Croácia, Rede de Pescador e o lendário Catena Zapata

 “O bom vinho arruína os bolsos; o vinho ruim estraga o estômago.” Provérbio espanhol

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Introdução

Mais uma vez faremos referência à copa do mundo que está ocorrendo na Rússia meus amigos. Dessa vez estaremos homenageando uma das finalistas: a Croácia. Esse país eslavo tão rico de cultura e, também, de bons vinhos! A primeira parte do post será dedicada a ela e ao restaurante coco bambu.

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Na segunda parte do post nós falaremos sobre um gigante no mundo dos vinhos: Catena Zapata e seus lendários Malbec. Degustaremos um deles na famosa churrascaria Fogo de Chão.

Cervejas

Antes de começar a falarmos dos vinhos do post iremos comentar brevemente sobre algumas cervejas, sendo a primeira delas uma das mais famosas do mundo: a Schneider weisse tap 7.

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Essa cervejaria do século 19 produz cervejas altamente complexas e encorpadas com um amargor um pouco mais acentuado. Recomendo com empenho!

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A segunda cerveja é da mesma cervejaria da IPA que degustamos no post da casa do porco: blondline. Prost Weiss.

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Essa já é uma cerveja mais leve e bem menos encorpada do que a anterior. Uma cerveja gostosa porém deixou a desejar pelo preço alto não corresponder com a mesma qualidade!

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A terceira cerveja da nossa degustação possui uma proposta que arrebata corações: o fato de ser feita com 5 grãos diferentes: amaranto, aveia, quinoa, trigo e cevada. Baden Baden 5 grãos.

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É gostosa e saborosa porém não corresponde às expectativas da proposta. Poderia ser um pouco mais encorpada e aromática, mas valeu pela degustação e recomendo-a!

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A última cerveja da nossa degustação é da lendária cervejaria que comentamos no post anterior: Wäls. Essa é a sua versão Bohemian Pilsner!

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Pilsen bem feita característica da wäls com um amargor pronunciado típico das pilsners originais feitas com o lúpulo saaz.

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Vinhos da Croácia

Apesar de estarmos vivendo um “renascimento” da cultura vinícola desse país eslavo, os croatas já conhecem e produzem vinhos desde a época em que foram colonizados pelos gregos antigos.

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Após a sua tomada pelo império turco otomano sua produção foi diminuída apenas sendo permitida pelos mosteiros cristãos.

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Logo depois ela passa a fazer parte do império austríaco e herda dele várias técnicas agrícolas, vindo ter sua produção diminuída em quantidade e qualidade feita apenas por grandes cooperativas durante o regime comunista do Marechal Tito.

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Após a morte do Marechal, a Iugoslávia entrou numa grande instabilidade política que culminou em guerras muito sangrentas separatistas e genocídios famosos como o que aconteceu na guerra da Bósnia durante a década de 90. Todos esses eventos fizeram com que a produção fosse totalmente extinta apesar de hoje podemos ver o ressurgimento dessa cultura tão maravilhosa.

Riesling

Devido à herança austríaca, a Croácia é muito famosa pelos seus vinhos brancos cuja uva de destaque é a nossa amada Riesling. E é ela que será nossa escolha para a degustação de hoje: krauthaker grasevina mitrovac riesling 2013.

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Côco Bambu e a Rede de Pescador

Amigos, como o riesling é um vinho mais mineral, iremos unir o útil ao agradável. Já faz um bom tempo em que eu venho tentando ir ao coco bambu e dessa vez escolheremos ele como nosso lugar de degustação.

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O prato de escolha é uma das referências da casa: a rede de pescador. A idéia do prato é ser uma paella desconstruída pois é uma seleção de frutos do mar grelhados que vêm acompanhados por um arroz com açafrão. Enquanto aguardamos o prato iremos provar a famosa caipicôco:

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Drink feito à base de vodka, leite condensado e leite de côco.

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A sensação que eu tive ao degustar o vinho foi a mesma da degustação do ansellman do post anterior, que por sua vez foi a mesma da sensação do Albariño do post da paella. Acidez e mineralidade bem presentes com aromas cítricos. Grande vinho!

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O prato é sublime e o lugar é bastante fino e refinado. Recomendo porém o preço é bem proibitivo desse prato.

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Catena Zapata e seu lendário malbec

Desde o início do nosso blog temos comentado aqui sobre os sublimes malbecs Argentinos e sobre como a história de uma uva que se chamava de gosto ruim no dialeto de Cahors veio a se tornar uma estrela mundial ofuscando o brilho de vinhos famosos do velho mundo. É fato claro que os malbecs argentinos são imbatíveis, porém nenhum outro possui um nível de qualidade e excelência como o Catena Zapata. Já tivemos a degustação de um Chardonnay deles aqui no blog e hoje cumpriremos a promessa de degustar um malbec deles. Gostaria de deixar um agradecimento ao meu amigo Obadowski por ter comprado um deles lá no Uruguai para mim. Aqui no Brasil uma garrafa do mais simples não sai por menos de 125 reais.

Churrascaria Fogo de Chão

Para degustarmos um colosso desses escolheremos um lugar também de destaque: a churrascaria fogo de chão! Vinho de escolha: Catena Malbec 2015.

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O vinho é realmente fantástico apresentando alguns aromas de frutas negras e vermelhas que não vemos em outros malbecs. É realmente arrebatador!

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Em questão de qualidade e atendimento, a casa merece nota 10. Realmente é impecável. Achei porém que pecou no quesito variedade. Sei que estamos em São Paulo e que o preço é diferenciado porém fico triste de pagar o mesmo que eu paguei no Spettus Boa Viagem onde pude comer, além de boa variedade de carnes, frutos do mar e lagosta a vontade.

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Conclusão

Mais uma vez quero reforçar aqui minhas dicas sobre os restaurantes em questão! Nota 10 todos os dois. O riesling da croácia possui a mesma qualidade do que qualquer bom riesling da Alsácia e/ou Alemanha. Já o Catena Zapata dispensa totalmente comentários e um dia faremos um post lá na vinícola!

 

Culinária Russa (Draniki, Pelmeni, Borscht e Torta Napoleão) com vinho da Ucrânia e outras harmonizações

 “O vinho pode ser um professor melhor do que a tinta e as piadas são muitas vezes melhores do que os livros.” Stephen Fry

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Introdução

“A Rússia, como assegurava o poeta Tiuchev, não pode ser compreendida apenas com o intelecto” e esse é o motivo pelo qual faremos um post emblemático sobre a culinária desse país tão arrebatador. Amigos, hoje o post será uma homenagem a todos os meus amigos que possuem origem russa e/ou família (em especial o Comandante Alexis que é um assíduo leitor do blog). Calhou também que esse ano a copa do mundo ocorrerá na Rússia então se você quer se informar mais sobre essa culinária fantástica, esse post é para você. Esse evento também é o décimo encontro da Confraria Távola Di Amici (amigos e familiares), caso alguém queira conferir o nono encontro, basta clicar aqui.

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Torta Napoleão

Parece estranho começar um post falando logo da sobremesa, mas o motivo é que essa torta precisa ficar pelo menos umas 8 horas na geladeira, então ela deve ser feita no dia anterior ao evento! Essa torta lembra um pouco a tarte de mille feuille francesa e recebe o nome de Наполеон (Napoleão) pois foi feita pela primeira vez em 1912 para comemorar o centenário da vitória russa sobre Napoleão e, desde então, tornou-se a sobremesa mais famosa da Rússia!

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Comecemos pesando cerca de 400g de farinha de trigo:

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Logo após iremos acrescentar um pote de margarina de 250 e vamos mexer até a mistura ficar uma farofa granulada:

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Agora vamos misturar bem 125ml de água, um ovo e o suco de um limão:

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Vamos adicionar na mistura e vamos mexer acrescentando farinha de trigo até a massa ficar uniforme e soltando da mão. Depois vamos enrolá-la e cortá-la em 9 pedaços iguais fazendo bolinhas:

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Vamos cobrir com papel filme e levar para a geladeira por 1 hora:

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Depois de 1 hora tiramo-los da geladeira e devemos abrir cada uma das bolinhas em um papel alumínio e leva-los ao forno na temperatura média de 200 graus Celsius por aproximadamente 15 minutos ou até dourá-los:

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Vamos usar uma forma (ou tampa de panela) para ajudar a cortar cada uma das camadas. Muito importante é que os pedaços que sobrarem sejam guardados para serem usados esfarelados na decoração final!

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Depois de assados cada uma das camadas é hora de fazer o recheio e recheá-las antes de montar a torta. O recheio será feito com dois tabletes de manteiga batidos com duas caixas de leite condensado:

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Vamos também triturar cerca de 200g de nozes para polvilhar:

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Depois comecemos recheando cada uma das camadas:

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Depois de montada a torta devemos leva-la para a geladeira por aproximadamente 8 horas antes de servi-la

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Entrada: Draniki

Como começo do evento escolhemos uma comidinha muito simples mas muitíssimo apreciada na Rússia pelo seu sabor: o Draniki. Ele é uma comidinha muito simples de fazer consistindo de cebola e batata ralados juntos, ovo e farinha de trigo:

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Depois basta assá-los numa frigideira com óleo bem quente:

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Como é um prato simples de ser feito, a harmonização com ele é relativamente simples. Escolhemos fazê-la inicialmente com um vinho clássico da toscana: Santa Cristina Toscana IGT.

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Um vinho feito com as castas sangiovese e trebbiano. Bastante frutado e levemente encorpado. Harmonizou muito bem com o prato.

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Também provamos algumas cervejas com ele. A primeira foi a Leiken Weizbier:

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Cerveja bonita de rótulo porém pouco encorpada. Achei que ficou faltando um pouco mais de personalidade. Nota 7,5. Segunda cerveja: Darguner Pilsener.

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Essa é uma boa cerveja que representa bem o estilo pilsener: bons ingredientes e muito bem feita. Nota 9.

Primeiro Prato: Pelmeni

Começaremos por um dos pratos mais consumidos na Rússia e, em específico, na Sibéria. É quase impossível pensarmos em comida russa sem nos lembrarmos dele: o pelmeni de carne. Ele lembra bastante um capeletti italiano. Existe também uma versão vegetariana dele que é o Varênique (recheado com batata e cebola).

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E aqui quero deixar minha propaganda para a empresa nostrôvia que fabrica pelmeni e varênique e os entrega em domicílio na região de São Paulo. Vale muito a pena e o profissionalismo é muito alto, produtos de primeira qualidade!

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O preparo dele é bastante simples: basta ferver uma panela com água e sal.

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Existem várias formas de comê-los, como colocar shoyo, creme de leite, etc. Nós escolhemos fazer um molho de cebola dourada na manteiga:

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E, para harmonizar com esse prato escolhemos um clássico ucraniano.

Vinho da Ucrânia: Shabo Saperavi 2014

Mapa da Ucrânia

Provavelmente a Rússia produz vinhos como qualquer país do mundo porém seus vinhos não possuem tanto destaque no mercado internacional como os produzidos no seu país vizinho (que num passado não muito distante eram um mesmo país). Esses sim são dignos de louvor e podem ser encontrados com certa facilidade na Internet. A Ucrânia é um país com longa tradição vitivínicola. Registros históricos mostram que vinhos são produzidos neste país desde o século VII A.C.! Mesmo com uma produção razoalvelmente grande, a maioria dos vinhos lá elaborados acabam sendo consumidos pela população local, fato que por si só já é um bom indicativo de qualidade. É fato claro que a produção era considerada fraca devido ao comunismo porém desde 2003 houve um renascimento com a re-criação da vinícola Shabo.

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E como representante desse país iremos escolher uma casta bastante cultivada na região porém de origem na Georgia: a Saperavi.

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Que vinho gostoso! No nariz lembrou os vinhos chilenos porém com a complexidade do velho mundo. Na boca lembrou um pinot noir com sua acidez porém com a robustez do merlot. Encorpado porém delicado!

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Como harmonização utilizando cervejas, a Jéssyka e o Lucas trouxeram uma american lager deliciosa: Sud American Special Lager. Produzida em Bento Gonçalves (RS), a cerveja SUD American Special Lager tem notas florais e de especiarias, oriundas dos lúpulos utilizados, aparência límpida, cor dourada clara e sabor equilibrado entre o amargor dos lúpulos e o doce dos maltes.

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Harmonização perfeita e prato muito gostoso!

Segundo Prato: Borscht

Amigos, sem sombra de dúvidas esse é o prato mais famoso da cozinha eslava (não apenas na Rússia mas em todos os países ao redor como a Ucrânia). O borscht está para a Rússia assim como a feijoada está para o Brasil, a paella está para a Espanha e o sushi está para o Japão! Não podíamos ter um evento russo sem citar essa iguaria feita com beterraba. Um ponto importante é que não existe apenas uma versão de borscht, são várias receitas muito diferentes entre si: com carne de boi, vegetariano, com peixe, etc. Minha receita será com costelinha de porco e bacon!

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Comecemos descascando e ralando duas cenouras:

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Depois piquemos bem cerca de metade de um repolho:

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Descasquemos e ralemos 3 beterrabas:

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Ralemos também 2 cebolas:

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Duas colheres de chá de alho picado:

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Depois reservemos esses vegetais ralados enquanto douramos 1,5 kg de costelinha com bacon bem picado e azeite.

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Um detalhe importante: cuidado com a quantidade de azeite. Eu coloquei um pouco a mais e ficou um pouco mais gorduroso do que eu gostaria.

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Depois de dourados iremos adicionar 3 batatas grandes cortadas em cubos e adicionar água para cozê-las junto com a costelinha até amolecerem:

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Assim que as batatas amolecerem devemos retirá-las com uma escumadeira e amassá-las com um garfo antes de recoloca-las de volta na sopa:

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Junto com as batatas amassadas iremos adicionar também os vegetais picados:

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Adicionemos 4 colheres de sopa de vinagre, cominho, sal e pimenta do reino a gosto:

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Depois completemos com água e deixamos cozinhar bem os legumes (aproximadamente 1 hora de fogo). A forma de serviço é com smyetana (creme de leite azedo) e salsinha picada. Como aqui no Brasil não encontramos para vender a smyetana, faremos uso do creme de leite:

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Como harmonização para o borscht tivemos duas opções: um Riesling Alemão e um Primitivo di Mandúria.

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Anselmann Riesling Spätlese Trocken 2011. Um Riesling alemão de guarda do mesmo grande produtor do post anterior.

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Usar Riesling numa competição é jogar baixo na minha opinião pois ela é a melhor uva branca na minha concepção!

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Mas o desafio foi feito à altura: Primitivo di Manduria Talò San Marzano 2016.

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Foi um embate colossal dada à extrema qualidade dos dois vinhos, mas no quesito harmonização quem mais sai vencedor foi o Riesling. Vitória da Alemanha!

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Sobremesa: Torta Napoleão

Nunca pensei que uma sobremesa pudesse ter um resultado superior ao dos prato principais mas dessa vez foi o que aconteceu caros leitores! Não obstante o peso dos pratos anteriores, a torta napoleão arrebatou corações!

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E como harmonização escolhemos um riesling alemão da região de Mosel: Deinhard green label riesling mosel 2014

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O vinho é diferente do riesling anterior por apresentar cor amarelo palha com reflexos esverdeados e límpido. No nariz sentimos sutis aromas de maçã verde, limão além de toques minerais. Boa acidez porém pouco açucarado para acompanhar uma sobremesa doce. Talvez um vinho mais doce como o do porto harmonizasse melhor.

Vodka Russa: Russian Standard Vodka

Amigos, nenhum encontro reconhecidamente russo poderia ocorrer sem uma boa vodka! Aqui é a sugestão do meu amigo comandante Alexis: Russian Standard Vodka.

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Vamos fazer um duelo entre ela e a que eu mais gosto francesa: Vodka Grey Goose.

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As duas são diferentes: a francesa é mais delicada (aparenta ser mais “talhada”), enquanto a russa possui um “ataque” mais agressivo, com mais personalidade porém com mais álcool.

Conclusão

Peço desculpas aos meus amigos da Rússia se não consegui representar toda a potencialidade que é essa culinária tão rica! Para mim foi um prazer muito grande vivenciar todos esses momentos em minha humilde residência e eles apenas aumentaram ainda mais minha vontade de conhecer esse país tão fantástico. Viva a Rússia!

Conheça todos os posts do blog através desse link

Pisco, Riesling Alemão, Leitão à Pururuca com feijão tropeiro e harmonização com vinhos

 “O vinho contenta o coração do homem e a alegria é a mãe de todas as virtudes.” Johann Wolfgang von Goethe

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Introdução

Amigos, hoje o post é mais do que especial pois é o meu aniversário de 30 anos e estaremos ensinando como fazer um dos meus pratos preferidos (leitão à pururuca) e ensinaremos como harmonizá-lo com vinhos. Também falaremos de um evento similar a este em que fizemos um pernil de porco que também ficou divino. Como o leitão é difícil de encontrar em açougues comuns, o mesmo procedimento pode ser feito com um porco comum.

Uva Macabeo

Começaremos falando de uma maneira muito breve sobre essa uva muitíssimo conhecida na Espanha.

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Se você é assíduo aqui no blog com certeza se lembrará que essa uva já foi citada aqui no post da cava, mas como estávamos comemorando o aniversário da minha esposa Aline no Bravo Bistrô (post sobre o lugar) e decidimos escolher um vinho que harmonizasse com o prato em questão: lagostin a provençal, com risoto carnaroli, leite de coco e finalizado no abacaxi.

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Ainda que seja bastante adaptável, a macabeo cresce em climas frios e tende a amadurecer antes que o resto das variedades. De acidez média, aporta secura e fineza ao cava junto com notas de suaves flores silvestres e amêndoas. Vinho de escolha: Algairen Macabeo.

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Um vinho bastante simples que pode ser classificado como próprio para o dia-a-dia sem nenhuma característica muito marcante mas valeu pelo conhecimento!

Pernil de Porco com Riesling Alemão e Carmenère Lapostolle

De forma a tornarmos a explicação mais didática iremos dividir nosso post em duas partes. A primeira delas terá como tema o pernil de porco à pururuca e a segunda será sobre o leitão.

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Como entrada teremos uma tábua de queijos trazidas da última viagem ao chile com um drink feito com pisco, limão, gelo e açúcar.

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Para as pessoas que não sabem o que é pisco ele é uma bebida destilada do vinho com produção parecida com a do cognac sem passar pelo barril de carvalho com exceção dos añejos. Após o vinho pronto (link para o post) ele é destilado num alambique e seu resultado é essa famosa bebida peruana/chilena. Abaixo vou colocar um link para um vídeo muito curto e explicativo sobre seu processo de fabricação:

https://www.youtube.com/watch?v=6VvU9CsZrhw

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A cerveja blue moon é perfeita para quem é fã de witbier, muitíssimo bem feita e de aromas complexos:

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Falaremos na segunda parte sobre a receita do leitão à pururuca que é a mesma para o pernil. As batatas foram feitas apenas com azeite, alecrim, pimenta do reino e sal grosso postas para assar numa temperatura média de 180 graus e os aspargos foram assados com azeite e alho.

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Como harmonização tivemos um duelo de gigantes para sabermos quem combina mais: um riesling alemão ou um carmenère chileno com receita francesa?

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Kloster Heilsbruck 2009 Riesling é um vinho alemão feita com minha uva branca preferida: a Riesling. Já tivemos aqui no blog um post exclusivo para essa uva e sobre a culinária alemã caso alguém tenha curiosidade (link), mas essa é a primeira vez que provaremos uma variedade produzida em solo germânico!

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Vinho delicioso que nos pregou uma peça. Se vocês lembram, já tivemos duas experiências interessantes sobre o dulçor de um vinho. Na primeira achávamos que o gewürztraminer seria mais seco enquanto ele se revelou bastante doce (link), já na segunda pensávamos justamente que ele seria bem doce enquanto ele se revelou seco e mineral porém com aromas doces e frutados como a lichia (link). A questão é que a denominação Spätlese significa um vinho de colheita tardia indicando forte tendência ao dulçor conforme pudemos experimentar no post da Riesling da Alsácia. Porém esse vinho se mostrou seco e bem mineral apesar dos aromas frutados. Apresenta cor amarelo citrino de reflexos esverdeados e aromas de frutas cítricas e tropicais maduras, típicas notas minerais e florais, além de toques de frutos secos e de mel. No palato, é frutado, estruturado, tem bom volume de boca, acidez vibrante e final persistente e fresco.

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Lapostolle Grand Selection Carmenère 2015. Esse foi a segunda opção para harmonizar com essa comida maravilhosa. Já tivemos aqui no blog um post exclusivo sobre essa uva (link), então aqui iremos nos ater a essa vinícola tão única. Lapostolle é o mais francês dos produtores chilenos. A vinícola foi fundada pela francesa Alexandra Marnier e elabora vinhos tintos, brancos e rosés de grande classe e elegância, cuja inspiração são os melhores vinhos europeus. Com imenso prestígio, em poucos anos conseguiu aclamação da imprensa especializada, estabelecendo-se como um dos mais reputados nomes do vinho chileno. O assessor da vinícola é o famoso Michel Rolland, um dos mais célebres e influentes enólogos da atualidade. Com seus vinhos de estirpe e sua grande consistência qualitativa, a Lapostolle é, sem dúvida, um dos grandes nomes do vinho no Novo Mundo.

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Os dois harmonizaram muito bem com o prato, mas dentre os dois a melhor opção foi pelo Riesling Alemão.

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E por fim tivemos um licor português feito de uma fruta muito famosa no país: a Ginja.

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Leitão à pururuca, pão de azeitonas e bolo de brigadeiro com vinho do porto

Amigos, o sabor do prato foi tão assombroso que eu decidi que iria fazer um leitão para o meu aniversário. Como entrada tizemos uma tábua de queijos com um pão feito com azeitonas. Para quem acompanhou o post da pizza vai perceber que a receita é bem similar. Tomemos 500g de farinha de trigo, uma colher rasa de sal e misturamo-los na batedeira enquanto colocamos um sachê de fermento para tirá-lo da dormência semelhante como fizemos para a pizza. Depois unimos cerca de 5 colheres de um bom azeite e o fermento para bater na batedeira (ou manualmente se for o caso):

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Quando der o ponto da massa, iremos sová-la mais um pouco na mesa e abri-la com um rolinho:

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Agora vamos colocar as azeitonas e um pouco de orégano antes de “enrolar” a massa:

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Antes de colocar a massa para crescer iremos cobri-la com azeite para evitar o ressecamento dela:

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Depois cobrimo-la com um paninho e deixamo-la descansar por cerca de 1 hora e 30 minutos:

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Depois levamo-la para um forno pré-aquecido a 180 graus Celsius e deixamo-la assando por cerca de 40 minutos:

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Então o pão estará pronto

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Dentre os queijos temos o Grana Padana Italiano, o Brie Francês, o Provolone e um Maasdam Holandês.

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Essas entradinhas mais uma vez foram embaladas pelo maravilhoso drink de pisco. Dessa vez utilizamos o comum e o añejo:

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Tivemos também um outro drink feito com Gin inglês e suco de cramberrie:

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E uma rápida degustação de um dos melhores Rums do mundo: Havana Club.

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Receita do Leitão

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O ideal seria utilizarmos um leitão inteiro porém poucos fornos o cabem, então decidimos utilizar a metade de um:

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Como o evento foi no sábado, quarta à noite eu coloquei o leitão na geladeira para que ele pudesse descongelar lentamente. Na noite de quinta feira o processo da marinada começou:

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O primeiro segredo para que a carne pegue o sabor é fazer furos com a faca conforme fizemos com o gigot d’agneau (link). Então introduzimos em cada furo desses um raminho de tomilho, um de alecrim e bastante alho:

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Azeite, pimenta do reino e vinho branco:

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Titular colheita branco 2015 do Dão

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Após a marinada preparada cobrimo-lo com papel filme e levamo-lo para a geladeira até a noite da sexta quando viramo-lo para que pegue bem a marinada do outro lado:

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Na manhã de sábado tiramo-lo da geladeira:

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O ideal para fazer um bom assado é possuir um bom forno que consiga uniformizar bem a temperatura por todo o cozimento:

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Setamo-lo na temperatura de 180 graus enquanto preparamos o leitão para ele. Uma dica importante ensinada pela minha tia foi que, de forma ao assado não ficar mais tostado no fundo do que em cima, devemos fazer uma caminha com cebolas antes de assentarmos o leitão:

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Depois de colocarmos sal nele todo, cobrimo-lo com papel alumínio e o levamos ao forno por cerca de 2 horas:

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Após as duas horas iremos retirá-lo, adicionar sal grosso, um pouco mais de azeite e retorna-lo sem o papel alumínio na função de gratinar:

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Enquanto ele gratina iremos preparar o feijão tropeiro. Esse que é praticamente patrimônio histórico dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Sua história nos remonta à época dos bandeirantes pois, desde o período colonial, o transporte das mais diversas mercadorias era feito por tropas a cavalo ou em lombos de burros. Os homens que guiavam esses animais eram chamados de tropeiros. Até a metade do século XX, eles cortavam ainda parte do estado de Minas Gerais, conduzindo gado. A alimentação dos tropeiros era constituída basicamente por toucinho, feijão, farinha, pimenta-do-reino, café, fubá e coité (um molho de vinagre com fruto cáustico espremido). Nos pousos, comiam feijão quase sem molho com pedaços de carne de sol e toucinho, que era servido com farofa e couve picada. Assim, o feijão, misturado à farinha de mandioca e a outros ingredientes, tornou-se um prato básico do cardápio desses homens, daí a origem do feijão tropeiro.

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Mais um segredo aqui: a cebola não deve ser gratinada junto com o alho e depois colocado o bacon pois todos possuem tempo de cozimento diferente. O mais correto é colocar primeiro o bacon, depois a calabresa, depois a cebola e, por último, o alho:

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Depois vão se adicionando os outros ingredientes como o feijão pré-cozido somente com sal, a couve e, por último, o ovo frito:

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Houve um problema com o leitão porque o colocamos muito perto do grill então ele ficou mais escuro do que gostaríamos, mas o sabor ficou inigualável. Caso você faça na sua casa e a pele não pururuque o segredo é jogar um óleo bem quente por cima.

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O vinho de escolha foi um Carmenère Gran Reserva:

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Viu Manent Gran Reserva Carménère 2015. Um vinho que possui nada menos do que a classificação 90 pontos Robert Parker e 88 pontos Wine Enthusiast. Permanece por 11 meses em barris de carvalho francês (80%) e americano (20%). De cor vermelho rubi profundo, este vinho possui aromas de cerejas, ameixas e erva-doce. Em boca apresenta deliciosos sabores menta e couro, que combinam perfeitamente com seus potentes taninos e conduzem a um longo de equilibrado final.

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Harmonização perfeita!

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Tivemos também um corte espanhol de Garnacha, Syrah e Tempranillo maravilhoso. Esteban Martín D.O.P. Cariñena Crianza 2014.

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Um tempranillo espanhol: Mesta tempranillo 2016.

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Tivemos também duas cervejas de peso que combinaram perfeitamente com o prato.

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Cerveja Heilige Barley Wine. Cerveja escura com corpo elevado, residual adocicado e teor alcoólico de 9%. Apresenta notas de envelhecimento e de frutas secas. Notas amadeiradas, caramelo, toffee, café, pão tostado e um final alcoólico que lembra vinho do porto.

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A segunda é uma cervejaria que está se mostrando uma das minhas preferidas do Brasil: Leopoldina. Já comentamos sobre a versão wit dela no post anterior.

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Leopoldina Weissbier

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Achei também que, para representar bem o estado do Pará do post anterior ficou faltando falarmos sobre a mais famosa cerveja feita lá: a Cerpa.

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Essa é uma cerveja que não é puro malte porém é uma boa opção em relação às “cervejas de massa”

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Por último tivemos um bolo de brigadeiro com vinho do porto. Se existe alguma dúvida sobre qual vinho harmonizar com a sobremesa, a opção do vinho do porto sempre se mostra uma boa opção e um “lugar comum” quando se conhece pouco outras opções.

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Cockburns Fine Tawny Port

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Sandeman Porto Ruby

Conclusão

Obrigado mais uma vez aos meus tios por me proporcionarem uma festa tão bacana, não consigo acreditar uma festa melhor de 30 anos!!

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Primitivo di Manduria, o melhor vinho do mundo e um delicioso polpettone com mix de cervejas

 “O vinho é o amigo do moderado e o inimigo do beberrão.” Avicena

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Introdução

Amigos, a frase que eu mais repito aqui no blog é que o melhor vinho do mundo é aquele que você gosta, e hoje vamos falar do meu tinto preferido: Primitivo di Manduria. Vamos conferir também o melhor polpettone de São Paulo: Jardim de Napoli. Caso você deseje visualizar qual a uva branca que eu mais gosto basta clicar aqui.

Cervejas

Amigos, vou comentar um pouco sobre provavelmente a melhor cerveja de trigo que eu já tomei: Domina Weiss!

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Essa cerveja é produzida pela Cervejaria Nacional que fica próxima ao metrô Faria Lima. Infelizmente ela está um tempo sem ser comercializada em outros lugares, então para poder conferir essa maravilha é necessário comparecer ao lugar. Mas vale cada centavo conhecer essa brasserie pois essa é uma cerveja bem aromática em que se sente claramente os aromas do cravo e da canela e a sua cor turva identifica um corpo e estrutura bem acima da média. Possui excelente drinkability com concentração alcoólica um pouco elevada. Simplesmente perfeita!!

 

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Harmonizou muito bem com os hamburguinhos da casa

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A próxima cerveja é uma raridade japonesa. Embora eu reconheça que há poucas cervejas japonesas de destaque como a Sapporo (link), essa vale a pena conhecer por ser uma cerveja feita em Okinawa.  Apesar de não ser puro malte ela agradou meu paladar e harmonizou muito bem com comida japonesa. Cerveja Orion.

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O lugar em que eu apreciei essa raridade é simplesmente uma das melhores casas de Lámen de São Paulo localizada no bairro da liberdade (Lámen Kazu).

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Guioza

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E finalmente o perfeito shoyu Rámen

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Uva Primitivo

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Fonte: http://www.winefolly.com

Amigos, eu já comentei sobre essa uva anteriormente no post da zinfandel, porque na verdade esse é o nome que ela recebe nos Estados Unidos, mas estudos comprovaram que elas são a mesma uva. Mas o ponto que mais me chama a atenção nessa uva em relação às outras uvas tintas é o seu perfeito equilíbrio. Nada se destaca nessa uva, tudo é perfeito. Nos vinhos da Cabernet temos o forte tanino, nos vinhos feitos com a Pinot Noir temos a acidez um pouco mais presente, mas aqui tudo está na medida certa. Os vinhos dessa uva também são tão perfeitos que apresentam um leve dulçor no seu retrogosto sem deixar o vinho enjoativo. Vale a pena conferir.

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Apesar de sabermos que é na Toscana em que se encontram os vinhos premiados da Itália (a exemplo dos 5 Bs), a uva primitivo é plantada no salto da bota (a região de puglia). Mas é na cidade e arredores de Manduria em que essa uva encontra sua expressão máxima.

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A denominação de origem controlada Primitivo di Manduria é feito com as uvas primitivo plantadas na cidade e arredores de Manduria e alguns levam um pequeno percentual de Negroamaro em sua composição. São vinhos bem estruturados e de grande potencial de guarda (as garrafas são bem mais grossas do que o comum dos vinhos e bem escuras). Todos os vinhos são excelentes, porém minha bodega preferida é a Lucarelli. E é aqui que começa nossa história de hoje. Lucarelli Primitivo di Manduria 2011.

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Essa é uma garrafa que eu estava guardando a um bom tempo porque infelizmente é um vinho bem caro (por volta de R$ 260), mas hoje foi o dia de provarmos essa barbaridade! (Peço perdão pelo rótulo descascando).

Restaurante de escolha: Jardim de Napoli

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Amigos, esse vinho é o mais perfeito para acompanhar pratos feitos com filet mignon, logo precisamos de um lugar à altura para acompanhá-lo. Sabemos que São Paulo é referência em cantinas italianas no mundo assim como tivemos no post anterior, mas ninguém faz um polpettone melhor que o Jardim de Napoli.

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Um ponto negativo assim como vi também no Famiglia Mancini é o fato das taças serem de vidro e não de cristal. Isso é muito ruim tendo em vista a alta qualidade do lugar e do atendimento!

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Vinho estupendo com notas que remetem a chocolate, uvas negras e café

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É um clima muito agradável e você realmente se sente na Itália por ver tantos italianos falando na sua língua natal!

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Como acompanhamento para o Polpettone alla Parmigiana nós escolhemos o mais pedido da casa: Linguine ala Crema com Funghi Freschi.

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Nunca na minha vida comi uma massa fresca mais gostosa do que essa, estava realmente divina e harmonizou perfeitamente com esse vinho maravilhoso!

Vinho brasileiro simples com bom custo benefício

Amigos, sempre que puder tentarei dar algumas sugestões no blog de vinhos brasileiros baratos e com bom custo benefício. E o de hoje vai ser com a minha uva branca preferida: a Riesling. Preciso deixar bem claro que ele quase em nada lembra os bons Rieslings da Alsácia ou da Alemanha, sendo considerado um vinho bem “aguado e sem personalidade” em relação a eles, porém é uma excelente opção para uma pessoa que deseje tomar um vinho no valor de R$ 20. Uma meia garrafa é possível de obter por até menos de R$ 10. Almadén Riesling 2017.

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Se você for degustar esse vinho com os “óculos corretos”, ou seja, sabendo que ele é um brasileiro de R$ 20 e for com essa expectativa você irá se surpreender com a qualidade dele.

Conclusão

Adorei esse post porque fiz questão de frisar que existem bons vinhos em toda faixa de preço. Aqui no nosso blog falaremos de vinhos de R$10, R$100, R$ 1000 e porque não R$10000? Mas o importante é estarmos abertos para o fato de que no mundo dos vinhos, preço é algo subjetivo!

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Culinária alemã: Eisbein à pururuca com a melhor uva branca do mundo (Riesling da Alsácia)

 “O bom vinho alegra o coração dos Homens.” (Salmos 104:15)

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Introdução

Olá amigos, hoje iremos adentrar na famosa culinária alemã junto com um vinho da Alsácia. Iremos degustar um prato que é o símbolo da culinária desse país: o Eisbein (Joelho de porco) à pururuca junto com a linguiça (Wurst).

Alsácia: França ou Alemanha?

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É interessante porque embora a Alsácia hoje faça parte da França, ela passou boa parte da história sendo da Alemanha. Ambas brigaram pelo seu domínio várias vezes durante a história e, hoje, os costumes germânicos como cultura e língua ainda permanecem como resquícios. No futuro teremos um vinho exclusivamente feito na Alemanha, mas vejam que não há qualquer perda de generalidade de falarmos sobre vinhos da Alemanha nos referindo à Alsácia (esta que é conhecida por produzir os melhores Rieslings do mundo).

Características da Riesling

Amigos, hoje iremos falar sobre a uva branca mais adorada pelos apreciadores de vinho do mundo: a Riesling. E, conforme faço sempre questão de frisar por aqui, essa definição de melhor do mundo é apenas para fins didáticos e por haver maior concordância entre os críticos.

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Fonte: http://www.wynefolly.com

Essa uva possui aromas deliciosos de frutas cítricas (abacaxi, laranja, limão, pêra, maçã verde, etc) misturado com o aroma de mel de abelhas conforme mostra o infográfico a seguir:

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Fonte: http://www.winefolly.com
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https://br.pinterest.com

Harmonização

Devido à sua acidez e mineralidade embalada com aromas de mel, esse vinho fica perfeito com o ícone da culinária alemã e, consequentemente, alsaciano: o Eisbein.

O Eisbein está para a culinária alemã assim como a feijoada está para a culinária brasileira. Ele é o joelho do porco, podendo ser preparado cozido, frito ou assado, dependendo do prato e servido com chucrute (repolho refogado).

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Escolha do restaurante

O Eisbein feito à pururuca e defumado é um prato muito difícil de ser feito em casa, logo iremos optar por degustá-lo num bom restaurante de São Paulo: o Bar do Alemão.

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E o vinho de escolha será um clássico da Alsácia que pode ser encontrado para a venda no site da Mistral (www.mistral.com.br): P.E. DOPFF & FILS Riesling 2013.

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Enquanto o vinho é posto para chegar na sua temperatura ideal de consumo iremos pedir um carpaccio com uma excelente cerveja de trigo brasileira: Eisenbahn.

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A beleza do vinho é estonteante!

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O eisbein vem bem servido com batatas, linguiça alemã (Wurst), chucrute, purê de ervilhas e uma cebola crocante com molho de gengibre:

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E por fim pedimos como sobremesa o ícone das sobremesas alemães: a Apfelstrudel. Essa torta folhada com lascas de maçã é um verdadeiro delírio!

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Conclusão

Desde o começo do blog eu tenho falado que minha uva branca preferida é a Pinot Grigio, mas hoje eu tive de me render à Riesling. Jamais tomei um vinho branco tão gostoso na minha vida!! E ele harmonizou de forma perfeita com o Eisbein. Quem ainda não experimentou essas delícias não sabe o que está perdendo!!

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