Evento enogastronomico e minicurso de vinhos

“Dai-lhes bons vinhos e eles vos darão boas leis.” Montesquieu

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Introdução

Olá amigos, esse talvez seja o post mais especial que tivemos desde o início do nosso blog. É o aniversário da minha tia Sônia de 50 anos e tive a oportunidade de rever vários familiares meus vindos de Recife e Belo Horizonte. O evento contou com um Sommelier e sua equipe proporcionando um minicurso de vinhos e algumas surpresas. Pela primeira vez no blog teremos também alguns vídeos.

Pré-evento

Na noite anterior tivemos a oportunidade de degustar três bons vinhos. O primeiro deles é um Shiraz australiano: Trentham Estate Shiraz 2015.

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E, conforme já foi apresentado anteriormente no blog (link), a uva Shiraz na Austrália demonstra todo o seu potencial só perdendo para a região do Hermitage na França (link). Um vinho que apresenta aromas muito marcantes de frutas negras e de especiarias. Um ótimo custo benefício no valor de R$70.

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Após o novo mundo volvemos ao velho de maneira muito agradável! Jiménez-Landi Bajondillo D.O.P. Méntrida 2015. Esse corte de Garnacha com Shiraz concede ao vinho uma leveza e alto teor gastronômico. Acompanhou bem um pão caseiro com uma canja de galinha.

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Esse último gerou em mim profundo orgulho e satisfação de poder ver que no Brasil já existe coisa boa sendo feita! Já falei em alguns posts (link) sobre como os vinhos do Brasil estão evoluindo e sendo bem vistos no exterior e esse é mais um exemplo. É necessário deixar bem claro que esse ainda não está no nível de um bom Francês ou Chileno ou Argentino ou Americano como tivemos no post anterior (link), mas certamente ele está no caminho certo! Salton Paradoxo 2015. Um vinho de R$35 brasileiro que ganhou meu respeito por se tornar uma opção de um vinho barato e com um bom grau de qualidade.

Evento enogastronômico

Amigos, quero apresentar aqui o sommelier responsável pelo minicurso que tivemos no dia do evento. Em baixo temos um breve resumo sobre sua carreira:

Cássio Henrique Almeida de Oliveira

1-Trabalhou no Sonda Supermercados por 2 anos como Sommelier e encarregado da adega

2-Sommelier do Grupo Oba por 7 anos (até o momento)

3-Sommelier e coordenador geral das lojas de São Paulo do OBA

4-Colunista da revista Brazil-USA (EUA- Flórida), Revista feita para brasileiros que ali residem sendo 100% do conteúdo português.(https://www.facebook.com/brazilusaorlando/?pnref=lhc)

Formação

Universidade Paulista (Unip)

Bacharelado em Administração de Empresas

ABS- Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo

Sommelier 3 módulos (países, fundamentos do vinho e serviço do vinho)

 

Às vezes as pessoas me perguntam sobre onde comprar bons vinhos com um bom custo benefício e, uma boa resposta para essa pergunta é o Oba supermercados. Então se você já entrou na adega de um Oba a procura de bons vinhos e ficou encantado com a boa seleção que eles possuem, agradeçam ao Cássio pois ele é o responsável pela escolha de todos os rótulos que a rede possui.

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Como introdução à palestra, o Cássio falou um pouco sobre os tipos de taças que utilizamos para vinhos. Em baixo temos o link para o vídeo no youtube (peço perdão pela qualidade artesanal dos vídeos):

https://www.youtube.com/watch?v=VdmKgttjm84

E na mesa de cada um dos convidados podemos ver que foi separado um tipo de taça específico (espumante, branco e tinto) para cada tipo de refeição:

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Apéritif (hors d’oeuvre)

Amigos, conforme é costume em uma refeição mais sofisticada, podemos ter como apéritif alguns Canapés, Amuse Bouche ou Amuse Gueule. Que nada mais são do que entradinhas (hours d’oeuvre) antes mesmo da entrada principal. Eles combinam muito bem com um champagne ou espumante. Esses em específico foram feitos com salada de bacalhau na barquinha.

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O espumante escolhido pelo Cássio é o da Casa Valduga, um excelente custo benefício. Ele é um exemplo de que é possível apreciar um bom espumante sem precisar pagar R$400 numa garrafa de Champagne. Em conversa com alguns amigos franceses, esse é sucesso inclusive na França!

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casa valduga

Tivemos também uma surpresa que o Cássio nos proporcionou: a abertura desse espumante com um sabre. Confira o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=eBrpqy68pSk&t=3s

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Depois disso o Cássio começou falando sobre como degustar um vinho. Confira a parte 1:

https://www.youtube.com/watch?v=29wX3dOAPgI

Parte 2:

https://www.youtube.com/watch?v=u446Pl0q0mU

Nessa terceira parte temos a degustação específica com o Casa Valduga:

https://www.youtube.com/watch?v=ZxaXuqG7Vwg&feature=youtu.be

Parte 4:

https://www.youtube.com/watch?v=pCu9Jk6QD9I&feature=youtu.be

Entrée

Logo após os canapés é a hora de servir a entrada da refeição. Normalmente é aqui que é servido um bom vinho branco e, no caso dessa festa em específico foi servido um top considerado um clássico Argentino: Catena Zapata Chardonnay.

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Já tivemos um post em que falamos sobre a bodega Catena Zapata e a importância que o Nicolás Catena teve para a viticultura argentina (link), mas cabe aqui dizer apenas o seguinte: até a década de 90 a Argentina nem era citada como produtora de vinhos razoáveis, mas depois do trabalho dele, ela começou a produzir vinhos até mesmo melhores do que os Chilenos, Americanos e Europeus. Então o nome Catena carrega um peso por si só. E o mais legal é perceber que não é necessário um vinho custar R$500, 1000 ou 10000 reais para ser considerado maravilhoso. Com R$120 podemos comprar uma maravilha como essa.

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No próximo link o Cássio vai falar sobre esse vinho e bodega maravilhosos:

https://www.youtube.com/watch?v=lw4-tyo9w98&feature=youtu.be

Continuação:

https://www.youtube.com/watch?v=e4zk9Rq-58w&feature=youtu.be

Parte 7:

https://www.youtube.com/watch?v=3AWYvkMlL8U&feature=youtu.be

E para acompanhar essa lenda temos dois pratos fantásticos. O primeiro deles é uma salada de folhas verdes com camarão, acompanhada de molho à base de iogurte, mel e condimentos:

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O segundo prato é uma massa. Farfalle acompanhado de molho com fundo de alcachofra, tomates cereja e outros condimentos:

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E aqui o Cassio responde algumas perguntas sobre o mundo do vinho:

https://www.youtube.com/watch?v=l8k4t09VPAI&feature=youtu.be

Plat Principal

Após a entrada está na hora do melhor da festa: o vinho tinto com o prato principal! Confesso que, poucas vezes na minha vida, tomei um vinho tão gostoso quanto esse: Volcanes Tectonia 2012.

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Um vinho maravilhoso formado com um corte mediterrâneo com as uvas Mourvèdre, Petite Syrah e Grenache. Ao tomá-lo e perceber seus aromas de compota de frutas negras como cassis e cereja, me lembrei do Don Melchor (link). Nesse último vídeo o Cássio fala um pouco sobre esse vinho extremamente elegante e agradável de beber:

https://www.youtube.com/watch?v=nFE6dnKwu3s&feature=youtu.be

E o prato principal escolhido é uma paleta de Vitela com vinho tinto e acompanhamentos:

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Também troquei muitas idéias com outro sommelier do grupo Oba, o Damião. Que também me confessou esse ser um dos melhores vinhos que ele já havia degustado até então.

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Dessert

Como sobremesa, o vinho de escolha novamente foi do Chile: Junta Late Harvest Gran Reserva 2013 feito com a uva Semillon. Detalhe para a taça utilizada: tipo ISO. Ela é a taça padrão de degustação do mundo todo, inclusive para outras bebidas como café, cerveja, etc.

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Para acompanhar esse vinho com aromas de figos, frutas vermelhas e mel temos um cheesecake com calda de frutas vermelhas e um pudim de limão siciliano.

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Início da festa

Após a refeição tivemos ainda um espumante moscatel bem docinho e leve: Nero.

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E um Malbec Francês que foi utilizado inclusive para acompanhar o churrasco do dia seguinte: Domain les Barthes 2015 Malbec.

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É fantástico ver como um vinho produzido com a mesma uva pode ser tão diferente quando plantada em outro terroir. Pretendo fazer um post em breve com a comparação entre um malbec francês e um argentino, mas de antemão quero adiantar que o Francês é um vinho bem mais leve e com taninos muito mais suaves do que o argentino. Lembra de longe um pinot noir.

Contato do Cássio

Pessoal, conforme vocês devem ter visto nos vídeos e nas fotos, trata-se de um excelente profissional que eu o recomendo com empenho. Caso alguém queira contatá-lo para assuntos profissionais ou mesmo para realização de um evento, segue-se o seu número de celular/whatsup: (11) 98744-6518.

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Quero deixar também o contato do Damião: (11) 948984989.

Conclusão

Quero deixar um agradecimento muito grande à minha tia Sônia por ter proporcionado a sua família e amigos uma festa tão agradável como essa. Recomendo cada um dos vinhos citados nesse post. Um grande abraço a todos e fiquem com Deus.

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Fettuccine verde ao molho pomodoro, frango na cerveja e duelo de shiraz australiano com chileno

 “Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons.” Cícero

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Introdução

Olá amigos, hoje iremos falar sobre como combinar massas com vinhos e faremos um teste cego para decidirmos qual o melhor Shiraz: australiano ou argentino?

Cervejas

Começaremos falando sobre uma cerveja japonesa que tem se popularizado bastante no Brasil: Kirin Ichiban.

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Essa é uma cerveja que pode ser tida como uma boa opção para o público brasileiro em geral por se tratar de uma puro malte de bom custo benefício.A segunda é uma witbier espanhola: Estrella Damm Inedit.

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Essa é uma cerveja artesanal espanhola criada em parceria com o chef Ferran Adrià, do Restaurante El Bulli. Combina maltes de cevada e trigo, lúpulos, coentro, casca de laranja e alcaçuz, e passa por segunda fermentação na garrafa para ganhar complexidade. Frutada e floral no aroma, adocicada no paladar. É cremosa, fresca, frisante e de final agradável. A terceira cerveja é uma Weiss alemã muito conhecida: Erdinger Urweisse.

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Como todos sabem, a Erdinger tradicional é a cerveja de trigo mais consumida do mundo. Já a Urweisse é produzida apenas com o processo de alta fermentação nos tanques (não é refermentada na garrafa), mantendo assim as características típicas de uma cerveja Weiss, com aroma e paladar complexos, rico em notas frutadas.

Características da Shiraz

Amigos, já tivemos aqui no blog um post sobre o vinho que é considerado o melhor Shiraz do mundo: o Crozes-Hermitage (link para o post). E hoje vamos falar sobre o país que produz os segundos melhores Shiraz: a Austrália. Mas quais são as características dessa uva tão famosa?

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Fonte: http:\\www.winefolly.com

A Shiraz é uma das uvas mais antigas usadas para fazer vinho datando dos gregos e romanos. Ela tem origem no vale do Rhone na França e possui aromas deliciosos de amoras, chocolate, pimenta, baunilha, tabaco e cogumelos:

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Fonte: https://br.pinterest.com

Harmonização e Teste Cego

Hoje vamos escolher uma massa para harmonizar com essa uva maravilhosa. O prato de escolha será um fettuccine verde (leva espinafre na massa) ao molho pomodoro e um frango na cerveja.

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Enquanto a comida vai sendo preparado podemos ir saboreando um delicioso pão caseiro com queijos e uma boa cerveja.

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Ou uma caipiroska feita com uma maravilhosa vodka francesa: Cîroc.

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Com a comida pronta podemos começar o embate entre os dois vinhos: Chileno ou Australiano?

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No teste cego realizado entre as 5 pessoas presentes, todas foram unânimes em escolher o Australiano, o qual se mostrou bem superior tanto no bouquet quanto na boca. Testamos também como harmonização um pinot noir californiano (redwood creek) e um cabernet-sauvignon da África do Sul.

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E o pinot noir mais uma vez foi a bola da vez ganhando no quesito harmonização!

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Sobremesa

Para a torta de limão tivemos uma seleção de drinks:

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Licor 43:

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Bellini e Rossini:

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Conclusão

Dessa vez o australiano se sobressaiu ao chileno mas para a harmonização com a comida o pinot noir californiano surgiu incólume!!

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Culinária Mineira com a melhor cachaça do mundo e com uma boa cerveja e vinho mineiros

“Uma taça de vinho vale mais que todas as riquezas da terra.” Gustav Mahler

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Introdução

Amigos, conforme venho falando desde o princípio, o maior orgulho do nosso blog é o fato de falarmos não apenas de regiões famosas como Bordeaux ou o Napa Valley, mas vamos também aos confins da terra (gancho esse que irei usar pois estamos em Belo Horizonte e o aeroporto chama-se confins). Falaremos hoje sobre um dos melhores restaurantes de comida típica mineira e também da nossa visita à melhor cervejaria do Brasil: Wäls. Meu objetivo nesse post é mostrar que Minas Gerais não apenas é conhecida pelo seu belo e simpático povo, mas é uma referência em culinária e bebida.

Cervejaria Wäls

É uma alegria grande poder visitar essa que foi eleita a melhor cervejaria do Brasil e está localizada em BH. Abaixo seguem-se fotos:

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E em baixo a foto das cervejas que iremos degustar:

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A Wäls Dubbel recebeu o prêmio de melhor cerveja do mundo na categoria dubbel:

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A Wäls petroleum é uma receita que a Wäls comprou da cervejaria Dum, tamanha é sua qualidade:

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Mas talvez a mais icônica de todas seja a Alambique County. Cerveja produzida através de uma parceria entre a Cervejaria Wäls e a Goose Island. Black Trippel com Bananas Passas e Castanha de Baru (típica do cerrado Mineiro) e maturada por 5 meses em barris de carvalho que antes foram utilizados para maturar cachaça mineira.

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Restaurante Xapuri

Quem visita BH e não visita o restaurante Xapuri não pode dizer que conheceu a culinária verdadeiramente mineira. O restaurante é um espetáculo e bem típico com a comida feita em forno a lenha. Ele fica localizado numa área nobre da cidade: a Pampulha.

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De entrada pedimos um torresmo com uma excelente cerveja de trigo mineira que eu tive o prazer de conhecer: Backer. Pedimos também uma dose da lendária Vale Verde 12 anos. A única cachaça capaz de derrotar a Anísio Santiago vista no post anterior. Ela sempre permaneceu incólume e intocável até a chegada da Vale Verde 12 anos. Vale a pena conferir!!!

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Como prato principal pedimos uma costelinha de porco com feijão tropeiro e aipim:

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A minha surpresa maior não foi a alta qualidade da comida, mas descobrir que existem vinhos bons feitos em Minas. É lógico que ainda não dá pra comparar ele com um Bordeaux, mas é muito bom. Vale a pena conferir!

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Quero deixar abaixo um link para curiosidades sobre esses vinhos de Minas Gerais com reviews feitos por sommeliers famosos. Vale a pena conhecer:

http://www.otempo.com.br/gastro/as-vinhas-de-minas-em-evolu%C3%A7%C3%A3o-1.925416

Tive a oportunidade de tirar uma foto com a cozinheira e proprietária do estabelecimento:

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Conclusão

Adorei ter conhecido Minas Gerais, sua culinária, costumes, seu povo e, sobretudo, seus vinhos. Adoro saber que posso tomar vinhos do Brasil e saber que eles possuem qualidade e um futuro de muito sucesso.

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Boeuf Bourguignon, a melhor cerveja do mundo e a lenda do vinho Hermitage

“Ouço dizer que os amantes do vinho serão danados no inferno. Não é verdade, mas há mentiras evidentes. Se os que amam o vinho e o amor vão para o inferno, o paraíso deve estar vazio.” Omar Khayyâm

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Introdução

Olá amigos, hoje daremos continuidade à nossa série sobre os vinhos franceses com um prato que esplende toda a glória da culinária francesa: o Boeuf Bourguignon. Não apenas isso, mas todos poderão ver que esse post será duplamente lendário: teremos a melhor cerveja do mundo: Westvleteren 12 junto com o perfeito Syrah Crozes-Hermitage. A escolha dos dois dar-se-á pela perfeita combinação com o prato em questão.

Westvleteren 12: A melhor cerveja do mundo

De modo semelhante ao qual me expressei nos posts anteriores (o do melhor uísque do mundo e o da melhor cachaça do mundo), gostaria de mais uma vez reforçar o fato de que esses títulos não são unânimes entre todos os bons degustadores do mundo. Mas no caso dessa cerveja, nenhuma outra consegue vencer tantos campeonatos de “melhor do mundo”.

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Parte da aura em torno dessas garrafinhas com 330 ml se deve à dificuldade de conseguir uma, principalmente se você não tem planos de ir à Bélgica tão cedo. Os monges exportam a bebida que produzem em ocasiões extremamente pontuais em que precisem de um dinheiro extra. Em 2012 eles exportaram alguns exemplares para os EUA porque o objetivo dos religiosos era usar o dinheiro na reforma da abadia.

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O munícipio de Vleteren, localizado na província de Flandres Oriental, Bélgica, a 150 quilômetros de Bruxelas, possui menos de 5 mil habitantes. Destes, cerca de 30 são monges e pertencem à Ordem dos Cistercienses Reformados de Estrita Observância, uma congregação religiosa da Igreja Católica também conhecida como Ordem Trapista, e vivem na Abadia de St. Sixtus de Westvleteren (vide foto da entrada acima). O que faz estes monges, e por consequência Vleteren, famosos mundialmente, é a produção das cervejas Westvleteren Blond, uma Belgian Specialty Ale com 5,8% de álcool, Westvleteren Extra 8, Belgian Dark Strong Ale com 8% de álcool, e Westvleteren 12, Belgian Quadrupel com 10,2% de álcool. Das sete abadias com certificados para a fabricação de cervejas trapistas no mundo, o mosteiro de Westvleteren é o único que não exporta nem comercializa suas bebidas fora da região. Eliminando custos, as garrafas não têm rótulo. Apesar disso, eles não pretendem aumentar a produção, que é trabalho de apenas dez dos trinta beneditinos que vivem no monastério. A produção destas cervejas é bastante limitada, visto que sua venda não visa lucro, mas apenas o sustento da abadia. Todo o valor que é arrecadado além do necessário para o sustento da abadia é doado. Para comprá-las, é preciso ligar diretamente para o mosteiro, informar a placa de seu carro e marcar um horário para a retirada. Após a compra é necessário aguardar 60 dias para novo agendamento.

Gostaria de deixar o link para um excelente review dela feito no youtube:

https://www.youtube.com/watch?v=C_IjMXVQqgw

A lenda do Hermitage

Ao lembrarmos da França como referência no mundo vitícola, não é possível olvidarmos dos vinhos produzidos na região do Hermitage. Eles são os tintos produzidos com a uva Syrah mais famosos do mundo!

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De acordo com a lenda, o cavaleiro Gaspard de Stérimberg retornou ferido para casa em 1224 vindo da cruzada Albigense e recebeu permissão da Rainha da França para construir um pequeno refúgio para se recuperar, onde ele viveu como um eremita (ermit em francês). A capela do topo foi construída em honra a São Cristóvão e hoje pertence ao negociante Paul Jaboulet Âiné. Os vinhos dessa região começaram a tornar-se famosos depois que Luís XIII tornou-os como os vinhos oficiais da corte depois que ele provou um cálice deles quando passava em visita à região em 1642.

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A partir daí, vários reis no mundo todo tiveram acesso a esses vinhos fantásticos dando origem assim à lenda do Hermitage.

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E hoje teremos a oportunidade de degustar essa lenda com esse vinho de escolha: Les Meysonniers Crozes-Hermitage 2011.

Harmonização

Conforme falamos no começo, o prato de escolha para a degustação dessas duas raridades será o Boeuf Bourguignon, que é o equivalente de carne bovina do Coq au Vin visto no post anterior.

De início iremos separar cerca de 1,5kg de patinho em cubos:

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1 ou 2 cenouras cortadas em rodelas:

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Algumas folhas de Louro e uma cebola cortada ao meio:

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Agora vamos usar uma boa garrafa de vinho. Na receita original usa-se um da Borgonha, mas qualquer um cai bem na receita.

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Depois fechamos com papel filme e deixamos marinar na geladeira por cerca de 24 horas:

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Enquanto isso iremos degustar 3 grandes cervejas:

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Essa é uma belga muito saborosa que é conhecida no Brasil de maneira afetiva como a cerveja do elefantinho rosa. Essa é uma das cervejas alvo do conhecimento de todo bom degustador.

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A segunda também é um clássico: St. Bernadus Wit. Confesso que não era grande fã do estilo Witbier até conhecer essa obra prima. Recomendo com empenho!!

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A terceira possui um nome no mínimo curioso: Duvel (que em idioma flamenco significa diabo). Segundo a cervejaria, foi um amigo do dono que descreveu a cerveja como um verdadeiro diabo (“nen echten Duvel”, que em português significa algo como “que diabo de cerveja”), isto porque sua graduação alcoólica era extremamente alta, aproximadamente 8.5%.

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No outro dia pela manhã iremos espetar alguns cravos nas cebolas antes de retorná-las ao caldo:

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Depois das 24 horas iremos coar o caldo:

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E separar a carne da cenoura:

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E iremos “selar” com azeite os cubos de carne antes do seu uso:

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Depois, usando o mesmo azeite usado para selar a carne vamos dourar cerca de 300g de bacon bem picadinho:

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Depois juntamos a cenoura e a carne e usaremos duas colheres de sopa de farinha de trigo para engrossar um pouco o caldo:

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Logo após trazemos de volta o caldo coado:

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Acrescentamos cheiro verde (salsa e cebolinha picados), sal e pimenta do reino e deixamos cozinhar por cerca de 2 horas e meia (ou até a carne ficar macia):

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Enquanto isso degustaremos mais uma cerveja clássica do estilo trapista (feita em mosteiros):

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E vamos em paralelo preparar os champignons e as cebolas para acrescentar ao caldo depois das 2 horas e meia de cozimento. No caso dos Champignons tiramos os talos e cortamos eles em 4 pedaços:

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Depois disso levamo-los à frigideira para dourá-los com manteiga e temperamo-los com sal e pimenta do reino:

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Separamos os cogumelos e procedemos com as cebolas caramelizadas:

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Acrescentamos 2 colheres de sopa de açúcar depois de havermos dourado as cebolas:

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Vinagre Balsâmico a gosto:

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Depois de prontos as cebolas e os champignons e a carne ter ficado macia, acrescentamos todos juntos ao caldo, acertamos o sal e a pimenta e deixamos cozinhar por mais ou menos uns 30 minutos:

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Após tudo isso finalmente nosso Boeuf Bourguignon está pronto:

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Primeiro degustaremos ele com a Westvleteren 12 e um bom baguete:

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E logo após degustaremos com a lenda:

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Conclusão

O prato é excessivamente trabalhoso de ser feito, mas o resultado é muito gratificante. Degustar bebidas de peso como estas junto com esse prato maravilhoso realmente foi uma sensação ímpar! Recomendo a todos e nota dez para as duas bebidas!

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