Fettuccine verde ao molho pomodoro, frango na cerveja e duelo de shiraz australiano com chileno

 “Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons.” Cícero

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Introdução

Olá amigos, hoje iremos falar sobre como combinar massas com vinhos e faremos um teste cego para decidirmos qual o melhor Shiraz: australiano ou argentino?

Cervejas

Começaremos falando sobre uma cerveja japonesa que tem se popularizado bastante no Brasil: Kirin Ichiban.

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Essa é uma cerveja que pode ser tida como uma boa opção para o público brasileiro em geral por se tratar de uma puro malte de bom custo benefício.A segunda é uma witbier espanhola: Estrella Damm Inedit.

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Essa é uma cerveja artesanal espanhola criada em parceria com o chef Ferran Adrià, do Restaurante El Bulli. Combina maltes de cevada e trigo, lúpulos, coentro, casca de laranja e alcaçuz, e passa por segunda fermentação na garrafa para ganhar complexidade. Frutada e floral no aroma, adocicada no paladar. É cremosa, fresca, frisante e de final agradável. A terceira cerveja é uma Weiss alemã muito conhecida: Erdinger Urweisse.

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Como todos sabem, a Erdinger tradicional é a cerveja de trigo mais consumida do mundo. Já a Urweisse é produzida apenas com o processo de alta fermentação nos tanques (não é refermentada na garrafa), mantendo assim as características típicas de uma cerveja Weiss, com aroma e paladar complexos, rico em notas frutadas.

Características da Shiraz

Amigos, já tivemos aqui no blog um post sobre o vinho que é considerado o melhor Shiraz do mundo: o Crozes-Hermitage (link para o post). E hoje vamos falar sobre o país que produz os segundos melhores Shiraz: a Austrália. Mas quais são as características dessa uva tão famosa?

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Fonte: http:\\www.winefolly.com

A Shiraz é uma das uvas mais antigas usadas para fazer vinho datando dos gregos e romanos. Ela tem origem no vale do Rhone na França e possui aromas deliciosos de amoras, chocolate, pimenta, baunilha, tabaco e cogumelos:

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Fonte: https://br.pinterest.com

Harmonização e Teste Cego

Hoje vamos escolher uma massa para harmonizar com essa uva maravilhosa. O prato de escolha será um fettuccine verde (leva espinafre na massa) ao molho pomodoro e um frango na cerveja.

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Enquanto a comida vai sendo preparado podemos ir saboreando um delicioso pão caseiro com queijos e uma boa cerveja.

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Ou uma caipiroska feita com uma maravilhosa vodka francesa: Cîroc.

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Com a comida pronta podemos começar o embate entre os dois vinhos: Chileno ou Australiano?

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No teste cego realizado entre as 5 pessoas presentes, todas foram unânimes em escolher o Australiano, o qual se mostrou bem superior tanto no bouquet quanto na boca. Testamos também como harmonização um pinot noir californiano (redwood creek) e um cabernet-sauvignon da África do Sul.

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E o pinot noir mais uma vez foi a bola da vez ganhando no quesito harmonização!

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Sobremesa

Para a torta de limão tivemos uma seleção de drinks:

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Licor 43:

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Bellini e Rossini:

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Conclusão

Dessa vez o australiano se sobressaiu ao chileno mas para a harmonização com a comida o pinot noir californiano surgiu incólume!!

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Paella de Frutos do Mar com Albariño, Sauvignon Blanc Gran Reserva, Castello D’Alba Vinhas Velhas e Paralelo 8

“O vinho lava nossas inquietações, enxuga a alma até o fundo, e , entre outras coisas, garante a cura da tristeza.” Sêneca

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Introdução

Olá amigos, hoje é um post especial porque estamos comemorando o aniversário da minha esposa Aline e vamos degustar um dos nossos pratos preferidos: a paella de frutos do mar junto com o vinho de perfeita harmonização (uva Albariño) conforme prometido no post anterior. Também teremos algumas cervejas e vinhos perfeitos. Agradecemos aqui a minha tia Sônia por ter preparado essa receita tão maravilhosa.

Apéritif

Continuando com o costume do nosso blog, começaremos falando sobre 3 cervejas muito gostosas e recomendadas: delirium nocturnum, a paulaner oktoberfest bier e uma das minhas cervejas de trigo preferidas: karavelle.

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Esta excelente Belgian Strong Dark Ale é produzida com 3 tipos de levedura e 5 tipos de malte que fazem com que a Delirium Nocturnum tenha um sabor complexo com notas de frutas passas e chocolate além de um aroma adocicado. De cor escura, triplamente fermentada e bem encorpada, é a companhia ideal para o inverno.

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Esta é a cerveja mais famosa que é consumida durante a Oktoberfest da capital Bávara (Munich), que acontece desde o ano de 1810. De coloração amarelo forte com uma ótima formação de espuma de boa duração. É uma cerveja transparente de brilho intenso. No nariz, os aromas do malte lembram biscoito e cereais matinais, seguido do leve floral do lúpulo. A cerveja possui o dulçor dos maltes ao mesmo tempo que o amargor do lúpulo.

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Essa terceira figura entre as cervejas de trigo mais saborosas na minha opinião. Muito encorpada e gosto extremamente agradável. Cerveja paulista que não deixa a desejar para nenhuma outra europeia. Recomendo com empenho!!

Harmonização com a paella de frutos do mar

A paella é um prato bem típico que surgiu na Espanha, nos séculos XV e XVI, na região de Valência, mais especificamente na região de Albufera, região de grandes arrozais e de grande produção de verduras frescas.

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Originalmente um prato popular, foi criada pelos camponeses que partiam para o campo com a paellera ou paella, arroz, azeite e sal e agregavam ingredientes da caça, legumes da estação e as sobras que possuíam. O tomate só foi acrescentado posteriormente, trazido da América por Cristóvão Colombo, e o frango, que era muito caro para os padrões da época. Com a difusão da paella pela costa, foram acrescentados frutos do mar: choco, camarões, lulas, lagostins, amêijoas (vôngole), mexilhões, e polvo, tornando-o um prato misto (terra e mar). Em suas diferentes variações, encontram-se ainda as “paellas marineras” (peixe e frutos do mar) e a “paella negra”, com tinta de lula. No Brasil, normalmente é feita com frutos do mar.

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Vamos começar a fazer a paella usando um molho específico de peixe que pode ser comprado pronto ou pode ser feito em casa somente com o uso das cabeças do peixe e temperadas com sal, pimenta, etc. O fumê de peixe será usado ao invés da água para cozinhá-la:

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As cabeças e cascas dos camarões serão colocadas ao fogo com azeite tomando cuidado para que o molho não chegue ao fervor. Depois essa marinada pode ser utilizada.

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Aproximadamente 2 cebolas picadas:

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O azeite ideal para usarmos é um que é próprio para cozinhar:

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Continuaremos a refogar a cebola junto agora com dois pimentões: 1 amarelo e 1 vermelho. Sugestão: Caso você não goste muito de comer o pimentão a idéia é cortá-lo em fatias grandes como faremos aqui.

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O arroz a ser utilizado é aquele próprio para risotos:

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Refogamo-lo junto com os pimentões e a cebola:

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Acrescentamos então sal e pimenta do reino branca:

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Depois adicionamos o açafrão:

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Agora vamos adicionar o caldo do peixe e deixá-la cozinhar um pouco:

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Após isso iremos adicionar os frutos do mar que já estavam marinando com limão siciliano, cachaça e azeite: Polvo, Lula, Mexilhão e Camarão.

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Depois de um tempo cozinhando iremos adicionar as vagens de ervilha e o camarão gigante:

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Depois de um tempo cozinhando no fogo a paella estará pronta:

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Conforme falei na apresentação do nosso post, o vinho que serve de forma perfeita para a harmonização com essa paella são os feitos com a casta albariño, que é a uva Alvarinho do post anterior produzida no terroir espanhol. Conforme falamos anteriormente, os vinhos produzidos com essa uva são bem minerais e possuem um nível de acidez acima da média.

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O segundo vinho para a harmonização será um dos tops em qualidade da concha y toro: Sauvignon Blanc Gran Reserva. Esse é um vinho branco porém amadeirado que passa o tempo máximo possível em barricas de carvalho.

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Após a paella teremos uma verdadeira obra prima de Portugal: Castello D’alba Vinhas Velhas. Uma vinha velha pode ter 80 ou 100 anos no Douro e 50 no Alentejo – não há fronteiras temporais rígidas, porém o resultado é uma produção pequena de uvas com concentração, profundidade e equilíbrio. Com uma enologia consciente, os resultados no copo chegam a ser comoventes. Poder degustar um vinho desse porte é um verdadeiro sonho estando no Brasil pois nem pela internet consegui encontrar esse vinho!!

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Esse vinho passa 18 meses em barricas de carvalho francês e o resultado é um vinho altamente frutado com aromas claros de frutas negras e vermelhas.

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O segundo vinho tinto é um verdadeiro orgulho para o Brasil e para o Vale do São Francisco. Já tivemos um post sobre um bom vinho da vinícola Rio Sol aqui no blog onde eu também prometi que ia fazer um review sobre o top deles: o paralelo 8. Esse que foi eleito o terceiro melhor vinho do Brasil.

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Vinho que lembra bem o Alentejo. Para finalizar tivemos também o vinho que já nos foi apresentado no post anterior: o redwood creek pinot noir. Um vinho famosíssimo nos Estados Unidos.

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Conclusão

Acho que o ponto que mais frisamos aqui no blog é o fato da comida ser ligada à bebida e vice e versa. Harmonizar uma boa comida com a bebida correta pode obter prazeres inimagináveis e assim foi com nossa paella. Mais uma vez parabéns minha querida Aline.

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Paleta de cordeiro com batatas aos murros, vinhos do douro e pinot noir californiano com queijo Serra da Estrela

“O vinho é o mais notável de todos os remédios; onde falta o vinho, os remédios se fazem necessários”. Livros do Talmud (500-400 a.C.)

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Introdução

Olá amigos, hoje o nosso post será muito especial devido ao fato de que iremos desbravar o mundo português tanto da culinária quanto dos vinhos. Iremos falar sobre o queijo mais gostoso que eu já comi na vida e de mais assuntos afins como um excelente pinot noir da Califórnia. Para facilitar o entendimento, abaixo temos a foto do mapa de Portugal com suas regiões vínicas:

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Apéritif

De modo a não perdermos o costume do nosso blog, começaremos falando sobre 3 cervejas muito gostosas e recomendadas: goose island honkers ale, a hofbräu e a eisenbahn weizenbier.

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Essa, junto com a delirium tremens, é uma cerveja altamente agradável e fácil de tomar. Muito encorpada e dotada de aromas extremamente frutados. Excelente standard bitter.

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Essa é o tipo de cerveja que dispensa apresentações. Refrescante, levemente amarga e picante, ela apresenta baixa fermentação e é produzida de acordo com a Lei de Pureza de 1516. A cervejaria Hofbräu pertence à prefeitura de Munique e, nos seus mais de 400 anos de existência, sempre foi a cerveja oficial da Corte Real Bávara. Ela também possui, no coração de Munique, a maior choperia do mundo – o Hofbräuhaus – que recebe 1,2 milhões de visitantes por ano e onde são servidos aproximadamente 5.000 litros de chope por dia.

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Essa terceira é um exemplo de que é possível no Brasil comprar cervejas baratas (aproximadamente R$7 a long neck) com uma qualidade considerável.

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Nossa primeira degustação começará com um vinho feito com uma das uvas brancas mais icônicas de Portugal: a Alvarinho, a qual é prima direta da Albariño Espanhola que é responsável pela perfeita combinação com a paella de frutos do mar (post em breve).

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Essa uva produz um vinho com um aroma muito fino porém austero e elegante com notas cítricas e minerais com pouca fruta. Bom nível de acidez e frescor. Já o segundo vinho é um corte clássico do douro: Malsavia Fina, Gouveio e Rabigato.

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Esse é um vinho que também possui notas minerais e florais porém, ao contrário do anterior, é bem frutado e apresenta aromas claros de frutos brancos como pêra e maçã.

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Queijo Serra da Estrela

Como primeira degustação iremos provar um queijo português cremoso de cabra conhecido como Queijo Serra da Estrela. Ele recebe esse epíteto porque são produzidos nos arredores da Serra da Estrela. Ganhador de diversos títulos é, de longe, o queijo mais gostoso que já provei na vida.

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O queijo harmonizou de forma perfeita com o vinho da casta Alvarinho.

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Todo o momento também foi embalado pela trilha sonora da fadista mais conhecida de Portugal da atualidade: Carminho.

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Caso alguém queira o link para o cd dela no youtube vou deixar aqui em baixo:

https://www.youtube.com/watch?v=u8NkR2csotg&t=775s

A segunda entrada também foi perfeita: Pêra ao vinho com molho de queijo Gorgonzola:

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Apesar dele ter harmonizado com o vinho Quinta da Pedra Alta, ele ficou ainda melhor com um vinho do Porto:

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Harmonização com a paleta de cordeiro com batatas aos murros

É realmente muito difícil ganhar de uma boa carne de cordeiro. E melhor do que ela é ela mais um bom vinho do Douro:

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O Encostas do Tua 2012 é um vinho excelente possuidor de aromas frutais e taninos bem redondos. Na boca podemos perceber a presença de especiarias também.

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Outro vinho que participou da degustação também foi o Redwood Creek Pinot Noir da Califórnia. Ele é um vinho muito agradável e parecido com o búlgaro da Soli do post anterior.

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Dessert et Digestif

Após os pratos maravilhosos temos ainda alguns doces genuinamente portugueses: O pastel de nata ou de Belém e o pastel santa clara. Ambos obtidos na casa rancho português.

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E para completar a degustação teremos um dos melhores vinhos do porto da atualidade: Sandeman Late Bottled Vintage.

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Ele é um tipo de vinho do porto especial porque leva mais tempo envelhecendo e apurando do que os vinhos do porto tradicionais.

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Conclusão

Depois dessa experiência passei a entender que Portugal e sua cultura devem ser um sonho pois tudo parece muito surreal!

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Vale do São Francisco, Bulgária, Alentejo e o Melhor Uísque do Mundo

“O vinho tem o poder de encher a alma de toda a verdade, de todo o saber e filosofia.” Bossuet

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Introdução

Olá amigos, acho que a coisa que mais gosto do nosso blog é o fato de não haver preferências ou qualquer tipo de preconceito quanto à origem dos vinhos mostrados aqui no Blog. Falamos desde os vinhos Brasileiros passando pelos americanos e também dos Neozelandeses. Hoje o nosso post será um mix de dois encontros maravilhosos que participei: uma visita que fiz ao meu tio Rômulo em Recife e uma segunda visita a familiares em São Paulo. Na primeira visita tive a oportunidade de degustar esse que é o melhor uísque do mundo: o Macallan junto com um maravilhoso vinho Pernambucano da vinícola Rio Sol. Na segunda visita tivemos queijos e churrasco com vinhos Búlgaros e um Português da região do Alentejo.

Recife

Antes de ir à casa do meu tio, resolvi escolher um vinho de uma vinícola o qual há muito desejava apreciá-la: Rio-Sol. Os vinhos dessa vinícola já se encontram disponíveis em cartas de bons restaurantes como, por exemplo, o La Casserole do post anterior. Como primeira degustação, escolheremos um bom exemplar: Rio Sol Reserva 2014. E muito em breve teremos no nosso blog um post específico sobre o vinho top de linha da Rio Sol: Paralelo 8. Eleito um dos 3 melhores vinhos tintos do Brasil.

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Para mim sempre foi uma incógnita sobre como é possível se produzir bons vinhos num lugar tão quente quanto o sertão Pernambucano. A resposta para essa incógnita está no uso de tecnologia israelense. Através de técnicas de irrigação consegue-se simular um ambiente e temperaturas propícios para o bom desenvolvimento das cepas. A vinícola Rio Sol está localizada no Vale do São Francisco, na cidade de Lagoa Grande, em Pernambuco. Ela produz vinhos e espumantes, cujos rótulos vêm, cada vez mais, conquistando prêmios nacionais e internacionais.

A empresa pertence a Global Wines, com sede na região do Dão, em Portugal, produtora de vinhos reconhecida no mercado mundial pelo dinamismo e inovação, com grande diversidade de rótulos premiados entre os melhores da Europa. O enólogo português João Antônio Santos é um homem muito visionário que, em menos de 10 anos, conseguiu produzir no semi-árido nordestino um vinho de excelente qualidade. Abaixo eu quero deixar um link para um vídeo de uma entrevista com ele. No youtube também é possível encontrar várias delas.

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Link para a entrevista:

https://www.youtube.com/watch?v=_V_gIa9vOic&t=712s

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Esse é um vinho muito bom produzido com o corte de várias uvas: 40% Cabernet Sauvignon / 30% Syrah / 30% Alicante Bouschet. Também muito frutado e aromático. Vale a pena conferir. Como segunda degustação da noite temos um vinho francês Sainte Eugenie (Récolte La Réserva 2015).

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Vinho muito frutado, floral e aromático com presença forte de framboesas.

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Estes vinhos acompanharam muito bem queijos e petiscos como amendoim, azeitona, etc.

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O melhor uísque do mundo

Já tivemos a oportunidade aqui no blog de degustarmos a melhor cachaça do mundo e agora teremos a oportunidade de conhecermos este que é o melhor uísque do mundo: O Macallan. Entendo perfeitamente que esses títulos de melhor do mundo não são unânimes e depende também do gosto individual de cada um, mas no caso da cachaça Anísio Santiago e do Scotch Macallan, a quantidade de autoridades no assunto dando a eles essa devida alcunha é muito grande. A revista Forbes é uma delas que o declarou como tal. Ele recebe o epíteto de o “Rolls-Royce” do Whiskey.

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Para degustarmos essa obra de arte não podemos utilizar qualquer tipo de copo. Ele pede um exclusivo:

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Participou também desse momento singular nosso amigo das crônicas saxônicas de Bernard Cornwell Uhtred Ragnarson:

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Meus sinceros agradecimentos ao meu tio Rômulo por ter me proporcionado uma noite tão agradável não apenas com boas bebidas, mas também com uma excelente conversa!

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São Paulo

Antes da visita aos meus amigos Jéssika e Lucas, gostaria de mostrar uma cerveja fantástica japonesa: a Sapporo. Pra quem é fã de um estilo pilsen com lúpulos suaves, recomendo essa cerveja fortemente. É encorpada e ao mesmo tempo suave de beber! Possui também a lata mais bonita que eu já vi numa cerveja.

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Antes de começar o churrasco, nada como uma boa cerveja pilsen puro malte:

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Assim como o caso da região do Vale do São Francisco, teremos hoje também 2 vinhos búlgaros: Pinot Noir e um corte da bodega Soli. Sei que, quando pensamos em vinho, nunca vem ao pensamento a Bulgária, mas é de se espantar a boa qualidade da bodega.E, assim como o caso da Rio Sol que possui origem portuguesa, a Soli também possui origem européia (italiana). O seu proprietário Edoardo Miroglio viu na região do Vale dos Thraces na Bulgária uma região em potencial e fundou sua vinícola, de 200 hectares, em Elenovo em 2000.

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São vinhos de excelente custo-benefício. Muito frutados e florais.

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O pinot noir combinou muito bem com os queijos Gouda, Emmental e Gorgonzola:

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O estilo Bordeaux (Cabernet-Sauvignon com Cabernet-Franc) combinou muito bem com o churrasco de Picanha, Linguiça toscana e Costela:

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E por fim, temos um português muito saboroso: Farizoa. Esse é um dos exemplos de que, se alguém quiser conhecer um vinho característico da região do Alentejo em Portugal, pode arriscar com esse exemplar sem medo de errar.

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Conclusão

Meus sinceros agradecimentos a todos os meus amigos e familiares que me proporcionaram momentos tão aprazíveis como esse. Cada uma das bebidas e comidas citadas nesse post são altamente recomendáveis.

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Foie Gras, Escargot, Coq au Vin e Pinot Noir da Borgonha

“No vinho está a verdade!” Plínio

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Introdução

Olá amigos, depois de viajarmos bastante sobre os vinhos do novo mundo (Uruguai, Chile, Argentina, Estados Unidos, etc), chegou a tão aguardada hora de começarmos a falar sobre os vinhos franceses. Conforme venho falando desde o começo, existe sempre um misticismo que envolve a França no quesito de vinhos. Isso se dá pelo fato que, apesar de existirem bons vinhos produzidos em outros países, em questão de quantidade e variedade nenhum outro país ganha da França. Em específico temos a região de Bordeaux e a Borgonha. E é por essa última que começaremos a falar de tamanha excelência!!

Vinho de escolha: Joseph Drouhin Bourgogne (Pinot Noir)

Conforme falei no meu primeiro post, a grande dificuldade de falar sobre os vinhos europeus é devido à infinidade de variedades e estilos de sabores deles. Então, de forma a sermos canônicos em nossa apresentação dos vinhos da Borgonha, partiremos do clássico, do ortodoxo: uma boa opção deles que irá representá-los todos de maneira genérica. Por isso a escolha pelo Joseph Drouhin.

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Algo que nos ajuda, apesar disso, é a classificação AOC (Appellation D’Origine Contrôllée), que é uma espécie de ISO de altíssima qualidade. Ou seja, até mesmo os vinhos mais vagabundos que possuem essa sigla já podem ser considerados bons vinhos. Logo, tomemos nosso vinho e partamos para o restaurante de escolha: La Casserole.

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A escolha por esse restaurante e Bistrot deu-se por sugestão de um francês amigo meu que me falou que, se eu quisesse comer uma comida com o mesmo padrão de qualidade da França, aquele seria o lugar ideal.

Harmonização

Logo na entrada da casa, fui muito bem recebido pelo proprietário Leo Henry, o qual me deu muitas dicas bacanas e elogiou minha escolha de vinho!

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Foie Gras

Um dos motivos que me levou a procurar o estabelecimento é o fato do Foie Gras ser proibido de vender no Brasil. A autorização é dada apenas para os restaurantes Franceses. Não vou entrar aqui no mérito da maldade que envolve esse tipo de comida, até porque ela é uma iguaria milenar. Mas o Foie Gras é o fígado gordo de ganso. Ele é consumido na maioria das vezes na forma de Terrine (uma espécie de patê). Uma comida por demasiado saborosa!

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Escargot

Para o Escargot eu vou citar uma frase de Alex Atala:

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“Se o caviar é considerado algo chique e o tucupi não o é, isso se dá porque alguém me disse isso. Existe uma interpretação cultural sobre o que são os aromas e sabores!” (Alex Atala)

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Digo isto porque simplesmente não consigo entender porque esse tipo de iguaria é considerado algo chique. Não é que seja uma comida ruim, mas é totalmente desprovida de sabor. É borrachento e sem gosto, mas valeu pelo conhecimento.

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Coq au Vin

E para o prato principal escolheremos esse que é um dos maiores exemplos da gastronomia francesa: o galo ao vinho. Reza a lenda que, durante a batalha de Alesia, Júlio César exigiu a total rendição dos Gauleses.

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Vercingetórix (a quem deu origem ao personagem famoso Asterix), respondeu a essa ordem com uma provocação: enviou um galo aos romanos.

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Júlio César então cozeu o galo no vinho, que representava toda a expressão romana bélica e cultural. E assim nascia o Coq au Vin.

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Digestif

Vamos terminar nossa noite da forma mais Francesa que existe: com Cognac.

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Conclusão

Recomendo o restaurante! Pena que aqui no Brasil é tão complicado comer e beber qualquer coisa da França. Mas tudo com planejamento é importante. O vinho Joseph Drouhin é vendido aqui no Brasil no valor de R$ 300, mas consegui comprá-lo a meia garrafa numa promoção por menos de R$80.  A culinária Francesa também é bem diferente do que estamos acostumados no Brasil, o que faz com que poucos gostem do sabor, mas valeu pelo conhecimento!

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Peru de Natal, Ceia com Pinot Noir e Espumantes Nacionais

“O bom vinho alegra o coração dos Homens” Sagradas Escrituras

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Introdução

Olá amigos, hoje farei um breve post apenas com dicas sobre espumantes nacionais e um bom vinho relativamente barato para combinar com a ceia de Natal. Em breve farei um post sobre a festa do Réveillon.

Vinho de escolha: Pinot Noir Ventisquero Reserva 2015

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Já falamos aqui no nosso blog sobre a alta qualidade e o bom custo benefício da bodega Chilena Ventisquero. Logo, nossa opção será por ela: aproximadamente R$50.

Harmonização

Hoje teremos 3 pratos para nossa harmonização: Peru, Lombo com farofa de Bacon e molho de laranja e maionese com batata e galinha defumada.

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Para petiscar temos um queijo delicioso muito vendido nessa época natalina no nordeste: Queijo do Reino.

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Abaixo temos exemplos de vários bons espumantes nacionais do vale do São Francisco:

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E para quem gosta de uma versão um pouco mais adocicada temos um do tipo moscatel. Uva que se adaptou perfeitamente no clima semi-árido nordestino.

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Conclusão

A moral da história é que o Brasil possui excelentes opções de espumantes tanto na região de Bento Gonçalves quanto no Vale do São Francisco. Não precisa gastar uma fortuna para aproveitar um bom Natal. Feliz Natal e um Maravilhoso Ano Novo Para todos com a Graça do nosso bom Deus!!

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