáculo de vinho. A sensação que eu tive era que eu estava tomando um Grand Vin de Bordeaux. Se me colocassem uma venda nos olhos com certeza diria que era um legítimo Bordeaux. Nota 10.

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Depois seguimos também com o outro tinto do Líbano. Também é um grande vinho porém com uma qualidade um pouco menor do que o anterior!

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Provamos o Norton também:

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Já o Pinotage também ganhou posição de destaque nessa festa, um grande vinho!!!

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Mais uma vez o Líbano ganhou meu respeito como produtor de vinhos. Tomar vinhos de lá é como tomar vinhos franceses!!

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E por último temos o italiano rosé muito suave e agradável:

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Provamos também uma vodca polonesa maravilhosa que o Daniel trouxe da sua última viagem à Polônia:

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Dessert

Após os pratos maravilhosos temos ainda doces genuinamente árabes:

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Conclusão

Daniel, Cláudia, familiares e amigos da Confraria, foi um prazer muito grande esses momentos com vocês! E para nossos queridos leitores recomendo com empenho os vinhos do Líbano e o Pinotage da África do Sul, sem esquecer dos outros vinhos mostrados no post. Grande abraço a todos e fiquem com Deus.

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Coquilles-saint-jacques, estrela francesa e um bom vinho chileno

“Diz-se «in vino veritas», mas diz-se também que a verdade está no fundo de um poço; logo é um poço cheio de vinho.” Raymond-Claude-Ferdinand Aron

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Introdução

Amigos, hoje o post será breve, pois falaremos rapidamente sobre uma das maiores iguarias francesas e uma das coisas mais gostosas que já comi na vida: o coquilles-saint-jacques.

Cervejas

Antes de falarmos sobre o prato principal, vamos falar sobre algumas excelentes cervejas. A primeira delas é uma witbier muito saborosa: a Hoegaarden.

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A semente de coentro e a casca de laranja encontram-se muito bem harmonizados nessa cerveja, quem não provou vale a pena provar.

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Essa segunda weissbier é bastante famosa por ser produzida pela cervejaria mais antiga do mundo que ainda encontra-se em atividade: a Weihenstephaner. Weihenstephan é uma cervejaria e uma marca de cerveja da região alemã da Baviera. É considerada a cerveja mais antiga do mundo (artesanal ou industrial), sendo vendida desde 1040 e fabricada desde os anos 800.

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Essa terceira é bastante diferente das outras e confesso que não foi muito de meu apreço. Acredito que eles erraram na mão na quantidade de casca de laranja que ela possui. Mas não deixa de ser uma boa cerveja.

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No Brasil esse molusco é muito raro de se encontrar até mesmo em casas mais especializadas. Aqui ele é vendido com o nome de vieira:

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Coquilles Saint Jacques, em peixaria. Foto de David Jones no Flickr

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Ele é um prato famosíssimo na França principalmente no inverno.

Bravo Bistrô

Amigos, quero deixar aqui registrado uma excelente opção de bistrô em São Paulo. Confesso que me surpreendi muito positivamente com o lugar. Bem aconchegante e com excelente atendimento. Fica localizado na Mooca.

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Abaixo segue-se o link para o site deles:

http://bravobistro.com.br/

Como escolha de vinho para acompanhar as vieiras escolheremos um clássico: Brisa Chardonnay Vistamar.

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E para acompanhar uma boa massa de frutos do mar vamos de um rosé italiano bem fresco:

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Para entrada escolhemos umas bruschettas deliciosas:

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E como prato principal escolhi as vieiras:

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Minha esposa escolheu o Tagliatelli ao Frutos do Mar

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Conclusão

Com certeza esse foi um dos pratos mais gostosos que eu já comi na vida. Recomendo com empenho o bistrô!!

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